domingo, 20 de Abril de 2014

1975 - Domingo de Páscoa, numa aldeia transmontana.

Nesse Domingo de Páscoa, pela manhã, o Padre celebrou a missa às 9h, mas não teve autorização para sair com a procissão de Aleluia, uma vez que Valdemar mandou cancelar a cerimónia de Ressurreição e decidiu substituir essa demonstração da força do Espírito Santo por uma demonstração da força do Espírito da Revolução,uma espécie de advento para o aniversário do 25 de Abril.
In:"Mil Novecentos e Setenta e Cinco" de Tiago Patrício

Academia de Letras, PROGRAMA DE MARÇO na Rádio Brigantia- António Monteiro.



Academia de Letras, PROGRAMA DE MARÇO na Rádio Brigantia- António Monteiro.

Pode preencher  a ficha de Inscrição da ALTM AQUI

In:http://altm-academiadeletrasdetrasosmontes.blogspot.pt/2014/04/academia-de-letras-programa-de-abril-na.html

MONCORVO - 25 de Abril de 1979

Fotografia:N.M.F.D.S.

Adágios Populares

1- QUEM NÃO SEMEIA ,NÃO COLHE.
2-CADA QUAL COLHE O QUE SEMEIA.
3-A  CABRA E A AZENHA SÃO DE QUEM AS ORDENHA.

In "Torre de Moncorvo
Município Tradicional"
de Ilda Fernandes
Edição Lema d'Origem Limitada



Poço da Lamela - O Jornal de Maçores (I),por Ilda Fernandes

Era considerado a gazeta da terra, ali se discutiam todos os assuntos, se enterravam os vivos e se desenterravam os mortos.
Poço da Lamela
Era normal as mulheres irem semanalmente ao poço da lamela ou tanque público lavar a roupa, além desta função ficavam também informadas dos acontecimentos mais marcantes ocorridos no presente e passado.
Enquanto lavavam e com nomes não reais surgiam novidades do género:
A ti Caetana anda prenhada embaraçada e vai parir pelo S. João.
A Marina tirou toda a roupa do corpo para a lavar e ficou somente em combinação. Enquanto merendava debaixo da faia veio uma abelha e picou-a num beiço da chocha. Começou a inchar e a pobre criatura cheia de dores mal podia andar.
A Ti Ana do Burro mais o seu cãozito apareceram mortos de manhã porque foram apanhar sanchas aos pinhais do Vale dos Cerejais para a ceia e com certeza veio no meio delas algum míscaro venenoso.
O Ti Antóino mais o Ti Chico andaram à porrada com uma sachola, porque um andava a regar a horta com a água do ribeiro e o outro virou-lha sem lhe dizer nada.
A Ti Constantina foi a Ligares a levar a porca ao borrão. Ela ia atrás a enxotar o animal com uma giesta e o garoto dela ia à frente com um bacia de grão a chamá-la.

Nota de editor:sobre Ilda Fernandes,

FOZ CÔA - Alguns números

FONTES: Pordata e INE (Censos 2011).

MANQUINHO DA AÇOREIRA , por Rogério Rodrigues


Depois de abrir a imagem clique no endereço que se encontra no canto inferior esquerdo para a ampliar.
Os versos de autoria do Manquinho e a foto das três irmãs foram enviados por Paulo Patuleia .
Postado em 15/09/11

Bagaço de Leonel Brito


Bagaço from Leonel Brito on Vimeo.

sábado, 19 de Abril de 2014

ALFÂNDEGA DA FÉ - CONCERTO PÁSCOA 14


Moncorvo em Nanterre

Dona Dina Morais,embaixatriz da amêndoa coberta

Confrades e amigos


Macedo dos Cavaleiros - "Ls Mielgos" (Os Gémios)


TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (19/04)

