quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O FIO DAS LEMBRANÇAS (7), por Teresa Martins Marques

O FIO DAS LEMBRANÇAS (7)
Amadeu Ferreira com os pais (D. Albertina e Sr. Abílio)
 na apresentação do livro "NORTEANDO", em Sendim.
( Excerto da biografia que escrevo sobre Amadeu Ferreira)
Albertina conta que o nascimento do primeiro filho, o Abel, tinha sido de joelhos, um parto muito difícil. Quatro anos depois, quando nasceu o Amadeu, também de joelhos, foi uma coisa muito rápida. «Nasceu à uma hora da manhã. Tinha estado a trabalhar no campo, a trilhar e a limpar, a ajudar uma tia. Foram cear e comecei-me a sentir-se mal. Logo as águas se sentiram. O pai deixou-se dormir. Abanava-o para o acordar: Esperta! Esperta!»
Acendeu a candeia de petróleo, que punha o nariz da cor das uvas, cheio de negruras. A iluminação era também a azeite. «Íamos comprar os quartilhos e os litros. O azeite vinha numa azeiteira e botávamos para a candeia.» Faziam tudo à luz da candeia - fiar e coser - com a candeia pendurada na cuba, de lado.
Albertina sente que está prestes a ter a criança e sacode o marido:
«- Eu não estou bem, levanta-te! Levanta-te e vai chamar a minha mãe!
- Então o que se passa?

Horizontes da Literatura - Pessoa em Saramago, de João Cabrita (Convite)


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Vila Real - Capital da Cultura do Eixo Atlântico em 2016 destaca o vinho e o Douro

DouroVila Real, a Capital da Cultura do Eixo Atlântico em 2016, vai ser palco para cerca de 100 eventos de teatro, música, cinema, dança e literatura que vão ter como mote principal o vinho e o Douro.
As cidades de Vila Real e de Matosinhos vão partilhar o estatuto de Capital da Cultura do Eixo Atlântico em 2016, sucedendo à cidade espanhola de Ourense.
“É uma iniciativa que vai ajudar a projectar Vila Real como cidade de cultura e permitirá aprofundar a relação do Norte de Portugal com a Galiza”, afirmou hoje à agência  Lusa o presidente desta autarquia, Rui Santos.
O mote da candidatura a Capital da Cultura do Eixo Atlântico foi o vinho produzido na região demarcada mais antiga do mundo – o Douro, pelo que a maior parte dos eventos a realizar em 2016 se concentrarão na época das vindimas, entre Setembro e Novembro.
Vila Real propõe uma “programação ecléctica” e que abrange as diferentes áreas artísticas.
Para a Capital da Cultura vai ser preparada, conjuntamente com a companhia ibérica Peripécia Teatro, uma peça teatral assente na história das relações luso-galaicas.
A organização pretende ainda que o cidadão “seja mais do que um espectador”. O envolvimento da comunidade local será reforçado através da participação directa em espectáculos e na curadoria parcial de alguns eventos, como as mostras de Cinema, de Música Clássica e de Cultura Urbana.
A programação inclui ainda a 10.ª edição do Festival de Música Douro Jazz, bem como exposições de fotografia, artes plásticas ou escultura e um desfile de trajes e alfaias tradicionais relacionadas com a cultura do vinho.
No âmbito da literatura, o destaque vai para a realização do festival “Os livros estão na rua” e o desenvolvimento da rota literária “O Douro como fonte de inspiração”.
Para o encerramento do evento, vai ser preparada uma produção multidisciplinar (teatro, dança, música) que juntará artistas profissionais e elementos da comunidade.
Rui Santos considerou que a Capital da Cultura vai atrair mais visitantes à cidade e ajudará também a rentabilizar os equipamentos culturais, como o teatro, o conservatório, a biblioteca, o arquivo municipal e os três museus municipais.
As actividades estendem-se também à rua.
Enquanto Capital da Cultura do Eixo Atlântico, Vila Real vai ser palco para a realização de mais de uma centena de eventos.
A Capital da Cultura do Eixo Atlântico foi criada em 2007 e visa potenciar as expressões culturais das cidades do Norte de Portugal e da Galiza que compõem esta organização de cooperação transfronteiriça, contribuindo para consolidar os valores comuns e para promover os artistas portugueses e galegos das mais diversas áreas.

