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sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Torre de Moncorvo - Tempo de férias I

Restaurante "O Artur".Fotografia de Filipe Calado.

Rio Douro - Lá para os lados da Lousa

Fotografia de Leonel Brito

GDM - 40 anos de dedicação chegam ao fim



Torre de Moncorvo - Mudam os tempos...


                                   Fotografia a preto e branco -Felgar,Fevereiro de 1974.Leonel Brito
                                   Fotografia a cores - Foz do Sabor ,Julho de 2014.Leonel Brito

Amadeu Ferreira e Luís Borges homenageiam o Norte em textos e imagens deslumbrantes

Amadeu Ferreira, um dos principais responsáveis pelo reconhecimento e divulgação da língua mirandesa, junta o talento para a escrita às magníficas fotografias de Luís Borges na obra Norteando, que é lançada na próxima terça-feira, 29 de Julho, pelas 18:30 horas, no El Corte Inglés de Lisboa.

A sessão decorre no 64.º aniversário de Amadeu Ferreira, iniciando-se com a actuação musical do Coro da Mútua dos Pescadores/Ponto Seguro e de João Bandarra. Segue-se a apresentação da obra, pelos autores, com uma projecção de fotografias.

Em Norteando, Amadeu Ferreira e Luís Borges juntam os seus talentos e a paixão de ambos por Trás-os-Montes, o que resulta numa obra “de cortar a respiração”. Luís Borges captou fotografias únicas, que dão a conhecer a beleza da fauna e da flora nortenhas, o gado e seus pastores, paisagens deslumbrantes, a geometria das refrescantes gotas de água do Verão e dos cristais que se formam no Inverno, homens e mulheres em trabalhos do campo e da casa já quase esquecidos, as tradições do Entrudo, monumentos perdidos no tempo, o sorriso de rostos enrugados. Amadeu Ferreira deu voz a essas imagens, escrevendo textos, ora em prosa, ora em verso, a maioria em português, alguns em mirandês, que são um verdadeiro deleite e um importante registo de memórias.Norteando é também, assim, um apelo à preservação da natureza e das tradições.

Amadeu Ferreira (1950, Sendim, Miranda do Douro) é vice-presidente da CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, presidente da ALM – Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa e professor convidado na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
Autor e tradutor de uma vasta obra em português e em mirandês (sob diferentes pseudónimos), segunda língua oficial de Portugal, reconhecida há 15 anos pela lei 7/99 de 29 de Janeiro.
Entre as traduções para a língua mirandesa, destacam-se Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, e uma edição comemorativa dos 25 anos de Os Lusíadas em banda desenhada, de José Ruy, o autor português de BD com o maior número de álbuns publicados, com quem também colaborou nos álbuns Mirandês – História de uma Língua e de um Povo e a correspondente versão em mirandês. Traduziu também Mensagem, de Fernando Pessoa, obras de escritores latinos (Horácio, Virgílio e Catulo), Os Quatro Evangelhos e duas aventuras de Astérix.
É autor do romance Tempo de Fogo, primeira obra publicada simultaneamente em português e mirandês (La Bouba de la Tenerie, com o pseudónimo de Fracisco Niebro). Ars Vivendi Ars Vivendi é uma das suas obras em poesia, publicada pela Âncora Editora.
Tem em curso de publicação, com José Pedro Ferreira, o Dicionário Mirandês-Português O Essencial sobre a Língua Mirandesa.

Luís Borges nasceu em Angola a 19 de Junho de 1971. Três anos depois, foi com a família para Macedo de Cavaleiros, Trás-os-Montes, onde viveu até 1998.
É bacharel em Engenharia Agrícola e licenciado em Educação, na área da Educação Visual e Tecnológica.
Exerce a profissão de docente desde 1998, pertencendo actualmente ao quadro do Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro, em pleno coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
É fotógrafo freelancer. O seu currículo inclui várias participações em exposições nacionais e internacionais, trabalhos para centros interpretativos do Parque Nacional da Peneda-Gerês e monografias de alguns concelhos nortenhos.
Amante confesso da natureza, da montanha e das tradições e costumes do mundo rural, essencialmente do norte do país, tem registado, nos últimos tempos, através do seu olhar fotográfico, rostos característicos, rituais e tradições que teimam em resistir à globalização, nalguns locais recônditos do interior norte de Portugal.

