quarta-feira, 30 de abril de 2014

ATENOR -“Encontrar Espaços de Crescer, Aprender e Ensinar”

A AEPGA vai participar no encontro “Encontrar Espaços de Crescer, Aprender e Ensinar” organizado pela Associação Cultural e Desportiva de Atenor (ACDA) a decorrer nos dias 2, 3, e 4 de Maio na aldeia de Atenor.

O encontro enquadra-se na ideia de que as aldeias do Nordeste Transmontano são, actualmente, territórios partilhados por vários grupos cujas diversidades reflectem experiências, culturas, níveis de escolarização, interesses e expectativas variadas relativamente à educação das suas crianças. Destina-se a munícipes, pais, educadores, crianças e comunidade interessada. Neste evento pretende-se debater múltiplas possibilidades, perspectivas e modos de educar as crianças, através da reflexão em torno de um amplo leque de experiências e contextos educacionais debatidos por vários intervenientes.

As inscrições ainda estão a decorrer. Por isso, aproveite para conhecer de perto esta iniciativa e passar um excelente fim-de-semana educativo aqui connosco em ATENOR.
 Conheça como tudo surgiu e o programa em:

http://cresceraprenderensinar.wordpress.com
https://www.facebook.com/crescer.aprender.ensinar

TRÁS - OS - MONTES, no olhar de Luís Borges (IX)


Município de Torre de Moncorvo promove homenagem a Júlia Ribeiro

No próximo dia 1 de Maio, pelas 15h00, tem lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho uma homenagem a Júlia Ribeiro promovida pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo. A cerimónia conta ainda com a apresentação do livro “Contos no Terreiro ao Luar de Agosto” da autoria de Júlia Ribeiro, que será apresentado pelo Dr. Rogério Rodrigues.
Maria Júlia Ferreira de Barros Ribeiro, nasceu em Torre de Moncorvo em 1938. Licenciou-se em Filosofia Germânica na Faculdade de Letras de Coimbra e começou a dar aulas no Liceu da Figueira da Foz. Lecionou ainda no Liceu Nacional de Leiria, dirigiu a Escola do Magistério Primário de Leiria e trabalhou no ISLA onde desempenhou os cargos de Diretora do Curso Superior de Tradutores e Coordenadora Académica do Departamento de Línguas. Depois de se aposentar dedicou-se à escrita tendo publicados diversos livros, como “Contos ao Luar de Agosto”, “De Olvido e de Silêncio”, “Constantino Rei dos Floristas”, “… e chegaram três Reis Magos em Agosto”, “Recordar Guarda Ribeiro”, “Duas Rosas Vermelhas que Nunca Cheguei a Receber”, “Primeira Comunhão”, “Mulheres da Marinha Grande – Histórias de Luta e Coragem” “Os contos da Minha Avó” e “A Parábola dos Três Anéis”.
No dia 2 de Maio, pelas 11h30, realiza-se um passeio pela Corredoura com os alunos da Escola Secundária Dr. Ramiro Salgado.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 29 de Abril de 2014
Luciana Raimundo

Assembleia de Bragança contesta fecho de escolas e jardins-de-infância

A Assembleia Municipal de Bragança manifestou-se hoje por unanimidade contra o encerramento das escolas e jardins-de-infância que restam nas aldeias do concelho, que obrigaria à concentração quase total das crianças na cidade.

Lusa

Se as determinações do Ministério da Educação para o próximo ano letivo forem cumpridas, o concelho de Bragança, que é o maior e mais populoso do Nordeste Transmontano, ficará praticamente reduzido aos dois centros escolares da cidade capital de distrito.

terça-feira, 29 de abril de 2014

TRÁS - OS - MONTES, no olhar de Luís Borges (VIII)


MONCORVO - Jogos Desportivos Concelhios.

  Secretário de Estado do Desporto e Juventude presente na entrega dos prémios dos Jogos Desportivos Concelhios