Fonte : Agência Lusa

Nordeste Transmontano -Efemérides (22/01)

22.01.1827 – Tropas Miguelistas que se haviam refugiado em Espanha passam a fronteira em Barca d´Alva e tomam as vilas de Freixo e Moncorvo.
22.01.1854 – Criação de uma Escola de Francês em Torre de Moncorvo, contratando-se para professor Monsieur Cadet.
22.01.1893 – Publicado o nº 66 do Moncorvense, em cujo Editorial se escreve:
Torre D. Chama
- Chegou a época do terror! Terror dos impostos que é bem pior que o terror da carnificina e da pilhagem (…) Que tenham conta os deputados da nação…
22.01.1915 – Notícia de que vai fundar-se o “Club Recreativo da Torre”, em Torre D. Chama, cuja inauguração estava marcada para o próximo dia 1 de Fevereiro.
22.01.1934 – Sessão solene de homenagem a Campos Monteiro, na câmara municipal de Moncorvo e criação de uma Sala de Leitura com o seu nome.
António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - URROS (2009)


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TORRE DE MONCORVO - POMBAIS


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REVISTA DO COLÉGIO CAMPOS MONTEIRO

                                       Nº Especial : “ EDUCAÇÂO E REPÚBLICA “

São palavras breves as que vou dizer-vos : primeiro , porque não ficaria bem repetir o que já escrevi a abrir a nossa revista e que todos vós tereis ocasião de ler; segundo, porque se me alongasse correria o risco de algum velho colega e amigo me interpelar com o já famoso “Porque no te callas ?”.
Assim, vou, pois, ser breve : é intenção - quiçá objectivo - da Direcção da nossa Associação - e não estarei muito errada se acrescentar que tal desiderato é também o de todos os Associados - que a Revista seja a face mais visível da Associação, que pretendemos se alargue e tenha um longo e risonho futuro.
Digo que pode vir a ser – e talvez seja já - a face mais visível, porque pode chegar a todos, porque a folheamos, porque a lemos e a guardamos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Torre de Moncorvo - Turismo de Qualidade


EXPULSÃO POR DEFENDER A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO, por Teresa Martins Marques

O FIO DAS LEMBRANÇAS (6)
Seminário de Vinhais - 2011
(Excerto da biografia que escrevo sobre Amadeu Ferreira)
«Não era habitual o bispo falar directamente com os seminaristas, em conversa pessoal e comigo era a primeira vez que tal acontecia. Em qualquer caso fiquei com a ideia de que ele tinha andado a informar-se sobre mim, e, sobretudo, que tinha recebido queixas a meu respeito. Na medida em que eu tinha sido autorizado a dar explicações a alunos fora do seminário, justamente pela direcção do seminário, pelo reitor e pelo vice-reitor, a atitude do bispo constituía um ataque frontal à direcção do seminário e um alinhamento pelas posições mais retrógradas, nomeadamente do vigário-geral, cónego Ângelo Melenas, com quem me tinha incompatibilizado nas aulas.»
O bispo chamou Amadeu em privado e dessa conversa relato os termos em que o meu biografado a contou:
Seminário de Vinhais 1953
- “Você anda com uma vida que não pode continuar assim! Você tem de mudar de ideias e mudar de vida. Os professores queixam-se de que você não aceita nada, tem ideias ateias, ninguém sabe se você acredita em Deus ou não acredita em Deus.
Eu só sabia que o caminho da renovação da Igreja passava pela Teologia da Libertação.
- Portanto, tem que mudar de vida. Você anda para aí a dar explicações a raparigas, isso não pode ser. Um seminarista não pode fazer uma coisa dessas. Isso não é bom, isso faz-lhe mal, dá-lhe maus pensamentos. Ainda se ao menos você substituísse as raparigas por rapazes! Você é um rapaz esperto, mas tem umas ideias malucas, você parece que já é ateu, está sempre contra os professores, contesta tudo, nós não o queremos cá assim. Portanto, vai ter de mudar de vida !”
Amadeu não se deixou intimidar e muito menos convencer e respondeu taxativamente ao bispo:
- “Eu não mudo nem de vida nem de ideias!”
«Expliquei que tinha de pagar os estudos aos meus irmãos. Ele não quis saber. Aliciou-me dizendo que, se eu quisesse seguir outro caminho, podia mandar-me para Roma para acabar o curso de Teologia. Fazia lá o doutoramento ou se não quisesse Roma, em Lovaina ou em Paris. Lembro-me bem de serem estes os três sítios mencionados. Eu disse que não, que não queria sair de Portugal, que queria estar ali e que não ia mudar de ideias nem de vida, porque precisava daquela vida para ajudar os meus irmãos e quanto às ideias eram as ideias que me pareciam certas. Soube mais tarde que o bispo terá feito propostas semelhantes a outros colegas meus, o que não abona muito em relação à sua intenção de as cumprir, ideia que tive desde a primeira hora.»

