sábado, 28 de março de 2015

Torre de Moncorvo - Feira Medieval - 5

Foto Lb

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (28/03)

 Igreja matriz
28.03.1735 – Propostos para o cargo de capitão-mor de Moncorvo: Manuel Diogo Monteiro de Melo, filho único do capitão-mor falecido; Francisco de Morais Castro, 40 anos e Paulo de Madureira Carneiro, 50 anos..
28.03.1800 – Recepção da obra do frontispício da igreja matriz de Moncorvo que fora adjudicada ao pintor Francisco Xavier.

António Júlio Andrade

ESCOLA INDUSTRIAL - II ENCONTRO (1999)

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MAÇORES - Episódios burlescos (III)

 Episódios burlescos ocorridos em Maçores no terceiro quartel do século XX.
(In "Maçores Minha Terra Minha Gente" de Ilda Fernandes)
O Silvano de Felgueiras casou em Maçores e quando passados uns tempos levou à sua terra a filha que lhe nasceu, uma mulher ao vê-la, proferiu:
- Ai que grande e gorda está a menina! Chegas-lhe bem com o nitrate!


Maçores
O meu compadre Dr. Ramiro Guerra que sabe narrar eximiamente estes eventos foi quem me contou esta e outras:
Numa ocasião em ele passou na rua com o seu primeiro e robusto filho, uma mulher de Felgueiras com aquele sotaque que é peculiar à sua população, acercou-se dele e disse-lhe:
- Ó Sr. Doutor que lindo e gordo está o menino! Olhe que carouça, parece mesmo as nalgas de um macho!
Uma mulher de Felgueiras casou em Maçores e uma rapariga de Maçores baptizou-lhe o filho.
Na primeira metade da década de setenta do século XX perguntou a uma sua irmã:
- Então o filho da minha comadre está bom? e onde está agora?
- Está bem e encontra-se na Suécia que lhe deu asilo político - Respondeu-lhe:
- Bendito seja Deus, foi pr'a um asilo! Pr'a se santificar, foi?!
Uma outra vez, por motivo de concurso à futura carreira docente, um grupo de maçoranas foram telefonar a Felgueiras uma vez que em Maçores ainda não existia telefone público, nem privado. Situava-se no Largo da Barreira onde havia um magote de homens.
Ao verem o grupo, um questionou:
- Quem são as raparigas?
- Parece que são de Maçores - respondeu outro.
Resposta pronta do primeiro:
- Logo vi, que aqui não se criam destes animais

Publicado a 11/03/2011

ADEGANHA - FRESCOS

















Fotos: Arquivo Farrapos de Memória

sexta-feira, 27 de março de 2015

Torre de Moncorvo - Feira Medieval - 4


TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (27/03)


Felgar (1974)
27.03.1798 – Os habitantes do Felgar fazem uma exposição para o governo pedindo liberdade para quem quiser construir o seu próprio forno de cozer pão, acabando-se com o “monopólio” dos fornos de poia que eram propriedade da câmara municipal que os cedia em exploração a quem mais desse. Vejam as razões apresentadas: - “… De haver fornos de poia se seguia grande prejuízo porque davam dois pães aos arrematantes por cada fanega; e também lenha; e porque o pão era de muitos donos em cada fornada, a alguns se lhe seguia prejuízo já porque se lhe azedava o pão e já porque se lhe queimava; e até às moças donzelas se lhe seguia prejuízo no crédito e honra porque os moços desavergonhados as iam esperar sem quietação para fins torpes e desonestos por as mesmas serem obrigadas a ir aos fornos de noite…”
António Júlio Andrade

CARVIÇAIS - FILHO DE EMIGRANTES


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In  "A TORRE "(1956)
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TORRE DE MONCORVO - Registo de Bilhete de Identidade (1915)




Nota: Consultar http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/02/torre-de-moncorvo-efemerides-0102.html

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quinta-feira, 26 de março de 2015

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (26/03)