De 1 a 25 de Abril decorreu em Torre de Moncorvo mais uma edição dos Jogos Desportivos Concelhios.
A entrega dos prémios aos vencedores teve lugar no dia 25 de Abril no Cine-Teatro de Torre de Moncorvo. Na cerimónia esteve presente o Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Dr. Emídio Guerreiro que entregou os troféus da raiola, dos árbitros e do futsal, o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Dr. Nuno Gonçalves, que entregou os prémios da Pesca Desportiva e malha, o Vice-Presidente, Victor Moreira, que procedeu à entrega dos troféus de sueca e o Presidente da Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo, José Meneses, a quem coube a tarefa de entregar os prémios do dominó.
Este ano estiveram em competição 6 modalidades, com destaque para a competição de futsal que englobou 12 equipas, de doze associações do concelho, num total de 130 atletas. A final foi disputada, no dia 25 de Abril, com casa cheia entre o Clube Académico de Carviçais e a Associação dos Amigos de Sequeiros, saindo vencedores estes últimos.
Os jogos populares realizaram-se também no dia 25 de Abril, no Campo de Jogos de São Paulo, com grande adesão dos participantes.
Os Jogos Desportivos Concelhios 2014 contaram nesta edição com cerca de 300 participantes das várias freguesias do concelho.

Luciana Raimundo        

Moncorvo -Álbum de memórias - Carnaval

Hoje,16-17 horas, uma reportagem sobre Núcleo da Fotografia de Moncorvo,na RTP, no programa da Dina Aguiar.Não perca.

TRÁS - OS - MONTES, no olhar de Luís Borges (VII)


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Barroso -Canastro de Parada

Fotografia cedida pelo Padre Fontes

LIVRARIAS como espaços de LIBERDADE!

A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro é um espaço de livraria especializada em autores e obras de e sobre Trás-os-Montes e Alto Douro. Por conseguinte, cerca de 100 % das obras que acolhemos e disponibilizamos não se encontram nos hipermercados da cidade, nem da região, nem do País – e uma elevadíssima percentagem também não se encontram nas cadeias de livrarias nacionais nem em sites online.
 Numa época em que a liberdade de expressão e de informação, consagrada na Constituição de 1976, se encontra na prática coarctada pelos grandes grupos de comunicação social generalista, detidos por grandes grupos económicos que os utilizam como veículos dos seus interesses. Em que o sistema de ensino cada vez mais tende a normalizar e uniformizar os alunos, através de exames únicos e de rankings de escolas nacionais. Em que vimos retroceder diversos direitos e garantias e espoliados das reformas os nossos pais e avós, justificados pela naturalização de falsas ideias e projectos hegemónicos. As livrarias independentes, oferecem um espaço de leituras alternativas, de cultura diversificada, plural, de diferentes perspectivas e opiniões, caleidoscópio de olhares e de correntes de sentimentos, de cidadania e saber pensar.
 «A hipótese de que a pluralidade de ideias e expressões associada à edição seja reduzida em função de escolhas meramente mercantis é real e já pode comprovar-se na maioria das livrarias. Encontrar fundos de catálogo é tarefa muito difícil, ainda que falemos de livros dos mais importantes escritores portugueses das últimas décadas. Ampliando o arco temporal, a dificuldade acentua-se, e o mesmo acontece em áreas como a poesia, o ensaio, as ciências, as artes ou a filosofia. Tudo o que fuja á lógica da novidade tem menos espaço nas livrarias e o que não se vender rapidamente acabará por desaparecer. Resta saber se ainda podemos falar de um sector que divulga e disponibiliza ideias, pensamento e criação, assegurando-lhes circulação e alguma espécie de memória, ou se o mercado do livro é já outra coisa.» Sara Figueiredo Costa, Le Monde Diplomatique - ed. portuguesa, n.º 87, Janeiro 2014]
 Restam e nascem, e resistem, algumas livrarias independentes, como espaços de LIBERDADE!
António Alberto Alves

MONCORVO - CENTRO HISTÓRICO























Imagens enviadas por L.D.

JÚLIA RIBEIRO - HOMENAGEM E LIVRO .






















Dia 1 de Maio,15 horas, no Salão Nobre da Câmara.Dia 2,passeio pela Corredoura com os alunos da Escola Secundária.

Mês de Maio, mês de Constatino,rei dos floristas


domingo, 27 de abril de 2014

TRÁS - OS - MONTES, no olhar de Luís Borges (VI)

Fotografia : Luís Borges

Bragança - Feira centenária das Cantarinhas regressa à cidade transmontana em Maio

A centenária Feira das Cantarinhas, que se realiza em Bragança nos primeiros dias de Maio, regressa este ano ao centro da cidade a pedido dos comerciantes que esperam mais negócio com o movimento gerado pelo evento.

