sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Algodres -2012

Linha do Sabor - 1977

Rio Sabor - Visto da Fragada dos Estevais

Fotografia de José Rodrigues

Reedição de posts desde o início do blogue

Minas de Moncorvo : Mistério ou Incapacidade (1978)



Para descarregar completo em Pdf clique aqui

Reedição de posts desde o início do blogue

Convite - Apresentação do livro "Guiné - Crónicas de Guerra e Amor"


Freixo de Espada à Cinta - A Tragédia mais horrorosa

Não está datado.

NORDESTE TRANSMONTANO - EFEMÉRIDES(02/12_Actualização)

02.12.1899 – Nota da Caderneta de Lembranças:
- o administrador Ramiro Guerra mandoume à recebedoria da câmara, ó thizoireiro que me deçe a folha para assinar e o dinheiro dos oito dias que já tinha de serviço.
02.12.1998 – Eis o Editorial do quinzenário Terra Quente reportando-se a esta data:
- O dia 2 de Dezembro de 1998 ficará marcando para todo o sempre a história cultural desta região. Na manhã deste dia, a UNESCO, reunida em Quioto, lá nos antípodas do planeta, declarou solenemente o Vale do Côa como Património da Humanidade, por ser “uma ilustração excepcional do desabrochar súbito do génio criador no dealbar do desenvolvimento cultural do homem” e porque “ a arte rupestre do paleolítico superior do Côa revela, de forma perfeitamente excepcional, a vida social, económica e cultural do primeiro antepassado da humanidade…
Foi o maior de todos os acontecimentos de natureza cultural até hoje registados na região. E isso, naturalmente, deveria merecer apoio inequívoco de toda a gente da cidade e do concelho, a adesão espontânea e festiva de todos os Fozcoenses e Alto-Durienses.
O acontecimento merecia ser celebrado com uma grande festa. Era uma distinção a nível mundial! E uma tal distinção, em princípio, deverá atrair gente de todo o mundo e significar maior desenvolvimento regional.
Interpretando este lógico pensar, o Chefe do governo de Portugal outra coisa não poderia fazer do que vir a Fozcôa celebrar com os Fozcoenses e Alto-Durienses tão importante acontecimento. Para mim, ele sempre se manifestou atento a celebrações de vitória, incluindo no campeonato nacional de futebol.
O que eu, porém, nunca julguei ser possível foi a existência de um tão grande divórcio entre o país político e o país real como em Fozcôa. Com efeito, a grande maioria da população pareceu-me completamente alheada do acontecimento e lamentando que a barragem tivesse ido por água abaixo. E isto para mim é tanto mais significativo quanto o Parque e o Procôa existem há três anos, tempo suficiente para conquistar a simpatia da gente da região.
Como é possível um tal divórcio, um paradoxo desta natureza? Será que os Fozcoenses são tão parvos que não vêm os extraordinários benefícios que lhe oferecem? Ou será que tudo não passa de uma campanha de promoção e aproveitamento político de um valor cultural para “inteligentes verem”, sem respeito pela gente da terra e expectativas criadas?
Acompanhei o processo desde o início e sempre me pareceu que ele se desenvolvia à maneira do PREC, do facto consumado, sem a serenidade necessária para uma avaliação correcta das várias hipóteses.
Agora que o PREC chegou ao fim, importará fazer uma pausa e provocar uma discussão alargada aos vários sectores. Não pode ficar entre os arqueólogos e os bem-pensantes citadinos que, naturalmente, pensarão nos investimentos em termos de preservação, estudo e fruição selectiva dos valores culturais. É que os Fozcoenses querem que os valores culturais sejam utilizados para o desenvolvimento regional. E isto significa que, sendo as gravuras do Côa um monumento científico de interesse mundial, ele só trará desenvolvimento à região na medida em que for utilizado como monumento turístico (e turismo de massas, também), coisa que os Foscoenses ainda não viram, embora o Parque contabilize em 20 000 os turistas que este ano visitaram as gravuras.
António Júlio Andrade
  
Reedição de posts desde o início do blogue.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

NORDESTE TRANSMONTANO - EFEMÉRIDES (01/12- Atualização)

