domingo, 29 de novembro de 2015

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (29/11)

29 Novembro 1832 – Publicação de um decreto concedendo a medalha da Torre e Espada ao sargento Manuel António de Morais. Nascido em Torre de Moncorvo por 1800, filho de Luís António de Morais, casado, negociante de profissão, alistou-se no Batalhão dos Voluntários da Rainha em 15 de Maio de 1829. Aquela condecoração foi-lhe concedida “ em atenção aos feitos singulares por ele praticados no memorável e glorioso dia 29 de Setembro de 1832 na batalha deste dia”. Mas veja-se mais um pouco da prosa do seu registo militar:

- Foi ferido gravemente na acção do dia 18 de Agosto de 1833 (…) Teve parte na acção do dia 11 de Agosto de 1829 na Vila Praia da ilha Terceira. Fez parte do exército libertador para Portugal em 1832 em cujo ano teve parte nos seguintes fogos:reconhecimento de 22 de Julho em Valongo;acção de 23 do dito em Ponte Ferreira;tiroteios nas linhas de defesa do Porto em 25 de Agosto, 8, 9 e 16 de Setembro;acção de 29 de Setembro nas mesmas linhas;em 1832 no tiroteio do dia 14 de Março nas linhas de fortaleza; acção de 18 de Agosto ao Norte do Douro sobre as linhas rebeldes;
em 1834 no ataque de 26 de Março em Santo Tirso, dito de 2 de Abril na Lixa, passagem do Tâmega em Amarante em 11 do dito; tiroteio no barco do Pocinho em 16 do dito e na memorável batalha de 16 de Maio de 1834 nas serras de Asseiceira.

António Júlio Andrade

3 comentários:

  1. Mais um ilustre ,desconhecido para a maioria dos moncorvenses,eu incluido,que o senhor António Júlio Andrade nos dá a conhecer.Obrigado e mais ilustres.
    M.C.

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  2. Liberais e miguelistas ,guerra civil- Moncorvo teve gente dos dois lados das barricadas.
    A grande figura dos liberais foi o general Claudino .

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  3. E a grande figura dos Miguelistas? Não direi que fosse o Constantino Rei dos Floristas. Mas a verdade é que ele foi Miguelista até ao fim e encontrou-se ao lado do seu Rei, como alferes porta bandeira, na Convenção de Évora Monte. E com o seu Rei partiu para o exílio em Itália. Terá sido o padre Morais Leal, secretário do general Silveira?... A história está por fazer... J. Andrade

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