domingo, 28 de maio de 2017

Moncorvo - Alfândega


A Lema D'Origem na Feira Cultural de Coimbra


Baixo Sabor vai ter uma estrutura para estudo da fauna local

O Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal (CIARA) fica na aldeia de Felgar. Foi construído ao abrigo do programa de compensação pela construção da barragem do Sabor e quer contribuir para a preservação e desenvolvimento da biodiversidade do território transmontano.
 O CIARA é um edifício construído de raiz, ao abrigo das medidas de compensação ambiental provenientes do Fundo Baixo Sabor. Foto: DR
É em Felgar, concelho de Torre de Moncorvo, que fica o Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal (CIARA) que vai servir todo o território abrangido pela albufeira do Baixo Sabor.
 O equipamento custou 1,6 milhões de euros e tem como objectivo “organizar e promover a cultura científica, tecnológica e a difusão do conhecimento do território”, explica à Renascença o presidente da Associação de Municípios do Baixo Sabor (AMBS), Nuno Gonçalves.
 O também autarca de Torre de Moncorvo considera, no entanto, que “o CIARA só será um verdadeiro centro de recuperação ambiental e animal, se for geograficamente alargado ao Parque de Montesinho, ao Douro Internacional e ao Parque Regional do Tua”, para que técnicos da Universidade Transmontana e do Politécnico de Bragança possam “desenvolver os seus conhecimentos”.

Torre de Moncorvo - Recital Solidário


NOTA DE IMPRENSA
Igreja Matriz acolheu recital solidário para a Liga Portuguesa Contra o Cancro
C:\Users\luciana.raimundo\Desktop\recital_solidário\IMG_3002.jpgO Município de Torre de Moncorvo promoveu, no passado dia 21 de Maio, um recital solidário, no qual foram angariados 500€ que reverteram para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
C:\Users\luciana.raimundo\Desktop\recital_solidário\IMG_3041.jpgO concerto teve lugar na Igreja Matriz de Torre de Moncorvo e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, da Vereadora da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Piedade Meneses, e de um representante da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Dr. Batista Cardoso, Director do Departamento de Angariação de Fundos do Núcleo Regional do Norte.
No decorrer do concerto, a soprano Ana Paula Matos e o organista Rui Martins interpretaram nove temas de autores e compositores conceituados, como
Andrés de Sola, J. S. Bach, A. Vivaldi, Pablo Brune, Haydn, W.A. Mozart e Gounod.
Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 23 de Maio de 2017
Luciana Raimundo

Polícia identifica suspeitos de vandalismo de gravura do Parque Arqueológico do Vale do Cô


A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta quarta-feira ter identificado dois homens que são considerados os autores do ato de vandalismo de que foi alvo uma gravura do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC).
 Segundo uma nota do Departamento de Investigação Criminal da Guarda da PJ, os suspeitos “são responsáveis pela produção de dois desenhos e uma inscrição legendária sobre o Painel Central de Arte Rupestre da Ribeira de Piscos, pertencente ao Parque Arqueológico do Vale do Côa, vulgarmente conhecido pela representação do ‘Homem de Piscos’, o qual está classificado como monumento nacional e como património mundial pela UNESCO”.
 Os factos ocorreram no dia 25 de abril e foram denunciados no dia 28 pela Fundação Côa Parque, que gere o PAVC e o Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda.
“Fomos surpreendidos com a descoberta de novíssimas gravações de uma bicicleta, um humano esquemático e a palavra ‘BIK’ diretamente sobre o conhecidíssimo conjunto de sobreposições incisas do setor esquerdo daquele painel, onde, como é universalmente sabido, está o famoso ‘Homem de Piscos’, a mais notável das representações antropomórficas paleolíticas identificadas no Vale do Côa”, disse na altura à Lusa o diretor do PAVC, António Baptista.
Hoje, a PJ da Guarda esclarece em comunicado que “tais desenhos e inscrição foram produzidos durante um passeio local de vários ciclistas, com recurso a uma pequena pedra de xisto, que funcionou como instrumento de incisão sobre o bloco rochoso que acolhe várias gravuras do período Paleolítico Superior, entre as quais, a única figuração antropomórfica paleolítica até hoje claramente identificada em Portugal.”

A Taberna do Adro e a Confraria da Amêndoa do Douro Superior

Right by the church in the quiet village of Vila Fernando, near Elvas, Taberna do Adro is a dainty tavern that is balm to the weary traveller and a boon to his stomach. We arrived late after a long journey from Madrid and were soon treated to a cornucopia of dishes illustrating the genius of Alentejo cooking: roasted peppers in olive oil, tiborna (similar to bruschetta), wild asparagus with scrambled eggs, runny and piquant sheep’s cheese, broad beans with chouriço and cured ham that melts on your tongue. Expect to pay a little bit more than in an average village restaurant – and to be happy to do so.
 Largo João Deus 1, +351 268 661 194, on Facebook
nttranaeus
In: https://www.theguardian.com/travel/2017/apr/13/best-of-rural-portugal-alentejo-readers-travel-tips

quarta-feira, 17 de maio de 2017

GNR detém seis alegados traficantes de droga em Torre de Moncorvo

Torre de Moncorvo, Bragança,17 mai (Lusa) - A GNR anunciou hoje a detenção de cinco homens e de uma mulher, em Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, por suspeitas de tráfico droga, numa operação que incluiu a realização de oito buscas domiciliárias.
Fonte do Comando da GNR em Bragança avançou que na sequência das buscas domiciliárias, realizadas na terça-feira, os militares da corporação apreenderam 3,5 doses de haxixe e 64 de canábis, 80 munições e um carregador de uma pistola, bem como material como telemóveis.