19.04.1672 – Estando a nobreza, o clero e o povo de Moncorvo na igreja, “assentaram e determinaram todos uniformes que, porquanto todas as searas de pão semeadas no contorno desta vila tinham grande e inumerável quantidade de langosta e gafanhotos de que se esperava grandíssimo dano (…) assentaram tomar por principal defensor a um dos santos do calendário que por sorte saísse ao qual votavam e prometiam guardar seu dia de trabalho servil (…) e logo estando todos juntos em uma boceta os nomes de todos os santos do calendário (…) se achou o nome de S. Nicolau…”
19.04.1765António Gomes alcançou uma provisão do rei para lhe pagarem 200 mil réis cada ano (bela reforma!) por ter servido durante 25 anos como tesoureiro dos dinheiros da igreja matriz de Moncorvo, a qual tinha um rendimento que chegava aos 400 mil réis / ano.
19.04.1900 – Nota da caderneta de Lembranças: - foi hoje o primeiro dia que saiu o jornal semanal desta villa atitulado Torre de Moncorvo.
Este semanário foi fundado e era dirigido por Acácio Sousa Pennas, um homem que veio do Porto e instalou uma tipografia em uma casa do largo do general Claudino, com o patrocínio do dr. Ferreira Margarido. Apresentou-se como órgão oficial do partido regenerador de Moncorvo. Porém, a partir do nº 32, mudou de orientação, assumindo-se como um semanário do partido progressista e propondo-se combater “a matula vil e indecorosa dos sapateiros de Fozcôa e outros malandros das ilhas e das profundas do inferno que, como sanguessugas, se têm filado no corpo desgraçado do povo, sugando-lhe o sangue…”
António Júlio Andrade

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Participação do Município de Torre de Moncorvo na Feira de Nanterre foi um sucesso



De 4 a 6 de Abril o Município de Torre de Moncorvo esteve presente, com vários produtos regionais, na XI Edição da Feira de Nanterre, em Paris.

A participação do Município foi um sucesso a todos os níveis nomeadamente na adesão dos moncorvenses e transmontanos, quer na venda dos mais variados produtos regionais como vinhos, amêndoas cobertas, compotas, azeite, queijos e enchidos.
O stand da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo foi visitado pelo Cônsul Francês, pelo Presidente da Maire de Nanterre, pelo Director Central da Caixa Geral de Depósitos em França, pelo Diretor Regional da Caixa Geral de Depósitos de Paris e pelos vários agentes das agências da Caixa Geral de Depósitos.
Em representação da Câmara Municipal esteve presente na feira o Vice-Presidente, Victor Moreira.
Destaque ainda para o novo stand que foi considerado um dos mais bonitos da feira.
Com esta iniciativa pretendeu-se divulgar a marca Moncorvo e os produtos regionais a ela associados.
Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 17 de Abril de 2014
Luciana Raimundo


Adelaide Leonardo - A tecedeira




De nome Maria Adelaide Leonardo, filha de Adília do Céu Leonardo e Alfredo Augusto Leonardo, nasce no dia 28 de Novembro de 1930, na freguesia de Açoreira, 9 anos antes do início da 2.ª guerra mundial, que sucedeu à guerra civil de Espanha (1936_1939).
Adelaide, “Filha única”, assim ficando conhecida porque na altura as proles eram numerosas, logo, os meus avós ficarem apenas com uma filha era facto estranho para um povo habituado a que os casais rondassem os 5 ou 9 filhos, força de amor e de trabalho para sustento familiar. Contudo, única por força da genética e de recomendação expressa do Dr. João Leonardo, médico da família, que ao felicitar a minha avó pelo rebento, lhe afirmou, de forma categórica: “- Adília, nem mais um! Esta nasceu perfeitinha, mas os próximos… Nada o pode garantir, pois sabes bem que ambos são primos “carnais” (primos “direitos”)! A questão da consanguinidade falou mais alto e assim cumpriram religiosamente as recomendações recebidas.

TORRE DE MONCORVO - ASSIM NA VILA, COMO NA ALDEIA























Fotos: Arquivo Fotográfico Farrapos de Memória.

Publicado em Abril de 2011

Recordando Carlos Girão

Do livro de poesias "Relógio de Bolso", de Carlos Girão
Publicado em 10/10/2010
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TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (18/04)


Click na imagem para aumentar
18.04.1936 – O dr. Ramiro Salgado envia um ofício à câmara municipal de Moncorvo dando conta da fundação do Colégio Campos Monteiro – “uma iniciativa de interesse cultural que virá suprir uma das maiores necessidades da região”.

