quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Comidas Conversadas, novo livro de António Manuel Monteiro

Comidas conversadas – memórias de herança transmontana são conversas e histórias de comeres, cibos de gana a outros apetites, reencontros e partilha de costumes, meras curiosidades, falas e enguiços, com especial referência a Trás-os-Montes e Alto Douro. Resultaram de um percurso pessoal, técnico e de vivências várias. É o início de um pequeno e modesto roteiro de memórias comestíveis e de algumas transmontanices – de Torre de Moncorvo a Évreux, de Freixo de Espada à Cinta a Şanliurfa, de Vinhais a Meknès ou de Mirandela a Ponta Delgada.
     A marcha dos alimentos ao lado da história das religiões, as estórias imateriais e a utopia diária da vida como a argamassa solidificante do edifício da História e a razão do ser das suas estórias, o contento ao aperto fisiológico e o sublimar dessa função, os comeres e os falares enjeitados ou a ilusão e a racionalidade das escolhas existenciais, são, tão-só, motes para a conversa e pretextos ao elogio da castanha ou à eterna paciência de beber vinho, à espera de outros tempos ou aos equívocos agro-alimentares, à excelência dos produtos de identidade territorial ou à virgindade do azeite… enfim… à comemoração da memória e da simplicidade dos saberes.
     A memória é, naturalmente, a capacidade de permanência face ao tempo que corre e que passa – o salvar do passado para serventia do Futuro que queremos!
AMMonteiro
Nota de Abertura
     Com a publicação deste livro, iniciamos uma colecção de gastronomia e cultura, à qual se irão juntar obras importantes para um melhor conhecimento das tradições alimentares portuguesas, capítulo fundamental para entender as actuais circunstâncias da mesa, e seus atos conviviais, partindo do pressuposto de que «não há futuro sem passado». A alimentação, finalmente considerada como património imaterial, é um elemento diferenciador da cultura dos povos, e assim assume um papel de relevo na história da humanidade.
     António Manuel Monteiro é um autor invulgar e possuidor de um rico conhecimento das tradições nacionais, com particular incidência da memória transmontana. A sua escrita, com um vocabulário muito próprio, ou das gentes de para lá dos montes, é um dos fascínios desta obra. No entanto, e para uma melhor leitura, foi criado um glossário simples e elucidativo dos vocábulos menos utilizados. O vigor da informação e a precisão das fontes que confirmam as suas afirmações fazem do conjunto destes textos uma documentação fundamental para quem queira entender a forma como alguns produtos, ou algumas receitas, chegaram até nós.
     A Âncora Editora orgulha-se de poder começar esta colecção com este livro e este autor.

Virgílio Nogueira Gomes
Director da colecção
Nota: Apresentação do livro na Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo no dia 29, por Rogério Rodrigues.

BRAGANÇA - Uma rota de turismo cultural VI

Pedro Lafaia de Castro, o “chamador”
Como já dissemos, era na rua Direita que habitava a maior parte dos cristãos-novos de Bragança. Bastará consultar os processos da Inquisição para vermos como a rua era deles povoada. A título de exemplo, vejamos tão só um desses processos – o de Francisco Rodrigues Ferreira:
- Disse que tinha umas casas na rua Direita da cidade de Bragança, na quina da travessa do Corpo da Guarda e nelas tem a terça parte por serem do réu e de suas duas irmãs chamadas Inácia e Catarina, solteiras, com quem vive, e são livres e valem ao todo valem 300 mil réis. Na mesma travessa tem outras duas moradas de casas que são comuns com as duas suas irmãs e são livres e valem ao todo 200 mil réis.
Como se sabe, todos eles eram cristãos baptizados e exteriormente tinham de se apresentar como tais e cumprir os deveres cristãos. No interior de suas almas porém, a generalidade deles acreditavam era no deus de Moisés e não em Cristo. E também se reuniam para rezar, sempre às escondidas, naturalmente e no estreito círculo das pessoas de confiança que normalmente se limitavam à própria família, mais ou menos alargada.

