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quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Romaria secular - Santo Antão da Barca ,por Virgínia do Carmo (Álbum de Memórias)


O eremita Santo Antão é o santo da devoção dos milhares de pessoas que todos os anos, em Setembro, acorrem ao santuário localizado num vale profundo, junto ao rio Sabor, ladeado por margens íngremes, território de três concelhos diferentes.
Uma romaria que traz a memória de lendas e milagres relatados pelos fiéis.
Nenhuma pessoa viva pode precisar quando começou a devoção a Santo Antão da Barca, cujo santuário é ainda hoje palco de uma romaria que junta num vale profundo, dividido pelo rio Sabor, a seis quilómetros de Parada, freguesia do concelho de Alfândega da Fé a que pertence a capela, milhares de pessoas todos os anos, no primeiro fim-de-semana de Setembro.
Para lá vão dois caminhos, um que parte do lugar de Sardão, no concelho de Alfândega da Fé, e outro de Meirinhos, no concelho de Mogadouro, fazendo ainda fronteira com a ermida as freguesias de Carviçais e Felgar, do concelho de Torre de Moncorvo.
Os crentes, esses vinham outrora de todas as aldeias circundantes num raio de distância significativo, e hoje talvez mais reduzido, desde Carviçais a Castro Vicente, de Mogadouro a Vila Nova de Foz Côa.
Hoje em dia, os carros descem ao vale, através de um caminho íngreme mas possível até para os veículos sem tracção, e o regresso, por isso, acontece mais cedo. Mas em tempos, era a pé ou de macho que o percurso de cerca de sete quilómetros a partir do lugar de Sardão era feito. E o regresso, esse só acontecia ao romper da aurora do dia seguinte, como recorda a senhora Guilhermina, de 76 anos, uma das poucas que ainda habita no lugar de Sardão. "Havia dois caminhos", recorda, "um para os machos e outro para as pessoas". "Vínhamos por volta do meio-dia", prossegue, e quando lhe perguntamos se era uma boa oportunidade para "engendrar" namoricos, responde prontamente que sim. Afinal, tratava-se de uma oportunidade rara de convivência um pouco mais prolongada entre rapazes e raparigas. Por todos os cantos se viam "a conversar", diz a D. Guilhermina.
Os preparativos para a romaria começavam a ser providenciados com uma semana de antecedência.
 O tempo, depois da missa e da procissão, que já há muitos anos segue por um arruamento aberto exclusivamente para o efeito, era passado a dançar e a cantar quadras, algumas delas feitas para a ocasião, mas que a D. Guilhermina já não consegue repetir na íntegra. Os homens jogavam "ao ferro", lembra, e havia ainda animação musical. Bandas, diz, chegavam a ser "três ou quatro". À noite, ninguém dormia, a não ser as crianças, que acabavam por não resistir ao cansaço e eram então deitadas em mantas, ao relento.(Continua nos comentários)

Torre de Moncorvo - Tempo de férias XXXI

Rio Douro entre a Foz do Sabor e a Lousa



Santo Antão da Barca, em Alfândega da Fé - festa no novo Santuário

Alfândega da Fé Festa de Santo Antão estreia novo santuário deslocado pela barragem do Sabor
Os devotos de Santo Antão da Barca, em Alfândega da Fé, no Nordeste Transmontano, vão estrear no primeiro fim de semana de setembro um novo santuário, deslocado pela barragem do Baixo Sabor num processo único em Portugal.

Desde 2011 que a tradicional festa e romaria anual foi desviada das margens do rio Sabor para a aldeia de Parada, devido às obras de transferência do santuário, que ficará submerso pela albufeira da barragem do Sabor, para um local mais alto, a cerca de um quilómetro do sítio onde foi edificado há três séculos.
O processo envolveu a trasladação pedra por pedra da capela do Santo Antão e a construção de infraestruturas idênticas às antigas e novos equipamentos que os devotos vão ficar a conhecer a 06 de setembro.
O novo santuário vai acolher a festa tradicional que este ano tem o programa adicional da inauguração do novo espaço, que ainda não está completo, mas tem já condições para a realização da romaria, como disse hoje à Lusa a presidente da Câmara de Alfândega da Fé, Berta Nunes.
De acordo com a autarca, na capela faltarão ainda os frescos descobertos nos trabalhos de trasladação e que estão a ser recuperados.
Este conjunto vai integrar a rota turística cultural que a Câmara Municipal quer desenvolver no concelho, a rota "Pinturas da Fé", um projeto que vai permitir visitar as pinturas murais a fresco e outras técnicas de decoração murária em várias freguesias.
Para concluir o novo santuário do Santo Antão faltará ainda também a construção da praia fluvial que existia no antigo santuário e que, segundo a autarca, faz parte dos compromissos da EDP.
A presidente da Câmara adiantou que o novo santuário dispõe, além dos espaços religiosos, de um restaurante, alojamento local, um pequeno museu, e das memórias do local de culto e do rio que o envolve.
A autarca acredita que o novo espaço será uma oportunidade para o turismo religioso, da natureza e náutico nesta zona do Nordeste Transmontano.
Ainda assim, a inauguração será feita com "o problema do acesso ao santuário, que não é funcional" e que foi feito pela Ascendi, a concessionária do IC5, uma das novas estradas transmontanas que atravessa o concelho de Alfândega da Fé.
"Nós nunca concordámos com aquele acesso, mas eles foram-se embora e não resolveram o problema que estamos agora a tratar com a EDP e a Estradas de Portugal", explicou.
O novo santuário será benzido no dia 06 de setembro pelo bispo da Diocese de Bragança-Miranda, José Cordeiro, e fica no cimo de uma colina, no local conhecido como sítio do Rebentão.
"Replica a mesma relação com a água e a mesma orientação espacial, embora a uma cota mais elevada", de acordo com os responsáveis.
Desde que foi suspensa a barragem do Côa, na década de 1990 e apresentada como alternativa a do Sabor que os devotos do santo Antão da Barca se viram confrontados com o dilema de a albufeira "afogar" o santuário da sua devoção.
Necessitavam da barragem, mas não queriam desagradar ao santo, pelo que propuseram que o santuário fosse transferido para outro local, o que a EDP aceitou.
A transferência está quase concluída, assim como a barragem do Sabor, no concelho vizinho de Torre de Moncorvo, cuja albufeira deverá começar a encher definitivamente em breve.