Os detidos, com idades entre 16 e 34 anos, foram constituídos arguidos e serão hoje presentes a tribunal.

Festival do Vinho do Douro Superior em Foz Côa junta 350 referência vinícolas

O Festival do Vinho do Douro Superior que decorre em Foz Côa, no distrito da Guarda, entre sexta e domingo, junta 350 referências vinícolas provenientes de 68 produtores daquele território, indicou hoje fonte da organização.
Segundo a organização do certame, são esperados mais de sete mil visitantes ao longo dos três dias em que decorre a iniciativa, vindos um pouco de todo o país e do estrangeiro.
"Trata-se de um festival que promove a região vitivinícola do Douro Superior e todo o seu potencial produtivo e paisagístico", disse à Lusa o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, Gustavo Duarte.
Para o responsável, a produção de vinho no concelho de Foz Côa tem vindo a crescer de ano para ano de forma "exponencial", sendo já uma dos principais motores da economia do território.
"Há cerca de dois anos, e segundo dados oficiais da altura, já se tinham investido cerca de 60 milhões de euros na fileira do vinho, só no concelho de Foz Côa", frisou o autarca.

Autárquicas: PSD recandidata Maria do Céu Quintas em Freixo de Espada à Cinta

O PSD recandidata Maria do Céu Quintas a um segundo mandato à câmara de Freixo de Espada à Cinta com a missão de "continuar a mudar um modelo de gestão que desgastou as finanças municipais".
Em declarações à agência Lusa, a candidata disse que essa missão está a ser bem-sucedida, já que foram reduzidos cinco milhões de euros à dívida: "Estamos a concretizar o que, no nosso ponto de vista, estava a falhar na gestão".
Segundo Maria do Céu Quintas, Freixo de Espada à Cinta dispõe de um património histórico e de uma localização geográfica que exigem ser potenciados.
"É irrelevante estar a pouco mais de uma hora de Salamanca, ou a três de Madrid, e se nada fizermos para atrair um turismo que está próximo e é, por natureza, consumidor de um produto enogastronómico que Freixo de Espada à Cinta tem. Nós já conseguimos inverter essa realidade", especificou.
Maria do Céu Quintas, tem 54 anos de idade, e foi primeira mulher eleita presidente de Câmara pelo PSD no Distrito de Bragança.
Nas eleições de 2009 foi eleita vereadora municipal.
No campo social esteve ligada à Associação de Pais e Encarregados de Educação de Freixo de Espada à Cinta, onde foi Presidente.
Foi ainda vice-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Freixo de Espada à Cinta.
Atualmente integra atualmente a delegação portuguesa no Congresso dos Poderes Locais e Regionais da Europa junto do Conselho da Europa para o mandato 2016-2020.
15 DE MAIO DE 201717:17

Lusa

TORRE DE MONCORVO - IMPERDÍVEL




domingo, 14 de maio de 2017

O solar com 365 portas e janelas,por Tiago Patrício

Numa aldeia chamada Castelo Branco viveu um professor dedicado, que escrevia ensaios rigorosos sobre a origem da linguagem nos seres humanos, a sua evolução geográfica e temporal nas diferentes ramificações regionais. Estudava mais de 15 anos, vários manuscritos sobre a ligação entre a linguagem do planalto mirandês e a do antigo leonês do outro  lado  do  rio  Douro,  quando  numa  tarde  de Verão,  por  entre  alguns  manuscritos amarelados viu um minúsculo grilo branco passear-se entre as iluminuras. Aproximou a vista do recanto da folha onde o insecto se movia com pertinácia e ficou muito tempo a contemplar os seus movimentos graciosos e a sua armadura de quitina. Pegou numa lupa e ficou atento à cadência das antenas e dos apêndices quase até ao fascínio, depois nas patas e peças bucais da mesma cor e graciosidade. Quando a luz do dia desceu a partir da janela, levantou os olhos para fora da sala e acendeu o candeeiro, quando olhou de novo para a secretária, o pequeno grilo tinha desaparecido por entre os outros papéis espalhados na mesa de trabalho.
A recordação de ternura por cada movimento do grilo, que caminhava indiferente e cândido aos registos ou à literatura entre os pesados volumes da história da ngua, fê-lo regressar ao início das coisas, à persistência da memória, ao compasso assimétrico entre manter uma família e um espaço suficiente para uma descendência imaginária e a escolha solitária das ciências exactas e da escrita, numa reverência à história antiga.
A sua casa era um jazigo do tamanho de um solar com 365 portas e janelas, mandado construir pelo avô, para harmonizar  o trabalho do campo  com a vida dos filhos e as estações do ano, que agora estava vazia de gente e forrada de livros para o isolar da passagem do tempo. Conhecia a grafia e a fonética de todos os alfabetos usados na Europa ocidental, para além do Árabe clássico e mesmo alguns dialectos africanos das colónias portuguesas.  As  suas  viagens  antes  do  isolamento  não  foram  apenas  uma  perda irremediável de tempo ou de energia e trouxe consigo o peso de muitas vidas que tentava reproduzir contra os seus olhos cansados e as mãos trementes.