António Júlio Andrade



ADEGANHA -Tradições

FOTO : Lb

O 4º HOMEM,por Júlia Ribeiro

LARINHO -2011
Numa manhã, apresentou-se no edifício das telecomunicações de Moncorvo o encarregado do posto do telefone público do Larinho. Nem deu os bons dias.
O funcionário estranhou e disse : - Bom dia, vem com cara de poucos amigos.
- Que cara havia eu de trazer, se todos os meses fico roubado na conta do telefone?
- Mas fica roubado como? Quem é que o rouba?
- Sei lá? Os funcionários das telecomunicações são todos uns ladrões, uns vigaristas...
- Ora, então diga-me lá porquê .
- Ainda pergunta porquê? Ao fim do mês tenho um prejuizo enorme com o raio da posto telefónico.
- Isso é porque alguém telefona e não paga.  Pegue no papel que todos os meses lhe é enviado, verifique as contas e exija que quem telefona, pague .
- E de que me vale o papel e exigir ... Eles nem sabem ler e ainda ficam de  mal comigo. Só sei que todos os meses são cem mil reis ou mais que me saem do meu bolso p’ro catano do telefone.  Quero aquilo dali p’ra fora, já disse. E o mais rápido possível.
Dado o recado, desandou furibundo.
O Camané então conta:
- A minha equipa – dois colegas e eu -  estávamos a trabalhar na estação automática de telecomunicações no Felgar e recebemos um telefonema da central de Moncorvo para largarmos o que estávamos a fazer e irmos ao Larinho remover o telefone do posto público.
- Vá, sois vós quem está mais perto. Ide lá já e retirai o telefone. E nada de discutir com o homem, que ele estava furioso.
Largámos o trabalho, metemo-nos os três na Renault 4 e fomos ao Larinho.
- Então quer mesmo o telefone retirado?
 - Quero, maldita hora em que o deixei cá pôr.  Estou farto de ladroagem.
- Pronto, pronto, não se enerve. É p’ra já.
Retirámos os cabos , o telefone, o fiscalizador, enquanto o homem continuava a insultar a torto e a direito.
Quando regressávamos ao Felgar, ao cimo do povo, junto à capela de Santa Luzia, estava o presidente da Junta de Freguesia do Larinho que nos obrigou a parar e, como se fosse dono do mundo, berrou:
- Alto aí, rapazinhos. O que é que andastes a fazer? Donde vindes? (Em terras pequenas sabe-se tudo mais depressa do que pelo telefone).
- Nós vimos do posto público telefónico. Fomos retirar o telefone.
- E quem vos deu ordens para retirar o telefone?
- A ordem veio de  Moncorvo, porque o encarregado do posto público quer o telefone retirado de lá.
- Aqui quem dá ordens sou eu. Eu e mais ninguém.
- Nós trabalhamos para as telecomunicações e o resto não nos interessa.
 - Aqui só recebem ordens de mim e ... sei lá quem vós sois? Aproximou-se da janela do carro e o cheiro a vinho era de tombar para o lado.
- Quero os nomes de vós quatro.
- Quatro? Mas nós somos três.
- Sois quatro, que eu bem vos vejo. E não admito brincadeiras.
Nós éramos realmente três. Demos os nossos nomes que o presidente da junta do Larinho, com muito custo, foi escrevendo.
Depois meteu a cabeça no carro e apontou para um lugar no banco de trás:
- Aí tu, seu malandro, não queres dar o nome? Pois vais já para o chilindró.
Foi então que o Camané percebeu que o homem se referia ao aspirador que estava no banco de trás.
É que o Camané, num dos seus muitos dias de inspiração artística, havia desenhado dois olhos e uma boca no aspirador.
Se à pintura naïf juntarmos o palpite do Sr. Presidente da Junta de Freguesia do Larinho, encontramos o 4º homem.

Leiria, 17, Novº 2013

Júlia Ribeiro

Colégio Campos Monteiro - Acta da sua criação

Excertos da acta da câmara municipal ,de 18 de Abril de 1936, sobre a criação do Colégio Campos Monteiro .
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quinta-feira, 17 de Abril de 2014

PÁSCOA FELIZ !

Desejamos a todos os visitantes deste blogue uma Páscoa Feliz, com os produtos da nossa terra.