E Amadeu foi expulso. Faltavam cinco meses para terminar o curso de Teologia.

Torre de Moncorvo - 10-01-2015

Fotografia enviada pelo Camané

Chaves - Pessoas quentes, pratos cheios!

A livraria Traga-Mundos de Vila Real estará presente no terceiro encontro informal de agentes culturais da Galiza e Norte de Portugal, que se realizará em Chaves, no dia 24 de Janeiro, sábado, pelas 10h00 – uma iniciativa da Fundación Vicente Risco de Ourense, Galiza, denominada“Cultura que une”.
«Galiza e Portugal, fillos dunha mesma cultura que, xogos da Historia, ficou tronzada, non tanto na época en que don Afonso Henríquez proclamou a independencia do Condado Portucalense fronte Castela, mais quizais con maior forza cando os tratados de lindes despois da implantación duns estados liberais fortemente xacobinos e centralistas a longo do XIX.
Nas dúas primeiras décadas do pasado século XX, intelectuais e creadores galegos e portugueses falaron da necesidade do reencontro. Mais as violencias do XX, nomeadamente as ditaduras, a Guerra Civil española, as represións, as miserias económicas, que afectaron aos pobos ibéricos semellaron silenciar estes encontros que, a modo de encontros entre arqueólogos, escritores, filólogos, etc., continuaron á marxe da oficialidade.
(...) A figura do Teixeira de Pascoaes (gran admirador de Rosalía de Castro, Teixeira de Pascoaes escribía a Risco que habería que lle facer unha homenaxe) foi un referente simbólico para unha intelectualidade galega. E non só Teixeira. Tamén Leonardo Coimbra, Santos Junior, Carlos de Passos, Hernani Cidade, Rodrigues Lapa, Vicente Risco, Viqueira, Noriega Varela, Castelao, Filgueira, Jenaro Marinhas del Valhe, Valentín Paz Andrade, Carvalho Calero,  son un bo exemplo de intelectuais que, nalgún intre da súa vida, ollaron para o reencontro.
A aprobación o 11 de marzo de 2014 polo Parlamento Galego da Lei Valentín Paz-Andrade, froito dunha Iniciativa Lexislativa Popular, publicada no DOG de 8 de abril de 2014, invítanos, e até certo modo obríganos, a afondar no esforzo do encontro.»
A livraria Traga-Mundos tem contribuído para este encontro – nos últimos meses, em 2014, participou em Ourense, Monção, Allariz, Corunha, Eco Espaço O Rexo, Montalegre, Vila Real – e muito em breve poderemos dar mais notícias para 2015.

Vale da Vilariça - PASSEIO PEDESTRE TRILHO DA ÁGUA


TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES ( 21/01)

21 Jan 1711 – Acta da reunião da câmara municipal:
- (…) Por verem que na ocasião que o inimigo veio a esta vila se tomou a muita gente pão e vinho e cevada para dar ao inimigo, pois com isto se sossegou e atalhou a que não quinhasse esta terra e totalmente a destruísse e que era justo se pagasse a estas pessoas, vieram a esta câmara muitas petições…
Este episódio vem na sequência da chamada Guerra do Mirandum em que as tropas castelhanas, depois da destruição e tomada da praça de Miranda do Douro, no início de Julho de 1710, vieram por ali abaixo, saqueando e queimando sem que ninguém as enfrentasse. Receando que em Torre de Moncorvo fizessem o mesmo, logo à entrada dos primeiros homens de cavalaria, os camaristas e a gente da governança decidiram entregar-lhe a terra e oferecer-lhe mantimentos e um resgate em dinheiro. Para além dos documentos oficiais sobre o assunto, ficou uma descrição muito interessante feita pelo padre Pascoal Ferreira, do Peredo dos Castelhanos. Vejam a saborosa prosa:
felgar -2010
- … O inimigo castelhano tomou a praça de Miranda do Douro e logo, por nossos pecados, veio à Torre de Moncorvo, queimou o barco e lançou fogo à barca do Douro. Acudiu gente da parte de Vila Nova e com as balas fez retirar o inimigo da lavagem do Douro, e acudiram alguns homens de Vila Nova passando o rio a nado e apagaram o fogo da barca com água e, com um pedaço de pau queimado da mesma barca a passaram para a parte de Vila Nova. Mataram três castelhanos: um lgo ali ficou morto e dois foram morrer a caminho da Torre, onde ficaram enterrados no convento de São Francisco. A Câmara se lhe entregou. Muita gente da Torre se retirou aos montes com algum fato, e os que ficaram, porque não lhe lançassem fogo, lhe prometeram, como dizem, mil e oitocentas moedas de ouro, vinte mil cruzados e ficaram de lhos mandar até sexta-feira da mesma semana, sendo fiadores o licenciado António Camelo e Francisco Botelho e Manuel Correia da Lapa. Roubaram o que acharam de móveis e levaram toda a prata da igreja, ficando só as custódias, que lhas esconderam. Levaram 6 arrobas de prata: a cruz grande, 12 lâmpadas de prata, 6 varas de palio e 4 castiçais de Nª Sª do Rosário e os turíbulos. Finalmente, tudo o que acharam de prata levaram, só deixaram a Nª Sª do Rosário a coroa que tinha na cabeça. Além de tudo isto, levaram muitas moedas de ouro que lhe deram muitas pessoas particulares, e fizeram muito mal em todas as casas da vila. Como lhe faltaram com os 20 mil cruzados, estão tremendo que lhe venham lançar fogo, como fizeram no lugar de Carviçais, na retirada, que todo ele ardeu…
Será muito difícil aos historiadores dizer se neste quadro predominam as cores que revelam falta de patriotismo e coragem militar ou o pragmatismo político e a astúcia militar por parte das gentes de Torre de Moncorvo. E a câmara de Moncorvo devia agradecer aos de Fozcôa o facto de terem salvo a barca do Douro que era uma das suas principais fontes de receita.
21 Jan 1857Criação da Escola de Instrução Primária para o sexo masculino, em Felgar.
António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO -PEREDO DOS CASTELHANOS (1919)

