quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

TRÁS - OS - MONTES, no olhar de Luís Borges (II)

Fotografia de Luís Borges

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SALTO,Montalegre



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Nordeste Transmontano - Efemérides (18/01)

18.01.1827
 O corregedor da comarca de Moncorvo, Bento Pita de Castro, chefe dos Miguelistas, foi assaltado em Carviçais pelos próprios correligionários guerrilheiros, acabando por fugir para Pinhel e ali morrer.
António Júlio Andrade

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Igreja de Santiago Maior, matriz de Adeganha

Fotografia de Arnaldo Silva
Referida na documentação oficial, pela primeira vez, no século IX, a povoação de Adeganha recebeu foral em 1259, no reinado de D. Afonso III; terá sido nesta época que a actual igreja matriz foi construída, possivelmente reaproveitando a estrutura de um oratório de fundação anterior. 
A estrutura do templo mantém a tipologia tardo-românica, com planta rectangular disposta longitudinalmente. A fachada, terminada em empena com dupla sineira, apresenta ao centro portal, de arco quebrado, com três arquivoltas decoradas com enxaquetados e boleados. Por cima da pedra de fecho foi insculpida uma cruz, e sobre esta, do lado esquerdo, gravou-se em relevo a representação de três figuras femininas, que frequentemente se identifica como a cena de um parto. 
Os alçados laterais são rematados por fiadas de cachorros antropomóficos e zoomórficos, possuindo ambos arcosólios embutidos nos panos murários. Na fachada lateral esquerda, o arcosólio alberga um túmulo, e foi rasgada uma porta em arco pleno, decorada com estrelas. Na fachada oposta, foi gravado um alto relevo com duas figuras, uma delas deitada e a outra ajoelhada junto dela. A sacristia, adossada à capela-mor, é de construção mais tardia. 
De nave única, o interior destaca-se pelo ambicioso programa decorativo, que integra pintura mural, pintura a óleo, e talha dourada barroca. 
A nave conserva elementos de quatro campanhas, distintas, de pintura mural, datáveis entre os últimos anos do século XV e o final da década de 30 do século XVI (BESSA, 2004, p. 172). Do primeiro programa "(...) conservam-se três registos, cujos temas são de difícil identificação dada a palidez do desenho e das cores (...)" (idem, ibidem). 
Da segunda campanha, destaca-se a representação de São Cristóvão, que se estende a toda a altura da parede do lado da Epístola. De uma terceira fase decorativa, restam São Bartolomeu, também do lado da Epístola, e decorando o arco triunfal, São Longinos e Stephaton, que integravam uma Crucificação,São Francisco e a Missa de São Gregório (idem, ibidem, pp. 170-171). Sob estas, duas composições da quarta campanha, Santa Catarina e Santo António
Também executada nesta última campanha foi uma composição em três registos, na pintura da parede do lado do Evangelho, dispondo-se, de cima para baixo, a NatividadeApresentação no Templo e Epifania. Do lado oposto, foi pintada na mesma época, uma Anunciação (idem, ibidem). Na capela-mor, decorando a parede fundeira, foi pintado Santiago Maior, vestido de peregrino. 
Todas estas representações, plenas de cor, não obstante as épocas distintas de pintura, são emolduradas por "padrões decorativos de laçarias, de imitação de brocados e de grilhagens de motivos geométricos" (idem, ibidem). 
Os retábulos colaterais, de talha dourada, foram executados no início do século XVII, ainda com elementos de gosto maneirista, destacando-se a tábua do retábulo à direita, representando a Virgem com o Menino
O retábulo-mor, de estilo nacional, executado na segunda metade do século XVII, foi feito de modo a integrar duas tábuas oriundas de um retábulo quinhentista, que ladeiam o trono ao centro; do lado da Epístola, São Lourenço, do lado oposto, São Martinho. Estas tábuas "(...) apresentam soluções algo semelhantes às de alguns exemplares da pintura atribuída a Vicente Gil - Manuel Vicente, tradicionalmente conhecidos sob a designação de oficina do Mestre do Sardoal (...)" (ROSAS, 2004, p. 176). 
A igreja de Adeganha foi objecto de diferentes obras de restauro, executadas pela DGEMN; em 1955, na década de 70 do século XX, com trabalhos de recuperação na capela-mor e na nave, e entre 2001 e 2003, cujas obras de intervenção na estrutura e de conservação dos retábulos permitiram pôr a descoberto o acervo de pintura mural. 
Catarina Oliveira 
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/70571/