Nordeste transmontano - EFEMÉRIDES (22/10)

Casa de António E. Pimenta
 (Maçores).


22.10.1633 – O dr. Cristóvão de Andrade Freire, originário de Bragança, que então era deputado do tribunal da Inquisição de Évora, transitou nesta data para o tribunal de Coimbra. Dois anos depois, em 7.8.1635, foi promovido à categoria de Inquisidor do mesmo tribunal. Depois de aposentado em Coimbra, foi nomeado membro do Conselho Geral da Inquisição e do Conselho Ultramarino.
22.10.1807 – Registo da Patente de Capitão Mor Agregado da vila de Torre de Moncorvo conferida a João Carlos de Oliveira Pimentel “tendo em consideração os merecimentos e mais partes que concorrem na pessoa de (…) e esperar dele que em tudo de que for encarregado me servirá muito ao meu contentamento…”
22.10.1879 – Nascimento do padre Maximiliano César de Lima, na aldeia da Cardanha.
22.10.1908 – Correspondência da administração do concelho de Moncorvo informando sobre os maiores produtores de centeio do concelho e que são os seguintes: Ambrósio do Senhor Rodrigues (Cardanha), Miguel Frederico Miranda (T. Moncorvo), D. Palmira Vilhena (Junqueira), Manuel Dinis Pontes (Urros) e António Emílio Pimenta (Maçores).

TORRE DE MONCORVO - HOMENAGEM (2001)

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Torre de Moncorvo: Vindimas XI

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TORRE DE MONCORVO - PÓVOA (1974)

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Alfândega da Fé - Discussão Pública da Revisão do Plano Diretor Municipal



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Torre de Moncorvo: Vindimas X

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VISCONDE DE VILLA MAIOR - 1849

Em 1849, foram analisadas as águas de Moura pelo Visconde de Vila Maior, a pedido de ilustres personagens, entre eles o Duque de Palmela que sentiu melhoras do seus padecimentos digestivos e dos rins (cit. Acciaiuoli 1944, II: 146).
É a partir desta análise das águas do Castelo de Moura que as suas qualidades terapêuticas começam a ser conhecidas para males do aparelho digestivo, diabetes, gota e litíase, começando o seu engarrafamento e comercialização nos primeiros anos da segunda metade do século XIX. Em 1858, um decreto determinava o preço da venda desta água nas Boticas de 106 réis por libra.
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FELGAR - CAPELA

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Capela de Santa Cruz reconstruída
Foto enviada por um felgarense

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ROSTOS TRANSMONTANOS III

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Fotografia de Paulo Patoleia, no dia do seu aniversário.
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terça-feira, 21 de Outubro de 2014

FÓRUM - Que posso fazer por Trás-os-Montes


Colégio Campos Monteiro - Álbum de Memórias


Torre de Moncorvo: Fim-de-semana dedicado à Saúde

Nos dias 24, 25 e 26 de Outubro decorre em Torre de Moncorvo o Fim-de-semana da Saúde com a realização de um ciclo de conferências e rastreios à população.
No total serão proferidas cinco palestras, na Biblioteca Municipal, sobre vários temas relacionados com a saúde, como posicionamentos corretos, nutrição, automedicação, saúde animal e cancro. De referir também a apresentação do livro “Inovação para a Mudança” do professor Dr. António Lúcio Baptista, médico-cirurgião cardiotorácico com grande experiência na área cardiovascular. A introdução da obra fica ao cuidado do Eng.º Madeira Pinto.
Os rastreios à população terão lugar nos centros e dia e lares do concelho, e para o público em geral no Adro da Igreja Matriz e na Praça Francisco Meireles.
A iniciativa pretende alertar e sensibilizar a população para alguns cuidados de saúde a ter em conta, assim como, através dos rastreios, detectar futuros problemas de saúde nos cidadãos.
O fim-de-semana da saúde é uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e da Associação de Jovens Universitários de Torre de Moncorvo e conta com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Torre de Moncorvo.

