quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Nós Trasmontanos Sefarditas e Marranos

A generosidade é para mim uma das características mais vincadas dos Trasmontanos. Talvez esteja relacionado com a vida dura aquém dos montes. E por toda a parte onde os Trasmontanos chegam, eles estabelecem relações de boa vizinhança, baseadas naquela generosidade.
Porém, a generosidade que temos com estranhos e deles nos faz próximos falta muitas vezes nas relações entre nós e dos nossos nos afasta. Até parece que de generosos passamos a mesquinhos, no trato comunitário.
Cortiços -Foto de Luís Coelho
E isto acontece também quando lidamos com a história. Há Trasmontanos que foram grandes e são considerados em todo o mundo, mas completamente desprezados por nós, ignorados pelos que entre nós escrevem a nossa história e pelos que nos governam e têm obrigação de defender e valorizar o nosso património. Sim, este património, o património humano é bem mais importante que o património arqueológico, arquitectónico e etnográfico.
Exemplar, a este respeito, é o que se passa com os Trasmontanos Sefarditas e Marranos. Alguns deles ganharam relevo a nível mundial e têm os seus nomes inscritos em enciclopédias de âmbito mundial mas são esquecidos dos nossos dicionaristas e afastados da toponímia das nossas terras. Vou apresentar alguns exemplos:
Manuel Cortiços. Tendo embora nascido em Madrid, em 1603, os seus pais eram Trasmontanos fugidos da inquisição. A sociedade e a família perpetuariam no sobrenome, que ainda hoje conservam descendentes seus, a terra de sua origem - Cortiços - no actual concelho de Macedo de Cavaleiros. Manuel Cortiços foi um dos grandes banqueiros do seu tempo, possivelmente o maior em toda a península ibérica à data da sua morte em 1650. Mas o seu nome não consta em nenhum dicionário de ilustres Trasmontanos, onde até eu, pequeno escriba, já tomei lugar, por mão alheia.
José Cortiços. Nascido em Antuérpia em 1656 e falecido em Londres em 1742, foi outro dos membros da mesma família fugida de Trás-os-Montes. Virado para o abastecimento das tropas, durante a Guerra da Sucessão de Espanha, eles colocou-se do lado do Arquiduque Carlos, futuro imperador da Alemanha. Depois da guerra, a viver já em Londres,, José Cortiços queixar-se-ia de que a Inglaterra lhe ficou devendo 25 000 libras (de géneros fornecidos aos militares estacionados em Gibraltar) e Portugal 70 000, de provimentos ao exército do Marquês das Minas. Também o seu nome não consta das listas publicadas de notáveis Trasmontanos e nenhuma lembrança tem na terra de seus ascendentes Trasmontanos.
António Júlio Andrade

Nota do Editor:
Reedição dos posts publicados no blog :
http://marranosemtrasosmontes.blogspot.pt/

TORRE DE MONCORVO - Peredo dos Castelhanos (1942)

Click na imagem para aumentar.
Fotografia enviada por Paulo Patoleia
(Reedição de posts desde o inicio do blogue)

Nordeste Transmontano - EFEMÉRIDES (21/11 a 26/11)

Nordeste Transmontano - EFEMÉRIDES (21/11)
21.11.1652 – Ana Maria, a Faria, de alcunha viúva de João Peres, cristã nova, “que ensinava meninos” foi presa pela Inquisição de Coimbra. Este processo foi estudado pela Drª Ana Maria Afonso e publicado na revista Brigantia.
Castedo
21.11.1865 – Ofício do administrador de Moncorvo informando o seguinte:
- Que o padre Carlos António de Campos foi nomeado em 15 de Janeiro de 1859 pela Santa casa da Misericórdia desta vila administrador dos bens da capela de Nª Sª da Conceição, por falecimento do padre Manuel dos Santos Leal e em virtude da disposição do testamento com que faleceu o padre Gonçalo de Aguiar (…) que quando apareceu a lei de 30 de Julho de 1860 julgando-se o mesmo padre Carlos nas circunstâncias favorecido por aquela lei porque era administrador (…) requereu ao poder judicial se julgassem livres e alodiais os bens de tal capela, visto não ter o rendimento exigido na dita lei; e obteve sentença favorável em 1 de Abril de 1682, cuja sentença mando por cópia. Entre a capela de Nª Sª e a propriedade assim tornada livre, havia um rego de agueirão ou aqueduto bastante fundo que ameaçava algum prejuízo ao prédio por via das águas e o tornava bastante defeituoso. Entre a propriedade e dois caminhos públicos havia uma língua de terra pertencente ao monte Roboredo (…) e o mencionado padre, ou por querer aformosear a sua propriedade ou para alargá-la, pediu à câmara esse pequeno trato de terra, que murou e incorporou na mesma propriedade. Agora posso afirmar (…) que a capela a tenho visto sempre limpa e asseada como nunca esteve (…) e se tem ali celebrado o santo sacrifício da missa…
21.11.1904