 O anúncio foi feito pela organização do certame, a cargo da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB) e autarquia, que decidiram fazer a vontade ao comércio e devolver ao centro histórico a feira que nos últimos anos tinha sido transferida para uma zona mais afastada.
O certame baptizado com o nome das típicas cântaras de barro que outrora mantinham a água fresca é um dos mais emblemáticos da cidade de Bragança e os responsáveis pela organização prometem para este ano, entre 30 de Abril e 4 de Maio, «das melhores feiras de sempre».
O programa arranca com a mostra de artesanato e as «Cantarinhas» estão em destaque entre 2 e 4 de Maio com 300 expositores, segundo adiantou o presidente das ACISB, Victor Carvalho.
A feira onde antigamente os agricultores compravam o renovo para plantar as terras oferece hoje em dia um pouco de tudo, animada por espectáculos musicais.
Nos três dias do evento também o «comércio sai à rua» com a organização a dar a oportunidade aos lojistas locais de poderem expor e vender as suas mercadorias no exterior dos estabelecimentos.
Todo o comércio de Bragança tem autorização para estar aberto no feriado do 1º de Maio e no domingo seguinte.
O orçamento da feira ronda os 34 mil euros, como adiantou o presidente da Câmara, Hernâni Dias, que aposta também na divulgação junto dos vizinhos espanhóis para atrair mais visitantes e dar a conhecer o evento do lado de lá da fronteira.

 Lusa; Foto - Câmara de Bragança | sábado, 26 de Abril de 2014

fábrica de sabão e a Feitoria do linho-cânhamo.

Sem pretender tornar este assunto muito pesado para quem frequenta este blog, acho interessante divulgar estas linhas escritas nos anos de 1700 sobre Torre de Moncorvo, a sua fábrica de sabão e a Feitoria do linho-cânhamo.

Fazíamos sabão para todo o Norte do País, ou seja, produzíamos o Sonasol, o Ajax, o Tide, o sabão amarelo,o cor-de-rosa, o Fairy, para manter este Norte do País a brilhar e desinfectado; e se não fossem as nossas cordas as naus não teriam saído do Tejo ! Interessante. . .
E já agora partilho aqui a inovação da Escola Náutica do Infante D. Henrique, que se ausentou para Sagres com os seus companheiros.
Dizem que por maneirismos mais ou menos a dar para o maricas no ambiente da Corte ele não era bem visto.
Mas o que interessa é que descobriu o que, desde as primeiras embarcações à vela da civilizações mais antigas – (Fenícios incluídos, que chegaram ao Cachão da Valeira !) – não se sabia. O vento não empurra o barco através das velas. O vento suga as velas, é o “vácuo” depois da vela que suga o velame e deste modo movimenta o barco ! Tão simples mas teve de ser ele, o renegado da Ínclita Geração a descobrir; e daí toda a alteração a que procedeu na configuração do velame das naus que caracterizou o estilo português nas Descobertas.
Qualquer incorrecção deverá ser corrigida por quem desta matéria mais perceba.
F.Garcia.
Mirandela
 
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Texto publicado em Março de 2011

Tiago Patrício e o JL


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Traga-Mundos e UTAD assinam protocolo de cooperação.

António Alberto Alves,  Traga-Mundos,
e o Prof. Dr. Artur Cristóvão, Vice-Reitor 
A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro e a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real, assinaram um protocolo de cooperação, que visa enquadrar, facilitar e potenciar um trabalho conjunto: «Ambas as instituições, desejando promover e fomentar o desenvolvimento sociocultural da região acordam estabelecer relações de cooperação através do presente PROTOCOLO. (...)
 O presente protocolo estabelece os princípios gerais e as condições nas quais se desenvolverá a colaboração entre as duas instituições.
 Os objetivos do presente protocolo são, em traços gerais, a promoção de iniciativas culturais e artísticas conjuntas que contribuam para o desenvolvimento sociocultural da região.
 Estes acordos poderão abranger, entre outros, os seguintes aspetos:
a) Promoção de atividades culturais e artísticas comuns, tais como: organização e intercâmbio de exposições, lançamento de obras, feiras do livro ou outras que de alguma forma se insiram no âmbito da missão de ambas as entidades;
b) Acolhimento de estágios curriculares das licenciaturas da UTAD pela Traga-Mundos;
c) Produção e edição de publicações;
e) Colaboração em eventos científicos, artísticos e culturais vários tais como: apresentações de obras, encontros, jornadas de várias áreas do conhecimento.»
 O referido protocolo foi assinado a 3 de Abril de 2014, entre António Alberto Alves, pela Traga-Mundos, e o Prof. Dr. Artur Cristóvão, Vice-Reitor para o Planeamento, Estratégia e Organização, pela UTAD.
 De salientar, que este protocolo vem formalizar uma colaboração que já vinha a acontecer desde 2012, nomeadamente em parceria com o Círculo Cultural da UTAD e pelo convite à participação da Traga-Mundos em eventos na UTAD (banca de livros em diversos seminários, mostra de livros de Trás-os-Montes e Alto Douro, etc) e pelo acolhimento na Traga-Mundos de obras, lançamento de livros, exposições, tertúlias de docentes e alunos da UTAD.
Traga-Mundos