 Fonte: LUSA

terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Trás-os-Montes - entre Açoreira e Urros

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (26/08)

26.08.1897 – Nota da Caderneta de Lembranças: - no Felgar o Domingos da Queijas, deu um pontapé á Mulher que a matou, e andava grávida.
 26.08.1942 – Ofício do regedor da Cardanha para o administrador do concelho de Moncorvo: - Acuso a recepção do aviso oficial de Vª Exª a comunicar-me a sua exoneração ou demissão do cargo de administrador e cumulativamente de presidente da câmara. Não estranho o procedimento de Vª Exª tão manifestamente revelador, na despedida, daquela gentileza e elegância cívicas para com a autoridade que, apesar de tão honrada, distinguida e considerada pela actual organização política do Estado Novo, é contudo e por nosso mal continuará a ser, aquela base real sim, mas ainda tão diminuída e odiada na autarquia local.

Cardanha - 2010
Eu recebi e sempre cumpri as ordens de Vª Exª com isenção e desvelo porque sempre o considerei um digno representante do poder central da actual situação política, a qual Vª Exª, sem dúvida alguma, tão inteligentemente e tão abnegadamente significou ou representou neste concelho durante quase 3 anos. Certo que Vª Exª e nós, humildes regedores das freguesias deste concelho nunca tivemos outro desejo senão cumprir com dedicação e desinteresse as funções de que fomos investidos soberanamente por quem de direito, visto que elas nunca colidiram também ou se opuseram, parece-me a mim, nem aos interesses do concelho nem ainda aos interesses da comunidade geral da nação que o estado Novo tão nobremente, tão inteligentemente e tão fielmente tem sabido defender e honrar.
Nunca é demais repeti-lo: acima de tudo o bem comum, a nação. Tudo pela Nação. Foi este, parece-me a mim, o verdadeiro princípio que norteou a Vª Exª durante a curta estadia nos cargos que o estado Novo lhe confiou.
Com os protestos da minha maior consideração e respeito… Casimiro Augusto Valente.
António Júlio Andrade

Queijo Terrincho - DOP



"Queijo Terrincho", o queijo curado, de pasta semidura, ligeiramente untuosa e com alguns olhos, branca e uniforme, obtido por esgotamento lento da coalhada, após a coagulação do leite cru de ovelha da raça Churra da Terra Quente (terrinchas), estreme, por acção de coalho animal.
"Queijo Terrincho Velho" , o queijo curado a 90 ou mais dias, de pasta dura, untuoso, com alguns olhos, amarelada, crosta de cor vermelho, obtido por ser untado com colorau ou massa de pimentão, sendo conhecido também por Queijo Terrincho Apimentado.
Características:
  • Queijo Terrincho - DOP - queijo curado, de pasta semidura, com teor de humidade de 55 % a 63%, referido ao queijo isento de matéria gorda e com um teor de matéria gorda de 45 % a 65 %, referido ao resíduo seco;
  • Queijo Terrincho Velho - DOP - queijo curado, de pasta dura, com teor de humidade de 35 % a 55 % referido ao queijo isento de matéria gorda e com um teor de matéria gorda de 45 % a 60 %, referido ao resíduo seco.

Barragem dos Pisões

A barragem do Alto Rabagão também conhecida por Barragem dos Pisões está localizada no concelho de Montalegre distrito de Vila Real e é alimentada pelo rio Rabagão, foi concluída em 1964, têm uma altura de 94m e um comprimento de coroamento de 1.897 metros, tem uma capacidade de descarga máxima de 500 m³/s.
A sua albufeira possui uma área de cerca de 2.200 hectares

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Barragem_do_Alto_Rabag%C3%A3o

RELEVOS

Caros leitores do "Farrapos", é com muito gosto que vos deixo o presente convite.