Chafariz da Praça
26.03.1677 -D. Afonso VI assina um documento dirimindo uma questão surgida entre os frades do convento de S. Francisco e o fidalgo António de Carvalho sobre a utilização da água da nascente do Roboredo que alimentava também os chafarizes de S. António e o da Praça.26.03.1870 – Veja-se o que o administrador de Moncorvo escreveu para o gov. civil acerca da povoação da Foz do Sabor: - “ … Achando-se em princípio, dá esperanças de em breves anos ascender a uma das primeiras que talvez venha a ter o concelho, pelo grande comércio de importação e exportação que já ali aflui…”
26.03.1915 – Carta do administrador de Moncorvo: - “De todos os estabelecimentos de beneficência existentes no concelho só a Cooperativa Moncorvense gasta açúcar em grandes quantidades. Consome a Cooperativa, anualmente 4500 Kg de açúcar refinado de 1ª; 1200 de pilé e 600 de mascadado. Carece já de 375 Kg de açúcar refinado, 100 de pilé e 100 de mascadado. O preço actual é de 4$80 cada Kg de refinado, 5$10 de pilé…”
26.03.1923 - “Roubo” de 202 cabeças de gado lanígero da Quinta do vale da Pia, por gente de Felgueiras. O gado era de Adriano Emílio Fernandes. Acácio Diogo foi o principal arguido. Na verdade, tratou-se de uma forma de assegurar alguma compensação pelos prejuízos derivados da falência da agência bancária de Fernandes e Marrana, amigos, aliás, de Acácio Diogo. A questão acabou por se resolver de forma amigável.
António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - 1955

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Fotografia enviada pelo Paulo Patoleia

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TORRE DE MONCORVO - DUAS EQUPAS

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Foto enviada pelo Camané

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Torre de Moncorvo - Feira Medieval - 3


Torre de Moncorvo prepara atividades da Semana Santa

Têm lugar de 27 de Março a 5 de Abril as celebrações da Semana Santa em Torre de Moncorvo.
O programa é variado contando com dois espetáculos da Escola Municipal Sabor Artes, que se realizam nos dias 27 e 28 de Março no Cine-Teatro de Torre de Moncorvo.
Um dos pontos altos destas festividades é a representação da Via Sacra ao vivo pelo Grupo Alma de Ferro Teatro, que se desenrola durante a Procissão do Encontro, pelas 21h00 do dia 29 de Março. Às 17h45 acontece ainda a bênção dos ramos na Igreja Matriz.
Já no dia 2 de Abril, Quinta-feira Santa, realiza-se a Ceia do Senhor na Igreja Matriz e à noite, pelas 21h00, a Procissão dos Passos.
Na Sexta-feira Santa, tem lugar a adoração da cruz, na Igreja Matriz, e a Procissão do Enterro do Senhor.
Destaque também para a apresentação da peça de teatro “ O Búfalo Fu” pelo Grupo Alma de Ferro Teatro, às 17h00, do dia 4 de Abril. Neste dia decorre ainda a Vigília Pascal com a bênção da água e do círio pascal e o cantar das Alvissaras pelo Grupo Alma de Ferro Teatro, às 23h00, na Igreja da Misericórdia.
As festividades terminam no Domingo de Páscoa com a Missa da Ressurreição, a Procissão da Aleluia e a Visita Pascal.
Estas celebrações pretendem reavivar as tradições das cerimónias da Semana Santa, ao mesmo tempo que permite aumentar a oferta e criar um novo produto turístico no concelho.
As celebrações da Semana Santa são organizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Torre de Moncorvo e o Município de Torre de Moncorvo em parceria com a Paróquia de Torre de Moncorvo e Grupo Alma de Ferro Teatro.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 24 de Março de 2015
Luciana Raimundo.

Gastronomia : Salada de Azedas -


Alfândega da Fé - Vozes no Femino

Alfândega da Fé - 3ª sessão das Tertúlias de Arqueologia

A 3ª sessão das Tertúlias de Arqueologia tem como tema principal O Castelo de Alfândega e a Torre do Relógio. Os doutores Luís Fontes, arqueólogo da Universidade do Minho e responsável pelo estudo arqueológico no âmbito do projeto Conservação da Torre do Relógio e Zona Envolvente e Paulo Costa, historiador responsável pela investigação histórico-documental cujo tema central é a Torre do Relógio e o Castelo de Alfândega da Fé, irão proporcionar uma sessão onde a história e a arqueologia se uniram para tentar explicar quais as origens desta torre e do Castelo de Alfândega da Fé.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Feira Medieval de Torre de Moncorvo - 2


Alfândega da Fé - Passeio Pedestre Flor da Amêndoa

Feriado Municipal de Torre de Moncorvo assinalado com celebração de protocolos com associações do concelho