ENCOMENDAÇÃO DAS ALMAS

Contos no Terreiro ao Luar de Agosto,de Júlia Ribeiro (Biló)

Contos, histórias, poemas, lenga-lengas fazem parte do nosso património cultural imaterial. Será a parte  menos visível, mas nem por isso a menos rica. Penso que é um crime deixar que se perca. E seremos todos responsáveis por tal perda.
É  que aquelas histórias alimentavam o imaginário de gerações de pessoas – na sua maioria analfabetas – e constituíam uma forma de socialização extremamente importante. Eram também um código de normas de vida e de princípios morais.
Havia histórias brejeiras, picarescas, que divertiam. Os homens eram os contadores.
Por seu lado, as histórias das velhas tinham sempre um conteúdo muito denso, por vezes arrepiante, com o seu quê de religiosidade e de magia .
Ainda consigo ver  nitidamente  algumas das contadoras e a sua voz vive na minha memória. São estas vozes que, cada vez mais, se vêm impondo, implorando, exigindo não ser esquecidas. Elas sabem que esquecer é uma das formas mais eficazes de deixar morrer.
Júlia Ribeiro

Moncorvenses em Nanterre

Fotografia enviada pela C.M.Moncorvo

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Moncorvo - Álbum de memórias (Café Moreira)

Foto cedida por J.Barros

Moncorvo - AJUM


MONCORVO - Álbum de memórias

Fotografia cedida por J.Barros

Exposição do Concurso de Fotografia até 31 de Maio no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo

As fotografias resultantes do I Concurso de Fotografia promovido pelo Município de Torre de Moncorvo, estão expostas no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo até ao dia 31 de Maio.
A inauguração da exposição decorreu no 13 de Abril e na cerimónia estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Dr. Nuno Gonçalves e a Vereadora do Município, Eng.ª Piedade Meneses que procederam à entrega dos prémios e certificados.
No tema das amendoeiras o primeiro lugar foi atribuído a António Joaquim Fernandes, o segundo a Luís Miguel Lopes e o terceiro a Paulo Augusto Patoleia e foram ainda atribuídas duas menções honrosas a António Joaquim Fernandes e à Santa Casa da Misericórdia de Torre de Moncorvo.
No tema livre o primeiro classificado foi Luís Miguel Lopes, o segundo António Manuel Teixeira e o terceiro Fábio Alexandre Mota Pando. Nas menções honrosas foram distinguidas as fotografias de Luís Miguel Lopes e Paulo Augusto Patoleia.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 16 de Abril de 2014
Luciana Raimundo                                                                                               

terça-feira, 15 de Abril de 2014

RAQUEL SEREJO MARTINS NA POÉTICA



No dia 19 vamos estar à conversa com a autora Raquel Serejo Martins, a propósito do seu mais recente romance,"Pretérito Perfeito" (Editorial Estampa, 2013), que vai ser apresentado por Luísa Félix

Raquel Serejo Martins vive em Lisboa mas é transmontana, sendo natural de Vilarandelo (Vila Real). 
É também autora da obra "A Solidão dos Inconstantes" igualmente editado pela Estampa.

Sobre a obra Pretérito Perfeito:

"Pudesse toda uma vida caber num livro? Nestas páginas, assombradas pela inevitabilidade da morte, as memórias são o pretérito perfeito do verbo viver. Eu vivi, diz-nos a personagem principal desta autora, hábil na construção da narrativa, na forma como nos leva pela mão até ao fim, a um fim anunciado que reforça apenas essa capacidade ímpar de agarrar o leitor. É o que Raquel Serejo Martins faz neste livro que deve ser lido, como todos os livros que sabem a gente, a vísceras, a medos e alegrias, a histórias contadas e passadas. Um livro com alma, portanto."

Patrícia Reis


Fica o convite. 


Capela de St.ª Cruz (Peredo dos Castelhanos)