Procissão do Enterro do Senhor

Torre de Moncorvo - Várias fotos da região

Trabalhadores da Ribeira



Canção "Trabalhadores da Ribeira".
Música, letra e interpretação: Guilhermino Soares

Torre de Moncorvo - Apresentação do livro "Comidas Conversadas" de António Manuel Monteiro


"Comidas Conversadas" de António Manuel Monteiro from Leonel Brito on Vimeo.

Revista Colégio Campos Monteiro - Excertos (I)


Conforme foi dito anteriormente, publicam-se, a partir de hoje e até ao dia da sua apresentação( 16 de Outubro,15,30h,na Biblioteca Municipal) excertos de artigos  da revista Colégio Campos Monteiro.

“Sabemos que entre 1911 e 1917 (…) no concelho de Moncorvo havia 33 escolas: 14 do sexo masculino, 12 do sexo feminino e sete escolas mistas. Em algumas freguesias, devido ao número insuficiente de crianças, havia uma escola mista que tinha à frente uma professora. Açoreira, Adeganha,Horta, Junqueira, Peredo dos Castelhanos e Souto da Velha tinham escolas mistas”
(O Ensino público em Torre de Moncorvo na Primeira República—Conceição Salgado)
“António Sérgio foi ministro da Instrução em 1923, durante dois meses e 10 dias (…)Criou o ensino especial para crianças deficientes. Levou o cinema às escolas (cinema educativo). Estabeleceu as bases para a organização de Museus Educativos (hoje seriam chamados Centros de Recursos). Fundou o Instituto Português do Cancro (hoje Instituto Português de Oncologia)”

(Os conceitos de Democracia e de Pedagogia em António Sérgio Júlia Ribeiro)
-

HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO 1890 - 1926 ( V )

.....Certamente que esta circular também chegou a Moncorvo e os seus efeitos logo se fizeram sentir. E dias depois, de 7 a 10 de Janeiro de 1917, a estação do comboio ficou em estado de sítio. Mas para descrever a situação, ninguém melhor do que o administrador do concelho, Flaviano de Sousa que esteve no centro dos acontecimentos. Vejam:


- Em 7 de Janeiro, constando ao povo que seguiam pelo caminho-de-ferro, uns vagões de centeio em direcção ao Porto, resolveu dirigir-se à estação do caminho-de-ferro, tocando para isso os sinos a rebate e ali, tomaram o telégrafo da mesma estação para evitar que mandassem suspender a viagem dos referidos vagões. Apresentando-me seguidamente na estação, com 7 soldados da Guarda Republicana e com ela o digno comandante da secção, conseguimos fazer evacuar o telégrafo do povo que o invadira, conservando-se todavia na gare e imediações à espera da chagada do comboio. Para evitar, porém, assaltos e consequentes prejuízos, resolvi falar ao povo e prometer-lhe que ficaria retida qualquer remessa de cereal que viesse no comboio. Com tal promessa obtive a necessária serenidade de ânimos e nomeei uma comissão para verificar que nenhum cereal seguia, retirando então o povo em boa ordem. Os mesmos factos se repetiram no dia seguinte (8 de Janeiro) mas sem toque de sinos e já em número muito menor, não havendo assaltos nem prejuízos de espécie alguma.......                                                                                    

Fotografia de Flaviano de Sousa

(Reedição de posts desde o inicio do blogue)

MONCORVO - MIGUEL MESQUITA ,correspondente do "República"

Click na imagem para aumentar.
Leitor ávido do "República", homem íntegro e fiel aos seus ideais republicanos, foi membro da comissão administrativa da câmara .municipal logo após o 5 de Outubro e presidente interino da mesma instituição.