.Notícia enviada por Carina Thibieroz
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TORRE DE MONCORVO - ASSIM NA VILA COMO NA ALDEIA (IX)


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TORRE DE MONCORVO - LOBOS (1932/34)

  

Notícia enviada por Carina Thibieroz

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Francisco Botelho de Moraes e Vasconcelos - ILUSTRE HUMANISTA, por Leonel Brito

Francisco Botelho de Moraes e Vasconcelos foi um ilustre humanista dos séculos XVII e XVIII, natural deTorre de Moncorvo.A sua obra é considerada de enorme relevância e inovação para a época. No entender de Fernando R. de la Flor (professor de literatura da Universidade de Salamanca e ensaísta) Francisco Botelho de Moraes e Vasconcelos foi mesmo um precursor da literatura fantástica em língua espanhola. Uma das suas obras mais conhecidas foi reeditada há cerca de 20 anos: Historia de las cuevas de Salamanca, introdução de Fernando R. de la Flor e ed. de Eugenio Cobo. Madrid: Tecnos, c1987. Também no ano 2000, a professora Ruth Hill, da Universidade de Virginia, EUA, publicou um livro sobre as quatro figuras hispânicas mais importantes da época, entre as quais se encontra Francisco B. M. V.: Sceptres and Sciences in the Spains, Four Humanists and the new Philosophy (ca. 1680-1740), (Francisco Botello de Moraes pp. 191-244). Liverpool: Liverpool University Press, 2000. Outros ensaístas se debruçaram também sobre este autor nosso conterrâneo.


 
A cidade de Salamanca homenageou-o, atribuindo o seu nome a uma praça situada num bairro com nomes de poetas e escritores ilustres.
 
Breve biografia:

Não se conhecendo ao certo o dia em que nasceu, sabe-se no entanto que foi baptizado em 06.08.1670 e que faleceu em Salamanca em 1747. Contava poucos anos quando foi para Madrid, sob a protecção de um tio, onde frequentou a corte e moldou a sua formação, adquirindo profundos conhecimentos de artes e ciências.

Alfândega da Fé - Rui Massena em concerto

A Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, recebe a apresentação oficial do álbum que marca a estreia do Maestro Rui Massena como Compositor.  
Rui Massena regressa, assim, a 31 de janeiro à vila transmontana para este concerto, depois de no ano passado ter escolhido o concelho e a Casa da Cultura para instalar a residência artística e gravar este primeiro álbum de originais.
O concerto está agendado para as 22h, apesar da entrada ser gratuita está sujeita a reserva. Recomenda-se a todos os interessados em assistir a este espectáculo que efetuem a sua reserva junto da Casa da Cultura Mestre José Rodrigues.
Contactos
Casa da Cultura Mestre José Rodrigues
Largo S. Sebastião
5350 – Alfândega da Fé
Telef|279 460 020

Trás-os-Montes - efemérides (20/01)

Foz Côa
20.01.1385 – Extinção do concelho de Vila Nova de Foz Côa, que foi anexado ao de Torre de Moncorvo.