O termo de "Piredu" vem já mencionado no foral de 1225 de Santa Cruz da Vilariça, localidade sobranceira ao local onde desagua a ribeira da Vilariça no rio Sabor e que daria origem a Torre de Moncorvo. Uma cópia do livro dos "Estatutos e Regras" da Confraria da Santa Cruz do lugar do Peredo, de 1618, apresenta o Peredo sem a designação dos Castelhanos. A capela da Santa Cruz é natural que já existisse nesse tempo e sabemos que está em estudo, pelo IPPAR, a sua classificação como Imóvel de Interesse Público, o que releva a sua importância e traz um valor acrescentado ao património da aldeia.
Peredo dos Castelhanos vem referenciado na Corografia Portugueza, e Descripçam Topografica do Famoso Reyno de Portugal publicado em Lisboa a partir de 1706 como Abbadia da Mitra Primaz, pertencente à Comarca de Torre de Moncorvo. Diz-nos que a designação de Castelhanos se explica "porque nos tempos antigos o foram seus primeiros habitadores". A origem da associação de Castelhanos ao Peredo é explicada, por seu lado, por António Veloso de Carvalho, como tendo acontecido no século XVI, aí teria surgido "um período de despovoamento deste local, sem se saber bem as causas. Aliás, cumpre dizer que isto aconteceu por mais de uma vez, fruto, por vezes, de invasões, e noutros casos, por razões desconhecidas. Assim, abandonadas as terras, pelo século XV e princípios do XVI, os responsáveis de Urros deram-nas a Gomes Borges de Castro, que as arrendou a oito famílias castelhanas, da Vila
 de Frexeneda".

TORRE DE MONCORVO - A BANDA (1958)


TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (15/04)

15.04.1897 – No seu nº 3 o Jornal de Moncorvo dava conta de ter-se casado no sábado anterior, no Porto, o Dr. Ramiro Guerra, informando que os noivos vinham a Moncorvo passar a semana Santa, posto o que aquele médico embarcava para Macau.
15.04.1934 – Conclusão das obras da linha de comboio do Sabor.
António Júlio Andrade

Rio Sabor - Pegões

Fotografia:José Rodrigues

Torre de Moncorvo recebeu Programa Empreender Sabor 2014


 Teve lugar no Auditório da Associação de Comerciantes e Industriais de Moncorvo, no passado dia 10 de Abril, a 4ª Edição do Programa de Empreendedorismo do Vale do Sabor.

 A sessão teve início com as palavras do Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Dr. Nuno Gonçalves que referiu que no âmbito do empreendedorismo o Município já implementou o Gabinete de Apoio ao Investidor e deixou uma palavra aos futuros investidores ali presentes referindo que a Câmara Municipal irá acompanhar os seus projetos, desde os formulários de candidatura  à implementação do plano.
De seguida falou ao público o Professor Luís Tibério, da UTAD, que falou sobre o programa e sobre a sessão que ali teve lugar, já a Dra. Helena Gomes, representante da EDP, explicou que a EDP disponibiliza aos novos investidores uma ferramenta para trabalharem e que serão atribuídos prémios aos projetos mais inovadores e mais bem conseguidos. A Professora Vera Medeiros prosseguiu a sessão com a apresentação do Programa Empreender Sabor 2014.
No final, alguns empreendedores, João Tristão e Sílvia Dinis, deixaram o seu testemunho aos futuros investidores ali presentes.
Estava ainda previsto um micro-forum, que foi adiado para dia 16 de Abril, pelas 10h00, na Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo.
O Programa Empreender Sabor assenta em 3 fases, nesta primeira fase identificam-se os empreendedores e ideias para potencial negócio, segue-se uma fase de formação e apoio à elaboração do Plano de Negócios. Por último, faz-se o acompanhamento dos negócios resultantes deste projeto.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 15 de Abril de 2014

Luciana Raimundo

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

"Divindades do Gerês”

Foto cedida pelo Padre Fontes

Amelinha de Vilar Chão -Anos 1940



Nota: ver a entrevista com Alfredo Peixe em: http://www.youtube.com/watch?v=1vKa2976KWU

