quarta-feira, 27 de julho de 2016

NÓS TRASMONTANOS, SEFARDITAS E MARRANOS - RODRIGO LOPES (C.1534 – C.1603)

Era com certeza um dos mais endinheirados homens de Bragança, a avaliar pelos “feitores”, “servos e criados”, “moços e moças” que tinha ao seu serviço. Em sua casa havia sempre 2 mesas e panelas diferenciadas de comida. Na mesa principal comia ele, a mulher, a filha, o genro e os feitores, comida de uma panela onde não entravam coisas proibidas pela lei de Moisés. Para “dissimular com o genro”, que era cristão-velho, metiam, por vezes, na travessa carne tirada da panela onde cozinhavam para os criados. Disso nos dá conta Leonardo Ferreira, seu sobrinho e feitor. (1)

Nascido por 1534, Rodrigo era filho de Diogo Lopes, de Bragança e Florência Manuel, de Chaves. Por 1555, casou com Águeda Martins, da família Carrião, bem conhecida pelo santo ofício. Tiveram uma filha única que batizaram com o nome de Maria Lopes. Estaria esta destinada a casar com um cristão-novo mas o pai optou por casá-la com um cristão-velho, da nobre família dos Figueiredo, que moravam junto ao convento de S. Francisco. Parece que, nas suas infidelidades à mulher, Pedro Figueiredo ia dormir com a sua amante (mulher casada e cristã-nova) a uma dependência da casa paterna, junto ao alojamento dos criados.

O casamento seria por 1573 e o jovem casal ficaria vivendo em casa de Rodrigo Lopes, sita a meio da Rua Direita “comendo e bebendo todos a uma mesa”. Desejoso de lavar a nódoa do sangue judaico e guindar-se a um estatuto social da ordem da nobreza, o capitalis Rodrigo decidiu gastar uma pequena fortuna em obras pias, de encher o olho. Assim para o colégio da companhia de Jesus comprou um turíbulo de prata e na igreja do colégio mandou fazer um púlpito, metido na parede. Para a capela do Loreto, comprou paramentos novos. Ao convento de S. Francisco ofereceu o douramento do retábulo da igreja. A igreja da Misericórdia foi dotada com uma cruz de prata, substituindo a cruz de pau que levavam quando saía o Santo Sacramento. Outras mais esmolas e obras pias podiam arrolar-se. Mas vejamos apenas uma outra, a mais importante de todas, transcrevendo as palavras do processo:

- Provará que por ele réu ser como é bom cristão e zeloso das coisas da santa madre igreja de Roma e lei evangélica, ele fez uma capela na igreja de Nossa Senhora na cidade de Bragança, a qual capela é da invocação de Nossa Senhora dos Prazeres e custou a ele réu mil e quinhentos cruzados, com um pontifical muito rico de brocado, a qual tem muito ornada e aparamentada de tudo o necessário, com seu capelão e obrigação de uma missa cantada cada semana às quartas-feiras. (2)

Quis o destino que, em vez da ascensão social, viesse um solicitador da inquisição de Coimbra buscá-lo preso ao início de Fevereiro de 1591. Era o início da subida ao calvário, anos de dor e sofrimento nas húmidas e abafadas masmorras.

Politécnico espera mais 400 estudantes estrangeiros no próximo ano letivo


O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) anunciou hoje que conta com "um aumento substancial" de estudantes estrangeiros no próximo ano letivo, com mais de 400 entradas, totalizando "à volta de 1.500 alunos" de outras nacionalidades.
  
Sobrinho Teixeira adiantou à agência Lusa que estima "um aumento de 35 por cento" de alunos de outros países em relação ao ano anterior, "quer no âmbito da Lusofonia, quer, sobretudo, fora do que é o espaço da língua portuguesa".

O maior aumento do número de candidaturas tem chegado de países de fora do espaço da Lusofonia, segundo aquele responsável, que ressalvou que o número efetivo "só será conhecido lá para o início de outubro, por causa do processo de vistos".