Até breve.



segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

ZULMIRA MORREU 16: METADES



Zulmira morreu antes do meio-dia de uma segunda-feira. Uma segunda-feira partida ao meio pelo descuido de Zulmira, que decidiu desfazer o seu novelo de expirações até ao fim quando a malha da vida estava pela metade. Ou não.
Em pequena havia perdido a sua melhor amiga. Dava por si muitas vezes a pensar e a perguntar-se como se mede o tamanho de uma vida. Se pelo número de dias, se pela quantidade de momentos felizes. Ou seria pelos beijos que se dão, pelos amigos que se fazem, pelos filhos que se têm? A sua melhor amiga vivera tão pouco que nem metades serviam para explicar as proporções da sua existência.
Zulmira perdera a nitidez desse tempo antes que ele tivesse terminado. Talvez a memória, por vezes, queira poupar-nos do que não podemos entender. Mas a dor ficara. Aquela dor esboroada, sem contornos, que Zulmira não sabia onde começava. E duvidava que houvesse um lugar ou um tempo que pudesse servir-lhe de fim. A perda irreparável de um ser.
Lúcia.
Houve noites em que só aquele nome entrava nos sonhos de Zulmira. E dias em que toda a sua existência consistiu desse nome escrito nas folhas brancas do caderno da escola. Nada mais cabia em si. Só a dor de um nome. O ruído de três sílabas a bater desesperadamente nos vidros da janela do seu quarto. O comprimento de três sílabas a ocupar os corredores da sua casa. A opacidade de três sílabas a pousar sobre todas as alegrias do mundo.
Zulmira não estava certa do dia da semana em que se estava, ou do tempo que fazia na manhã em que Lúcia não apareceu para ocupar o lugar na carteira, ao seu lado. Nem sabia quantos metros correra nessa tarde para ir saber da amiga. Não sabia, também, que roupa trazia vestida, que sapatos usava, como apanhara o cabelo. Já nem se lembrava como tropeçara e esfolara o joelho direito. Nem tinha a certeza se teria sido o direito. Talvez a memória, por vezes, queira poupar-nos da clareza das coisas como se a confusão pudesse afastar-nos da verdade. Zulmira perdera até a memória do rosto da mãe de Lúcia ao abrir a porta de casa. Sobe, Zulmira. Ela está no quarto. Terão sido estas as palavras?
Lúcia estava deitada como se a esperança de repente fosse um milagre distante. Zulmira percebeu que Lúcia estava muito doente. Não percebeu com o entendimento, percebeu com o coração, incapaz agora de reconhecer nas mãos quietas da amiga outras linhas que não as da tristeza. Percebeu que tudo doía a Lúcia. Percebeu que o seu corpo, de um momento para o outro, passara a pesar-lhe. 
Zulmira não se lembrava já de quantos dias haviam passado até que os olhos de Lúcia desaprenderam o gesto de despertar. O único detalhe definido era aquela certeza de que uma amputação sem anestesia lhe levara os significados de tantas palavras. Andou com um buraco no lugar das coisas vivas durante muito tempo. Não se lembrava já quanto. Dor, apenas. Dor. A dor que agora deixaria em herança aos seus filhos, numa segunda-feira partida ao meio. Mais tarde também eles haveriam de perder a memória do dia da semana em que tudo acontecera.

Virgínia do Carmo 

sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Freixo de Espada à Cinta - Estação Ferroviária



MEMÓRIAS DO FELGAR


Luz ao fundo do túnel para o Moncorvo

Luz ao fundo do túnel para o Moncorvo
Aos 59 anos, Basílio Lázaro está a ponderar avançar para a presidência do Grupo Desportivo de Moncorvo, depois de não ter aparecido qualquer candidato nas duas assembleias gerais já realizadas.
Dirigente no clube há vários anos, acompanhando José Aires, Basílio Lázaro é natural de Peredo dos Castelhanos, onde integra o executivo da União de Freguesias de Urros e Peredo.
 Fonte: http://www.mdb.pt/noticia/luz-ao-fundo-do-tunel-para-o-moncorvo-2942