(Reedição de posts desde o inicio do blogue)

TORRE DE MONCORVO - A PRAÇA EM 1977



(Reedição de posts desde o inicio do blogue)

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

O ano em que Moncorvo duplica os nascimentos

Imagem intercalada 1
Torre de Moncorvo está a pôr-se a jeito para ser um exemplo positivo quando forem feitas novas contas da natalidade em Portugal. Até ao final deste ano, deve duplicar o número de nascimentos de 2013: de 18 para 36 bebés. E mais relevante é porque o ano passado até foi o concelho do país com a pior taxa bruta de natalidade, com 2,5 nascimentos por cada mil habitantes.


A tendência nacional ainda é de recessão: nos primeiros nove meses de 2014, nasceram 61 421 bebés, menos 463 do que em igual período do ano passado. E mesmo que o ritmo do declínio tenha desacelerado, dificilmente este último trimestre renderá os 21 366 nascimentos necessários para igual 2013, ano de mínimos históricos com 82 787 bebés.

Fonte: Jornal de Noticias do dia 21 de Novembro  2014

Padre Victor no Jornal de Notícias

Torre de Moncorvo
"Estou no altar como nos palcos, sem medos"
Vítor, o sacerdote de Moncorvo, confessa que sente fascínio pelo palco. Adora tocar. Quando ouve o público cantar as suas canções "é um momento mágico". Mas por Jesus deixaria o mundo do espetáculo.

Para os alunos é uma "pop star", com músicas em novelas. Com pose descontraída, o padre Vítor Silva, de 38 anos, sabe que os paramentos são a indumentária da sua vocação e, quando a ocasião o reclama, usa o hábito eclesiástico com o respetivo cabeção.

Fonte: 
GLÓRIA LOPES
http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?distrito=bragan%e7a&concelho=torre%20de%20moncorvo&option=interior&content_id=4256109

Comidas Conversadas no restaurante NOBRE

Comidas Conversadas
comi0

Capa do livro

Em almoço de ontem, 22 de novembro de 2014, no restaurante Spazio Buondi NOBRE, em Lisboa, decorreu um almoço que serviu de pretexto para apresentação do livro Comidas Conversadas. Da autoria de António Manuel Monteiro e editado pela Âncora Editora, é o primeiro livro de uma coleção «Gastronomia e Cultura». O autor é, possivelmente, o escritor que mais obra organizada tem acerca dos comeres, e das tradições associadas à alimentação, sobre a região transmontana e alto-duriense. E com mais séria investigação. Já nos habituou a uma linguagem invulgar que não é mais do que um vocabulário que se encontrava naquela região e outro, de fácil dedução, proveniente de algum palavreado local. E essa forma de escrever é mais um atrativo do livro.

comi1

Mesa com os livros

O autor, como eu, tivemos a sorte de ter nascido e ter sido educados na província. Por isso sempre tivemos uma perceção de uma cultura regional que por vezes se sobrepunha com a nacional e que hoje convivem em sossego. No livro vamos perceber como o mais pequeno detalhe, que liga os produtos da terra à alimentação, constitui elemento determinante para o, agora, reconhecimento do património imaterial identificador da região.
Os capítulos do livros mergulham-nos no entendimento alargado sobre as Alheiras de Mirandela, os Cuscos de Vinhais, os Comeres Cediços e de Sustimento, A Propósitode Urtigas, os Rabos de Polvo das Bruxas, os Vegetais Relegados, O Peixe das Tréguas, o Elogio do Castanheiro, A Sexualidade dos Vinhos, as Doçuras e Delicadezas de Sabor Amendoado, e Comer sem Azeite é Comer Miudinho.  Contém ainda um Glossário valioso. Tudo ingredientes para partir à procura do livro. Indispensável para o entendimento do património imaterial transmontano e alto-duriense.