A apreciação do presidente do Politécnico "baseia-se no pedido de candidaturas ao IPB", aos quais a instituição já garantiu vaga e que foram reencaminhados para as diversas embaixadas de Portugal nos diferentes países para a concessão de vistos.

Se o número se confirmar, os estudantes estrangeiros constituirão cerca de 20 por cento da comunidade académica do Politécnico de Bragança que, nos últimos anos, tem rondado os sete mil alunos nos diferentes cursos das escolas superiores de Bragança e Mirandela.

O presidente do Politécnico disse acreditar que esta procura resulta da aposta na internacionalização, mas também que "é determinante para este aumento dos alunos estrangeiros Portugal ser "um dos países mais seguros e a região (de Bragança) uma das regiões mais seguras".

Mogadouro espera a participação de 150 aeronaves no festival "Red Burros Fly In"


Cerca de 150 aeronaves de diversos modelos e tipos e cerca de 3.000 espetadores são esperadas, no sábado, em Mogadouro, para o festival aéreo "Red Burros Fly In", disse hoje à Lusa fonte da organização.

"Até ao momento já temos inscritas cerca de 140 aeronaves. Segundo a experiência de edições anteriores, facilmente ultrapassaremos as 150, que chegarão um pouco de todo o país e estrangeiro, para participarem no festival aéreo", disse à Lusa, o diretor do Aeródromo Municipal de Mogadouro (AMM), João Corredeira.

O lançamento de paraquedistas da equipa militar "Falcões Negros", do Exército Português, promete ser um momento alto do festival.

No campo da tecnologia, este festival aéreo de Mogadouro, no distrito de Bragança, começa a ser palco para demonstrações do que de "mais moderno" se faz na Península Ibérica em termos aeronáuticos, como será o caso da apresentação de uma aeronave "híbrida" de modelo Axter Aero Space, contou João Corredeira.

"Esta apresentação servirá para demonstrar o conceito de motor elétrico na aviação ligeira, com um projeto de origem em Espanha", especificou.

Haverá ainda tempo para batismos de voo (se as condições meteorológicas o permitirem), um desfile aéreo, exposição de aeronaves de vários tipos e modelos e passeios de burro.
A organização espera cerca de uma centena e meia de aeronaves - de Portugal, Espanha e França - e quer ainda ultrapassar a barreira dos 3.000 espetadores contabilizados em média nas últimas edições.

O presidente da câmara de Mogadouro, Francisco Guimarães, avançou, entretanto, que o modelo do festival aéreo poderá ser "exportado" para Angola.



"Contamos com uma delegação composta por elementos do Governo angolano, Força Aérea, entre outras entidades daquele país africano que visitarão o AMM para se inteirarem do festival aeronáutico do 'Red Burros'" explicou o autarca.

Fonte: http://www.dnoticias.pt/actualidade/pais/602225-mogadouro-espera-a-participacao-de-150-aeronaves-no-festival-red-burros-fly-

Itinerários das vias Romanas em Portugal - Moncorvo




Chaves (AQUAE FLAVIAE) - Torre de Moncorvo (Civitas BANIENSIS) - rio Douro (Durius)





Civitas BANIENSIS
Hipotética via romana que partindo de Aquae Flaviae seguia na direcção da civitas Baniensis que poderá corresponder ao Povoado do Baldoeiro junto à foz da ribeira da Vilariça no rio Sabor pois nesse antigo castro apareceu uma ara dedicada a Júpiter onde se lê «CIVITATI BANIENSIV» nas ruínas da Capela de S. Mamede que terá origem num Templo Romano. O percurso apresentado é meramente hipotético desviando da Via XVII entre Chaves e Astorga em Valpaços, seguindo na direcção do Vale da Vilariça. O percurso depende do ponto onde se fazia a travessia do rio Tua que ao contrário de hoje não seria em Mirandela, mas mais a sul, talvez na Ribeirinha ou mesmo em Abreiro junto do Castelo ou Poço dos Mouros. O Vale da Vilariça está coberto de vestígios romanos que se estendem até à Foz do Sabor no rio Douro. Muito deste património vai desaparecer em breve com a construção da barragem do rio Sabor e provavelmente nunca se irá perceber a total dimensão arqueológica desta região tão especial.