sábado, 26 de abril de 2014

Semana Santa atraiu muitos visitantes a Torre de Moncorvo


O Município de Torre de Moncorvo e a Santa Casa da Misericórdia de Torre de Moncorvo promoveram as celebrações da Semana Santa de 12 a 20 de Abril, com o objetivo de não deixar cair no esquecimento as tradições do concelho.
No dia 13 de Abril, realizou-se a Procissão do Encontro com a representação ao vivo, pelo Grupo Alma de Ferro Teatro, da Via Sacra. A procissão teve início na Igreja da Misericórdia, onde Jesus toma a Cruz, a primeira representação das nove estações da vida de Jesus Cristo. Ao longo do percurso e à chegada da procissão a cada passo o Grupo Alma de Ferro Teatro ia representando mais uma estação. A Via Sacra terminou na Praça Francisco Meireles quando Jesus é pregado na Cruz.
Destaque também para a procissão dos Passos, no dia 17 de Abril à noite e para a Procissão do Enterro do Senhor que teve lugar no dia 18 de Abril.
A nível cultural decorreu a apresentação do livro “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano” de Isabel Mateus, a abertura do Núcleo Museológico da Fotografia do Douro Superior e a inauguração do Núcleo Museológico da Casa da Roda.
Ao final do dia realizou-se a Vigília Pascal e Bênção da Água e Círio Pascal, na Igreja Matriz. Às 23h00, o Grupo Alma de Ferro Teatro cantou as alvissaras na Igreja da Misericórdia, tradição bastante antiga que há muitos anos não se realizava. No Domingo de Páscoa teve lugar a Procissão da Aleluia e durante a tarde a visita pascal.
A população aderiu às celebrações quer participando nas atividades religiosas e culturais mas também através da colocação de candeeiros, velas e colchas nas janelas e varandas das suas habitações, durante as procissões.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 22 de Abril de 2014
Luciana Raimundo                                  

Moncorvo - Álbum de memórias - 1974


Fotografias : N.M.F.D.S.

Rentes de Carvalho, a Taberna do Carró e " Mentiras e Diamantes"

Fotografia: Leonel Brito

"Jantaram na Taberna do Carró e saíram a dar um passeio,concordando que a boa refeição tinha compensado da dureza dos bancos do estabelecimento."
In Mentiras e Diamantes (página 232)de J.Rentes de Carvalho