20.01.1762 – Adjudicada a Custódio Fernandes a obra de cobertura da pia baptismal na igreja matriz de Moncorvo pelo preço de 43 200 réis, com autorização de cortar no Roboredo a madeira necessária para as estadas.
20.01.1784 – Arrematação da obra de grade do coro dos órgãos da igreja matriz aos carpinteiros Bento Carneiro e António José pelo valor de 14 mil réis.
20.01.1847 – Concedido o título de Conde de Vinhais ao brigadeiro Simão da Costa Pessoa, pelos muitos serviços prestados, nomeadamente na “acção de Valpaços” em 16.11.1846
António Júlio Andrade



TORRE DE MONCORVO - POESIA POPULAR



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TORRE DE MONCORVO - MAÇORES (CONTRASTES)

   

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TORRE DE MONCORVO -ZAGALLO ENTRE NÓS (BOLA)

 
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Visita de Mário Jorge Lobo Zagallo ,campeão do mundo em 58 e 62 e seleccionador .Durante o campeonato do Mundo ,realizado na Alemanha ,Zagallo esteve em Portugal e visitou Moncorvo.
Na fotografia da esquerda:Sílvio Carvalho, Zagallo e José Aires;na da direita ,Zagallo e elementos do G.D.M.
Fotografias enviadas pelo Camané

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A Biblioteca de Babel, Jorge Luís Borges, por José Mário Leite

Do editor de texto à wikipédia
(de Gutenberg a Borges)
  
“ O universo (a que outros chamam a Biblioteca) compõe-se de um número indefinido e, talvez infinito, de galerias hexagonais...”

“...por uma linha razoável ou uma notícia correcta há léguas de insensatas cacofonias, de embrulhadas verbais e incoerências.”

A Biblioteca de Babel, Jorge Luís Borges

Borges e a "embaixada" Moncorvense em Lisboa
Este meu texto não faz parte da wikipédia. Pertencerá ao ciberespaço quando o Leonel de Brito o publicar no seu blog ou noutro local que entenda. Mas está, de há muito, contemplado na Divina Biblioteca pormenorizadamente concebida e descrita pelo escritor argentino de ascendência moncorvense, Jorge Luis Borges. Não só este texto mas todos os outros que o antecederam (usei algumas crónicas antigas e outros registos meus para o elaborar), bem como todas as versões, correções e revisões que com a ajuda e contributo da Lurdes concorreram para a versão final que enviei ao Lelo de Moncorvo. E todas as variações que venha mais tarde a conceber, escreva-as ou não, publique-as ou guarde-as na gaveta do meu computador. Usando já não caneta de tinta permanente ou esferográfica, mas o editor de texto que me permite escolher sucessivamente cada um dos caracteres do alfabeto justapondo-os para compor palavras e agrupando-as para formar frases, parágrafos, textos tal como Johannes Gutenberg concebeu e implementou. Na prática nasceu no século XV, pelas mãos deste inventor germânico o primeiro editor de texto. Tal como a wikipédia tem a sua génese em Buenos Aires na descrição borgiana. Os computadores e os programas informáticos que hoje usamos com os mesmos fins apenas vieram mecanizar e facilitar a sua utilização. Sendo certo que com a possibilidade de introdução de imagens os editores de texto realizam a totalidade da proposição gutenbergiana, já a wikipédia tem ainda um longuíssimo caminho (provavelmente de extensão infinita) para realizar a conceção borgiana apesar da sua (aparente) limitação.

Trás os Montes - Efemérides (19/01)

Solar do Visconde do Banho (Almendra)
19-01.1827 – O brigadeiro Claudino Pimentel deixa o comando da divisão volante (corpo de tropas Liberais constituído com o objectivo de pacificar a província de Trás-os-Montes) para ir tomar posse do lugar de deputado para que fora eleito.
19.01.1862 – Nascimento de Carlos Almeida Pessanha, no lugar de Marmelos, Mirandela. Seguiu a carreira militar e foi deputado pelo partido progressista. Desempenhou também o cargo de governador na Guiné, de onde partiu para a Índia portuguesa. Suicidou-se em Diu, em14.9.1907.
19.01.1885 – Nascimento de Manuel António de Morais Frias, em Carrazeda de Ansiães. Formado em medicina, foi director do hospital de Santo António e da maternidade Júlio Dinis.
19.01.1905 – Nota do semanário Trasmontano:
- Fala-se da fundação de um lyceu em Moncorvo. Não é coisa que não possa ser, mas julgamos fabuloso tudo o que se possa dizer sobre tal assumpto. É a política que trabalha no caso, dizem, mas isto de projectos à realização de obras vae um passo muito agigantado. Veremos e depois falaremos.