Chaves (AQUAE FLAVIAE) (segue a Via XVII até Valpaços)
Valpaços
Rio Torto (provável mutatio no Alto de S. Pedrinho)
Travessia do rio Torto (por Póvoa e Pai Torto)
Suçães?, Mirandela (casal em Sainça)
Marmelos

Onde seria a travessia do rio Tua?
A via deveria seguir para Vila Flor, mas o percurso está por desvendar.

Maçores 1950 (Torre de Moncorvo)

Fotografia : Professor Doutor Santos Júnior

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Distrito de Bragança - EFEMÉRIDES ( 27/07)

Carviçais (2011)
27.07.1814 – Câmara de Moncorvo pede a Sua Alteza Real que venha estacionar definitivamente nesta vila o Batalhão de Caçadores 5, conforme determina o Plano geral de Acampamentos Militares.
27.07.1867 – Os deputados António Joaquim Ferreira Pontes e e Francisco Coelho do Amaral requerem ao governo que mande executar uma linha telegráfica entre Moncorvo e Barca d´Alva, passando por Freixo de Espada á Cinta.
27.07.1889 – Vários moradores das Ruas do Poço e dos Sapateiros, apresentam à câmara um requerimento solicitando a desobstrução do Poço que há mais de 30 anos se encontra obstruído e lhe mande colocar uma bomba para extracção da água, pois o dito poço encerra uma importante nascente de águas.
27.07.1938 – Condenado a 6 anos de prisão maior celular o cidadão José Joaquim Camisa, de alcunha O Clara, de Carviçais. A pena foi cumprida na cadeia do Porto.
27.07.1945 – Inauguração da Escola do Magistério Primário de Bragança.
António Júlio Andrade

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terça-feira, 26 de julho de 2016

Freixo de Espada à Cinta - Poiares

Foto de Henri Richard.
Poiares é uma freguesia portuguesa do concelho de Freixo de Espada à Cinta, com 40,74 km² de área e 411 habitantes (2011). Densidade: 10,1 hab/km².
Distando seis quilómetros da sede do concelho, a airosa freguesia de Poiares faz frente ao escalvado cerro espanhol de Fregeneda. Junto ao rio Douro existem as ruínas de um castelo, onde segundo a tradição, se ergueu a vila de Alva, que constituiu um concelho suprimido em 1236 e agora integrada nesta freguesia.1
Poiares possui um nótavel documento pré-histórico, uma pintura rupestre de uma lontra (para alguns um gato), chapada na testa de uma fraga que se levanta na famosa Calçada de Alpajares. Esta íngreme calçada romana passava (foi levada ou destruida pela força das águas da Ribeira do Mosteiro) numa ponte de construção tão arrojada, que o povo diz ser obra do Diabo. É traçada em ziguezague e feita de duros quartzitos em elegantes lacetes.

Em Poiares respira-se grandiosidade que atinge a maior expressão no rochedo ciclópico do Penedo Durão e no fantástico espectáculo natural das escarpas silúricas da Ribeira do Mosteiro.

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Folk e blues animam aldeia histórica de Castelo Rodrigo

A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo anunciou hoje que vai promover na sexta-feira e no sábado a segunda edição de um festival internacional de folk e blues que associa a música e a gastronomia.

O festival Marofa Folk & Blues Fest 2016, a realizar no recinto do Palácio Cristóvão de Moura, na aldeia histórica de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, tem no cartaz três concertos.

Segundo o presidente da autarquia, Paulo Langrouva, que hoje apresentou o programa do evento no Jardim José de Lemos, na cidade da Guarda, o evento começa pelas 21:30 de sexta-feira, com um concerto de Country Joe, seguindo-se Minnemann Blues Band, às 23:00.