Torre de Moncorvo - Tempo de férias XXX

Quinta das Aveleiras

TORRE DE MONCORVO - 1974 a 2009

 OS ALUNOS DO CICLO E DA ESCOLA INDUSTRIAL SÃO QUASE UM TERÇO DA POPULAÇAO DA VILA

Sede de um concelho potencialmente muito rico, Torre de Moncorvo (ou só Moncorvo, como se lhe ouve chamar no dia-a-dia) atravessa um momento peculiar da sua história. Bloqueada a vários níveis, a vila é hoje testemunho de uma vaga de fundo trazida pela maciça emigração dos últimos anos e que actua por três formas principais: despovoando as zonas rurais e marcando aí a ferro a agricultura; enviando regularmente divisas, aplicadas na compra de propriedades, em outros investimentos ou em depósitos bancários a prazo; e possibilitando a escolarização, não já primária mas secundária, de centenas de filhos dos trabalhadores ausentes. «As aldeias invadiram a vila» – comentou para mim Leonel Brito, moncorvense radicado na capital e meu companheiro de uma semana de reportagem andarilha, quando fizemos o ponto à situação. Eis uma visão do problema menos expeditiva do que poderá parecer, e talvez venhamos a confirmá-la parcialmente na série de textos aqui iniciada.
Em 1960 o concelho tinha 18741 habitantes. Dez anos depois da população descera para 13494. Quanto à vila-sede, houve também decréscimo, embora não tão acentuado: 2689 residentes segundo o censo de 1960 transformaram-se em 2325 de acordo com os dados de 1970, baseados numa estimativa a 20 por cento (sujeita a restrições, conforme advertência expressa do I.N.E.). Quer dizer que o êxodo afectou preponderantemente as aldeias, onda há inúmeros casos de famílias que emigraram na totalidade – pais, filhos, parentes próximos.
Estes emigrantes voltarão, não voltarão? Num outro texto daremos eco às duas hipóteses. Para já a agricultura ressentiu-se com a ausência, ao ponto de vermos trabalhar quase só mulheres, homens idosos e jovens à espera da convocatória para o serviço militar. As «jeiras» (jornas) subiram, já não se pagam 10$00 ou 20$00 por dia com era prática de anos atrás: quem quiser dois braços tem de oferecer por eles muito mais do que essa verba exígua; se os arranjar é feliz.
Ausentes, os emigrantes mandam dinheiro (ou carregam-no consigo nas férias do Natal ou do Verão) para aplicar na compra de prédios rústicos, na aquisição de títulos de férias, na construção de casas – algumas na vila –, na educação dos filhos que deixaram em Portugal.
«Isto esteve mais cheio de dinheiro do que está agora» – disse-me um comerciante da vila –, «mas mesmo assim não anda mal.»
Andou melhor até que há um ou dois anos, termo visível de um eldorado; a regressão dos envios de divisas parece hoje um facto consumado e explica-se pela crescente atracção exercida por oportunidades de investimento nos países para onde marcharam os emigrantes, França e Alemanha Federal à cabeça.
«Os tipos desataram a comprar andares em França» – lamentou-se um homem que ainda no verão de 1973 lidou com centenas de contos da emigração. - «É a mania dos étages…»


In TORRE DE MONCORVO

Março de 1974 a 2009
De Fernando Assis Pacheco ,Leonel Brito, Rogério Rodrigues
Edição da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo



A. M. PIRES CABRAL - A MINHA IDA À GUERRA

                                                     
O título deste testemunho é brincado, já se vê. Inspira-se num texto de uma comicidade delirante, interpretado há umas décadas pelo grande Raul Solnado. E não se aplica de todo ao que tenho para dizer ― a menos que por ‘guerra’ se entenda o desconhecido e o desproporcionado às minhas forças e capacidades. Porque, de resto, foram três anos mais ou menos pacíficos os que passei em Torre de Moncorvo, dividido entre o trabalho, as pescarias na Ribeira da Vilariça e as tertúlias do Café do Sr. Basílio (não sei se tinha outro chamadoiro o Café).
Releve-me pois o Leitor a impropriedade do título.
  1. Quando, aos 30 anos de idade, fiz o Exame de Estado na Escola Comercial Oliveira Martins, no Porto, fiquei na expectativa de poder concorrer a um lugar de professor efectivo, mal se ajeitasse ocasião, e estava longe de pensar que, pouco tempo depois, receberia um convite para dirigir a Escola Industrial de Torre de Moncorvo, com a Escola Preparatória Visconde de Vila Maior a reboque. Fiquei uns momentos, como se costuma dizer, como o tolo no meio da ponte: sem saber o que fazer. Mas logo depois, na alegre inconsciência e arreganho dos 30 anos, respondi que sim. E a minha vida deu uma reviravolta ― a primeira de várias outras que tem dado depois disso e continua a dar.
    Director pois, com 30 anos apenas. Não exigirá muita imaginação ao Leitor sensato adivinhar que me meti em sarilhos para os quais não tinha qualquer preparação nem experiência. Mas asseguro-lhe, Leitor, que fiz tudo para superar as lacunas originais e creio ter levado lá o calhau ― modo de dizer, não ter feito totalmente figura de urso. Tive aliados, bem entendido. Por um lado, a relativa pequenez das escolas a dirigir (para pequena nau, pequena tormenta, como se sabe). Por outro lado, o encontrar já feita uma equipa de funcionários de grande qualidade humana e profissional, a começar pelo Chefe de Secretaria, Sr. João Mário Ferreira Leandro, de uma competência notável, que me serviu de pára-raios em mais de uma situação. A eles me amparei, e também a alguns professores que vinham já do anterior e constituíam um corpo docente em quem podia confiar. Depois, a facilidade de que me prevaleço de conseguir uma relação afectiva com toda a gente (descontada aquela que não quer relações com ninguém) fez o resto. Creio ter dirigido a barca com equilíbrio e bom senso, tirante alguns sobressaltos pelo meio de que não vale a pena falar, para não remexer em feridas que já sararam há muito.
    Os acontecimentos de 25 Abril de 1974, porém, iriam pôr termo ao meu directorado. Vinha a caminho a chamada gestão democrática, que varreria para sempre (para sempre?) das escolas a gestão autocrática, mesmo quando esta fosse ― e julgo que era o caso ― o mais democrática que podia ser naquele tempo. (Lembro que eu devia ser o único director do país que assinava o jornal República e a revista Seara Nova, na época os periódicos mais acirrados contra o jugo do Estado Novo.) Como entretanto tinha concorrido a professor efectivo em Vila Real, e obtido provimento, não me restava mais do que despedir-me de Moncorvo e rumar ao meu novo destino. Foi uma segunda reviravolta.
  2. Não me queixo. Lei é lei, democracia é democracia e (como dizia o outro) o pior sistema político com  excepção de todos os outros. Mas dá-me algum conforto pensar que a minha acção como director  mereceu algum apreço, como provarei em seguida.
          Em 6 de Maio de 1974, começavam a rugis as turbulências do PREC, circulou na escola uma                       convocatória policopiada (de que guardo ciosamente um exemplar) com o seguinte texto:

