quarta-feira, 17 de maio de 2017

GNR detém seis alegados traficantes de droga em Torre de Moncorvo

Torre de Moncorvo, Bragança,17 mai (Lusa) - A GNR anunciou hoje a detenção de cinco homens e de uma mulher, em Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, por suspeitas de tráfico droga, numa operação que incluiu a realização de oito buscas domiciliárias.
Fonte do Comando da GNR em Bragança avançou que na sequência das buscas domiciliárias, realizadas na terça-feira, os militares da corporação apreenderam 3,5 doses de haxixe e 64 de canábis, 80 munições e um carregador de uma pistola, bem como material como telemóveis.

Os detidos, com idades entre 16 e 34 anos, foram constituídos arguidos e serão hoje presentes a tribunal.

Festival do Vinho do Douro Superior em Foz Côa junta 350 referência vinícolas

O Festival do Vinho do Douro Superior que decorre em Foz Côa, no distrito da Guarda, entre sexta e domingo, junta 350 referências vinícolas provenientes de 68 produtores daquele território, indicou hoje fonte da organização.
Segundo a organização do certame, são esperados mais de sete mil visitantes ao longo dos três dias em que decorre a iniciativa, vindos um pouco de todo o país e do estrangeiro.
"Trata-se de um festival que promove a região vitivinícola do Douro Superior e todo o seu potencial produtivo e paisagístico", disse à Lusa o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, Gustavo Duarte.
Para o responsável, a produção de vinho no concelho de Foz Côa tem vindo a crescer de ano para ano de forma "exponencial", sendo já uma dos principais motores da economia do território.
"Há cerca de dois anos, e segundo dados oficiais da altura, já se tinham investido cerca de 60 milhões de euros na fileira do vinho, só no concelho de Foz Côa", frisou o autarca.

Autárquicas: PSD recandidata Maria do Céu Quintas em Freixo de Espada à Cinta

O PSD recandidata Maria do Céu Quintas a um segundo mandato à câmara de Freixo de Espada à Cinta com a missão de "continuar a mudar um modelo de gestão que desgastou as finanças municipais".
Em declarações à agência Lusa, a candidata disse que essa missão está a ser bem-sucedida, já que foram reduzidos cinco milhões de euros à dívida: "Estamos a concretizar o que, no nosso ponto de vista, estava a falhar na gestão".
Segundo Maria do Céu Quintas, Freixo de Espada à Cinta dispõe de um património histórico e de uma localização geográfica que exigem ser potenciados.
"É irrelevante estar a pouco mais de uma hora de Salamanca, ou a três de Madrid, e se nada fizermos para atrair um turismo que está próximo e é, por natureza, consumidor de um produto enogastronómico que Freixo de Espada à Cinta tem. Nós já conseguimos inverter essa realidade", especificou.
Maria do Céu Quintas, tem 54 anos de idade, e foi primeira mulher eleita presidente de Câmara pelo PSD no Distrito de Bragança.
Nas eleições de 2009 foi eleita vereadora municipal.
No campo social esteve ligada à Associação de Pais e Encarregados de Educação de Freixo de Espada à Cinta, onde foi Presidente.
Foi ainda vice-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Freixo de Espada à Cinta.
Atualmente integra atualmente a delegação portuguesa no Congresso dos Poderes Locais e Regionais da Europa junto do Conselho da Europa para o mandato 2016-2020.
15 DE MAIO DE 201717:17

Lusa

TORRE DE MONCORVO - IMPERDÍVEL




domingo, 14 de maio de 2017

O solar com 365 portas e janelas,por Tiago Patrício

Numa aldeia chamada Castelo Branco viveu um professor dedicado, que escrevia ensaios rigorosos sobre a origem da linguagem nos seres humanos, a sua evolução geográfica e temporal nas diferentes ramificações regionais. Estudava mais de 15 anos, vários manuscritos sobre a ligação entre a linguagem do planalto mirandês e a do antigo leonês do outro  lado  do  rio  Douro,  quando  numa  tarde  de Verão,  por  entre  alguns  manuscritos amarelados viu um minúsculo grilo branco passear-se entre as iluminuras. Aproximou a vista do recanto da folha onde o insecto se movia com pertinácia e ficou muito tempo a contemplar os seus movimentos graciosos e a sua armadura de quitina. Pegou numa lupa e ficou atento à cadência das antenas e dos apêndices quase até ao fascínio, depois nas patas e peças bucais da mesma cor e graciosidade. Quando a luz do dia desceu a partir da janela, levantou os olhos para fora da sala e acendeu o candeeiro, quando olhou de novo para a secretária, o pequeno grilo tinha desaparecido por entre os outros papéis espalhados na mesa de trabalho.
A recordação de ternura por cada movimento do grilo, que caminhava indiferente e cândido aos registos ou à literatura entre os pesados volumes da história da ngua, fê-lo regressar ao início das coisas, à persistência da memória, ao compasso assimétrico entre manter uma família e um espaço suficiente para uma descendência imaginária e a escolha solitária das ciências exactas e da escrita, numa reverência à história antiga.
A sua casa era um jazigo do tamanho de um solar com 365 portas e janelas, mandado construir pelo avô, para harmonizar  o trabalho do campo  com a vida dos filhos e as estações do ano, que agora estava vazia de gente e forrada de livros para o isolar da passagem do tempo. Conhecia a grafia e a fonética de todos os alfabetos usados na Europa ocidental, para além do Árabe clássico e mesmo alguns dialectos africanos das colónias portuguesas.  As  suas  viagens  antes  do  isolamento  não  foram  apenas  uma  perda irremediável de tempo ou de energia e trouxe consigo o peso de muitas vidas que tentava reproduzir contra os seus olhos cansados e as mãos trementes.