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Colégio Campos Monteiro - Álbum de memórias

Fotografia enviada por Isilda Gomes

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Nordeste Transmontano -Efemérides (17/01)

17.01.1811 – Batalha do Pocinho contra os Franceses em que entrou os batalhões de Infantaria 24 e Artilharia 4, num total de 695 homens, da parte das tropas lusas.
17.01.1867 – Ofício do administrador de Moncorvo dizendo que “o Tombo dos bens do extinto concelho de Mós já está em poder do escrivão desta câmara. Diz ele escrivão que no dia 15 do presente mês, abriu a janela do seu escritório, por 7 horas da manhã, depois do eu foi tratar dos seus arranjos domésticos e que, voltando para ali pelas 8 horas e meia, viu sobre a soleira da janela, um volume de papel branco, atado com um fio de guita e que, desembrulhando-o, encontrou dentro aquele importantíssimo documento, sem vestígio algum por onde se pudesse formar o mais leve juízo em relação a um tal acontecimento”.
17.01.1881 – Nascimento de Artur Lopes Cardoso, em Fafe, onde seu pai exercia funções de magistrado judicial. Estudou em Moncorvo e Coimbra e foi deputado por Bragança e ministro da Justiça, na primeira República.
17.01.1892 – Nota do nº 13 do semanário Moncorvense hoje publicado:
Picote
- Vinhais – Acaba de falecer nesta vila a Santa Casa da Misericórdia. Que a terra lhe seja leve (…) há mais de 4 anos que o partido progressista, extinguindo a Meza eleita, porque lhe não convinha (…) e nomeando uma comissão própria, lá deles (…) e no espólio da pobre têm sido contempladas, entre outras, as famílias Campilho, Francisco Rodrigues da Veiga, António pereira Magro, António José Ferreira e Silvério Leça (…) sr. Governador civil, atenção para este estado de coisas.
17.01.1931 – Aprovação dos Estatutos da Associação Comercial e Industrial de Freixo de Espada à Cinta.
17.01.1933 – Incêndio no Cine-Teatro de Moncorvo sito no Castelo, quando se projectava um filme.
17.01.1958 – Entrada em funcionamento do primeiro grupo gerador de energia eléctrica da barragem de Picote, Miranda do Douro.
António Júlio Andrade

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TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (17/01 Actualização)

PONTE DO POCINHO -1909
17 Jan 1811Batalha do Pocinho contra as tropas Francesas, em que entraram o batalhão 24 de infantaria e 4 de cavalaria, num total de 695 homens por parte das tropas lusas.

17 Jan 1867 – Ofício do administrador de Moncorvo para o gov. civil de Bragança dizendo que “o Tombo dos bens do extinto concelho de Mós já está em poder do escrivão da câmara. Diz este escrivão que no dia 15 do presente mês abriu a janela do seu escritório por 7 horas da manhã, depois do que foi tratar dos arranjos domésticos e que, voltando para ali pelas 8 horas e meia, viu sobre a soleira da janela um volume de papel branco atado com um fio de guita e que, desembrulhando-o, encontrou dentro aquele importantíssimo documento, sem vestígio algum por onde se pudesse formar o mais leve juízo em relação a um tal acontecimento”.
António Júlio Andrade

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

TORRE DE MONCORVO - PORTAS DA VILA

 

















Click nas imagens para aumentar

G. D. Moncorvo!...Agora Chuto Aqui!...


Uma organização desportiva de referência!...