Amigo e Camarada

"Páginas de Caça na literatura de Trás-os-Montes"

Acaba de me chegar às mãos este livro "Páginas de Caça na literatura de Trás-os-Montes" com selecção de textos e organização de A.M. Pires Cabral. Saiu a público há poucos dias. Já o li, ainda que em diagonal, e tem textos preciosos além de especificidades vocabulares e linguísticas que são nossas. O livro divide-se em sete capítulos: Caçar; Caçadores;Histórias de Caça;Cães; Lobos; Outras caças; Caça Miúda.

Serão Miguel Torga e Camilo Castelo Branco os que mais participam nesta colectânea. Mas vale a pena recordar outros nomes que aqui escrevem: Fausto José, António Cabral, Sousa Costa, Pre Domingos Barroso, Salvador Parente (indispensável a leitura dos provérbios transmontanos deste velho padre de Vila Real, nota minha), João de Araújo Correia (quase obrigatório ler os contos deste João Semana da Régua, nota minha), A. M. Pires Cabral, Bento da Cruz, Vaz de Carvalho, Ângelo Sequeira, Domingos Monteiro (tem uma novela, O Crime de Simão Bolandas , que se passa no Peredo, nota minha) João de Deus Rodrigues, Manuel Vaz de Carvalho, Dr. Ferreira Deusdado, Mello Junior, Montalvão Machado, Cristiano de Morais, Guedes de Amorim Fernando Mascarenhas, António Fortuna, Gil Monteiro, Pina de Morais.
Escreve A. M. Pires Cabral na sua nota introdutória: "Hoje em dia não há terrinha por esse país fora que não seja ou queira ser capital de qualquer coisa. Não precisamos de sair do âmbito de Trás-os-Montes e Alto Douro: Vila Pouca de Aguiar capital do granito, Vinhais do fumeiro, Valpaços do folar, Vila Real do automobilismo, Mirandela da alheira, Armamar da maçã, Resende da cereja, Vila Nova de Foz Côa da arte rupestre, Freixo de Espada à Cinta da amendoeira florida..."
Pires Cabral reivindica para Macedo de Cavaleiros a capital da caça. Já seria tempo de Torre de Moncorvo reivindicar o título de a capital do ferro.
Não ponho a capa do livro porque o meu saber informático não dá para tanto. De qualquer modo na próxima semana estarei em Moncorvo e levarei o livro. Pretendo falar com o Emílio Cardanha para saber até que ponto aceita a colocação de alguns livros de temática transmontana (inclusivè este) na sua papelaria. Vale.

Rogério Rodrigues

In Torre de Moncorvo in blog,15 /02/09


Páginas de Caça na Literatura de Trás-os-Montes

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Dia Mundial da Fotografia - "ROSTOS TRANSMONTANOS" (Beatriz "Marruca")

Foto de Paulo Patoleia

Nobreza no rosto. Uma figura da Renascença. Um Velásquez fotógrafo. Um rosto transmontano. Uma mulher do povo. A representação natural. O orgulho contido no olhar.
A identidade de uma região. A cumplicidade entre artista e modelo. Um quadro sem moldura. A rua como um salão .Um medalhão. Uma homenagem à MULHER. Não são farrapos, é uma colcha de seda .É a Maria da Fonte do Patuleia e nossa.

Leonel Brito

CELEBRANDO A PALAVRA



                           
                         




Torre de Moncorvo - Tempo de férias - XXVIII

Rio Douro entre a Foz do Sabor e a Lousa.

Morgade,Montalegre


Andou muitos anos anexada, bem como Negrões, à; freguesia da Chã;: as três constituíam uma Comenda do Convento de Santa Clara de Vila do Conde. O fortalecimento das regras primitivas e da reforma contra a lassidão em que haviam caído os frades, levados a peito, ao longo do século XVI, originou um grande movimento de apoio das populações, no plano espiritual e no plano material, que as levaram a construir mosteiros e capelas. Vem daí a devoção dos morgadenses a São Domingos de Gusmão, revelada na edificação da sua capela e dos vilapontenses que lhe dão lugar de honra no altar-mor da sua Igreja.. Era o comungar desta gente barrosã com os princípios da pobreza voluntária dos monges pregadores, também chamados mendicantes, os frades dominicanos (e os franciscanos) cuja glória mais significativa foi São Tomás de Aquino. E já que falamos de Santos não ficava nada mal – era até um acto de justiça – que os de CarvalhaisCarvalhais devolvessem à sua Capela o orago primeiro que foi São Tiago, conforme muito bem expressa a nossa variante barrosã da belíssima lenda dos Sete Varões Apostólicos.
LER MAIS: http://www.cm-montalegre.pt/showFreg.php?Id=16

TORRE DE MONCORVO - ILUSTRES (VIII)