VER: https://www.facebook.com/events/358006404349525/

Foz do Sabor - Sabores da Vilariça

Câmara desconhece o impasse na subida do Moncorvo


O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo disse desconhecer se o Grupo Desportivo local vai abdicadar da subida de divisão, na sequência da alegada falta de condições para disputar o Campeonato Nacional Séniores.
Nuno Gonçalves, refere que nesta matéria os associados do Grupo Desportivo de Moncorvo têm sempre uma palavra a dizer. “Quanto ao futuro do clube, só os seus sócios poderão responder. Não sei se vai aparecer uma ou mais lista para a direção do clube, o que cabe aos associados é traçar o futuro do clube”, frisou.
 Fonte: http://www.mdb.pt/noticia/camara-desconhece-o-impasse-na-subida-do-moncorvo-2879

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Caminhos de Santiago incluídos na Vila de Torre de Moncorvo

Foto de Leonel Brito

Santiago era um santo de muita devoção nesta região, fazendo a vila de Torre de Moncorvo parte do itinerário dos Caminhos de Santiago, tal como todas as localidades que tivessem capela de invocação a este venerável, ou a um mártir. Um dos itinerários portugueses, além dos vindos de vários pontos da Europa, que conduziam a peregrinação a Santiago de Compostela na Galiza em trajecto mais directo a passar em Moncorvo, partia de Castelo Rodrigo. Passava por Figueira de Castelo Rodrigo, Almendra, Vila Nova de Foz Côa, Pocinho, Torre de Moncorvo, Horta da Vilariça, Adeganha, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Valpaços, Chaves, seguindo para Espanha. Um outro Caminho de Santiago a passar em Moncorvo tinha origem na antiga vila de Urros, passava por Maçores de que ainda existem vestígios, Felgueiras, Carvalhal, Felgar, Torre de Moncorvo e a partir daqui seguia o itinerário do anterior.

Fonte:Torre de Moncorvo
Município Tradicional,de Ilda Fernandes
Editora: Lema d'Origem
Foto do arquivo do blogue.

Casa de Trás-os -Montes e El Corte Inglés - Livros e convites




Torre de Moncorvo - Ecopista


Pocinho - Centro de Alto Rendimento

 O secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, alertou esta terça-feira, em Anadia, para a dificuldade de rentabilizar os vários Centros de Alto Rendimento (CAR) espalhados pelo País, classificando estes equipamentos como "um legado pesado" para as próximas gerações. "Temos CAR onde vai ser muito difícil atingirmos, alguma vez, níveis de sustentabilidade, devido à sua localização e ao facto de terem uma utilização muito específica, muito reduzida", disse à agência Lusa Emídio Guerreiro.

Como exemplo, o governante apontou o caso do CAR do Pocinho, um equipamento dedicado em exclusivo ao remo, com 85 quartos, que vai custar cerca de 15 milhões de euros quando estiver terminado. "Não é fácil dinamizar esta estrutura, mas haverá que criar as sinergias para que esse CAR consiga, pelo menos, gerir o seu dia a dia, porque o investimento vai ser impossível de amortizar", referiu. Para Emídio Guerreiro, a única maneira de rentabilizar estes equipamentos será conseguindo uma "agenda internacional forte" em cada um deles. Nesse sentido, o secretário de Estado revelou que a Fundação do Desporto irá, a partir do próximo ano, arrancar com uma grande campanha para promover os CAR no estrangeiro. O Governante aproveitou ainda a oportunidade para apelar às empresas para contribuírem para ajudar a cimentar os projetos desportivos ao mais alto nível, porque "é uma forma de ajudar a economia do pais e de se ajudarem a si próprias".

Foz do Sabor - Tempo de férias

Foto : Lb

Bragança e León avançam com agrupamento para obter fundos da Europa

Os presidentes da Câmara de Bragança, em Portugal, e da deputación de León, em Espanha, anunciaram nesta quarta-feira que pretendem criar um novo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) para em conjunto conseguirem fundos da Europa.
O acordo para a constituição do novo AECT León-Bragança foi assinado na cidade portuguesa pelo autarca local, Hernâni Dias, e pelo presidente da deputación de Léon, Marcos Martinez, e necessita ainda da aprovação dos órgãos autárquicos locais e dos governos de ambos os países.
A principal vantagem apontada por Marcos Martinez para este acordo de cooperação é, num momento em que em ambos os países é complicado obter verbas nacionais para projectos locais, poderem recorrer à Europa para conseguir fundos aos quais não seria possível aceder individualmente.
Só depois de concluído o processo de constituição do agrupamento, o que levará alguns meses, é que serão pensados projectos concretos, mas ambas as partes avançam desde que já que a aposta passará pelos sectores do turismo, agro-alimentar e social.