A notícia tinha sido dada pelo semanário progressista “Torre de Moncorvo” e era uma promessa de campanha do candidato a deputado Dr. Júlio César de Araújo e – dizia-se - do ministro Eduardo José Coelho.
 19.01.1919 – Revolta militar no Porto, com o objectivo de restaurar a Monarquia. Esta revolução ficou conhecida pelos nomes de Monarquia do Norte, Monarquia de Vinhais e Traulitânia. À proclamação no porto e formação de um governo provisório de que faziam parte Solari Alegro (originário de Vinhais) e o Visconde do Banho (de Moncorvo) seguiram-se uma série de manobras militares, essencialmente em Trás-os-Montes. Os combates decisivos entre Monárquicos e Republicanos viriam a acontecer na Ponte de Mirandela, com os trauliteiros acampados em Golfeiras, chefiados pelo major Guimarães, despejando bombardas sobre a vila e os republicanos instalados na vila de Mirandela. Foram 10 dias de intensos combates, com a vitória final dos republicanos. Para a história ficou um incidente militar menos honroso: a morte do alferes miliciano trauliteiro Costa Alemão quando atravessava a ponte sobre o rio Tua com uma bandeira branca na mão, solicitando tréguas.
António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - FELGAR (1972)

Notícia enviada por Carina Thibieroz
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TORRE DE MONCORVO - ABASTECIMENTO DE ÀGUA (1937)

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TORRE DE MONCORVO - QUEM SÃO?

  

Estas duas fotografias já foram postadas :a das meninas, no post de Pires Cabral; a outra, com o titulo Excursões. A razão por que foram novamente postadas, deve-se à ideia e ajuda técnica do nosso amigo Rui Carvalho. Assim podem ser mais facilmente identificadas as pessoas que aparecem nas fotografias.

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domingo, 18 de janeiro de 2015

Carviçais - Qualidade


Restaurante "O Artur" from Leonel Brito on Vimeo.

CASTELO DE ALGOSO, por Fernando de Castro Branco

De longe, quebrando repentinamente a linha da visão sobre castelo, uma impressiva borboleta amarela diz-nos que cada qual toma para si a parte do tempo que lhe cabe, uma eternidade adequada ao instante de quem passa. Na distância, o Castelo irrompe como um excesso de pedra impossível de segregar pelo fluxo telúrico da natureza. O sol cai inclemente neste estranho outono, cercando a base eruptiva dos rochedos, a suavidade irregular das montanhas quietas, esperando pacientemente o repouso dessa luz extemporânea. Do lado Norte, a variável geometria das escarpas esculpidas de vinhedos desfeitos e pequenas árvores cansadas. De há muito se sumiu a borboleta amarela, envolta no seu voo discreto e súbito. Avançamos ao lugar onde o tempo se demora. Vestida de bruma, lá nos confins, a Torre de Menagem de Penas Róias some-se minúscula no meio de uma desbotada nuvem de sol, e nós avançamos com os olhos cravados no cume do castelo de Algoso, como um íman de pedra a quem não se resiste. Daqui, o Castelo ergue-se como um cubo irregular sobre a pederneira, uma espécie de grosso e solitário dente de ancião implantado ferreamente num inamovível maxilar rochoso.
FERNANDO DE CASTRO BRANCO

Fonte: "ONDE NADA SE REPETE" - crónicas à volta do património. (excerto)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Património Imaterial do Douro vol. III, de Alexandre Parafita

O lado mais oculto e misterioso do Douro Património Mundial: o Douro das memórias, dos mitos, das lendas, das crenças e das inquietações das gentes que construíram, ao longo dos séculos, a paisagem duriense. Nesta obra, são revelados registos lendários de milagres, lugares de memória, crenças e superstições, atos de bruxaria e outros rituais diabólicos, inquietações de almas penadas, lobisomens, transfigurações do demónio, entre muitos outros.
Património Imaterial do Douro vol. III

Da introdução: “Uma nova definição de património cultural emergiu, entretanto, desde que as ciências sociais, nos seus enfoques antropológicos, passaram a concentrar a atenção mais nos processos do que nos objetos. Ganhou assim dimensão uma nova entidade composta por expressões que se manifestam de forma diversa e complexa através dos usos, costumes, crenças e vivências éticas e estéticas do povo, a que chamamos Património Cultural Imaterial 2.