Afonso Marcolino Ferreira nasceu por 1888 em Torre de Moncorvo. Aquando da implantação da república trabalhava como ajudante de escrivão de direito. É tido como um dos históricos republicanos de Moncorvo, acaso o mais persistente e interventivo de todos na vida política, social e cultural da terra. De concreto sabemos que foi eleito secretário da comissão concelhia do partido republicano democrático em 1921, cargo que ocupou por toda a vida. De ajudante de escrivão passou a solicitador, com escritório aberto na praça municipal. Aliás, este escritório seria a verdadeira sede do partido, como foi também a sede da oposição democrática em tempos do estado Novo e sede concelhia das candidaturas de Norton de Matos e Humberto Delgado, esta já depois da sua morte. O sr. Afonso foi, sem dúvida, em Torre de Moncorvo, a cara da oposição à ditadura. Nele confiavam os ilustres (como resulta da carta que acima publicamos de Matos Ferreira) e os humildes E até gente do regime salazarista, como o regedor da freguesia do Castedo, José Luís Correia que, em 5.2.1949, a ele dirigia esta singular missiva: - Meu exº amigo, sr. Afonso. Os meus respeitosos cumprimentos. Duas linhas apenas para lhe dizer que o Armindo Moreira recebeu ontem uma carta do dr. Noronha, vinda daí para mim oficialmente, como regedor, fechada dizendo no ofício que a entregasse imediatamente ao destinatário, o que fiz. Segundo me disse a esposa dele, a referida carta fala em mim, querendo que vamos falar com o dito sr. dr. Eu não quero ir, nem dar resposta nenhuma, sem o seu conselho. Guarde sigilo de tudo e dê resposta. Bem sabe quem eu sou, só tenho uma cara e um critério… O escritório de solicitador passou-o o sr. Afonso, anos mais tarde, para Adriano Emílio Fernandes. E passou-lhe também alguns livros. Entre eles o Livro de Actas das Reuniões do Partido Republicano Democrático, de Moncorvo. Devemos acrescentar que Emílio Fernandes foi digno herdeiro do livro e do papel de líder local da oposição democrática, dando a cara na campanha do general Humberto Delgado à presidência da república. Achou por bem depositar o mesmo livro nas minhas mãos, dois meses antes de falecer. Grande parte do seu conteúdo já aqui ficou exposto. Penso, no entanto, que ele merece ser publicado em edição fac-similada, para o que estou pedindo apoio e colaboração.

Excerto do livro HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO 1890 – 1926 , de António Júlio Andrade. Âncora Editora 

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Torre de Moncorvo - Tempo de férias - XXVII

Serra do Roboredo.Foto de Lb

Câmara de Vila Real preocupada com o Túnel do Marão

O presidente da Câmara de Vila Real mostrou-se esta segunda-feira preocupado com a situação do Túnel do Marão, que poderá sofrer um novo contratempo se a empresa Opway não conseguir apresentar novas garantias bancárias até terça-feira.
De acordo com notícias divulgadas pela imprensa, a construtora Opway Engenharia, do Grupo Espírito Santo (GES), tem que apresentar novas garantias bancárias até terça-feira para não perder a concessão das obras do acesso poente ao Túnel do Marão, que dizem respeito a 10 quilómetros.
A obra, inserida na Auto-estrada do Marão, que vai ligar Amarante a Vila Real, foi adjudicada por 29,5 milhões de euros. A Opway terá visto a garantia bancária cedida pelo antigo Banco Espírito Santo (BES) perder valor e terá que apresentar novas garantias bancárias. Sobre a questão da apresentação das garantias bancárias, a Estradas de Portugal (EP) apenas informou que “ainda decorre o prazo normal de entrega de documentação" por parte da Opway.
“É uma saga sem fim. Parece que, depois de três anos sem vontade política, agora a sorte também não tem acompanhado este processo. Vejo tudo isto com muita preocupação”, afirmou o autarca de Vila Real, Rui Santos (PS), à agência Lusa.
No entanto, o autarca disse ter  “muita esperança” de que “rapidamente seja resolvido” este contratempo e que a Opway consiga apresentar as garantias bancárias necessárias. Se tal não acontecer, a concessão será entregue ao segundo classificado do concurso público, um processo que não ocorrerá de imediato. Rui Santos disse ainda que espera que este atraso não ponha em causa a utilização das verbas disponíveis no actual quadro comunitário de apoio para esta obra, e que são cerca de 160 milhões de euros.
No final de Julho, a EP anunciou ter adjudicado as três empreitadas que vão permitir a conclusão total e a abertura ao tráfego em 2016 da Auto-estrada do Marão, obra que parou em Junho de 2011 e foi, dois anos depois, resgatada pelo Estado.
A execução do túnel de 5,9 quilómetros, em regime de conceção/construção, foi adjudicada ao consórcio Teixeira Duarte pelo valor de 88,1 milhões de euros, 20% abaixo do preço de referência do concurso. À Opway foi entregue a ligação Amarante-túnel e o acesso deste a Vila Real, também com 10 quilómetros, foi adjudicada ao consórcio luso-espanhol Lena/Agroman pelo valor de 28 milhões de euros.