TORRE DE MONCORVO - Teresa Martins Marques e Paulo Patuleia


Carviçais Rock

NOTAS
Campismo grátis com WI-FI grátis no recinto do festival
Obrigatório a troca de bilhete por uma pulseira na bilheteira
Bilhete Diário
Torre De Moncorvo (Carviçais)
Torre de Moncorvo, Bragança
12,00€ COMPRAR
Passe 2 Dias (Dias 11 e 12 Agosto)
Torre De Moncorvo (Carviçais)
Torre de Moncorvo, Bragança
20,00€ COMPRAR
SINOPSE
O Carviçais Rock vai regressar nos dias 11 e 12 de Agosto a esta aldeia transmontana que lhe dá o nome, do concelho de Torre de Moncorvo, situada no Douro Superior, após seis anos de paragem. O cartaz que contará com cinco actuações em cada dia, actuação de dj, animação itinerante e outras surpresas a revelar em breve. Um regresso já bastante esperado ao cartaz nacional dos festivais de verão, e que passará a ter uma periodicidade anual. Este festival irá ser realizado este ano pela décima segunda vez, numa parceria da Junta de Freguesia de Carviçais com o Clube Académico de Carviçais e a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo.
PROMOTOR

Freguesia De Carviçais

Foz do Sabor - Sabor Douro e Aventura

                    
                     Sabor Douro e Aventura informa:

Já abriu o Parque Aquático no rio Douro, de Julho a Setembro,  todos os dias, na praia fluvial da Foz do Sabor. 

Instalamos um parque de insufláveis aquáticos no rio Douro, o Aquasplash - Sabor Douro, concelho de Torre de Moncorvo, a alegria das crianças e dos adultos. 

Venha passar as suas férias de verão connosco. 

Divirta-se no coração do Douro!

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Farrapos de Memória - Post 5000


Amêndoa coberta de Torre de Moncorvo com nova embalagem

Em Vale de Cambra, a amêndoa coberta de Torre de Moncorvo aparece com esta prática embalagem.

Campos Monteiro gravado na pedra


Falando sobre a morte de Trindade Coelho

Por: António Pimenta de Castro[1]
                                                                           
            Muito se tem falado e escrito, e muito há ainda para falar, sobre a obra e a vida do distinto escritor de Mogadouro, mas muito pouco se tem falado da sua morte e ainda menos onde aconteceu e como ocorreu, nesse trágico dia 9 de Agosto de 1908. Justamente, venho falar-vos desse assunto, que interessa a todos os Mogadourenses e homens de cultura. È um assunto melindroso, por vezes até tabu, mas que interessa esclarecer: como é que um talentoso escritor, prestigiado e famoso, bom chefe de família, família que ele amava profundamente, competente magistrado e intelectual respeitado, na flor da idade (tinha apenas 47 anos), comete um acto de desespero tão medonho? Isto estranhou muita gente do seu tempo, como por exemplo Alberto d’Oliveira[2] que, comentando os suicídios de Antero de Quental, Camilo Castelo Branco e Trindade Coelho, escreveu, a respeito deste o seguinte: “O suicídio de Trindade Coelho, a mim que estava longe e recebi de chofre a triste notícia, a um tempo ensombrou o meu coração de velho amigo e deixou o meu espírito atónito como perante um enigma. Todas as mortes eu poderia imaginar ao autor de Os Meus Amores, menos aquela. Trindade era um homem são de corpo e alma, alegre e feliz de viver, que opunha a qualquer sofrimento uma têmpera rija e uma reacção pronta. (…) Soube depois também, mas nunca o pude saber com suficiente nitidez e precisão, que as suas alvoroçadas esperanças sofreram duro choque e desencanto e que, pela primeira vez, a alma se lhe alagou de amargura e dor. A sua saúde moral, erecta e inacessível como as serras do seu Mogadoiro, desmoronou-se. Naquele espírito tranquilo entrou a agitação, a dúvida, a cólera. Aqueles olhos, facilmente humedecidos de melancolia lírica, choravam agora de pura aflição. E tal foi a tempestade do seu resistente coração que nela se gerou o raio – o tiro inesperado, ilógico, impulsivo – que o matou. (…) Mas Trindade Coelho, nascido para a felicidade normal, para a alegria contagiosa, para a acção enérgica e fecunda, esse morreu, ainda mais tristemente, às mãos de Portugal, às nossas mãos, às mãos da nossa desordem, da nossa injustiça, da nossa secular inveja e da nossa desesperadora esterilidade cívica.[3]”      
 É isso que vamos tentar explicar aos amigos leitores.