A fechar o cartaz do festival, pelas 21:30 de sábado, está agendada a atuação do grupo Nine Below Zero (Inglaterra).

A entrada no recinto do Palácio Cristóvão de Moura, onde vai decorrer o Marofa Folk & Blues Fest 2016 - 2.º Festival Internacional de Folk e Blues de Figueira de Castelo Rodrigo tem um custo de dois euros, anunciou o autarca.

Paulo Langrouva disse no encontro com os jornalistas que o evento, que a organização pretende que seja "de grande categoria e de grande envergadura", deverá atrair, como aconteceu em 2015, público da região e também de Espanha.

"Estou convicto de que este ano vamos ter uma maior afluência de público", vaticina o autarca, referindo que o festival associa "turismo, gastronomia e boa música" e em 2015 registou a afluência de cerca de 400 pessoas.

Explicou ainda que vários restaurantes do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo associaram-se ao evento e no fim de semana servem pratos do típico borrego da Marofa.

Carviçais, a aldeia do Rock!


Durante os dias 22 e 23 de Julho, decorreu mais uma edição do Festival Carviçais Rock, a 14ª, em Carviçais - Torre de Moncorvo, contando com a presença de cerca de 3500 "festivaleiros".

Pelo palco passaram durante os dois dias, nomes sonantes do panorama musical nacional, Moonspell, Regula, Mundo Segundo, Meio-Irmão, Sebenta, e os não menos, Serrabulho, Bleeding Sin e Djs, Oder, Pina e Besser, notando-se um claro regresso ao rock puro, com algum hip-hop à mistura.

Foram dois dias intensos, com muito calor e música de diversos estilos, conforme palavras de Francisco Braz da organização, "Temos que ter diversos estilos de música, de forma a abranger um maior número de público diversificado. Não nos podemos dar ao luxo de ter só um género de musica no festival." "Um regresso ao rock, com um dia dedicado exclusivamente, que veio traduzir-se na consagração do regresso deste Festival, iniciado à três anos para cá." "Carviçais, aldeia do Rock!"

A continuidade do Carviçais Rock está já assegurada para o próximo ano, dando cumprimento aos compromissos de mandato constantes e propostos nas suas linhas de ação dos executivos de Carviçais e Torre de Moncorvo, nos moldes que se têm vindo a praticar, ajustado aos custos controlados e à realidade da nossa região, com a continuidade de um dia dedicado ao puro rock, de forma a poder manter a sua identidade.


Segundo o Presidente da Junta de Freguesia de Carviçais, Francisco Braz, e o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, para o ano está garantida mais uma edição, que será a 15ª, do Festival Carviçais Rock, nos dias11 e 12 de Agosto de 2017.

Fonte: Newsletter Carviçais

Moncorvo - Foral Manuelino (500 anos 1512/ 2012)

Depois do foral concedido a Torre de Moncorvo pelo Rei D. Dinis em 1285, a quatro de Maio de 1512 o Rei D. Manuel I concede novo foral à Vila de Torre de Moncorvo. Durante o ano de 2012 o Município de Torre de Moncorvo prepara inúmeras actividades para festejar os 500 anos do foral manuelino. No dia 5 de Maio, Sábado, pelas 15h00, no Centro de Memória de Torre de Moncorvo, iniciam-se as comemorações com a inauguração da exposição “D. Manuel I e o seu tempo…” e com a apresentação do livro “Torre de Moncorvo: Quadros da sua História” de Dr.ª Maria da Assunção Carqueja.
 A exposição é organizada pelo Município de Torre de Moncorvo, é essencialmente documental e visa o período de governação de D. Manuel I. O livro “Torre de Moncorvo: Quadros da sua História” é da autoria de Dr.ª Maria da Assunção Carqueja, natural do Felgar, e ilustrado pela Arq.ª Isabel Rodrigues Konrad e será apresentado pela Dr.ª Adília Fernandes.
 Maria da Assunção Carqueja é licenciada em Ciências Histórico Filosóficas e além de vários livros de poesia que já editou é autora de várias obras de investigação sobre o nosso concelho como “Subsídios para uma Monografia da Vila de Torre de Moncorvo” (1955), “Subsídios para o Estudo das Ferrarias do Reboredo” (1961), “Felgar” (2006), este escrito em parceria com Adriano Vasco Rodrigues e “Documentos Medievais de Torre de Moncorvo” (2007).
 Durante todo o ano haverá outros programas inseridos na comemoração do Foral Manuelino como teatro, conferências, música, oficinas e workshops no Arquivo Municipal, caças ao tesouro e a exposição “ O Último Quartel do Poder Local Democrático”.
 Juntamos em anexo convite para a sessão.
http://www.torredemoncorvo.pt/torre-de-moncorvo-comemora-500-anos-do-foral-manuelino
Ler mais:

http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2011/10/moncorvo-justa-homenagem.html

http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2011/01/torre-de-moncorvo-escaparate-i.html

http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2011/02/torre-de-moncorvo-revista-do-cepihs.html

Nota:
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Distrito de Bragança - EFEMÉRIDES (26/07)

Tribunal de Moncorvo
26.07.1856 – Publicação do Mapa de classificação das comarcas judiciais do distrito de Bragança, assim definidas: 1ª classe – Bragança; 2ª classe – Torre de Moncorvo; 3ª classe – Macedo, Miranda, Mirandela, Mogadouro e Vinhais.
26.07.1936 – Recebido na administração do concelho de Moncorvo um ofício do Distrito de recrutamento e Reserva Militar nº 10 sedeado em Bragança para serem ouvidas várias testemunhas da Cardanha acerca duma queixa para ali dirigida pelo Sr. José dos Santos Rodrigues contra o capitão Augusto da Conceição Fontes. Na origem do conflito estará um empréstimo de 6 500$00 feito pelo Sr. Rodrigues ao Cap. Fontes em Março de 1932. Este apresentou uma declaração assinada por aquele em 1 de Abril de 1935, dizendo-se pago da dívida. Aquele dizia que não recebeu nada nem assinou papel nenhum… O resultado do inquérito feito em Bragança não o sei e ignoro se alguma queixa foi também apresentada no tribunal de Moncorvo.
António Júlio Andrade

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Bragança-Miranda. “Continuar com os pés assentes no chão, apontar para o alto e para a frente”




Bispo de Bragança-Miranda encerra visita pastoral de quatro anos à diocese. Uma peregrinação por um vasto território que “abre para muita esperança e desafios”.

D. José Cordeiro encerra este domingo a primeira visita pastoral à diocese de Bragança-Miranda. Foram quatro anos de “peregrinação a cada paróquia, a cada lugar, a cada comunidade, a cada pessoa, onde foi possível, destas 326 paróquias que constituem este vasto território”, refere o prelado.

Segundo D. José Cordeiro, esta visita pastoral veio “ajudar a ter um conhecimento mais próximo, mais vivo e mais real do todo que constitui a Igreja no Nordeste Transmontano”, e “abre para muita esperança, para muitos desafios”.

Bragança-Miranda é a quarta maior diocese em Portugal, mas a sua população vem diminuído e regista-se mesmo um “inverno demográfico bastante acentuado”, refere o Bispo.

“Mas, seja como for, somos chamados aqui, a viver, a testemunhar, a acreditar, a propor o evangelho da esperança com toda a alegria, com toda a inteligência, com todas as forças e capacidades de que fomos capazes”, sublinha o prelado.

A primeira visita pastoral de D. José à sua diocese encerra no santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vila Flor, e quer significar, segundo o prelado, que “não é um porto de chegada, não é um fim, mas uma continuação para o pórtico, continuar com os pés assentes no chão, a apontar para o alto e para a frente”.

D. José Cordeiro diz ter testemunhado que na diocese “há um potencial enorme, um dinamismo e há muito para fazer”, sublinhando que o que foi feito até agora “é apenas um começo”.