Eis algumas imagens de alguns elementos gustativos do almoço, e ainda fotos de alguns dos presentes:
comi2
Fatias de Presunto Bísaro

Confraria da Amêndoa do Douro Superior - Viagem a Lamego


sábado, 22 de Novembro de 2014

JOSÉ SÓCRATES - UM TRANSMONTANO DETIDO




José Sócrates foi detido

Sócrates é um dos quatro suspeitos em investigação sobre fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção. É a primeira vez que um ex-primeiro-ministro é detido. Detenção ocorreu à chegada ao aeroporto de Lisboa.
José Sócrates foi detido no aeroporto de Lisboa, à chegada de Paris JOHN THYS/AFP (ARQUIVO)

O ex-primeiro-ministro José Sócrates foi detido na noite desta sexta-feira no âmbito de um processo em que se investigam crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção, confirma uma nota da Procuradoria-Geral da República (PGR).José Sócrates foi detido no aeroporto da Portela, em Lisboa, pelas 23h10, quando regressava de Paris."No âmbito de um inquérito, dirigido pelo Ministério Público e que corre termos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), e onde se investigam suspeitas dos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção, na sequência de diligências, desencadeadas nos últimos dias, foram efetuadas quatro detenções. Entre os detidos encontra-se José Sócrates", diz o comunicado da PGR.

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Tertúlias de Arqueologia

Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)

Traga-Mundos - Tertúlia "Três poetas à volta de "Relevos", de Virgínia do Carmo

A Traga-Mundos tem o prazer de convidá-lo/a a participar na Tertúlia "Três poetas à volta de "Relevos", de Virgínia do Carmo", a ter lugar no próximo dia 22 de Novembro, pelas 22h00. 
O evento conta com a participação dos poetas Virgínia do Carmo, Rosário Ferreira Alves* e Rui Miguel Fragas**. 

"Relevos" é o terceiro livro de poesia de Virgínia do Carmo, dado à estampa pela Poética Edições, em Setembro. 

Sobre a obra: 

"[...] Não é difícil percebermos o que a autora procura, porque ela própria nos diz, na p. 30: Preciso perdoar-me. Para correr e ser de novo a criança que pulava todos os muros. Sem a medida dos passos. Sem o cálculo dos ângulos. E ser de novo o acaso feliz de acreditar. As asas invisíveis de um crer maior […]. Recuperar a inocência é essa forma de ter asas invisíveis para voar sobre o abismo acreditando que a redenção está dentro dela.

Vamos, então, nesta viagem de emoções onde cada escolha pode ser imaginária ou real, onde podemos esbarrar no relevo da linguagem, onde cada expressão nos surpreende, nos inquieta, ou nos comove, porque este livro é, essencialmente, um estado de espírito que podemos analisar e percorrer em todas as direcções. [...]"

Hercília Agarez

Torre de Moncorvo - Livro “Um Ocidental Acidental” de Álvaro Leonardo Teixeira apresentado

Teve lugar no auditório da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo, no passado dia 15 de Novembro, a apresentação do livro “Um Ocidental Acidental” do moncorvense Álvaro Leonardo Teixeira.
O Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, deu início à sessão dando as boas-vindas ao vasto público presente. Tomou a palavra António Lopes, da editora Lema d’Origem, que efetuou a leitura de uma mensagem enviada pela autora da capa, Joana de Rosa. Explicou ainda porque editou Álvaro Teixeira referindo alguns aspectos como a coragem do autor e a plasticidade, dinamismo e fluidez da sua escrita. De seguida Elisete Afonso apresentou o autor e teceu algumas considerações sobre a obra. Explicou o título do livro “Um Ocidental Acidental traduz emblematicamente a incredibilidade e inconformismo da voz poética com o acidental percurso da encruzilhada da civilização ocidental.” Salientou ainda que a obra “está organizada em sete campos semânticos com diferentes linhas temáticas reunindo uma multiplicidade de poemas que cotejados atentamente configuram uma galáxia poética coesa.”
“Tentei domar o orgulho que eventualmente tivesse, pois o melhor da vida está na simplicidade e na amizade, por isso digo que os meus amigos são essenciais neste livro”, foram algumas das palavras que o autor dirigiu ao público.
No decorrer da sessão foram declamados vários poemas que compõem a obra “Um Ocidental Acidental”.
No final, o poeta gentilmente autografou os livros que o Município ofereceu a todos os presentes.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 18 de Novembro de 2014


Luciana Raimundo   

Alfândega da Fé - Queijo destaca- se no Concurso Nacional de Queijos

Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)

Grupo de teatro amador deu corpo à "alma de ferro" do Nordeste Transmontano

Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)



Nordeste Transmontano - EFEMÉRIDES (20/11)

Misericórdia de Mirandela.