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo assinalou o Feriado Municipal, dia de S. José com uma homenagem aos funcionários do Município e com a celebração de protocolos e contratos com as Juntas de Freguesia, Associações e Instituições do concelho.
Este ano foi contemplada a Junta de Freguesia do Castedo, Grupo Desportivo de Torre de Moncorvo, Santa Casa da Misericórdia de Torre de Moncorvo, Clube de Caça e Pesca de Moncorvo, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moncorvo, Fundação Francisco António Meireles, Associação dos Comerciantes e Industriais do Concelho de Moncorvo, Grupo Alma de Ferro Teatro, Banda Filarmónica de Felgar, Associação Cultural e Recreativa de Carviçais, Associação Cultural e Recreativa da Lousa, Associação, Cultural e Recreativa do Santo Cristo, Sporting Clube de Moncorvo, Agrupamento de Escuteiros nº 788, Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo e a Associação Montes de Nordeste – Associação de Produtores de Agricultura Biológica de Trás-os-Montes e Alto Douro.
As festividades tiveram início com o hastear da Bandeira Nacional e do Município nos Paços do Concelho, com a participação da Escola Municipal Sabor Artes, Agrupamento de Escuteiros 788, Corpo dos Bombeiros Voluntários e Corpo do Destacamento da GNR de Moncorvo.
Tiveram ainda lugar as cerimónias religiosas, com a missa e procissões em honra de S. José, e uma sessão de fogo-de-artifício.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 24 de Março de 2015

Luciana Raimundo.

Torre de Moncorvo - O Dia Mundial da Árvore foi comemorado em Carviçais com a plantação de cerca de 80 árvores

fotoCarviçais ficou mais arborizado
A iniciativa partiu da Junta de Freguesia de Carviçais, contemplando vários espaços emblemáticos da aldeia com a plantação de diversos tipos de árvores e arbustos.
Junto ao Campo de Futebol, local onde se realiza o Festival Carviçais Rock, foram plantados 50 laurus de jardim, que servirão já de apoio à melhoria das condições do recinto, servindo de vedação ao mesmo tempo.
Na zona envolvente aos Poços do Barro foram plantadas 28 amendoeiras, um dos símbolos de atração turística desta região, e à entrada de Carviçais, vindo de Torre de Moncorvo, foram plantados 6 castanheiros. Este local era antigamente bem conhecido pelo castanheiro da "Soleta", pelo que “a plantação contribui para não deixar cair no esquecimento e trabalhar sempre na preservação dos usos, costumes e tradições de outrora da nossa terra”, salientou o presidente da Junta de Freguesia, Francisco Braz.

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (25/03)

25.03.1919 – Levantado processo contra a professora de Açoreira por implicação na revolução monárquica.
António Júlio Andrade

O NELITO BARRIGUDITO - Arinda Andrés

Urros. Foto da autora
Era uma vez o Nelito Barrigudito, tinha nove irmãos, com ele, os pais, e os avós, à mesa, eram sempre à volta de quinze pessoas, tempos de fome, de miséria, as coisas eram muito difíceis; o Nelito Barrigudito, com uns suspensórios presos por uma alça, só a um botão, o par daquele já tinha ido para o jogo dos feijões, ai isso!… ganhava sempre a tudo e a todos, não fora aquele dia em que o Toino Patoilo lhe passou a rasteira… tinha que os apanhar, lá isso é que tinha… e puxava a outra alça, a arrastar ou dependurada das asas da sua liberdade, sempre com a constipação a sair-lhe pelos moncos do nariz, esverdeados, a barriga à vela, verão ou inverno, com um pau na mão, fazia muitos e muitos caminhos, e o pau sempre a abanar de um lado para o outro, para não perder tempo, se fosse preciso… eles verão! inda num se tinha esquecido, muito corado, ou da febre, mas não devia de ser, que os garotos eram muito saudáveis, os que vingavam… morria-se muito garoto, mal os botavam ao mundo, e depois, que bem que Deus se lembrou de ti, e dele, e de todos vós, foi um bem; então se foi assim tão bem, porque choram por eles? porque é mesmo assim, foi um bem porque vão para os Anjinhos; e pronto; e morria mais outro menino, e mais outro nascia e outra vez se dizia, é que era bem que Deus lho levasse, então porquê?! porque é um Anjinho. Já fui ver o Anjinho e levar-lhe flores, vão enterrá-lo… então tem que ser! o tinha que ser, eu não gostava nada dele.