DOIS HOMENS NUM SÓ ROSTO, por Hercília Agarez

    Coimbra, 20 de Maio [1947] – Quando conseguirei eu tirar de uma vez a minha máscara? Ser eu, plenamente? Eu, um homem bom, simples e sociável. O que isto tem custado! De defesa em defesa, de traumatismo em traumatismo, fiquei como a orelha de um atleta de circo, que observei um dia, encarquilhada e disforme.
    […] Tanta pancada levei, tanto pé me pisou a pele, que me fiz tojo arnal. E ninguém que me conhece suspeita sequer do outro que está por trás de mim, alegre como um passarinho, brando como uma folha, delicado como um rebento.
    […] Poucos devem ter tido no mundo a minha sorte: ser um homem inteiramente livre. […] Permaneci na minha pureza natural, cidadão livre do mundo e português. Mas não há dúvida que, para a maioria, me cerquei de arame farpado. É inegável que fechei muitas portas a quem talvez as devesse abrir, mesmo se quando tentei fazê-lo me entrou por elas um vendaval.
                                                                                              Diário IV

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (16/01)

16 Jan 1829 – Com a tomada do poder pelos Miguelistas, havia que substituir o Capitão-Mor Luís Cláudio de Oliveira Pimentel. E então competia à câmara indicar 3 nomes para depois o governo escolher um e o Rei nomear. Naturalmente que foram propostos os mais destacados Miguelistas da terra. Vejam os seus nomes:

- Francisco António de Magalhães, solteiro, 30 anos, que esteve emigrado político em Espanha.
- Leopoldo Henrique Botelho de Magalhães, 62 anos, tenente-coronel reformado, também emigrado em Espanha.
- Francisco António Soares Borges Maciel, 40 anos, da família do arcebispo de Braga, D. Frei Miguel da Madre de Deus.
16.01.1935 –
 Instalação do primeiro aparelho de rádio na aldeia de Sambade, concelho de Alfândega da Fé, em casa do professor Tito Sendas.

António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO -SOCIEDADE MUSICAL DE CARVIÇAIS (IV)

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TORRE DE MONCORVO - CONVITES (recordar)

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TORRE DE MONCORVO - 1894

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Fotografia da autoria do padre Adriano Guerra, pertencente ao arquivo do professor Arnaldo Silva.
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Diocese de Bragança - "Somos pessoas, não somos números", alerta D. José Cordeiro

"Somos pessoas, não somos números", alerta D. José Cordeiro
No início de um novo ano, o bispo da diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, repassou os principais temas em revista e abriu as portas de 2015. Falou ainda sobre o sínodo extraordinário da família.
Mensageiro de Bragança: Este ano houve algumas alterações à configuração da diocese, com algumas alterações às Unidades Pastorais. Que balanço faz?
D. José Cordeiro: A Igreja no seu todo, e também aqui na nossa diocese, está sempre em reforma e tem de estar sempre a reorganizar-se para ser mais fiel a Jesus Cristo e ao seu Evangelho. A atual configuração em 25 Unidades Pastorais ainda não é definitiva. Propusemo-nos, até 2017, neste projeto pastoral que a diocese está a viver, ‘Juntos com Cristo nos Novos Caminhos da Missão’, adaptar e adequar as nossas instituições e estruturas aos novos desafios da Missão, porque não podemos continuar a trabalhar, a viver, a anunciar como se fazia há dez anos, há 20 ou há 30. Mas, mantendo a substância do Evangelho e da Fé, adaptar. As condições mudaram. A mudança é este convite permanente, que leva também às estruturas.

MOSTEIRO DE S. JOÃO DE TAROUCA, por A. M. PIRES CABRAL

Os monges de Cister - ao contrário dos de CLuny -escolhiam para os seus mosteiros locais discretos, ajeitados à prática do preceito ora et labora que vinha já da regra beneditina. Bernardo de Claraval, o grande inspirador da ordem, insistia nesse ponto, uma espécie de retoma da austeridade e simplicidade monacal primitiva. As comunidades religiosas deviam tanto quanto possível isolar-se do mundo, à semelhança dos primeiros eremitas, que procuraram o deserto e a solidão para viverem mais intensamente a relação com Deus. Por isso implantavam os seus conventos em Lugares onde não dessem demasiado nas vistas, como os vales apertados e as dobras das serras - metáforas do deserto -, raramente em espaços
amplos ou sobranceiros. Um requisito contudo exigiam do local eleito: que tivesse água em abundância, de preferência corrente, com que irrigar os campos que trabalhavam como sua forma única de subsistência, considerando que os produtos da lavoura sempre seriam uma dieta mais nutritiva, saborosa e variada do que os gafanhotos de que se alimentavam os ascéticos eremitas do deserto.
A. M. PIRES CABRAL 