Em tempo de vigaristas... mais uma estória do Camané, por Júlia Ribeiro

Por Moncorvo têm passado muitos vigaristas, de todos os tipos e feitios, para além dos que exercem a vigarice institucionalizada. Então não será uma porca de vigarice cortarem nas pensões, subsídios de férias e de Natal a quem tem tantas dificuldades e deixarem fugir os vigaristas que se abotoaram com milhões que nós temos de pagar?
Mas ouçamos o Camané :
Vou falar dos vigaristas que trabalham por conta própria. Há alguns cujas vigarices deixam pessoas incautas muito lesadas. Não gosto deles. Há outros , mais astutos, que preferem lesar os gananciosos e depois o povo até diz “foi bem feito” . E há aqueles que ficam na memória pela ousadia, inteligência e até por uma boa dose de imaginação. São as histórias destes últimos que me regalam. Diria até que me fascinam. Vou contar-vos uma destas.
Quando se deu inicio à construção da barragem do Pocinho, era o Engº Ramiro Salgado, pessoa muito conceituada em Moncorvo, encarregado da empresa Somague. Um fim de semana veio à vila acompanhado de um colega que apresentou em Moncorvo como Engenheiro representante da Efacec. E nas conversas de café, tudo começou a girar à volta do Sr.Engenheiro da Efacec.
- Então, Sr. Engenheiro, a Efacec também vem trabalhar para a barragem do Pocinho ? perguntava um dos comerciantes da nossa praça, a pensar já em ganhos chorudos.
- Pode ter a certeza e vai precisar de alguns bons fornecedores.
- Conte comigo. Tenho os melhores materiais de construção da vila. Não vai uma cervejinha?
- Agradeço, mas agora só um golinho de whisky, para acompanhar o café.
- O´pá, traz daí um whisky do bom aqui pro’ sr. Engenheiro.
Daí a duas horas era outro comerciante a oferecer os seus préstimos: materiais e, acima de tudo, o seu saber (ainda se não dizia “know-how” ), a sua experiência no ramo, a sua mais-valia.
- Venha jantar comigo. Vamos à posta mirandesa do Artur , que aquilo é de comer e chorar por mais. - Combinado. - E, numa voz bem falante, quase desvendando um mundo de grandes negócios, acrescentou: - E talvez não fosse má ideia levar um ou dois bons amigos consigo ...
Nesse jantar, bem comido e bem bebido, o Sr.Eng.º da Efacec, evidenciou conhecimentos técnicos, discutiu sobre o país e a sua economia, e os quatro comerciantes moncorvenses à roda da mesa ouviam-no embasbacados. Já completamente seduzidos pela conversa tão científica, tão culta, do sr. Eng.º da Efacec, este tirou da carteira um papel e, com movimentos lentos, bem estudados, mostrou-o aos seus futuros parceiros nos lucros das sub-empresas que iam criar: 40 mil contos ! Não era dinheiro de tremoços. Era um cheque visado de QUARENTA MIL CONTOS ! Era uma pipa de massa. Qual quê? Era um tonel de massa. E os comerciantes moncorvenses trocaram olhares que disseram : “Temos aqui uma fonte de rendimentos”.

Barroso - Pelo Sonho do Império, de António Chaves

O que tem a humilhação do Mapa Côr-de-Rosa a ver com a obsessão do Estado Novo por um império?
Como um missionário conseguiu ditar por influência, na corte do Rei do Kôngo, o destino das pretensões portuguesas em Angola? 
Como o detonar da Grande Guerra impediu a ocupação de Angola por Ingleses e Alemães?
Existiu, mesmo, um Império Português?...

O meu amigo António Chaves explica isso tudo num livro apaixonante.
O Lançamento é dia 29, no Centro Cultural Português, em Luanda, no âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, que terá, naturalmente, a ver com tudo isso...

Carlos Roque
O autor:
António Chaves
Nasceu em Negrões, concelho de Montalegre, em 1943.
Licenciou-se em Economia, em Lisboa, pelo ISEG e obteve o grau de Mestre em Economia Europeia pela ULB, Bruxelas. Foi bolseiro do Governo Belga, do Instituto para a Alta Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian para a especialização em Economia Europeia; professor do Ensino Superior e colaborador de grandes empresas de consultoria.
Correspondente da RTP em Bruxelas e do semanário O Jornal. Escreveu monografias e argumentos para cinema comoUm Natal em Barroso.

O livro A Última Estação do Império é o seu mais recente trabalho.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

“O Douro Sustentável: Vinho e Turismo / Património” em debate no dia 31 de Maio

O Douro nos concelhos de Moncorvo e Foz Côa.Foto:Lb
LISBOA – “O Douro Sustentável: Vinho e Turismo / Património” é o tema que vai dar mote e lançar o debate no colóquio que se realiza na manhã de Sábado, dia 31 de Maio, no auditório do ExpoCôa – Pavilhão de Exposições e Feiras de Vila Nova de Foz Côa. Este espaço de apresentação e discussão de ideias, que tem início às 09h30 e termina às 13h30, vai ser moderado pelo jornalista e crítico da Revista de Vinhos, João Afonso, e contará com a intervenção de sete oradores bastante conhecedores da realidade duriense, na qual trabalham.
O colóquio é dirigido profissionais – lavradores durienses, produtores e engarrafadores de vinhos do Douro e do Porto e tem como objectivo a reflexão e partilha de experiências e conhecimentos – e insere-se no programa do ‘Festival do Vinho do Douro Superior’, que estará a decorrer em Vila Nova de Foz Côa entre os dias 30 de Maio e 01 de Junho. As inscrições são gratuitas, mas limitadas aos lugares disponíveis, devendo ser feitas com a máxima antecedência através dos contactos 215 918 087, 215 918 083 ou ritapereira@masemba.com.
Programa
09h30 – Abertura
09h40 – A Arquitectura Vinhateira do Vale: Terraços, Patamares e sua Sustentabilidade :: António Magalhães (Fladgate Partnership)