Falar de desporto no distrito de Bragança e, particularmente, de futebol, implica, inequívoca e necessariamente, incluir o Grupo Desportivo de Torre de Moncorvo.
Fundada há quarenta e seis anos, a coletividade desportiva mais importante do concelho de Torre de Moncorvo, afirma-se não só como uma organização com identidade própria, mas também como uma referência positiva no panorama desportivo, sobretudo ao nível da região nordestina.
O seu historial, o seu património material, humano e imaterial, falam por si. São a sua sustentabilidade e o reflexo da interação positiva com a comunidade que o clube dignamente representa.
Os treze títulos oficiais já conquistados, sete Campeonatos Distritais e seis Taças da A.F. Bragança, bem como dezassete participações no Campeonato Nacional da III Divisão, são factos reveladores de que em Moncorvo de trabalha com assertividade no que ao futebol diz respeito, independentemente das adversidades de se tratar de um clube do interior e da agravante de ter integrado a Série B da III Divisão Nacional, quando participava nas provas nacionais em seniores.

BARCA D'ALVA - vista do céu

Foto enviada por Artur Gomes da Natividade

Núcleo Museológico da Fotografia do Douro Superior - Memórias IV

Mais uma caixa de negativos digitalizados dos inícios de 1950 e, para nosso gáudio, continuamos nesta senda de registos que podem fomentar estudos, matar saudades e semear atividades. No entanto, gostaríamos que este projeto fosse entendido como irrepreensível nas comparações porque se os outros só fazem o que se vê é porque mais não sabem ou, simplesmente, não lhes deixam. Portanto, o Núcleo não pode ser comparado. Ele é um projeto de muito querer, mas está a chegar ao fim esta teimosia. Há um património que importa preservar e valorizar. Os que têm essa função devem abrir os olhos e tomarem o exemplo como uno e projetarem-no, inclusivamente ao nível da gestão.

A seguir às eleições vamos solicitar uma reunião com o futuro presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo para lhe propor a oferta de todo o espólio, sob determinadas condições, na compra do espaço do Núcleo Museológico e a um preço justo. A oferta é já uma determinação germinada há muito tempo. Se tal interesse for inexistente, vamos colocar todo um arquivo de imagem à venda e vamos partir para a implementação do espaço museológico  “ Espaço cerâmica e Faiança”. Para este poder tomar alguma envergadura financeira vamos iniciar a venda de 500 livros, sendo o mais antigo de Luís de Camões, impresso em 1772. ( para breve na Internet).