Estas adjudicações representam um investimento total de 146,4 milhões de euros o que representa uma poupança de 57,6 milhões de euros face às estimativas iniciais. A EP prevê que o início das obras ocorra no mês de Setembro.
Fonte :http://www.publico.pt/local/noticia/camara-de-vila-real-preocupada-com-o-tunel-do-marao-1666868

Pequenas Memórias - “Que prémio de consolação! ” (V), por Júlia Barros Ribeiro

“Grande é a poesia, a bondade e as danças ... Mas o melhor do mundo são as crianças “
Fernando Pessoa


Quando vim para Leiria vivi na Avenida Ernesto Korrodi e só tinha duas famílias por vizinhança. Mas tinha o belíssimo castelo quase em frente, a GNR ao cimo, à direita e a PSP e Governo Civil ao fundo, à esquerda. Estava bem guardada, o que não evitou desacatos e que o meu carro fosse queimado no “verão quente“ de ’75. Mas isso seria uma longuíssima história e que nada teve de inocente.
Agora vamos a uma estorinha muito breve e, como lá diz o poeta “...o melhor do mundo são as crianças”, vou contar-vos uma estória de inocência.
Uma das nossas duas vizinhas era uma senhora viúva, pobre e doente, que acabou por falecer aos 45 anos. Tinha dois filhos gémeos da idade da minha filha, na altura com 4 ou 5 anos. Foram para a escola primária juntos e para o ciclo também. Para as brincadeiras, a que se juntava o meu filho, mais velho uns 3 anitos, juntavam-se ainda os miúdos da Rua das Olarias, uma quelha estreita e de casas muito pobres, para os lados de trás da GNR. No grupo, de umas dez crianças, a minha filha era a única rapariga. Nas brincadeiras: saltar ao eixo, jogar a bola, trepar às àrvores (havia um pequeno largo com 3 árvores entre a ninha casa e a da mãe dos gémeos) , a pequenita foi bem aceite pelos garotos porque, por um lado, ela era muito ágil e por outro lado, não tinha meninas com quem brincar. Ora, todos os rapazinhos queriam namorar com ela. Mas, para namorar, ela disse claramente que só gostava dos dois gémeos e os outros aceitaram a situação. No entanto, achavam um namoro estranho e perguntavam-lhe “Como é que namoras com os dois ?”, ela respondia: “Quando me zango com o João, namoro com o Carlos. Quando me zango com o Carlos, namoro com o João “. O meu filho, com uns 8 anitos, ria-se e dizia: “Ela ainda não percebe nada”.
Um dia, um miúdo mais espertalhote perguntou-lhe : “E quando te casares, como é que é?” E os gémeos perguntaram também: “E depois? Como é que é? “ Aí é que a garotinha ficou sem resposta. Deve ter pensado longo tempo e, passados dois dias, pediu-me papel de carta e um envelope. A coisa era formal! Forneci-lhe o material pedido e confesso que fiquei intrigada.
Meteu-se no quarto, encostou a porta, perguntei-lhe do corredor se precisava de ajuda e respondeu um seco: “Não”. Uma horita depois deu-lhe a fome e veio lanchar. Os parceiros já estavam no larguinho todos a jogar a bola. Comeu e correu para a brincadeira. A sua importantíssima tarefa estava esquecida.
Fui espreitar ao quarto. Em cima da mesinha, a folha de carta estava escrita e o envelope endereçado. Era para o João. Dizia:
“João, eu gosto muito de ti. Mas gosto mais do Carlos e vou casar com ele. Não fiques triste, porque depois vais ser meu cunhado”.
Deixei tudo como estava e pensei: “ Que prémio de consolação! ”.

Júlia Ribeiro, 2011-08-21

Torre de Moncorvo - Tempo de férias - XXVI

Fotografia de Filipe Calado.

PRIMEIRA REPÚBLICA - MINISTROS DE MONCORVO



Na foto de cima : Francisco A. Correia ,natural da Foz do Sabor;na foto de baixo,Lopes Cardoso,natural de Moncorvo.

LINHA DO SABOR - ÁLBUM DE MEMÓRIAS


A primeira fotografia foi enviada por Francisco Moura, cedida por um habitante de Carviçais; a segunda foi cedida por José Sobral.

António Manuel Ribeiro,vocalista dos UHF, e o Grupo ALMA DE FERRO

Fotografia enviada pelo Camané

Nova colecção de selos integra Catedrais da Diocese de Bragança-Miranda

D. José Cordeiro manifesta “alegria” por ver património da diocese a integrar a colecção filatélica e sublinha tratar-se de “uma oportunidade para divulgar o bom e belo património”, realçando que “a diocese de Bragança-Miranda tem uma história com muitas vicissitudes”. Desde 1545 até hoje, teve “três catedrais”.
“Há muitos tesouros escondidos nesta diocese e que pouco a pouco se vão revelando”, nota o bispo, adiantando que, em relação à Catedral de Bragança, é intenção da diocese “dar-lhe um outro rosto de arte, de cultura, torná-la mais bela, para que seja também lugar de peregrinação e lugar de turismo”.
D. José Cordeiro explica que “a palavra 'catedral' vem de cátedra – o lugar que dá nome à igreja - e onde o bispo exerce a sua missão de ensinar segundo o Evangelho de Jesus Cristo”.
“Não é que seja mais ou menos que as outras. É simbolicamente o lugar da comunhão, da unidade. É como que a Igreja mãe que reúne em seu torno todos os lugares, todas as pequenas igrejas, para nos sentirmos uma só e mesma Igreja”, realça o prelado.
A emissão filatélica “Rota das Catedrais” entra em circulação esta segunda-feira.
É intenção da diocese de Bragança-Miranda avançar com outras rotas, integrando a Basílica de Outeiro, as igrejas de Moncorvo, de Freixo de Espada à Cinta, Algosinho, tantos “belos e significativos monumentos que são expressão da fé do povo do Alto Trás-os-Montes”, avança D. José Cordeiro.