Foz do Sabor: Campeonato Nacional de Motonáutica


Produtos de Trás-os-Montes entram em força em Angola e Brasil

Vinhos, azeites, enchidos, queijos – os produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro preparam-se para entrar em força nos mercados de Angola e do Brasil, num projecto de internacionalização impulsionado pela Rota do Azeite. O primeiro passo será a abertura, prevista para Agosto, de um supermercado com a marca PITER (produtos de identidade territorial) em Luanda.
O espaço, explicou ao PÚBLICO Jorge Morais, presidente executivo da Rota do Azeite, incluirá, para além do supermercado onde 90% dos produtos são da região, uma cafetaria, uma agência de viagens e um centro empresarial com gabinete de consultoria nas áreas de contabilidade e serviços jurídicos, que apoiará os empresários que queiram investir em Angola. Tudo possível graças à parceria com um sócio angolano, ligado ao sector do turismo e à área alimentar, que arcou com todo o investimento – 2,5 milhões de euros nesta fase inicial.
A ideia é que a partir daqui surja uma rede destes supermercados em todas as províncias de Angola, e que depois esta se alargue a outros países de África Austral, sempre com o mesmo sócio, com o qual existe um contrato de exclusividade para este alargamento.
Mas se o projecto angolano é o que está mais avançado, muito em breve também o estado de São Paulo, no Brasil, receberá os produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro. No caso brasileiro a abordagem foi diferente, afirma Jorge Morais. “O Brasil era para ser o projecto-piloto da nossa estratégia de internacionalização. Mas fomos confrontados com a burocracia brasileira a nível do licenciamento de alguns dos produtos”.
Se o vinho ou o azeite não representam problema, o mesmo não acontece com produtos como os queijos ou os enchidos – e é preciso não esquecer que um dos grandes trunfos da região é, precisamente, a alheira de Mirandela e todos os produtos de fumeiro. Para além do custo de licenciamento de cada rótulo, incomportável para produtores de menor dimensão, há ainda o problema dos prazos longuíssimos necessários para obter esses licenciamentos.
Apesar disso, através de parcerias com empresas importadoras já estabelecidas no Brasil, o projecto vai avançar, e prevê a colocação dos produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro em 250 lojas da região de São Paulo. A grande aposta do PITER é a diáspora, e sobretudo a diáspora transmontana. Acontece que o presidente da Associação de Padarias do Estado de São Paulo é um transmontano. “Foi esse o canal que nos permitiu chegar às padarias portuguesas, que são 24 mil. Vamos agora abrir um concurso para, entre estas, escolher 250 que possam funcionar como postos de venda e showrooms”, explica o responsável da Rota do Azeite, sublinhando que existe também uma parceria com um banco português que financiará as padarias interessadas.
O grande objectivo é a promoção dos produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro não só nestes dois países, mas noutros que estão a ser estudados. Mas “à boleia” dos produtos transmontanos poderão ir outros, de diferentes regiões. Segundo Jorge Morais, existe já uma parceria com A Poveira, empresa de conservas da Póvoa do Varzim, sendo que a única condição para que as conservas possam fazer parte deste pacote é utilizarem azeite transmontano.
O mesmo acontece com a parceria estabelecida com os fabricantes de chocolate da Casa Grande, que estão neste momento a desenvolver um bombom com o azeite de Trás-os-Montes. Outro produto em estudo é um chocolate com mel do Moxico, Angola, cuja cooperativa é presidida pelo sócio angolano da Rota do Azeite.
Para além dos produtos de maior visibilidade, a Rota do Azeite – que une 15 concelhos da região e integra as Rotas do Douro, juntamente com a do Vinho do Porto e das Vinhas de Cister – vai ainda comercializar em Angola, Brasil e outros futuros mercados, azeitonas, amêndoa e outros frutos secos, cogumelos e ervas aromáticas. Parceira fundamental de todo este processo é a Confraria de Enófilos e Gastrónomos de Trás-os-Montes e Alto Douro, entidade que certifica a qualidade dos produtos, através da atribuição de um selo da Confraria, depois de uma avaliação feita por prova cega.
Para além dos projectos em curso, a PITER está já a preparar a presença em feiras internacionais em 2015, apostando em quatro ou cinco países europeus, e tem entre os seus planos a organização de um festival anual da Alheira de Mirandela em Luanda.