NOSSA SENHORA DA TEIXEIRA -1973


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Documento enviado por Maria Alexandra.
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terça-feira, 24 de março de 2015

Baixo Sabor - a Ponte nova da Portela e as barragens



                                                   Fotografias de Henri Richard

Feira Medieval de Moncorvo - Alma de Ferro (SEMPRE!)



Nota do Editor: Todos os dias colocamos uma fotografia da Feira Medieval de Torre de Moncorvo. Para terem em memória o êxito do evento.

Fio de Lembranças - Biografia de Amadeu Ferreira ,de Teresa Martins Marques - Convite

Veja: Video da 400emissão da Biblioteca Cruzeiro. 18 Março
.https://www.youtube.com/watch?v=jCDCIGgRZjA
http://expresso.sapo.pt/amadeu-que-aprendeu-o-mundo-no-campo-e-tinha-o-coracao-na-ponta-dos-dedos=f913553

Teresa Martins Marques:
Fez doutoramento em Literatura e Cultura Portuguesas, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sendo investigadora integrada no Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias desta mesma Universidade. Membro da Equipa do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Academia das Ciências de Lisboa, entre 1992-1995. Dirigiu a organização do Espólio de David Mourão-Ferreira (Fundação Calouste Gulbenkian e Ministério da Educação) entre 1997 e 2004. Dirigiu e prefaciou os 13 volumes da Edição das Obras Completas de José Rodrigues Miguéis (1994-1996).
Ensaio: Tem colaboração de ensaio em três dezenas de volumes colectivos. Publicou individualmente:  Si on Parle du Silence de la Mer (1985); O Eu em Régio: a dicotomia de Logos e Eros (Prémio de ensaio José Régio-1989); O Imaginário de Lisboa na  Ficção Narrativa de José Rodrigues Miguéis (1994), 3ª ed. 1997; Leituras Poliédricas -estudos sobre Cesário Verde, Gomes Leal, Raul Brandão, J. Régio, J.R. Miguéis, V. Nemésio, Eugénio Lisboa, et alii (2002); Clave de Sol - Chave de Sombra. Memória e Inquietude em David Mourão-Ferreira (2011). Conto: Carioca de Café (2009); Degraus do Passado(2014); Romance: A Mulher que Venceu Don Juan (2013).(CLEPUL- Faculdade de Letras de Lisboa)

António Jorge Nunes : (Bragança, Zoio, 24 de Julho de 1953) é um engenheiro civil e dirigente político português.
Licenciou-se em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, no ano de 1978.
A nível profissional, trabalhou na Câmara Municipal de Torre de Moncorvo de Outubro de 1978 a Dezembro de 1979. Exerceu as funções de sócio-gerente da empresa Edibetão, com sede em Torre de Moncorvo, de 15 de Agosto de 1980 a 26 de Junho de 1987.
Jorge Nunes foi Presidente da Câmara Municipal de Bragança de 1998 a 2013, tendo sido reeleito com maioria absoluta em 2002, 2005 e 2009, obrigado a não se candidatar em 2013 em virtude da Lei da Limitação de Mandatos.
Foi feito Comendador da Ordem do Mérito e Oficial da Ordem do Mérito Empresarial Classe Comercial a 10 de Junho de 2014.2


PASSOS PERDIDOS - CRÓNICA DO FUTURO, por José Mário Leite


Dia 25 de Fevereiro, a centenária  livraria Ferin era pequena para acolher as dezenas de transmontanos que se juntaram a vários escritores ilustres para assistirem, por antecipação, à contemporânea queda de um anjo. É-lhes apresentado José Luciano de Castro em atualíssimo discurso de 150 anos pela voz autorizada e eloquente de Ernesto José Rodrigues. O referido discurso subirá no próximo dia 9 de Abril à tribuna parlamentar da Assembleia da República a ser lido por João Felix Filostrato em inédita intervenção, depois de quarenta anos de apagada carreira parlamentar. A sua queda acontecerá logo depois como forma de exposição das várias fraquezas e fragilidades da vida política portuguesa. 