Casa da inquisição
1 Dezembro 1618Manuel Rodrigues Isidro, um grande capitalista de Torre de Moncorvo regressava a casa, vindo de Madrid por Lisboa. Na passagem por Coimbra, foi preso pela Inquisição, acusado de se comportar como judeu. No entanto, depois de ler o seu processo, fica-se com a ideia de que na origem desta prisão estariam motivos políticos mais do que religiosos. Com efeito, uns meses antes, ele escrevera uma carta ao rei Filipe III (de Espanha, II de Portugal) denunciando várias tropelias cometidas pelos homens da nobreza e governança de Torre de Moncorvo, nomeadamente o desvio de dinheiros públicos resultantes da venda em hasta pública das roldanas, da madeira e das cordas utilizadas para se fazer a cobertura da igreja matriz, o que motivou a prisão de umas 9 ou 10 pessoas da maior nobreza da terra. Claro que estes não perdoaram ao denunciante e, mercê das influências que tinham em Lisboa e nas cúpulas da Inquisição, conseguiram que o Isidro fosse preso, sob pretexto de ter feito práticas judaicas. Aliás, desde há muitos anos que Manuel Isidro, a sua família e a generalidade dos cristãos-novos de Torre de Moncorvo sustentavam um forte luta política com os camaristas e a elite da nobreza dita cristã-velha da terra. Um episódio dessa luta acontecera em 17 de Maio de 1599, quando o meirinho Diogo Monteiro, o juiz Francisco da Rosa Pinto, o escrivão Bartolomeu de Castro, o padre e familiar da Inquisição Pascoal Camelo e outros mais “caíram sobre ele às estocadas e o matariam se não se refugiasse na sua casa” à rua dos Sapateiros. Saiu da refrega com alguns ferimentos e “metade da sua mão decepada”. Seguiu-se uma devassa feita pelo dr. António Cabral, da Relação do Porto, de que resultou a prisão de alguns e a fuga de outros para o couto de Miranda do Douro. O meirinho Diogo Monteiro e o padre Pascoal Camelo, por seu turno, fizeram um outro relatório, denunciando que ele blasfemara “jurando pelas tripas de Deus e dos santos” e que fizera práticas judaicas, do que havia testemunhas, as quais indicavam. Este relatório foi entregue ao vigário geral que o mandou para o arcebispo de Braga e este para a Inquisição. Para ali também escreveu Manuel Isidro a defender-se, tentando provar que tudo não passava de uma conjuração. Deste caso, nada resultou, como se vê do processo nº 5151 do tribunal da Inquisição de Coimbra. Isto em 1599.
Em 1618 foi diferente. Manuel Isidro ficou preso em Coimbra durante 5 longos anos ao fim dos quais o libertaram declarando-o inocente! Nessa altura terá desistido de lutar e meteu-se a caminho da Flandres onde se encontravam já alguns dos seus familiares, professando livremente a religião mosaica e reconstruindo o seu império comercial e financeiro. Ele (ou um sobrinho com o mesmo nome? – a dúvida persiste) terá sido um dos 20 fundadores do Banco de Hamburgo, o primeiro que existiu a nível mundial, segundo creio. 
01.12.1678 – Em reunião da câmara de Moncorvo os vereadores “mandaram que o alcaide desta vila traga preso perante o dr. Juiz de fora a Jerónimo Luís, carpinteiro do Felgar, para dar razão por que não acaba a obra do Recolhimento a que está obrigado”.
01.12.1826 – As tropas liberais que defendiam Bragança, comandadas pelo Conde do Bonfim, tiveram de render-se aos Miguelistas. Feitos prisioneiros, foram conduzidos a Espanha e de novo a Portugal, entrando por Miranda do Douro no dia 3 de Dezembro e chegando a Mogadouro no dia 6. Daqui, alguns voltaram a internar-se em Espanha, com o objectivo de regressar por Barca d´Alva e juntar-se às tropas liberais de Almeida e Fozcôa.
01.12.1859 – João Galas, de Ligares, então estudante universitário, à noite, depois de cear, desceu à loja dos animais, com o criado Vítor, a dar de comer à égua e mais cria que o pai ali tinha. Estando dentro sentiu um cão ladrar na rua e veio à porta da loja. Ali estava João António Junqueiro (o pai do poeta) que lhe deu uma facada com uma navalha de ponta e mola… Naturalmente que o processo seguiu no tribunal.01.12.1906 – Pelas 12.30 horas, chegou o Bragança o primeiro comboio. A propósito desta efeméride são de recordar os nomes de Abílio Augusto Madureira Beça (presidente da câmara de Bragança, governador civil do distrito e deputado) por ser o homem público que mais se bateu pela realização desta obra e o empreiteiro João da Cruz que foi o executor da empreitada que levou a sua firma à falência. Curiosamente o dr. Abílio Beça viria a falecer atropelado pelo mesmo comboio, em 1910.
01-12.1947 – Inauguração do telefone na aldeia de Carviçais.
António Júlio Andrade

Reedição de posts desde o início do blogue.