Nordeste Transmontano - Apanha de Azedas

São muitos os que apanham azedas para salada e confecção de sopas. "As azedas pertencem à família das Poligonáceas (Rumex acetosa). Existem muitas junto aos muros. Colhem-se as folhas novas antes da floração, uma a uma. Quanto mais frequentemente se fizer esta apanha, tanto mais forte será a nova folhagem da planta. As folhas consomem-se frescas, porque quando secam perdem quase por completo as suas virtudes como condimento.
As azedas crescem em qualquer terra de horta e nas paredes dos muros.
As azedas cultivadas reproduzem-se por semente. Consegue-se uma colheita mais rápida, mediante a divisão de rizomas velhos no Outono e na Primavera. Na Primavera deve cavar-se o solo entre as fileiras, e deve mudar-se de terreno, de três em três anos. Composição - As azedas contêm aproximadamente 1 % de ácido oxálico, assim como oxalato de potássio, gordura, muita vitamina C, ácido salícico, cálcio, ferro, manganês, ácido crisofânico, fitosterol e óleo essencial. 
Emprego como planta medicinal - O elevado teor de vitamina C faz desta planta, sobretudo fresca, um remédio para o escorbuto e demais manifestações de insuficiência de vitamina C, como as hemorragias e a tendência para as ter. Devido ao seu teor em emodina e ácido crisofânico, esta planta é também um excitante para a actividade do intestino grosso e, por conseguinte, para o tratamento da atoma intestinal com prisão de ventre. Como a planta forma combinações orgânicas de ferro, fomenta a formação do sangue, sobretudo na medula vermelha. É promissor o seu emprego nos casos de anemia. O consumo prolongado e frequente de azedas pode tornar-se prejudicial, sobretudo para os rins e para o coração. Emprego como condimento - As azedas empregam-se como salada e na confecção de sopas."

Nota: Na apanha das azedas, deve-se ter em atenção o local onde se colhem devido aos herbicidas.
Fotografias: Captadas num amendoal junto à Senhora da Esperança em Torre de Moncorvo. (Click nas imagens para aumentar)
Publicado a 14/04/12

Tempo e Memória,por António Chaves

Dizem os que queimaram pestanas a ler documentos antigos que a ignorância das letras foi uma constante em Barroso, durante os últimos séculos; a lendária ignorância desta boa gente foi já assinalada por Frei Bartolomeu dos Mártires, Bispo Primaz de Braga, quando da sua visita pastoral à região, em 1564, onde se demorou cerca de quatro meses, a percorrer todas as paróquias, em contato com o povo.
Nascido do desdobramento do concelho de Montalegre em 1836, o concelho de Boticas na data da sua criação não dispunha de qualquer estabelecimento de ensino público. A primeira escola pública só começou a funcionar ali em 1838; o edifício construído para esse fim foi concluído apenas em Outubro de 1871, graças a um valioso donativo de 144 contos  para 120 escolas, por parte do Conde de Ferreira em 1866,  um emigrado que enriqueceu no Brasil e Angola, sensibilizado com a falta de instrução dos portugueses emigrantes.
Em reunião de Câmara de 20 de Maio de 1875 foi evocada a necessidade de abrir na sede do concelho uma biblioteca pública, aspiração que veio a ser concretizada apenas em 1 de Junho do ano 2000, isto é, 125 anos mais tarde.

ALMA DE FERRO - a nossa "Paixão"

Foto enviada pelo Camané

domingo, 13 de Abril de 2014

MIGALHAS TAMBÉM É PÃO,por Júlia Guarda Ribeiro

Foto de Aníbal Gonçalves
Quando era pequenita ia com a minha mãe à segada mas, com sete ou oito anos, não sabia pegar na ceitoira. O meu trabalho era levar o caneco de água à minha mãe e a qualquer outra segadora ou segador que não tivesse filhos ali na segada.
No final de um corte nós, os raparigos , tínhamos outro trabalho, bem mais importante: corríamos em bando ao "rebusco da espiga", isto é, íamos apanhar aqui e ali, as espigas que as mães, por acaso ou adrede, haviam deixado cair. Não se pense que era trabalho de todo fácil, pois o restolho arrascanhava milhentas vezes as nossas pernitas de canivete e com o calor os arranhões ardiam. 
Hoje vejo crianças rebuscando, por entre imundices, restos de comida nos caixotes do lixo.
Prefiro o " rebusco da espiga". 
Júlia Guarda Ribeiro

CILHADES (II) 15/03/14

Fotografia: José Rodrigues

CILHADES (I) - 15/03/14

Fotografia:José Rodrigues

MONCORVO - Rapazes de outros tempos

Fotografia cedida pelo professor Fernandes

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (13/04)

Senhora da Teixeira
13.04.1912 – O administrador do concelho pede explicações ao professor do ensino oficial de Moncorvo, Alberto José Guerra pois,”tendo terminado as férias no dia 8 do corrente as aulas não abriram até hoje”. Ele responderia que os alunos é que não apareceram e que isso era hábito já de outros anos, pois só na terça-feira a seguir à Senhora da Teixeira é que efectivamente terminavam em Moncorvo as férias da Páscoa.


António Júlio Andrade