O romance Passos Perdidos do nordestino Ernesto Rodrigues mergulha nos meandros político-partidários pela visão poliédrica de jovens protagonistas envolvidos em atividade suspeita que apenas por ser direta e explícita se afasta da realidade: um banco de investimento quer vender um projeto-lei a um deputado. 
À volta deste objetivo linear desenrola-se uma trama de acontecimentos vários de índole diversa e complexa. Não espere o leitor uma narrativa linear e explícita. Essa pode ser a visão do historiador. O autor é romancista e interessam-lhe mais as visões dos vários intervenientes, mesmo que desfocadas, irreais ou totalmente enganadoras, como salientou. Resulta dai uma narrativa caleidoscópia. As propositadas confusões de nomes das gémeas Nádia e Nídia e dos tríplices homónimos João Félix envolvem-nos numa teia de sentimentos onde se defrontam interesses vários e factos diversos. Ressaltam inequivocamente realidades que escapando aos inconseguimentos, dos sagrados softpower da política caseira, se perfilam perante o leitor obrigando-o a olhá-las de frente. 
A primeira é a frágil estrutura do quarto poder (a comunicação social) facilmente manipulável pela sua enorme apetência pelo espetáculo efêmero em detrimento da realidade por trás da aparência mediática. Não esquece a falta de estadistas nos partidos (em todos, de forma geral mas sobretudo no PNCNP - Partido Nem Carne Nem Peixe), lamento ouvido de viva voz na Rua Nova do Almada. Ressalta, de entre outras, uma proposta de elevado potencial a merecer conveniente e séria reflexão: substituir as dezenas de deputados borboleta que lançam beijos como causas fraturantes que se limitam ao "quem me dera", em estado permanente de quase quase a intervir, por uma mão-cheia de deputados, realmente interventores ostentando em cartaz visível o número de votos que representam sem esquecer o nome do escritório de advogados que concebeu e redigiu cada uma das leis em "discussão". Ganhava o erário público e, sobretudo, a transparência da causa pública. O ambiente parlamentar poderia ser preservado com recurso a aplausos, apupos, apoios e apartes pré-gravados.

Refira-se, para finalizar, que a ação decorre à volta da semana da paixão tirando partido da ignorância de quem só pensa em números, sobre a condição de feriado da sexta-feira-santa, aproveitando para nos deixar mais uma alegoria de Cristo a morrer por nós entre dois ladrões perdoando a dívida ao mais inteligente, optando o outro pela falência fraudulenta. 

José Mário Leite

O Messias, de Carlos Carvalheira - Convite


230 caminhantes participaram no percurso pedestre “Rota dos Sobreiros”

No passado dia 15 de Março teve lugar na Lousa, em Torre de Moncorvo, a primeira edição do percurso pedestre “Rota dos Sobreiros”. 

Cerca de 230 caminhantes responderam à chamada e participaram neste passeio pedestre onde se destacam as paisagens sobre a mata de sobreiros, as quedas de água e a vista panorâmica sobre a aldeia de Lousa, Torre de Moncorvo e o Rio Douro.
O percurso passou por locais que fazem parte do passado recente dos habitantes da freguesia como o moinho de vento da Portela, a fonte do Corisco,  o curral de rebanho a céu aberto, as ruinas dos moinhos de água, o forno de secagem de figos e a patada da burrinha.
Durante a caminhada, com uma extensão de 11,5 Km, houve lugar para algumas explicações nos principais pontos de interesse e ainda duas paragens para reforço.
No final, realizou-se um almoço convívio entre todos os participantes.
A iniciativa foi da Junta de Freguesia da Lousa em parceria com o Município de Torre de Moncorvo.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 23 de Março de 2015

Luciana Raimundo.

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (23 e 24/03)

23.03.1870 – Eleiço do procurador de Moncorvo à Junta geral de Distrito – Eleito João José Dias Gallas com 9 votos contra 1 de João António Monteiro. 