20.11.1491 – Instituição do hospital / albergaria chamado do Espírito Santo, em Torre de Moncorvo, pelo casal que, em 20 de Maio de 1490 fundou o morgadio de Santo António.
20.11.1671 – Arrematação da obra de construção da igreja da Misericórdia de Mirandela.
 20.11.1826 – A divisão volante comandada pelo general Claudino Pimentel passa em Mirandela, em direcção a Torre de d. Chama e Chaves, na perseguição das tropas miguelistas do conde de Amarante.
20.11.1892 – Notícia de que os Republicanos desistiram das eleições municipais, em Freixo de Espada à Cinta, embora tivessem obtido 390 votos nas eleições de deputados, pouco tempo antes realizadas.
20.11.1902 – Notícia da primeira sessão de cinema em Torre de Moncorvo, assim noticiada pelo semanário “O Trasmontano 
- Pela primeira vez nesta terra assistimos à exibição de quadros, pelo cynematógrapho. Mr. Bailac, um moço sympático, de nacionalidade francesa, cavalheiro do mais fino trato, mimoseou-nos com três atraentes espectáculos nos dias de quinta-feira, sábado e domingo, com três casas cheias. Os trabalhos que apresenta, apesar de uma instalação muito à ligeira em sala pouco adequada para isso, sobressaem muito além do que poderia imaginar-se. Vimos quadros originalíssimos e duma precisão real. A dança das flores, na Exposição de 1900 é cheia, e por si só vale um espectáculo. A chegada de um comboio apresenta-se naturalíssima…
António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - QUALIDADE


Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)

(Reedição de posts desde o início do blogue)

TORRE DE MONCORVO - LENTE EM COIMBRA

Click na imagem para aumentar.
in "Vultos Médicos Bragançanos"
Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)

(Reedição de posts desde o início do blogue)

TORRE DE MONCORVO - GRAFITEIROS




                                                       Click nas imagens para aumentar

(Reedição de posts desde o início do blogue)

ROSTOS TRANSMONTANOS - VII


Fotografias de Paulo Patuleia

(Reedição de posts desde o início do blogue)

TORRE DE MONCORVO - LAVORES (1917)

Click na imagem para aumentar.
Imagem cedida por Etelvina Botelho
Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)

(Reedição de posts desde o início do blogue)

VILA FLOR

Click na imagem para aumentar
Nota do Editor:
Reedição dos posts publicados no blog :
http://marranosemtrasosmontes.blogspot.pt/

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Terras de Barroso - I

Minas da Borralha, Montalegre.

Torre de Moncorvo - Museu do Ferro e da Região de Moncorvo recria Partidela Tradicional da Amêndoa

No passado dia 8 de Novembro a população de Moncorvo reuniu-se no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo para recriar a Partidela Tradicional da Amêndoa.
Miúdos e graúdos pegaram nos tradicionais “ferrinhos” e numa pedra e começaram a partir as amêndoas, afastando as cascas e colocando o grão da amêndoa em cestos.
Durante a tarde, a recriação decorreu como antigamente, caracterizada pelo convívio entre os participantes de várias idades. De salientar a animação trazida à iniciativa pelo Agrupamento de Escuteiros de Torre de Moncorvo e da Tuna da Lousa.

Presente, em representação do Município, esteve a Vereadora Piedade Meneses.
No final, teve lugar uma merenda tradicional onde participaram todos os presentes.
Pretende-se com esta atividade não deixar cair no esquecimento esta tradição, tão característica do concelho de Torre de Moncorvo, em que em tempos passados as famílias e os amigos se reuniam ao serão para partirem as amêndoas colhidas durante esse ano. 
Esta é já a XI edição da Partidela Tradicional da Amêndoa promovida pelo Museu do Ferro e da Região de Moncorvo, Município de Torre de Moncorvo e Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 17 de Novembro de 2014