Fonte:"ONDE NADA SE REPETE" - crónicas à volta do património. (excerto)

O MEDO DO SEXO, UMA OBSESSÃO PERMANENTE! O FIO DAS LEMBRANÇAS, por Teresa Martins Marques

 Teresa Martins Marques e Amadeu Ferreira
(Excerto da Biografia que escrevo sobre Amadeu Ferreira)

O seminário de São José de Bragança dispunha de um regulamento datado de Março de 1934, qe era também preceituado em Vinhais. Trata-se de um opúsculo de 88 páginas e 175 artigos. O seu autor, D. Luís de Almeida, colige vários regulamentos “já abonados pelos bons resultados da sua adopção”. Consultei a edição em vigor ao tempo em que Amadeu Ferreira frequentou estes seminários, ou seja, a 2ª edição, revista e retocada, publicada na Escola Tipográfica, em Junho de 1957, com prefácio de D. Abílio Vaz das Neves, que nos diz: “ O Regulamento de um seminário é a estrutura moral da vida de formação de um neo-sacerdote. Tomado como tal, e observado com consciência, ajuda maravilhosamente a formar os caracteres dos obreiros da vinha do Senhor […] lapidando pedras preciosas, ajudando a edificação da Jerusalém Celeste.”

Este regulamento era instilado na alma dos seminaristas, que deviam “estimá-lo em grande apreço, manuseá-lo frequentemente deixando-se impregnar e saturar o seu espírito”, através da leitura semanal, comentada no refeitório e noutros lugares, que o Reitor entendesse oportunos (pp. 31 e 69).

Torre de Moncorvo - Câmara Municipal assina protocolos com Federação Portuguesa de Natação e Associação Regional de Natação do Nordeste

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo assinou com a Federação Portuguesa de Natação e Associação Regional de Natação do Nordeste protocolos que irão permitir a promoção, divulgação e o desenvolvimento da prática de natação no concelho. A cerimónia teve lugar no dia 10 de Janeiro, nas Piscinas Municipais Cobertas, marcando também a abertura oficial da época balnear de inverno.
No âmbito do programa “Portugal a Nadar” foi assinado um protocolo entre o Município de Torre de Moncorvo, representado pelo Presidente Nuno Gonçalves, e a Federação Portuguesa de Natação, representada pelo seu presidente António da Silva, que permitirá a realização de estágios das seleções nacionais das diferentes disciplinas da natação e a organização de eventos desportivos a nível regional e nacional no âmbito da natação, nas piscinas de Moncorvo. O protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, na pessoa do
seu Vice-Presidente, Victor Moreira, e a Associação Regional de Natação do Nordeste, representada pelo seu presidente, José Alfredo Moreira de Carvalho Pinto da Nóbrega, visa ajudar no desenvolvimento da natação do concelho, promover ações de formação para os agentes desportivos e apoiar e fomentar a inscrição dos atletas que desejem ser federados.
No decorrer da tarde tiveram lugar várias demonstrações para o público presente entre elas: ginástica de representação, natação pura, polo aquático e uma aula de hidroginástica. Para os mais novos o Município de Torre de Moncorvo preparou sessões de pinturas faciais.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 13 de Janeiro de 2015

Luciana Raimundo

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES ( 15/01)

15 Jan 1201 – Foral dado à povoação de Junqueira da Vilariça, primeira sede do concelho de Torre de Moncorvo. 25 anos depois a sede seria transferida para o povoado de Santa Cruz da Vilariça e em 1285 para a Torre de Moncorvo. Como se vê, em menos de um século a sede do concelho mudou por 3 vezes. Entretanto, refira-se que na área do actual concelho existiam ainda, naquele tempo, dois outros concelhos: o de Mós e o de Urros.

15 Jan 1510 – Falecimento de frei Antão Gonçalves, fundador do convento da Santíssima Trindade da Lousa.
15 Jan 1885 - Decidido em reunião de câmara continuar com a obra de edificação dos paços do concelho, no largo do castelo, por administração directa.
15 Jan 1933 – Incêndio do Teatro do Castelo, em Moncorvo, quando se estava projectando um filme. Felizmente não houve mortos a registar. Este teatro situava-se no sítio do actual edifício dos correios.

António Júlio Andrade