23.03.1876 – Uma das fontes envenenadas na Lousa pertencia a Francisco António de Almeida, começando a circular rumores de ele a envenenara porque queria vender cada cântaro de água a 5 réis, ou então proibir as pessoas de entrar dentro da propriedade onde a fonte estava. Quando soube que o regedor fora encarregado pelo administrador do concelho de tirar dali 2 garrafas de água para serem analisadas, ele fez os criados despejar a fonte.
24.03.1691 – Deliberação da câmara: - “Por terem notícia de que o boticário desta vila não tinha na sua botica sanguessugas (…) mandaram que fosse notificado (…) que em termo de 15 dias mande buscar e tenha na sua botica as ditas sanguessugas para as vender às pessoas que quiserem comprar e que cada vez que sem elas for achado haverá de pena 2 mil réis para o concelho e terça para o denunciante”
24.03.1836 – Requerimento do deputado José Joaquim Meireles Guerra para se excluir da lista de venda de bens nacionais o convento dos frades de S. Francisco de Torre de Moncorvo “por ser absolutamente necessário para nele se efectuarem as audiências dos jurados de sentenças e pronúncia”
António Júlio Andrade

Igreja Matriz de Mós / Igreja de Santa Maria



«Templo de arquitectura renascentista e barroca, a sua construção é do século XVI, de planta longitudinal com 1 nave contrafortada, de 3 tramos transversais, frontaria em empena truncada por sineira axial de dupla ventana e portais de arco pleno.
No interior os retábulos são em talha barroca de estilo nacional e retábulo-mor de estilo rocaille do século XVIII/XIV.»

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ISABEL MATEUS - A TERRA DO CHICULATE


Isabel Maria Fidalgo Mateus prossegue a sua produção literária com A Terra do Chiculate – Retratos da emigração portuguesa, acabada de sair. Trata-se de um conjunto de estórias captadas directamente da boca de emigrantes. Segundo a sinopse distribuída, «A Terra do Chiculate pretende retratar as vicissitudes da emigração portuguesa, maioritariamente clandestina, em França, a partir dos anos 60, e revelar as suas consequências positivas e negativas transportadas até ao presente, quer na pátria, quer no país de acolhimento.

Ao mostrar o difícil passado recente da emigração portuguesa, A Terra do Chiculate alerta, igualmente, para a vigência e a actualidade do tema da emigração clandestina neste início de século.»
Para quaisquer contactos com a autora, aí fica o seu sítio da Internet: www.isabelmateus.com.

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(07/03/2011)

quinta-feira, 19 de março de 2015

Torre de Moncorvo - Feira Medieval

Torre de Moncorvo - Fim-de-Semana Gastronómico do Borrego da Churra da Terra Quente


No passado fim-de-semana, de 6 a 8 de Março, aconteceu em Torre de Moncorvo o fim-de-semana gastronómico do Borrego da Churra da Terra Quente.
Quinze restaurantes da vila e de algumas freguesias do concelho serviram pratos confecionados com borrego: assado no forno ou na brasa, estufado, com arroz de miúdos, em ensopado ou em caldeirada.
Muitos foram aqueles que participaram neste evento gastronómico e que se deslocaram à região para provar esta iguaria. A iniciativa foi considerada um sucesso, pretendendo a organização mante-la nos próximos anos.
Este prato é muito apreciado porque os animais são criados à base de pastos e abatidos muito jovens, o que define e mantém o sabor caraterístico desta carne, normalmente de cor muito clara, tenra, sem gordura e extremamente saborosa.
 Os visitantes puderam ainda provar como sobremesa o delicioso bolo de amêndoa, o requeijão e o queijo terrincho, acompanhados com compotas tradicionais, não esquecendo as famosas amêndoas cobertas, tão típicas deste concelho.
O Fim-de-semana Gastronómico é organizado pela Associação dos Comerciantes e Industriais do Concelho de Moncorvo, Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Churra da Terra Quente, Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e Douro Superior - Associação de Desenvolvimento, com o apoio do PRODER.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 13 de Março de 2015