Moncorvo - Primeiros comícios

Foto do N.M.F.D.S.
Veja a reportagem da TVI  em :
https://www.facebook.com/lelo.demoncorvo

TRÁS - OS - MONTES, no olhar de Luís Borges (IV)

Fotografia : Luís Borges

Moncorvo - Tradição

Dona Dina Morais
Ó cobrideira de amêndoa

Ó cobrideira de amêndoa
Cobres tua mágoa de luar
Teus dedos são segredos
Tua mágoa meus poemas
Calando gemendo-a
Tua mágoa minhas penas
Em teus olhos doces de água
Tudo de nada hás-de guardar


Arinda A Andrés (Tininha)

Rentes de Carvalho e Moncorvo

 - Tocou?
- Mas onde, Jorge? _
- Nesta porta - premiu a campainha, mostrando-lhe a discreta placa de cobre em que não reparara: Casa da Avó.
- É aqui?
- Sim.
Uma senhora de meia-idade levou-os por uma escada larga de granito de muitos anos e, a entrada não o fazia prever, para  admiração de Sarah desembocaram num aposento qúe, pelo
bom gosto dos móveis e da decoração, falava da elegância do tempo longínquo, quando o século dezanove findara.Olhava em redor, involuntariamente a comparar a impressão que tivera da rua com o luxo discreto que ali descobria.
Jorge tinha feito o registo, subiram ao andar de cima, e porque de momento não havia outros hóspedes a senhora deu-lhes a escolher: quartos nas traseiras, com vista para o monte, ou os
da frente.
Sarah preferia um nas traseiras, deliciada com a buganvília ,em flor, quase a tocar a janela, mas Jorge aconselhou-a que não decidisse ainda, fosse ver os outros.
Aberta a varanda, a escolha estava feita. Ficaria no quarto forrado a vermelho. A igreja iluminada, ao alcance da mão, causava-lhe um misto de assombro e alegria infantil, era pena
deixar de atentar nas gárgulas, os nichos dos santos, o «olho-de-boi››, o campanário, a estranha figueira que crescia num varandim.
Quando saíram para jantar quis que dessem primeiro uma volta pelo adro, Jorge encantado com o entusiasmo da companheira. Ela, que conhecia as catedrais de grande fama, detinha-se a admirar a sombria presença de igreja transmontana,confessaria depois,lhe provocava um inesperado sentimento de estranheza,medo e respeito.
-É pena que não esteja aberta.
 -Pode vê-la amanhã.

In Mentiras e Diamantes (páginas 231/2)de J.Rentes de Carvalho
Fotos da página oficial da Casa da Avó:  http://www.casaavo.com/
Publicado a 25/04/13

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Núcleo Museológico da Casa da Roda e Núcleo da Fotografia alargam oferta cultural no Centro Histórico de Torre de Moncorvo

 O Centro Histórico da vila de Torre de Moncorvo possui desde dia 19 Abril mais dois núcleos museológicos que completam a oferta cultural disponível para os munícipes e turistas que vistam a região.
O Núcleo Museológico da Casa da Roda situa-se no antigo edifício onde estava instalado o posto de turismo. A Casa da Roda encontra-se agora redecorada à época e com o mesmo ambiente em que a rodeira e o rodeiro recolhiam as crianças. No interior, e logo à entrada, encontram-se dois berços onde eram colocados os expostos, a rodeira vestida com os trajes da época e uma mala com as roupinhas das crianças. Num ecrã interativo estão disponíveis os bilhetes entregues com as crianças. Na cozinha encontramos a lareira, o escano e os utensílios de cozinha utilizados na altura. O quarto possuiu uma cama coberta com uma colcha e cobertores antigos, um lavatório, um baú e um candeeiro antigo. Este novo espaço permite um melhor conhecimento do passado e da história mais recente de Torre de Moncorvo.


 O Núcleo Museológico da Fotografia do Douro Superior reabriu recentemente ao público e possui um vasto espólio constituído por registos fotográficos desde 1894, num total de cerca de 100 mil fotografias, conta ainda com uma coleção de máquinas fotográficas e máquinas de projetar e filmar. Dispõe também de vários filmes em formato 9,5mm, super 8 e 8mm e uma coleção de faiança a partir do século XVI. Este espaço situa-se na Rua Dr. Campos Monteiro, e juntamente com a Igreja da Misericórdia, Museu de Arte Sacra e Núcleo Museológico da Casa da Roda criam um novo polo cultural na parte histórica da vila.

