sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Felgar - Silhades e o missal romano

"Além do  valor artístico da imagem, certamente ignorado pela junta havia ali um raríssimo e antigo missal romano, identificado em 1954 pela co-autora deste livro, a propósito do qual se pronunciou o distinto especialista Prof. Doutor PF Avelino de Jesus Costa, da Univ. de Coimbra afirmando apenas existir em Portugal um análogo em Braga. Avisado o Pároco do Felgar, Pº Joaquim Manuel Rebelo, retirou-o de Silhades por razões de segurança. Não se sabe o destino que  lhe foi dado."
In Felgar de Maria da Assunção Carqueja Rodrigues - Adriano Vasco Rodrigues (2006)
Foto A.F.F.M.

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6 comentários:

  1. Eu,saber sei...

    mas porque nos vamos preocupar com um antigo missal romano se daqui a uns dias vai também a capela, todo o Silhades - e o santo não vai porque sabe nadar - depois irá até o ubérrimo vale do Felgar ?

    Se isto não nos preocupa, para quê preocuparmo-nos com um missal que foi alienado a troco de 30 dinheiros ?

    João Solteiro.

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  2. Pois se sabe deve dize-lo porque enquanto pensarmos assim não saimos da cepa torta e continuamos a ser espoliados do nosso património... Lembra-se do que aconteceu quando o triptico foi roubado? Se os moncorvenses não tivessem reagido onde é que ele já estaria...!!!

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  3. Será caso para PJ? Duvido! Mas que valioso, a acreditar nas informações constantes da página 89 da obra " Felgar" escrita por Adriano Vasco Rodrigues sua mulher Maria da Assunção Carqueja Rodrigues, que se transcrevem " Além do valor artístico da imagem, certamente ignorado pela Junta, havia ali um raríssimo e antigo missal romano, identificado em 1954 pela co - autora deste livro, a propósito do qual se pronunciou o distinto especialista, Prof. Doutor Pe ( Padre ) Avelino Jesus da Costa,da Universidade de Coimbra,afirmando apenas existir em Portugal um análogo em Braga. Avisado o Pároco do Felgar, Pe Joaquim Manuel Rebelo, retirou - o de Silhades, por razões de segurança. Não se sabe o destino que lhe foi dado".
    E agora? Quem foi quem não foi o último a ver tão raríssimo missal? Va -se lá saber! Quase jurava que 99% dos felgarenses antes de 2006, data da edição da Obra supra,não sabiam da existência e da raridade de tal missal. Pergunto-me: o espólio do senhor Padre Rebelo não terá sido depositado no que é hoje a Casa da Memória, da responsabilidade da Câmara Municipal? Será questão para averiguar..estás a ler isto Oh António Júlio? E nos fundos da Casa Paroquial, mesmo fronteira à Igreja Matriz de Felgar não haverá rasto? Lembro-me de nos idos de 73 o falecido Padre Rebelo ter convocado a malta jovem e, a fim de ser criada a Associação Recreativa e Felgarense,nos ter dito: " estive aqui a olhar por cima dos telhados da nossa aldeia e pensei que o Artur Salgado poderia ser o vosso representante".
    Respondi-lhe: Eu senhor Padre? Não vê que estou lá para Bragança e apenas venho aqui de tempos a tempos.. Não faz mal, retorquiu o senhor Padre.
    Terminada a reunião,subimos os dois a escadaria de sua casa e na salinha mostrou-me um conjunto de ofícios endereçãdos à Gulbenkian do Sr. Perdigão,à Ferrominas, ao Senhor Doutor Adriano Moreira a fim de pedira apoios..
    Retomando a meada,talvez, por descuido ou desconhecimento os familiares de seu irmão João a viver para os lados de Coimbra possam lançar alguma luz sobre missal, cujas leituras deixou fazer com torcida de azeite do Sabor ou de Vela cereeira de Felgueiras,..nunca se sabe...Seo missal ainda não morreu , certamente ,que o seu enterro ainda não foi feito! Que diria Sherlock Holmes e seu amigo Watson? Ou então o Moita Flores que vai deixar os trabalhos da Câmara de Santarém possa a ajudar o São Lourenço a encontrar seu missal..Talvez,pois saber não lhe falta, o senhor Doutor Adriano Vasco Rodrigues nos possa mostrar, nem que seja em fotografia,o irmão do desaparecido e que pelos vistos ainda estará à guarda das autoridades eclesiásticas de Braga..
    Quem foi que se acuse! Isso era o que os do Felgar queriam. também eu gostava de ver tão " valiosa" raridade..Talvez um dia..Que São Lourenço e todos os Santos rezem pelo missal romano desaparecido,,de Silhades ou de outro sítio.

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  4. Dizem as boas e más línguas da vila que o espólio do padre Rebelo ,incluindo dezenas de cassetes de gravações,está em poder dos seus familiares, naturais de Foz Coa ,terra dos Marçais.Também contam a história do enterro ,pago pela câmara por razões humanitárias,e a conta a prazo que apareceu.Sei que o senhor padre Rebelo era bom homem,amigo do seu amigo,historiador/investigador nos tempos livres e educador notável. O que fizeram ao seu espólio é um tema que os responsáveis por estas coisas já deviam ter tratado. Não é fazer versos ao Sabor da pena que se tratam estes assuntos.Em defesa do bom nome do senhor Padre e para enriquecimento patrimonial do concelho tudo isto devia ser esclarecido.
    Um pucareiro que ainda ouviu missa "dada" pelo Padre Rebelo.

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  5. Maria Fernanda Fernandes escreveu:A história do missal deixou-me perplexa:assim vamos perdendo o nosso património sem que ninguem reaja.!!!Onde está a nossa garra de TRANSMONTANOS???

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  6. Eu também estou parva..eu acho que quem sabe alguma coisa sobre o missal que va dizendo..quem sabe se começarem a desenrolar a meada se saiba alguma coisa..se alguém o tem , para que o quer ? Para olhar para ele . Nao era melhor coloca ló num lugar onde toda a gente o pudesse admirar? E se ficasse em moncorvo? Já pensaram nos milhares de turistas que passariam por lá ? Nao esperava isto do padre Rebelo.. Nao deixaria ele algum escrito a dar conta do paradeiro de tal relíquia?Rebusquem na papelada dele..

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