quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Fim de cooperativas em Bragança deixa espaços ao abandono


Com o declínio da actividade agrícola no concelho de Bragança, as cooperativas da cidade entraram em decadência até que encerraram, sendo agora espaços abandonados no meio da cidade.

Cooperativa Agrícola dos Produtores de Batata de Semente de Bragança, foi criada há mais de 6 décadas e desde 2011 fechou definitivamente as portas. As instalações da cooperativa estão agora abandonadas, sendo que o escritório chegou a ser arrombado e vandalizado e, tendo ainda o espaço exterior sido recentemente ocupada por alguns animais.
O produto deixou de ser vendido, já que quando perdeu o subsídio do Estado, a batata de semente deixou de ter rentabilidade. O subsídio deixou de ser dado e os agricultores acabaram por abandonar o cultivo da batata de semente.

Fernando Lopes fez parte da última direcção da cooperativa, que ainda existe mas está inactiva. As eleições que deveriam ter acontecido há 4 anos nunca se realizaram e o fim chegou porque a batata de semente produzida não era absorvida pelo mercado nacional. De acordo com o responsável que foi tesoureiro por 6 anos, “a partir dessa altura começou a não se semear nem comercializar a nossa batata e os agricultores compram a batata estrangeira porque tem um melhor preço”, refere.


Na primeira década dos anos 2000, o preço por saco da batata nacional era entre 3 a 4 euros mais barato em relação à estrangeira.
A produção foi decaindo e dos mais de 400 sócios inscritos na cooperativa apenas duas a três dezenas continuavam a produzir as cerca de 100 toneladas que eram absorvidas pelo mercado nacional, enquanto que no período áureo da cooperativa da batata de semente, nas décadas de 80 e 90, mais do dobro era comercializado, sendo utilizadas não apenas as instalações na zona da Coxa, com 24 mil metros quadrados de área, mas também armazéns em Rossas e Sortes.
Nos últimos anos já não havia produção de batata de semente nacional, mas era comercializado o tubérculo de origem estrangeira, bem como rações, adubos e pesticidas.

Fonte: http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=714&id=21530&idSeccao=6629&Action=noticia#.VkRic4t4hTs

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