PROGRAMA
Ciclo de Conferências
24 Outubro – Sexta-feira
20h30 – “Importância dos Posicionamentos na Manutenção da Saúde”, por Júlio Frade e Alexandre Pires
21h00 – “Os Nossos Tesouros Nutricionais”, por Nina Rodrigues
21h30 – “Riscos da Automedicação”, por Andreia Carona
22h00 – Apresentação do Livro “Inovação para a Mudança” de António Lúcio Baptista.

25 Outubro – Sábado
20h00 – “Animais Sãos! Pessoas Sãs!”, por Andreia Gil
20h30 – “Descodificar o Cancro: Palavras Simples pra uma Doença Complexa”, por Diana Martins
Rastreios
Dia 25 Outubro
18h40 - Adro da Igreja Matriz de Torre de Moncorvo
Dia 26 Outubro
10h00 às 13h00 – Praça Francisco Meireles


Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 20 de Outubro de 2014

Luciana Raimundo 

NORDESTE TRANSMONTANO - EFEMÉRIDES (21/10)

Pelourinho(AHMTM)
21.10.1401 – D. João I faz doação de todos os seus direitos reais sobre as terras de Alfândega, Mogadouro, e Mirandela a Pêro Lourenço de Távora, criando assim a casa mais rica de Trás-os-Montes.
21.10.1704 – Em reunião da câmara de Moncorvoassentaram que, por o Pelourinho que está na praça desta vila estar em mau sítio, que se faça planta da melhor forma e se mude para a ponta do paredão que está na dita praça e na forma da dita planta que será bem feita, se ponha a pregão e se arremate por conta dos bens deste concelho”.
Na mesma reunião “assentaram que se repare e concerte o forno que este concelho tem no sítio de Lamelas, de cozer telha (…) Que se concerte e repare o chafariz pequeno que está na praça desta vila (…) Também assentaram que se faça um passadiço na rua que vem detrás da cadeia para a igreja…”
21.10.1911 – Notícia do jornal “República”:
- Macedo foi terra de tumultos e foco abundante de conspiradores… Altas horas, os abades fizeram tanger o hierático bronze… Vivam a Santa religião e a bandeira das Cinco Chagas! – tais eram os gritos de guerra dos revoltosos.
21.10.1944 – Aprovação dos Estatutos da Associação de Desportos do Distrito de Bragança.
Antóni Júlio Andrade

BRAGANÇA - Uma rota de turismo cultural V

Em uma memória enviada em 1721 para a Academia Real da História, o secretário da câmara de Bragança escrevia que a fábrica de sedas de Bragança “consta hoje somente de 30 tornos e 350 teares, que os mais se ocupam em mantas de peso, e com o consumo da fábrica se cria muita e excelente seda nos lugares do termo”.Pensamos que o nome “fábrica” não deve ser entendido como um edifício onde estivessem instalados aqueles tornos e aqueles teares, antes terá o significado de produção e indústria.Não vamos também questionar aqueles números que pecarão por defeito, na medida em que o cronista usa o advérbio “somente”. A verdade é que a existência de 350 teares numa terra de 500 ou 600 casas significa um elevado índice de industrialização. Por outros documentos se verifica também que a classe dos fabricantes de seda seria a de maior peso no tecido económico e social da cidade naquela época.Também não será novidade para ninguém que aquela indústria, em Bragança como em Chacim e nos outros centros sericícolas, estava nas mãos da gente da nação hebreia. 

Torre de Moncorvo - Igreja Matriz

Fotografia de Filipe Calado

RIO SABOR visto por Jorge Delfim.