Freixo de Espada à Cinta - Sessão de divulgação


Convite - Miranda do Douro



GUERRA JUNQUEIRO



1. O primeiro dos documentários, da autoria de Leonel Brito, foi apresentado em 1980 e trata a
vida e a obra de Guerra Junqueiro em consonância com uma contextualização das origens geográficas do poeta, além de impor um interessante confronto intergeracional sobre o conhecimento, memória e
significado do património intelectual construído pelo poeta de Freixo de Espada à Cinta. Afigura-se,
assim, um documentário cuja tónica se espelha ao nível das raízes natais de Guerra Junqueiro e de uma reflexão sobre a acção inexorável do tempo, da progressiva erosão da memória e da ignorância acerca da edificação de uma obra humana. O documentário começa justamente com a morte do poeta, noticiada pela imprensa em ambiente de profunda comoção. Todo o país presta uma vénia em sinal de
homenagem ao poeta que agora morria. As origens locais de Guerra Junqueiro encontram-se em Freixo de Espada à Cinta, terra de “velhinhas errantes”, pastores, cavadores e gente humilde. Os poetas fazem parte de uma “memória colectiva”, muitas vezes apenas conservada pelos mais velhos e conhecedores. Três freixenistas, estudantes, conhecem pouco ou nada da obra junqueiriana. Não gostam de literatura e só lêem autores como Eça, Herculano ou Júlio Dinis quando obrigados pelos programas curriculares das escolas. O mesmo se passa com a jovem que frequenta o colégio liceal Guerra Junqueiro e que se revela ignota em relação ao homem que condescende o seu nome à escola que frequenta. A rapariga, regressada do Ultramar, leu apenas uns poucos de versos de Junqueiro mas sabe, contudo, que este hostilizava a classe clerical. “Não gostava dos padres”, diz a jovem.

Moncorvo - Lista de presos (1828)


Arquivo Histórico Militar.
Lista de documentos referentes a Moncorvo que se encontram no A.H.M.

Nordeste Transmontano -EFEMÉRIDES (25/07)

Abade José Augusto Tavares
25.07.1503 – Título de compra das casas da cadeia de Bragança que antes tinham sido a sinagoga dos judeus.
25.07.1910 – Ofício do Administrador do concelho para o Procurador Régio:
- Quando o digno abade da freguesia de Carviçais regressava do cemitério público de dar sepultura ao cadáver de José Martins, na rua pública daquela povoação, estando José João Hipólito, casado, da referida freguesia, de hapéu na cabeça, desrespeitando assim a religião do estado, o reverendo abade José Augusto Tavares pediu-lhe por 4 vezes com toda a urbanidade que tirasse o chapéu à Cruz que tinha em frente, ao que ele terminantemente se recusou. O referido abade, vendo desrespeitada a religião que defende, chamou o regedor da freguesia (…) e pediu-lhe para que ele empregasse os esforços possíveis para se descobrir, ao que o regedor acedeu (…) Não fez caso algum do pedido nem da intimação que em seguida lhe fez, desobedecendo assim à autoridade administrativa…
25.07.1913 – Foi preso o estudante Anibal dos Reis Tarrinho por dar umas pancadas de cavalo marinho ao dr. Constâncio Arnaldo de Carvalho, às 21 horas, na rua Tomás Ribeiro, junto às portas da Cooperativa Moncorvense.
António Júlio Andrade

sexta-feira, 22 de julho de 2016

NORDESTE TRANSMONTANO - EFEMÉRIDES (22/07)

22.07.1302 – Sentença de D. Dinis condenando o concelho de Fozcôa em 60 libras, numa contenda havida com o concelho de Moncorvo por causa da posse da Barca do Douro.
22.07.1671 – Os frades do convento de S. Francisco apresentam queixa ao provedor da comarca contra António de Carvalho de Gamboa, “pessoa poderosa e turbulenta”,por lhe desviar a água que pertence ao convento para regar o pomar que ali tem.
22.07.1888 – O Primeiro de Janeiro noticia o aparecimento do jornal “ALuz” na cidade de Bragança, onde já existiam “O Nordeste” e “O Brigantino”. Informa também que os recrutas de Moncorvo foram á inspecção militar a Bragança “em um carro enfeitado tendo escrito no alto, em gordos caracteres – Recrutas Moncorvenses – e dão vivas à República, nas terras por onde passam”.
22.07.1911 – Lançamento de um jornal humorístico manuscrito na aldeia de Felgar, intitulado “O Foco”.
António Júlio Andrade

