segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Orlando Ribeiro. Apontamentos sobre Trás-os-Montes

«Quando se evoca a fisionomia de Trás-os-Montes, com culturas de subsistência e grandes aldeias coesas, raramente de grandes dimensões, vilas distantes, algumas enobrecidas por grandes igrejas e solares, ela contrasta fortemente com o Douro, embora contíguo e até há pouco sua principal via de acesso. Mas o rio constitui menos um efeito de barreira que uma cómoda linha de demarcação, com as margens simétricas e poderosamente unidas por inúmeros passos do rio, homogéneas na aparência física, no povoamento que combina lugares, mais do que aglomerados, constrangidos, com a grande disseminação das quintas vinhateiras, e na mesma economia dominante de um produto de qualidade, raro e caro, sujeito muito mais às oscilações da conjuntura internacional do que às do seu insuficiente mercado interno num país de baixo nível de consumo.» (Orlando Ribeiro. Apontamentos sobre Trás-os-Montes, 1970. Opúsculos Geográficos. VI. Estudos Regionais, 1995)

Foto A.F.F.M.


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