Fonte : http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=159081

sábado, 16 de Agosto de 2014

Torre de Moncorvo - Tempo de férias XXV

Moncorvo e a aldeia da Lousa 

Freixo de Espada à Cinta quer transformar seda artesanal na sua imagem de marca


Freixo de Espada à Cinta //
Freixo de Espada à Cinta quer transformar seda artesanal na sua imagem de marca

A Câmara de Freixo de Espada à Cinta está apostada em revitalizar "a curto prazo" todo o ciclo de produção de seda em modo artesanal e fazer do produto a imagem de "marca e económica" do concelho nordestino.
O primeiro passo para a divulgação do produto passou pela criação de uma nova imagem corporativa do concelho, onde todo o material promocional e de divulgação que englobará um novo logótipo acompanhado da frase "Terras de Seda - Freixo de Espada à Cinta", apresentado ao executivo municipal na passada terça-feira. "A nova imagem corporativa assenta na produção de seda em modo artesanal, para assim mantermos viva esta atividade ancestral. Freixo de Espada à Cinta é o único território da Península Ibérica que obedece ao método artesanal", explicou a presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, Maria do Céu Quintas.

Torre de Moncorvo - Tempo de férias XXIV

Rio Douro entre a Foz do Sabor e a Lousa

POESIA DE LARA DE LÉON (Pseudónimo de Maria Idalina Alves de Brito)


ÉBRIO ENCANTAMENTO

Teu olhar é um poema cantado
meu amor. Primavera, sol e lua cheia,
encontram-te em quereres e tempo
ofuscado de ébrio encantamento no brilho
luminoso do dia bebido em madrugadas
doces e infindas e, na limpidez das nuvens
de deuses envoltos na alegria e paz
dos silêncios.

Meu amor! Meu amor!

És minha lua cheia, sol escaldante,
minha serena e fresca sombra.
És meu sal, meu mel, meu fel.
És minha amarga e doce esperança.

Meu amor! Meu amor!

És a beleza de instantes, carícia frágil
de eternos momentos. És a cega memória
de meigas palavras e, esta água límpida
que corre em crua ilusão de liberdade.

Meu amor! Meu amor!


2013.04.23

Ver :

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

CILHADES - 2014

Fotografia de Filipe Calado

Festival Carviçais Rock com cerca de 2500 visitantes

A aldeia transmontana de Carviçais, em Torre de Moncorvo, recebeu nos dias 11 e 12 de Agosto mais uma edição do Festival Carviçais Rock.
Após seis anos de interregno o festival regressou este ano com um cartaz recheado. Pelo palco passaram os The Gift, Blind Zero, Primitive Reason, Norton, Enchantya, Keep Razors Sharp, Namari, os Maquinistas, Dice N’Vice e Zona Zero.
Durante a madrugada a animação ficou a cargo do Dj Corey Smith+ Dj Giga e os Maquinistas Dj Set.
Nos dois dias passaram pelo  Carviçais Rock cerca de 2500 visitantes.
Segundo o Presidente da Junta de Carviçais, Francisco Braz, esta edição foi uma aposta ganha, pois o principal objetivo da organização era relançar o festival no panorama nacional dos festivais de verão.
Com o sucesso desta edição garantido a organização promete que o festival voltará no próximo ano com cartaz reforçado e novas condições para os campistas junto ao recinto.
O Festival teve um grande impacto socioeconómico na freguesia de Carviçais e no concelho de Moncorvo, nomeadamente na restauração e no alojamento.
Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 14 de Agosto de 2014

Luciana Raimundo

quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

Torre de Moncorvo - Tempo de férias XXIII

Rio Douro - entre a Foz do Sabor e Saião.
Fotografia de Leonel Brito
VER: https://www.facebook.com/lelo.demoncorvo/media_set?set=a.212819392104851.62639.100001303740645&type=1

Exposição “ Igreja Matriz de Torre de Moncorvo – Pormenores”

Exposição “ Igreja Matriz de Torre de Moncorvo – Pormenores” patente no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo
Está patente no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo até ao final do ano a exposição de fotografia “Igreja Matriz de Torre de Moncorvo – Pormenores” de João Costa.
A exposição foi inaugurada dia 9 de Agosto, estando presente o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, e o autor da exposição, João Costa, que falaram ao público presente.
Expostas estão 30 fotografias com pormenores da Igreja Matriz de Torre de Moncorvo e uma réplica da mesma.
O autor da exposição tem grandes ligações ao concelho de Moncorvo e faz da fotografia um hobby. A iniciativa é do Projecto Arqueológico e da Região de Moncorvo em parceria com o Município de Torre de Moncorvo.
Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 14 de Agosto de 2014

Luciana Raimundo       

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

TORRE DE MONCORVO - BARBEARIA ROCHA E PENSÃO REBOREDO

 

















Click nas imagens para aumentar.
A fotografia da barbearia foi cedida por Jorge Campos Macedo; a da Pensão Reboredo, por José M.Carreiro.