Retalho português em Angola


Há muito que Portugal marca presença no mercado de retalho angolano. O Grupo Teixeira Duarte está no negócio da distribuição alimentar naquele país desde 1996, aproveitando a liberalização do comércio, antes controlado e detido pelo Governo. Através da sua empresa, a CND, detém a grossista Maxi e as lojas Bom Preço.

Fonte: http://www.publico.pt/economia/noticia/produtos-de-trasosmontes-entram-em-forca-em-angola-e-brasil-1663560

Vale da Vilariça: Produtos de qualidade


Trás-os-Montes: Torre de Moncorvo tem a última aldeia com atividade piscatória

Rio Sabor (Bico da Ribeira)
É da aldeia da Foz do Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, a única localidade transmontana onde ainda há quem sobreviva da pescaria.
Nada que se compare, porém, com a intensa atividade piscatório de outros tempos, que era o sustento de muitas famílias naquele território do sul do distrito de Bragança.
"No passado, a pesca não era para qualquer um. Era uma tarefa muito difícil, mas vinha aqui à aldeia gente de todo o distrito à procura de peixe. Muitas famílias foram assim criadas", recorda Chico Barbas.
Numa aldeia com pouco mais de 300 habitantes, só duas famílias é que não se dedicavam à arte da pesca. "Hoje, é notório o envelhecimento dos mestres da pesca", observa.
Como a atividade já não é rentável, os pescadores procuram outras formas de subsistências e deixam o alerta às autoridades, para que os típicos barcos rabelos possam também ser convertidos em meio de transporte fluvial para turistas.
"Há muita gente que me pede para dar uma volta no meu barco rabelo, mas há muitas restrições e muita fiscalização por parte das entidades marítimas. Não podemos arriscar e pedimos para que a legislação que regulamenta o sector seja revista a fim de podermos continuar a trabalhar", frisa o pescador.
Ramiro Relhas, o mais velho pescador da Foz do Sabor, com 84 anos, diz que desde cedo começou a atividade nas águas do rio e recorda que o colchão andava sempre no barco, para nele dormir enquanto as redes esperavam os peixes.
"Poucas vezes íamos a terra, tanto eu como a minha mulher, e assim rentabilizávamos o tempo e a pescaria que era desenvolvida quase até ao Pocinho", enfatiza o velho pescador.
A Câmara de Torre de Moncorvo diz ter projetos para dinamizar e rejuvenescer a atividade na última aldeia piscatória transmontana e está a lançar, através do Gabinete de Apoio a Investidor, projetos para a recuperação e pintura dos barcos e outros atrativos para relançar a atividade naquela aldeia.
"A Foz do Sabor é um dos ex-líbris turísticos do concelho de Torre de Moncorvo. Queremos, através de apoios vindo da autarquia, que a atividade piscatória seja relançada e continue, assim, a um ser um modo de vida sustentável na região", diz Nuno Gonçalves, autarca de Torre de Moncorvo.
Novos projetos turísticos começam a surgir nas mediações do Foz do Sabor, região será a porta de entrada do ambicionado complexo proporcionado pelos três lagos de Baixo Sabor que começaram a ser criando, aquando do enchimento da barragem em construção naquele curso de água e que poderá beneficiar os concelho de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé e Mogadouro.
Um cais para barcos de grade calado e uma nova fluvina fazem parte do projeto para assim atrair os turistas que viajam nos grandes barcos que diariamente sobem o rio Douro desde Porto até à Barca de Alva.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/pais/251520/torre-de-moncorvo-tem-a-ultima-aldeia-com-atividade-piscatoria

domingo, 20 de Julho de 2014

Torre de Moncorvo - A Tasquinha












A Tasquinha, de Maria Emília Lebreiro, mais conhecida por Dona Mila, abriu no passado dia 12 de Julho, em Torre de Moncorvo.
À frente do espaço encontra-se o seu filho, Jorge Bárbara, que estava desempregado.
Situado no Largo General Claudino, junto à Igreja, o estabelecimento conta com os mais variados petiscos, superiormente confeccionados por Dona Mila.
NB