HISTÓRIA DA LINHA DO DOURO - Texto: Manuel Tão

Na segunda metade do século XIX, começam a fazer-se sentir em Portugal as primeiras tendências de industrialização e, com elas, toda uma nova dinâmica de transformação do país nunca antes vista, fazendo estremecer inexoravelmente uma sociedade que há muito parecia ter cristalizado num imobilismo persistente. Tardiamente acabariam por ser adoptadas, nas velhas manufacturas, as inovações técnicas desenvolvidas pelos físicos François Cugnot e James Watt que, consistindo no aproveitamento da força elástica do vapor de água, se traduziam, quando aplicadas à indústria, numa substituição do trabalho muscular pela mecanização. Com efeito a inexistência no país de uma classe mercantilista fortemente desenvolvida impediu que se tivesse processado uma acumulação de capitais, de molde a tornar mais célere e vigoroso o arranque da nossa Revolução Industrial. No entanto, condicionalismos históricos estruturais determinaram que áreas geograficamente restritas do território nacional iniciassem um processo de crescimento económico relativamente acelerado quando comparadas com outras, principiando-se assim uma génese de desequilíbrios regionais cumulativos, cuja intensidade se tem vindo a agravar até à actualidade. Foram alguns centros urbanos de maior dimensão, localizados no litoral, aqueles onde a nova dinâmica transformacional se sentiu de uma forma mais acutilante, porque para além das disponibilidades financeiras se concentrarem nestas paragens, estas eram simultaneamente lugares onde existia um mercado local considerável, ao qual se juntaria outro, muito mais vasto, facultado pelo contacto que o mar ou os rios navegáveis permitiam com as regiões distantes.

"Pontes do Rio Douro" - As excluídas













Peso da Régua,  (Lusa) -- O Museu do Douro inaugura, na quarta-feira, no Peso da Régua, a exposição "Pontes do Rio Douro" que retrata 18 obras de arte ainda em atividade e que foram construídas ao longo de dois séculos.
Esta exposição, que assinala o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios - Do Património Mundial ao Património Local: proteger e gerir a mudança, estará patente até 17 de junho.
A mostra irá percorrer a Região Demarcada do Douro a partir de 2013.

Fotos: Ponte do Pocinho (A.F.F.M.) e da Barca D'alva (Rui Camboias)
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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Associação Territórios do Côa apresenta exposição “Emoções” em Espanha


O Palácio de Los Águila, em Cidade Rodrigo, Espanha, acolhe até setembro a exposição de fotografia intitulada “Emoções“, promovida pela Territórios do Côa – Associação de Desenvolvimento Regional, com sede em Almeida.

A mostra é organizada em parceria com a ADECOCIR – Asociación para el Desarrollo de la Comarca de Ciudad Rodrigo e a Fundación Duques de Sória (Espanha).

O presidente da direção da Territórios do Côa, António Baptista Ribeiro, citado numa nota de imprensa, refere que com a iniciativa a associação “procura dar a conhecer a região, promovê-la e dinamizá-la através das emoções, desencadeando porventura a motivação para uma visita e, consequentemente, uma experiência ímpar de deleite das paisagens e das manifestações culturais e tradicionais, não descurando as nossas gentes”.


Aquela associação de desenvolvimento regional abrange os municípios de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Mêda, Mogadouro, Pinhel, Sabugal, Torre de Moncorvo, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa.

Fonte: http://www.asbeiras.pt/2016/07/associacao-territorios-do-coa-apresenta-exposicao-emocoes-em-espanha/