Luciana Raimundo

NORTEANDO DE AMADEU FERREIRA E LUÍS BORGES, por Hercília Agarez


NORTEANDO
DE AMADEU FERREIRA E LUÍS BORGES
    O título não diz tudo, mas sugere uma jornada lenta, sem percurso previamente definido, alheia à ditadura dos ponteiros do relógio, com tempo para pausas impostas pelos flagrantes do fotógrafo. Sim, não são meros disparos da objectiva atirados ao acaso, são instantâneos irrepetíveis e irreversíveis. É uma incursão por um território de que somos ciosos, é uma caminhada a reclamar calçado e roupa confortáveis, que nos permitem galgar montes, enlamear os pés, sentarmo-nos numa pedra tosca a ver desfilar rebanhos e manadas. É todo um apelo da natureza para que dela saibamos saborear todos os encantos, percorrer todos os recantos, sem espantar (no duplo sentido do termo) aves de voo desprevenido, borboletas quais cisnes no último canto, sem fugir de um olhar ameaçador de lobo ou raposa.
    Acompanhar Luís Borges nas suas errâncias é, também, encher a vista de uma policromia de que só a natureza é capaz, maravilhar-se com as flores, sua grande dádiva. Mas não é a cor o que de mais atraente e expressivo têm as imagens. Somos, talvez pelo contrário, presos à magia do preto e branco com que o fotógrafo que nasceu poeta da vista, foi sábia e sensivelmente captar a riqueza humana de uma região economicamente atrasada, mas que teima em preservar os socos, os chapéus toscos, o pau que lhes arrima os cansaços da velhice, os aventais, o negro eterno das viuvezes femininas, o seu lenço posto como só elas sabem.
    Olhamos para os ouriços ou para os medronhos como o cão de Pavlov, sentimos o algodão em rama da neve a beijar-nos os pés, orgulhamo-nos que não tenham destruído as antas longinquamente ancestrais, compadecemo-nos com o destino do porco de patas a pedir clemência póstuma, mas invejamos a ciência do tempero das alheiras a que o lume servirá de complemento directo. Cada imagem é uma lição de vida, um hino à Terra Mater, uma dúvida, a de nos questionarmos se merecemos tanto.
    Dizer mais sobre os poemas iconográficos de L. Borges é um atrevimento de que me penitencio, face à mestria com que de cada um fala o nosso Amadeu. Repito o possessivo. Nosso. Pela sua sabedoria recatada, pela sua postura “de camponês que anda preso em liberdade pela cidade”, como disse Alberto Caeiro de Cesário Verde), pelo seu sorriso que é um paradigma da franqueza transmontana, pela capacidade natural e espontânea de, cada dia que passa, acrescentar um novo amigo à sua longa lista. Pela sua força anímica, pelo exemplo de tenacidade e pelo ar meio envergonhado com que recebe as homenagens que lhe são devidas. 
    Os poemas de um, resultantes de uma objectiva que tem o condão de estar nos sítios certos nos momentos certos, são enriquecidos com os outros. Sim, Amadeu é tão poeta na prosa como nos versos. A sua escrita dá-nos a sensação de jorrar com tanta rapidez e limpidez como quando se abre uma torneira. Parece haver nela muito pouca oficina. Nasceu para a poesia. Tal deve constar do seu mapa astrológico. Nós, os privilegiados que o conhecem, sabemos merecê-la, acarinhá-la, divulgá-la. É nossa, também. Mas, fazendo jus à atávica solidariedade deste povo, queremos partilhá-la com quem saiba distinguir joías verdadeiras de pechisbeque.
    Ao olhar as fotografias candidatas a um “casamento” por amor com os seus textos, Amadeu Ferreira ou Francisco Niebro viu nelas pormenores que o observador comum não captou. De imagens estáticas ele faz reflexões dinâmicas. Onde nós vemos cabras empoleiradas em rochedos estéreis, ele interpreta aquelas escaladas: “não precisam apenas de erva para comer as cabras, sobretudo de horizonte se alimentam”.
    Cada imagem é um desafio, um convite a tratá-la de acordo com um certo registo: conta pequenas histórias, invoca a infância, opta pela fábula ou pela curta narrativa infantil, dá aos seus pensamentos a estrutura tradicional de poemas, rememora tempos idos de mais arreigada autenticidade, de penosos trabalhos na terra, lamenta o abandono dos campos. Mas regozija-se com a manutenção de práticas agrícolas de um tempo ontem, como a apanha da azeitona, as malhadas com manguais, a lavra com o arado.
    Invoca escritores clássicos, recorre à mitologia, à etnografia, não para alardear uma erudição vaidosa, antes como forma de construir uma certa pedagogia subjacente a alguns dos textos que, de braço dado com as fotografias, além de proporcionarem um duplo prazer estético, cumprem uma missão urgente e civilizacional – a de transmitir às gerações a quem os dentes nasceram com o computador, como viveram os seus antepassados e o quanto labutaram para que os não arrancassem de uma terra onde tudo lhes foi regateado e onde aguardam pacientemente, de mãos encarquilhadas e encardidas, sem dentes com que rilhem uma maçã, uma outra terra que lhes dispensa a enxada.