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FELGAR - 1974

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Torre de Moncorvo - Qualidade

Restaurante "Artur"
Fotografia de Filipe Calado

TORRE DE MONCORVO -1952

TORRE DE MONCORVO - 1952 (?)

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Lançamento da primeira pedra do novo hospital
Reconhecem-se na foto: senhor Machado(de sobretudo e chapéu na mão), padre Castro,capitão Mário Lopes, professor Sanbade,padre Rodrigues,dr. Rodrigues e o senhor Rocha (barbeiro).

Foto cedida pelo meu amigo Abílio
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VISCONDE DE VILLA MAIOR E GENERAL CLAUDINO

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Agentes culturais questionam papel da Delegação Regional da Cultura do Norte

A sede da DRCN foi deslocada do Porto para Vila Real há 20 anos com o objectivo de descentralizar serviços.
Os agentes culturais queixam-se da falta de apoio da Delegação Regional da Cultura do Norte (DRCN), sedeada em Vila Real. Para o PS concelhio, há mesmo um esvaziamento de funções desta estrutura, receando que o seu fecho esteja iminente. O director regional nega.

Em 1994, o então secretário de Estado da Cultura, Santana Lopes, transferiu a delegação do Porto para Vila Real com o intuito de descentralizar os serviços públicos e contribuir para um desenvolvimento mais equilibrado entre o interior e o litoral. Contudo, para os que por lá passaram, esta sede nunca teve a atenção devida por parte dos governos centrais. Segundo Jorge Ginja, antigo Delegado Regional da Cultura do Norte, “a delegação teve desde sempre uma vida muito agitada e ao longo dos últimos vinte anos tem sido uma guerra para a delegação ficar em Vila Real em vez de voltar para o Porto, que continua a querer que a delegação seja transferida para lá”.

Vinhais: Grupo chinês investe na castanha transmontana e compra fábrica

O maior grupo produtor mundial de castanha, o American Lorain, de capitais chineses mas cotado na bolsa de Nova Iorque, vai apostar no Nordeste Transmontano para abastecer sobretudo o mercado francês, mas também o alemão e o holandês. O grupo adquiriu, recentemente, uma participação maioritária (51 por cento) da luso-francesa Conserverie Minerve, que já detinha uma unidade de produção em Vinhais, a Cacovin, que será agora recuperada depois de encerrada há dois anos após ter sido vendida pela autarquia.
“Até hoje, a Minerve adquiria castanha portuguesa mas através de outros concorrentes locais. Na altura, quando se pensou em adquirir uma unidade aqui, seria para servir, numa primeira fase, os interesses e as necessidades da Minerve e, numa segunda fase, para tentarmos colocar o produto de Vinhais no território português e noutros países como Espanha, Alemanha, Holanda e no mercado do fresco em França, através do mercado de Paris”, explicou ao PÚBLICO Filipe Pessanha, representante do accionista português, o Grupo Branco.

Um Real Gabinete pujante - Ernesto Rodrigues (40 anos de vida literária)

Real Gabinete Português de
 Leitura do Rio de Janeiro
O 7.º Colóquio do Polo de Pesquisas Luso-Brasileiras do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro reuniu, entre 1 e 5 de Setembro, 160 conferencistas à volta de “Percursos interculturais luso-brasileiros: modos de pensar e fazer”, numa demonstração de invejável pujança, à imagem da coordenadora-geral, Gilda Santos.
Na Sala dos Brasões, após a abertura pelo presidente do RGPL, António Gomes da Costa, e da representante do cônsul-geral, a diversidade de trânsitos Brasil-Portugal veio inaugurada na conferência de Isabel Pires de Lima, sobre autores recentes, e na adaptação cinematográfica do romance Estive em Lisboa e lembrei de você, que ultima José Barahona.
As sessões plenárias foram dedicadas a Eça de Queirós, Camões ‒ Vanda Anastácio historiou o nascimento da disciplina de Estudos Camonianos na Faculdade de Letras de Lisboa (1925) ‒, urbanismo (extraordinária influência pombalina na morfologia de São Luís do Maranhão, por Margareth Gomes de Figueiredo), poesia, cinema e dança (Ida Ferreira Alves, Joana Matos Frias, Mônica Fagundes), intercâmbio jornalístico e romance-folhetim (Ernesto Rodrigues, Maria Eunice Moreira, Nelson Schapochnik, Teresa Martins Marques), Castilho cronista, paisagens de pobreza em Torga e Manuel da Fonseca, Adolfo Casais Monteiro ensaísta (Eduardo da Cruz, Francisco Ferreira de Lima, João Tiago Lima). O encerramento simbólico deu-se com o testemunho de Zuenir Ventura sobre “Os cravos de Abril, 40 anos depois”, ele que foi o primeiro jornalista brasileiro a reportar a Revolução, tendo na assistência Cleonice Berardinelli, com 98 anos ainda frescos.