TORRE DE MONCORVO - postal


“Rostos Transmontanos” de Paulo Patoleia, na Igreja da Misericórdia de Torre de Moncorvo

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo promove no dia 26 de Julho, sábado, a apresentação do livro “Rostos Transmontanos” de Paulo Patoleia, editado pela Lema de Origem.
A sessão tem lugar às 21h00 na Igreja da Misericórdia.
Paulo Patoleia é fotógrafo e é natural de Torre de Moncorvo. O livro é constituído por vários retratos que captou na região de Trás-os-Montes.
O autor percorre a as feiras e mercados de Trás-os-Montes captando a essência do povo que tão bem conhece na forma que mais aprecia. Segundo o autor, “na fotografia procuro registar as gentes, as emoções, os olhares e os momentos”.
No final da sessão será servido na Capela de Nossa Senhora dos Remédios um porto de honra.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 18 de Julho de 2014
Luciana Raimundo

II Edição do Prémio Douro Empreendedor distingue criatividade e dinamismo empresarial

Foz do Sabor.Foto de Leonel Brito
O Douro Paisagem Património Mundial, as gentes e tradições que mantêm o território vivo e a inovação e dinamismo empresarial são o mote do concurso promovido pela rede de empreendedores da região do Douro e Trás-os-Montes. As candidaturas podem ser apresentadas até 10 de outubro.
O Prémio Douro Empreendedor está de volta, este ano com cinco categorias a concurso, duas dirigidas a criativos na área do audiovisual, design e artes plásticas, uma a projetos de turismo internacional e duas a empresas da região. Este prémio, cuja primeira edição contou com mais de 60 candidaturas em concurso, é lançado pela rede de empreendedores do Douro, iniciativa coordenada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Na vertente criativa, o prémio Douro Empreendedor pretende distinguir produções que valorizem e afirmem a riqueza paisagística, cultural e arquitetónica do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial, e de Trás-os-Montes. Esta categoria admite candidatos nacionais e estrangeiros, sendo que os trabalhos podem ser apresentados em formato de vídeo ou de cartaz, pretendendo-se um olhar criativo sobre o Douro enquanto experiência ou enquanto território de gentes e lugares de saberes e tradições que merecem ser contados.
O vídeo da categoria “Douro Experiência” deverá ter uma duração até três minutos, e os trabalhos devem ser acompanhados de uma ”imagem capa” identificativa do mesmo e passível de ser usada na fase de comunicação.
Para a elaboração do cartaz “Gentes e Aldeias do Douro”, com ou sem som associado, podem ser utilizados diversos materiais, devendo o projeto final ser acompanhado da respetiva imagem digital. Em ambas as categorias, devem acompanhar os trabalhos um texto com o descritivo, motivação e identificação de lugares num total máximo de 5000 carateres com espaços.
Afirmação Internacional do Douro
Na vertente empresarial, o prémio promovido pela Rede EmpreenDouro apresenta este ano a nova categoria “Projetos de Turismo Internacional”, a qual pretende distinguir investimentos, na área do turismo no Douro, capazes de acrescentar valor económico aos recursos da região e de potenciar a afirmação do Douro como destino turístico internacional de qualidade. Nesta vertente são ainda mantidas as categorias “Novas Empresas” e “Empresas Inovadoras e Criativas”, dirigidas a projetos empresariais com menos de dois anos ou mais de dois anos, respetivamente.
Com candidaturas a decorrer até 10 de outubro, o Prémio Douro Empreendedor conta com o patrocínio da EDP, sendo que o vencedor de cada uma das cinco categorias receberá um prémio monetário de quatro mil euros.
As vertentes artísticas do prémio serão votadas online, após a seleção por um júri dos 20 melhores trabalhos. João Machado, escultor e designer gráfico, e João Botelho, cineasta, fazem parte da equipa de pré-seleção dos trabalhos a serem sujeitos à votação do público. Este júri conta ainda com a colaboração do setor cultural da região, o qual será responsável pela exposição itinerante dos melhores trabalhos nos principais museus da região do Douro.
Nas categorias do prémio referentes às empresas, a seleção será efetuada por um júri de 13 representantes institucionais integrantes da Rede EmpreenDouro seguida de um júri de premiação que decidirá os vencedores.
Além do incentivo monetário, os finalistas e vencedores de cada categoria vão ser objeto de divulgação nos meios de comunicação social e redes sociais, beneficiando também do acompanhamento e consultadoria gratuita das estruturas de apoio ao empreendedorismo da UTAD, do IPB e das restantes entidades da rede.
Fonte:

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Torre de Moncorvo : Do Reboredo à Vilariça

Fotografia de Leonel Brito

Trocas .por Tiago Patrício

Era Verão como agora, mas menos quente na minha lembrança de garoto. A terra dos meus avós, onde passava as férias grandes, era uma pequena aldeia de casas velhas de pedra escura e outras novas com azulejos azuis ou pintadas de verde.
Era  um  lugar  fundo,  gerado  no  ventre  de  muitos  povos,  muito  antes  dos  romanos construírem as calçadas até Espanha ou pendurarem os bandidos pelo pescoço no Cimo da Forca.
Num exercício de contemplação e alguma ainda se podiam delinear os limites do antigo castelo por cima da igreja e a recordação de vila medieval que permanecia serena em todos os personagens vivos dessa aldeia histórica.
Passávamos a tarde à sombra verde da latada vendo o calor roçar por cima de nós. Ao longe ouviam-se as ovelhas que regressavam às cortes, pássaros que se agitavam entre as árvores e à volta dos sobreiros, os pombos do Tio Marcelino voavam em círculos, reconhecidos pelo sol mais obquo. O silêncio dos ritos habituais era apenas entrecortado por algum avião que rasgava o céu ou pelo sapateado de uma carroça que regressava das devesas. Houve uma época que uma carrinha espanhola percorria quase todas as aldeias do nordeste, assaltando à luz do dia as arrecadações cheias de baús e coisas velhas. Começava por um burburinho  de  pessoas  aclarando  depois  no  trinado  das  vozes  roucas  dos  pregoeiros castelhanos.
O som crescente da buzina e do palavreado subia pela rua estreita até chegar aos nossos portões. "Troca, troca, troca, troca!" Repetiam numa azáfama contagiante pelas velhotas que faziam colchas de renda à porta de casa. Todos sabiam ao que vinham e depressa punham fora as tralhas sem valor comercial com medo que a carrinha passasse sem as ver.
Os dois homens, um de cada lado do veículo fechado por um toldo, faziam as transacções quase em andamento. Miravam por alto aquilo que apanhavam e o que lhes agradava juntavam no monte de tralha e de requias que crescia dentro da carrinha. De seguida devolviam um tacho de tamanho correspondente ou uma panela de esmalte cor-de-rosa que cozia mal as batatas e estalava com o calor.
Mas o entusiasmo não esmorecia e aquela loiça colorida a reluzir, fazia aparecer maicoisas e loisas no meio da rua, porcelanas e pratos antigos, tulhas de barro do tamanho de uma criança, ferros de passar a roupa alimentados a brasas, lampiões de latão, foles de madeira e pele, potes, candeias, lamparinas, talhas de guardar o azeite e até um velho gasómetro do Ferro-Minas.
O frenesim era tal que a Tia Germana chegou ao ponto de arrastar até ao portão o destilador de cobre do nosso bisavô.
Os  Espanhóis  estugaram  marcha  e  não  esconderam  o  espanto  de  tal  aparato,  o equipamento usado para fazer aguardente fez crescer água na boca, mas ao fim de meia dúzia de defeitos, acabou por valer apenas cinco panelas com tampa e uma jarra para flores. Fecharam o toldo, despediram-se num gesto rápido e rumaram para um novo saque noutra aldeia. Para trás deixaram algumas falsas alegrias e sensações de perda tão grandes quanto o espaço que sobrava agora no telheiro.
A Tia Germana depois de olhar bem para as panelas empilhadas acabou por descer até à adega e curar as mágoas com três cálices da aguardente do último Outono.
Tiago Patrício