A Feira de Bragança ao longo dos tempos (1) Da Idade Média ao século XIX

A localização da feira no espaço urbano da cidade foi evoluindo ao longo de séculos, acompanhando o crescimento do aglomerado. Os locais de realização foram decididos por razões de segurança, de salubridade, de centralidade das novas praças face ao desenvolvimento urbano. A feira tinha um papel essencial no abastecimento público e nas relações económicas da região. A localização fronteiriça de Bragança representava em termos geopolíticos um ponto sensível, na defesa da fronteira e da integridade do território, em tempo de paz por ela se fazia o comércio transfronteiriço, se promoviam as relações sociais e culturais entre povos raianos.

O peso político, militar e económico das terras de Bragança, inicialmente através da família dos Bragançãos e posteriormente pela Casa de Bragança, oficialmente designada de Sereníssima Casa de Bragança, família nobre com elevada influência na Europa e no mundo, hão-de ter tido relevância na concessão de privilégios que lhe foram atribuídos, de feira franca, na redução de impostos, na comercialização de bens, na atribuição de condições especiais de despacho e verificação de mercadoria na Alfândega, com o objetivo de fortalecer o comércio com regiões vizinhas contíguas como Castela e Galiza, também com Aragão e Navarra. Durante séculos vendedores dessas regiões terão percorrido os caminhos que conduziam à feira de Bragança.


Chaves - Convite


Torre de Moncorvo - Programa de Natal


Iluminação e decoração de Natal em Torre de Moncorvo

A vila de Torre de Moncorvo está decorada a rigor para a época de natal, que agora se aproxima. No passado dia 26 de Novembro, o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, e a Vereadora, Piedade Meneses, inauguraram a iluminação de Natal. A iluminação foi accionada por três crianças, as luzes acenderam e a magia do Natal espalhou-se pela vila.
Procedeu-se também à decoração da Praça Francisco Meireles, Largo do Castelo e Rua Constantino Rei dos Floristas. 

Este ano, os mais novos podem colocar as cartas que escrevem ao Pai-Natal, numa caixa criada para o efeito, que está situada na Praça Francisco Meireles, junto do Tribunal. Para isso, basta escrever a carta, colocar o nome e a morada e esperar pela resposta.
O Município de Torre de Moncorvo pretende assim incentivar as compras no comércio tradicional, ao mesmo tempo que tenta levar a magia do Natal a todos os
moncorvenses.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 28 de Novembro de 2016
Luciana Raimundo

Contrato “definitivo” para exploração mineira em Moncorvo assinado

O contrato "definitivo" que vai permitir a exploração mineira no concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, foi hoje assinado no Ministério da Economia, revelou à Lusa o presidente da câmara de Torre de Moncorvo. 

De acordo com Nuno Gonçalves, o contrato vai permitir que num prazo de 18 meses seja iniciada a exploração das minas de Torre de
Moncorvo.

"Esta é uma boa notícia para o concelho de Torre de Moncorvo, para o distrito de Bragança e para o país. Como sempre disse, este é um desígnio nacional já que vai ajudar à empregabilidade no território onde há falta empregos", frisou. 
 

Torre de Moncorvo - Convite

Quando a magia de um conto nos acompanha desde a infância, passa de ser uma criação de um autor individual a uma pertença nossa. 

O Príncipe Feliz, artisticamente belo e puro, toca-nos, com toda a sua ternura humana, como uma criança a um adulto. 

Conta a estória de uma estátua deslumbrante, laminada a ouro, com olhos de safira, rubis na espada, erguida pela cidade, no ponto mais alto. O jovem príncipe tinha sido em vida muito feliz, alheio ao mundo exterior e à miséria que este continha. Da colina, (...).