Nordeste Transmontano - EFEMÉRIDES (20/10)

20.10.1705 – À reunião da câmara de Moncorvo “apareceu o dr. Manuel da Cruz Teixeira, desta vila e apresentando um alvará de Sua Majestade que Deus guarde, passado pelo conselho da mesa da fazenda, assinado pela mão real, por que lhe faz mercê ao dito dr. Manuel da Cruz da ocupação de superintendente do cacau…”
20.10.1821 – O governador do bispado de Bragança, António Xavier da Veiga Cabral, envia uma circular aos párocos para fazerem uma espécie de “catecismo patriótico, em apoio firmíssimo da nossa Constituição Política”.
Bragança - antiga Sé
20.10.1834 – O governador do bispado de Bragança queixa-se ao Governo dizendo: - Muitos padres se aproveitam do seu ministério para desacreditar o Governo Constitucional distribuindo papéis incendiários e dizendo que as autoridades nomeadas pelo Governo estão excomungadas.
20.10.1837 – Demitido o administrador de Carrazeda de Ansiães, António Vieira Sequeira Ferraz, por ter apoiado os Cartistas e se negar a reconhecer o governo Setembrista
20.10.1841 – Morte de frei António de Jesus, um dos mais fanáticos Miguelistas transmontanos e um dos principais cabecilhas do “cisma dos mónicos”. Mónicos é o termo popular de mónacos, ou monges. Chamou-se “cisma dos mónicos” a um movimento político-religioso-caceteiro dirigido por frades e padres que recusavam obediência ao bispo e à igreja e se meteram na organização de guerrilhas em Trás-os.Montes, na época das lutas liberais.
20.10.1879 – Correspondência de Macedo de Cavaleiros: - Quando a autoridade viu a certeza da derrota que a esperava, não obstante fazer dar pelos eleitores à boca da urna as listas – e tão perto que eram dadas junto ao presidente, expediente adoptado em outras assembleias – consentiu que os assalariados dos Cortiços, comandados especialmente pelo seu pároco de surpresa com machados, podões, revólveres e móveis que apanharam pela igreja, atacassem os eleitores da oposição ferindo mais de 20…
20.10.1904 – Notícia humorística verrinosa, do jornal “O Trasmontano” sobre o líder progressista de Carrazeda de Ansiães: - Depois de longa viagem pelo estrangeiro, regressou à ilustre casa de Zedes o dr. Jerónymo Barbosa Cabral d´Abreu lima Figueiredo d´Atayde Malafaia Noronha e Távora dá Mesquita Pimentel Brandão Sousa Telles de Menezes.
Do mesmo jornal uma correspondência de Bornes, certamente expedida por Artur Lopes Cardoso:
- Está a chegar o dia em que se vai proceder à eleição camarária, sem que conste se o partido progressista deste concelho (Macedo de Cavaleiros) disputa a eleição aos regeneradores. A dar-se a abstenção é prejudicial ao Zé Povinho que não tem direito a pedir dinheiro emprestado à conta do seu voto, nem fazer as mil exigências que apenas servem para prejudicar os influentes. Agora fazem-se eleições sem eleitores e sem despesas de dinheiro.