O Núcleo da Casa da Roda foi inaugurado e o Núcleo da Fotografia reaberto ao público no passado dia 19 de Abril na presença do Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Dr. Nuno Gonçalves, do Vice-presidente, Victor Moreira, e da população em geral que fez questão de conhecer estes novos museus.



Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 24 de Abril de 2014
Luciana Raimundo         

quarta-feira, 23 de abril de 2014

“Farrusco – Um Cão de Gado Trasmontano” de Isabel Mateus

        NOTA DE IMPRENSA



No passado dia 19 de Abril, a Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo recebeu a apresentação do livro “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano” de Isabel Mateus.
O Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo presidiu à sessão referindo que “estamos aqui presentes também para comemorar o que era Moncorvo há uns anos atrás” e que este livro ”nos faz transportar para aquilo que nunca devemos esquecer que é aquilo que fomos”.

De seguida tomou a palavra a Dra. Olinda Brás que falou sobre o percurso profissional da autora e apresentou o livro. Sublinhou que é um livro diferente porque a personagem principal é um cão. Não é um cão qualquer é típico da nossa zona, mas que tem caraterísticas próprias e que esteve em vias de extinção.
Isabel Mateus, a autora natural das Quintas do Corisco, explicou que o livro tem passagens no largo da corredoura e nas Quintas do Corisco. Referiu ainda que o Farrusco é um guardador de rebanhos e que é um ser inteiro, como que um ser humano. A autora pretendeu mostrá-lo num contexto geocultural onde há violência e situá-lo na época da emigração, onde há fome e a terra é madrasta.
No final, o Município de Torre de Moncorvo ofereceu ao público presente um exemplar do livro que a autora teve todo o gosto em autografar.

 Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 22 de Abril de 2014
Luciana Raimundo         

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO (23/4)

Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região da Espanha.
A data começou a ser celebrada em 05 de Abril 1926, em comemoração ao nascimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol. O escritor e editor valenciano, estabelecido em BarcelonaVicent Clavel Andrés, propôs este dia para a Câmara Oficial do Livro de Barcelona.
Em 6 de fevereiro de 1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data e o rei Alfonso XIIIassinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol.
No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.
Mais tarde, em 1995, a UNESCO instituiu 23 de abril como o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, em virtude de a 23 de abril se assinalar o falecimento de outros escritores, como Josep Pla, escritor catalão, e William Shakespeare, dramaturgoinglês.1
No caso do escritor inglês, tal data não é precisa, pois que em Inglaterra, naquele tempo, ainda utilizava o calendário juliano, pelo que havia uma diferença de 10 dias apara o calendário gregoriano usado em Espanha. Assim Shakespeare faleceu efetivamente 10 dias depois de Cervantes
.http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_do_Livro

CONSTANTINO,Rei dos Floristas, por Júlia Ribeiro

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Alguns posts:
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/01/carvicais-por-onze-castanhas.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/01/natal-e-tradicao.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/05/as-criancas-e-genetica-por-julia-barros.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/05/torre-de-moncorvo-embaixatrizes.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/04/torre-de-moncorvo-balada-do-chumbo.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/03/mulheres-da-marinha-grande-de-julia.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/03/fernando-assis-pacheco.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/03/julia-barros-e-assis-pacheco-dois.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/03/torre-de-moncorvo-o-topolino-amarelo.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/02/letras-do-nordeste-ii.html
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TRÁS - OS - MONTES, no olhar de Luís Borges (III)

Fotografia: Luís Borges

segunda-feira, 21 de abril de 2014

TORRE DE MONCORVO - 40 anos do 25 de Abril


TRÁS - OS - MONTES, no olhar de Luís Borges (I)

Fotografia:Luís Borges

Município de Torre de Moncorvo cria Gabinete de Apoio ao Investidor


Açoreira - Santa Marinha


LENDA (HISTÓRIA) DE SANTA MARINHA



Na Açoreira há uma festa religiosa em honra de Santa Marinha, tendo origem na tradição da sua história ou lenda que por lá se conta oralmente. Diz ela:

Era uma vez uma menina que ficou sem mãe muito cedo. Cresceu à guarda de seu pai que nunca a abandonou. Como eram pobres, o pai decidiu ingressá-la num Convento de Frades, e, como não aceitavam em tal lugar mulheres, para não deixar a sua família sozinha, deu-lhe o nome de Marinho e fê-la passar por homem. Ao chegar à idade de vinte anos teve de ir à tropa, pois legalmente era um rapaz. Dizia-se que era muito bonito e todas as raparigas o desafiavam, mas "ele" não dava conversa nenhuma. Certo dia, uma delas acusou-o de ter mantido relações sexuais com ela, estando assim grávida, pelo que pretendia que Marinho reparasse o erro através do casamento. Marinho negou tal facto, mas nem os seus chefes acreditaram nele. Esteve preso para que viesse a mudar de ideias, mas tal não aconteceu. Algum tempo depois, Marinho apanhou uma doença muito grave. Exigiu ser tratado por mulheres, facto que levou a que pensassem ser o Marinho um devasso que até na hora da morte apenas pensava em mulheres. À beira da morte, quando já não se podia negar o pedido a um moribundo, Marinho quis ser lavado e preparado só por mulheres. Só nessa altura é que então descobriram a verdade e avaliaram os martírios que "Marinho" passara ao pagar na prisão um erro e difamação que nunca cometera. Só então puderam verificar que se tratava de uma mulher. Por essa razão, foi decidido chamar-lhe SANTA MARINHA.

"Queremos o Santo António",por Júlia Ribeiro (Biló)

O cine -teatro nos anos 50 do séc.passado
Ainda o Cine-Teatro era novidade em Moncorvo quando, um dia, as miúdas da escola da Praça das Regateiras trouxeram para a Corredoura a notícia sobre o filme "Santo António". Traziam como prova do que diziam uma folha amarela que confirmava isso mesmo: no próximo Domingo o filme era "Santo António". Eu também li a folhinha amarela e lá estava, preto no branco " o empolgante filme Santo António".
As nossas mães e avós que já há um tempão haviam visto "Fátima " e "Santa Maria Goretti" e haviam ensopado de lágrimas o lenço da mão e o lenço da cabeça, ficaram alvoroçadas agora com "Santo António".
Os bilhetes mais baratos eram a vinte e cinco tostões ,ou seja, dois escudos e cinquenta centavos (hoje cerca de um cêntimo, mas há 70 anos era o preço de meio dia de jeira).
Mas a vida de Santo António valia bem mais do que isso.
No Domingo, ao fim da tarde, com o seu fatinho de ver a Deus, lá vai para o cinema um rancho de  umas 40 mulheres (4 ou 5 homens nem contavam). Só ficaram as muito coxas, mas as outras teriam de lhes contar tudo com todos os pontos nos iis.
Ainda a bilheteira estava fechada, já aquele bando de gralhas enchia as arcadas do cine-teatro. Bom, lá abriram as bilheteiras, depois as portas, lá entraram as mulheres da Corredoura. Raparigos éramos apenas 5 ou 6 : só aqueles que sabiam ler bem, porque as nossas mães e avós não sabiam.
Finalmente apagaram-se as luzes, fez-se silêncio e olhos pregados na tela. Vieram as novidades do mundo, veio a apresentação do próximo filme ( era um Tarzan com o seu grito acompanhado pelos gritos da canalhada) e só depois é que apareceram as letras, uma de cada vez, "SANTO ANTÓNIO" . A ansiedade já era grande. O filme era colorido e abriu com uma dúzia de cowboys aos tiros a uma centena de índios com pinturas na cara e penas na cabeça. Foi uma perseguição em que os índios morriam baleados e as sua flechas quase nunca acertavam. Isto durou uns minutos, até que os cowboys entraram num enorme bar onde havia mulheres com vestidos de seda e grandes decotes. Alguns cowboys puseram-se a beijá-las e as mulheres da Corredoura achavam que aquilo já ultrapassava os limites da decência. A Tia Maria Trovões, sempre a mais afoita, levantou-se e disse em voz bem alta: "E o Santo António? Queremos o Santo António". Outras se levantaram também e então foi uma gritaria " Queremos o Santo António” , "Queremos o Sant António", e todas repetiram e bateram o pé até que o filme parou, a luz se acendeu e toda a gente à gargalhada e a bater palmas.
O empregado da máquina veio explicar que o filme tinha o nome de uma cidade do Texas, na América.
Agora os gritos eram "Queremos o nosso dinheiro" , "Queremos o nosso dinheiro", repetidos pelas 40 vozes das mulheres da Corredoura e por muitas outras que se lhes juntaram.

O Sr. Moreira não teve outro remédio senão mandar um empregado ir para a bilheteira e dar os 25 tostões a quem apresentasse o bilhete.
Júlia Ribeiro (Biló)