Pois é, meus amigos, se quiserdes saber o final desta estória que nos acompanha desde a nossa infância, escrita pelo irlandês  Óscar Wilde, comparecei no dia 7 de Dezembro de 2016, no Cine-teatro de Torre de Moncorvo, pelas 21:30h e vinde assistir à peça com o mesmo nome, “O PRÍNCIPE FELIZ”,  e adaptada pelo grupo Alma de Ferro, de Torre de Moncorvo .
Carlos Ricardo (Camané)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Algures a Nordeste - Outono II


Freixo de Espada à Cinta - Avenida Guerra Junqueiro; Carrascal

Fotografia cedida pelo Dr. Jorge Duarte, Diretor do Museu da Seda e do Território (data desconhecida)

CARETOS,VELHOS e CHOCALHEIROS -1991


Reedição de posts desde o início do blogue

MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA, por Abade de Baçal- TOMO III



http://altm-academiadeletrasdetrasosmontes.blogspot.pt/2014/02/memorias-arqueologico-historicas-do_27.html

Reedição de posts desde o início do blogue

Algures a Nordeste

Fotografia de José Rodrigues

Reedição de posts desde o início do blogue

terça-feira, 29 de novembro de 2016

ESTEVAIS - Velhos são os trapos

Foto Lb

Reedição de posts desde o início do blogue

A Alheira Transmontana

                       
                               Familia Soeiro - Fabrico de Alheiras from Leonel Brito on Vimeo.

Reedição de posts desde o início do blogue

Nordeste Transmontano - EFEMÉRIDES (29/11-Atualização)

As novas barcas (2011)
29.11.1777 – Tendo-se levantado, dois anos atrás, um grande diferendo entre a câmara de Moncorvo e o governo da rainha D. Maria I, sobre a posse da barca do Pocinho, novos desenvolvimentos teve desta data com a assinatura de uma ordem emanada de Lisboa, assinada pela rainha, dirigida ao corregedor de Lamego para que fizesse queimar a barca que a câmara de Moncorvo tem no lugar da Bouça e ficasse a funcionar a barca do pocinho, arrendada por alvará do governo a um particular e por este construída. Mais ordena que o prejuízo que o mesmo tivera pela concorrência ilícita da barca da câmara fosse pago pelos vereadores e procurador da câmara de Moncorvo, do seu bolso. Nesta ordem os membros da câmara eram tratados como “régulos (…) com insolentes procedimentos”.

29.11.1832 – Decreto concedendo a medalha da Ordem da Torre e Espada ao sargento Manuel António de Morais, de Torre de Moncorvo, por feitos heróicos na batalha de 29.9.1832 contra os Miguelistas.
António Júlio Andrade

Reedição de posts desde o início do blogue.

Convite - Cordeiros Galeria




A Cordeiros Galeria tem o prazer de anunciar a sua participação na edição de 2016 da Art Miami.

Se estiver por aqui, visite-nos no Stand B500.

Prémio Literário Nortear para Jovens Escritores | Inscrições até 30 abril 2017


As candidaturas ao III Prémio Literário Nortear para Jovens Escritores já está a decorrer, até ao próximo dia 30 de abril de 2017.

Esta iniciativa é promovida pela Consellería de Cultura, Educación Y Ordenación Universitaria (Espanha), pela Direção Regional de Cultura do Norte (Portugal) e pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal.

O Prémio Literário Nortear tem como objetivos distinguir, anualmente, obras literárias originais; promover o aparecimento de novos escritores, incentivando a produção de obras inéditas no domínio da ficção; incentivar a criatividade literária entre os jovens escritores residentes na Euroregião Galiza – Norte de Portugal e promover a circulação e distribuição de obras literárias além-fronteiras.

Podem candidatar-se ao Prémio Nortear todas as pessoas singulares com plena capacidade jurídica, residentes na Euroregião Norte de Portugal ou na Galiza, com idades compreendidas entre os 16 e os 36 anos, devendo as ob
ras, escritas nas línguas portuguesa e galega, no género de relato curto/conto, ser enviadas, por correio postal, para o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galicia – Norte de Portugal.



CONTRATO DE EXPLORAÇÃO DAS MINAS DE MONCORVO DEVE SER ASSINADO ESTA QUARTA-FEIRA

O contrato de exploração das minas de Torre de Moncorvo deverá ser assinado esta quarta-feira, em Lisboa, revelou ao Jornal Nordeste fonte ligada ao processo.

O passo que faltava para arrancar com a exploração mineira em Torre de Moncorvo, depois de um interregno de 30 anos, poderá ser dado esta semana, “se se concretizar a intenção do Secretário de Estado da Energia de assinar o contrato com a MTI- Ferro de Moncorvo, S.A”, referiu a mesma fonte.

Jornalista:
Sara Geraldes