M. Hercília Agarez, Julho de 2014

FREIXO DE ESPADA À CINTA

Click na imagem para aumentar
Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)

Nota do Editor:
Reedição dos posts publicados no blog :
http://marranosemtrasosmontes.blogspot.pt/

NORDESTE TRANSMONTANO - EFEMÉRIDES (17/11)

Lagoaça.


17.11.1764 – Mudança da sede da Diocese de Miranda do Douro para Bragança.
17.11.1888 – Nascimento do professor João Baptista Vilares, em Sambade, concelho de Alfãndega da Fé. Homem de grande iniciativa e pedagogo exemplar, publicou, em 1926, uma preciosa monografia do concelho de Alfândega da Fé.
17.11.1895 – Eleições de deputados, com um único partido a apresentar-se nas urnas – o regenerador, pois os progressistas e os republicanos desistiram, em protesto contra a nova lei eleitoral. A assembleia de deputados saída destas eleições foi baptizada com o nome de Solar dos Barrigas. Pelo distrito de Bragança foram eleitos: Abílio Beça, Pereira Charula, Lobão Soeiro e Lopes Navarro. Estes dois últimos tinham casa em Lagoaça.
António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - URROS (1913)

Click na imagem para aumentar
Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)

(Reedição de posts desde o início do blogue)

TORRE DE MONCORVO - Assim na vila como na aldeia



Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)

(Reedição de posts desde o início do blogue)

TORRE DE MONCORVO - FIGURAS



Fotos do arquivo do professor Arnaldo Silva. Enviadas por Paulo Patoleia

Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)


(Reedição de posts desde o início do blogue)

TORRE DE MONCORVO - Bento da Cruz e a Vila

Click na imagem para aumentar
Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para poder ampliar uma segunda vez)

(Reedição de posts desde o início do blogue)

TORRE DE MONCORVO - NOVAS TECNOLOGIAS


Click nas imagens para aumentar.
Na Biblioteca Municipal e na cafetaria Tropicália

(Reedição de posts desde o inicio do blogue)

sábado, 15 de Novembro de 2014

TORRE DE MONCORVO -16 DE OUTUBRO DE 2010, DIA DE LIVROS


No próximo dia 16 vão ser apresentados, na Biblioteca Municipal, o livro HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO - 1890-1926,de António Júlio Andrade e a revista da A.A.A.C.C.,OUTUBRO 2010 COLÉGIO CAMPOS MONTEIRO.
Tanto o livro como a revista são editados pela Âncora Editora. O livro tem o apoio da Câmara Municipal .

A drª.Júlia Barros Biló é a directora da revista, e Rogério Rodrigues o coordenador. Tem como colaboradores,entre outros, Alberto Areosa, Luís Ricardo, César Urbino, Pimenta de Castro,Conceição Salgado, Alípio Tomé Pinto, Nelson Rebanda,Ramiro Salgado,Júlia Biló, Rogério Rodrigues ,e os temas incidem sobre Ensino e República.

Nota : Até dia 16 serão aqui colocados excertos do livro e de textos da revista (de todos os autores) .


(Reedição de posts desde o inicio do blogue)

TORRE DE MONCORVO - BOLA VII

Click na imagem para aumentar

(Reedição de posts desde o inicio o blogue) 
Abra a imagem numa nova janela para poder ampliá-la.
(Clique com o botão direito do rato em cima da imagem que 
pretende ampliar e depois escolha a opção: "Abrir hiperligação 
numa nova janela", na mesma surge ainda uma lupa com um + para 
poder ampliar uma segunda vez)