António Júlio Andrade

BRAGANÇA - Uma rota de turismo cultural IV

António Júlio Andrade
Maria Fernanda Guimarães


A quinta de Palhares e a ermida de S. Miguel


Uma das várias pontes medievais que, nos arredores de Bragança, permitiam a circulação entre as margens do rio Fervença dá pelo nome de ponte de Palhares. Situa-se a jusante da cidade, a poucas centenas de metros do núcleo acastelado.

Hoje estará engolida pela vegetação e não terá qualquer serventia e interesse já que a rede viária da zona foi completamente alterada no último século. Mas tem interesse histórico e concretamente do ponto de vista da história dos marranos de Bragança.

Por esta ponte se acedia à quinta de Palhares, sita na margem direita do Fervença. E é sobre esta quinta que vamos falar, recuando aos anos de 1725 e a partir de informações obtidas no processo nº 7630 da Inquisição de Lisboa.
Pertencia então a quinta de Palhares a um cristão-novo de Bragança chamado André Lopes da Silva, certamente um dos homens mais endinheirados da terra e um dos poucos que se passeavam de sege pelas ruas da cidade.

LINHA DO SABOR - Ponte do Pocinho (1909)

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TORRE DE MONCORVO -1985 .Finalmente uma mulher

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Semanário "TEMPO" de 20 - 12- 85
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MÓS - ANTIGA VILA MEDIEVAL

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TORRE DE MONCORVO - 7 de Julho de1972

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TORRE DE MONCORVO 1936/37

Foto e texto enviados pelo amigo Camané .

                                            

Fotografia da Associação Académica de Torre de Moncorvo.Primeira equipa de futebol conhecida em Torre de Moncorvo, cedida pela filha do Sr. António Alberto Campos, Dª Manuela Menezes. Foi-me dito que na altura o Sr. Horácio Morais (mais conhecido por Horácio Espalha) queria fazer um clube com os mesmos estatutos da Académica de Coimbra.

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domingo, 19 de Outubro de 2014

Zeca Afonso em Coimbra - Maio de 1983

Zeca em Coimbra- Maio 83 - Lado B
Em 1983 a Câmara Municipal de Coimbra homenageou Zeca Afonso. Eu tinha acabado de dirigir a produção da série “Tempos de Coimbra” para a RTP 1 e editado uma colecção de seis discos com o mesmo titulo. Eram 80 anos do Fado de Coimbra. O Presidente da Câmara, dr.  Mendes Silva ,pediu-me para gravar e editar esse momento histórico.31 anos volvidos, partilho esta jóia rara da música portuguesa.

Leonel Brito.

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Torre de Moncorvo - Foz do Sabor


Lamego: Audioguia do Museu em tablets e smartphones

O Museu de Lamego aderiu à plataforma nacional Audite (audioguias online), que permitirá aos visitantes descarregar o audioguia do museu para o seu smartphone ou tablet e, ao seu ritmo, fazer visitas orientadas.
Disponível a partir de abril, o audioguia é uma ferramenta essencial para quem quer saber mais sobre o museu e obras de arte de maior relevo que possui.
Para ter acesso, basta descarregar a aplicação no Google Play, aceder gratuitamente aos conteúdos e usá-los durante a visita, mesmo que não tenha ligação à internet.

O audioguia do Museu de Lamego está disponível em português, inglês, francês, castelhano, alemão e italiano.

Fonte : Lusa

VISCONDE DE VILLA MAIOR :"Podemos chamar-lhe DOURO SUPERIOR"

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TORRE DE MONCORVO - 1913

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TORRE DE MONCORVO -I971/1972

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Foto enviada pelo Camané
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TORRE DE MONCORVO - RIO SABOR

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