Luciana Raimundo

quarta-feira, 18 de março de 2015

Rio Douro - Monte Meão















Fotos de Henri Richard

A Quinta do Vale Meão nasceu em 1877, quando Antónia Adelaide Ferreira, então com 66 anos, quis arriscar na compra de 300 hectares à Câmara de Vila Nova de Foz Coa.
UMA GRANDE MULHER
D. Antónia Adelaide Ferreira (Godim, Peso da Régua, 4 de Julho de 1811 — Godim, Peso da Régua, 26 de Março de 1896) , mais conhecida por Ferreirinha, foi uma empresária portuguesa do século XIX.
Ficou conhecida por se dedicar ao cultivo do Vinho do Porto e pelas notáveis inovações que introduziu. A sua família era muito abastada. O pai, José Bernardo Ferreira casou-a com um primo, mas este não se interessou pela cultura da família e esbanjou grande parte da fortuna.
D. Antónia teve dois filhos: uma menina, Maria de Assunção, mais tarde Condessa de Azambuja, e um rapaz, António Bernardo Ferreira. Ficou viúva muito nova (33 anos), a viuvez despertou nela a sua verdadeira vocação de empresária.
Sabe-se que a Ferreirinha, como era carinhosamente conhecida, se preocupava com as famílias dos trabalhadores das suas terras e adegas. Apoiada pelo administrador José da Silva Torres, mais tarde seu segundo marido, Antónia Adelaide Ferreira lutou contra a falta de apoios dos sucessivos governos, mais interessados em construir estradas e comprar vinhos espanhóis. Debateu-se contra a doença da vinha, a filoxera e deslocou-se a Inglaterra para obter informação sobre os meios mais modernos e eficazes de combate a esta peste, bem como processos mais sofisticados de produção do vinho. A Ferreirinha investiu em novas plantações de vinhas em zonas mais expostas à radiação solar, sem abandonar também as plantações de oliveiras, amendoeiras e cereais.
A Quinta do Vesúvio, uma das suas muitas propriedades, era por ela percorrida e vigiada de perto. No ano de 1849 a produção vinícola era já de 700 pipas de vinho. Mercê de bons acordos, grande parte dos vinhos foi exportada para o Reino Unido, ainda hoje o primeiro importador de Vinho do Porto.
Quando faleceu, em 1896, deixou uma fortuna considerável e perto de trinta quintas. Do Douro para o mundo passou a lenda da sua tenacidade e bondade. Em 2004 a RTP2 exibiu uma série, da autoria de Francisco Moita Flores, onde se retratava a sua vida.
(Da internet)

FEIRA MEDIEVAL - Torre de Moncorvo


GALATEIA - Segredos de Família, de Fernando Mascarenhas (Convite)

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terça-feira, 17 de março de 2015

Ver não custa - o que custa é saber ver


A crítica social e política na comunicação visual do Teatro de Revista à Portuguesa (1926-2011).
A apresentação da obra estará a cargo do cineasta Leonel de Brito. Será exibido um filme temático.
SEXTA-FEIRA, 20 DE MARÇO, CASA DO PROFESSOR DE MACEDO DE CAVALEIROS
Rua dos Bombeiros Voluntários, 5340-236 Macedo de Cavaleiros


A investigação desenvolvida no âmbito do mestrado em Publicidade e Relações Públicas teve como principal objetivo a análise de cartazes, panfletos e outros suportes visuais associados ao teatro de revista à portuguesa do Parque Mayer, em Lisboa, durante o período compreendido entre 1926 e 2011. “Se este género é essencialmente de crítica social e política, o que nos revela a sua comunicação visual? As conclusões mostram que esta funciona ela própria como critica político-social, surgindo como primeiro ‘cartão-de-visita’ junto da população, uma vez que apresenta as peças antes da estreia”, explica a autora da obra de 220 páginas editada pela Chiado Editora.

Das 71 imagens de publicidade analisadas, surgiram seis categorias: ‘Machismo: a mulher como objeto de prazer’, ‘Representação das províncias ultramarinas’, ‘Presença do Zé Povinho’, ‘Cultura popular’, ‘Cenas, locais e produtos do quotidiano’ e ‘O Parque Mayer, os seus teatros e o Teatro de Revista’. “A crítica social e, principalmente, política é muito mais evidente e visível a partir do 25 de Abril de 1974, como se pode verificar pela presença assídua do Zé Povinho. Nos materiais de divulgação, a crítica é visível, direta e sem subterfúgios”, acrescenta Helena Ferreira.
Para além de permitir um maior entendimento da comunicação visual do teatro de revista à portuguesa, este estudo pioneiro contribuiu para uma melhor compreensão da história e da sociedade portuguesa, já que as imagens reproduzem e comunicam o ambiente sociopolítico de cada época. Jorge Trigo, no prefácio, refere que "a análise sócio-semiótica que Helena Ferreira faz à comunicação visual da Revista à Portuguesa constitui uma autêntica novidade" e Hélder Freire Costa considera que esta obra é “um grande livro sobre o Teatro de Revista”.  


Helena Carla Gonçalo Ferreira,