CAIXA E

Abílio Augusto Areosa- Lousa- 2730
Abílio Augusto Soares- Maçores-2776
Acácio Almeida- C.F. 2734
Adelina Amaral- Moncorvo-2740
Adérito Afonso- Lagoaça C.F.- 2738
Albertina Salgado- Carviçais- 2774
Alfredo Estácio-Carviçais- 2720
Amadeu Sá Deus- c. F. 2716
Amália Rosa Rodrigues- C.F. 2698
Amândio Augusto Sebastião- Urros- 2773
Amândio Correia- Moncorvo- 2744
Américo A. Afeto- Lousa- 2727
António A. Caetano- Masouco- 2743
António Abrunhosa- Moncorvo-2732
António Augusto Cordeiro- Cabanas-2757
António Cândido Cunha- Alfândega da Fé- 2746
António Cautela- estudante- 2756
António da Lapa- C.F. 2704
António J. Quitério- Peredo- 2717
Armando da Cruz Santos- Freixo-Gar-2778
Armando dos Santos Abalada- C.F. 2737
Armindo dos Ramos Afeto- Lousa- 2726
Augusta Cordeiro- C.F. 2762
Belarmina de Carvalho- C.F.-2760
Cecília Seixas- Cabanas- 2767
Cesaltina Leal Lopes. Muxagata- 2706
César Augusto Lopes- Pocinho- 2703
Clementina Isaías- Lagoaça- C.F. 2721
Delfina Conde- Foz Côa-2752
Delmina Cordeiro- Moncorvo- 2742
Dulce do Céu Abalada- C.F. 2736
Eduardo A. Tomé- V. N. de Foz Côa
Elvira de Jesus Ribeiro- Pocinho-2695
Emideo dos Santos- Estevais- 2772
Eugénio ... Corredoura- Freixo-2755,Fernando Alberto Lebreiro- Moncorvo- 2701
Fernando Augusto dos Santos- Póvoa- 2777,Francisco Abadada- C.F.-2735
Francisco António Azevedo- Felgar- 2729, Francisco António Branco D`Almeida- Foz Côa- 2728
Francisco Linhares- Masouco-2700, Francisco Loureiro- Moncorvo- 2702
Gracinda dos Santos- Urros-2769, Homera Rodrigues- Cabeça Boa- 2692
Irene de Lurdes Canteiro- C.F.- 2761, João Almendra- Moncorvo-2724
João Luís Correia- Castedo- 2754, José António Afonso- Fornos- 2739
José Augusto Ribeiro- Lousa-2696, José Augusto Teixeira- C.F. 2711
José Cotovio- Moncorvo-2765,José da Rocha Lapa- C.F. 2705
José da Silva Júnior. C.F. 2780,José Francisco Cordeiro- C.F. 2763
José Manuel Canadas- Cardanha-2745,Josefina Amélia Cordeiro- C.F.- 2759
Júlia Machado Sousa- Castedo- 2766,Júlio César Rodrigues- Cortes da Veiga- Pocinho-2694
Laurinda Augusta- Felgar- 2779,Laurinda das Graças Sá Dias- C.F.-2715
Leopoldina Soares- Barracão-2771,Manuel Alves D`Oliveira- Moncorvo-2718
Manuel António Custódio - Souto da Velha- 2747, Manuel Augusto do Espírito Santo- Freixo-2775
Manuel Carneiro- Pocinho-2751,Manuel Catarino- Ferradosa- 2764
Manuel da Encarnação Delgado- Vide-2714, Manuel Diogo Cristóvão- Felgueiras- 2758
Manuel Maria Tavares- C.F. 2710, Maria Adelaide Salgado- Foz Côa-2768
Maria Alice Antunes- Moncorvo-2741,Maria Alice Campos- Cerejais- 2753
Maria Cândida Salgado- Foz Côa- 2770,Maria da Conceição Nunes- C. F. 2719
Maria de Lurdes Rodrigues- Cardanha- 2693,Maria dos Prazeres Teixeira- Lousa- 2709
Maria Manuela Areosa- Moncorvo-2733,Maria Zulmira Catarino- Adeganha- 2748
Mário Augusto Diniz- Carviçais- 2713, Mário Tristão- Moncorvo-2708
Porfírio A....-Masouco-2722,Porfírio Reis- Moncorvo-2691
Raul Afonso- Castelo Branco- Mogadouro-2723,Rogério Rodrigues- Duas Igrejas- C.F. 2699
Serafim dos Anjos- Souto- 2731,Teresa Cabral- Vide- 2749,Tibúrcio dos Ramos- Santa Justa-2697
Vitorino André- Castedo- 2725

Arnaldo Silva 

Torre de Moncorvo: Nocturno

Fotografia de Dida Garcia

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Coitada da moleirinha! - ARINDA ANDRÉS

Fotograma do documentário "Velhas Profissões"
Toda a noite, a moleirinha peneirou, peneirou,
e mesmo antes de chegara à serra, cansada,
e ofegante, a moleirinha errante
a farinha despejou e em neve se tornou,
branca e fria, leve, leve e fininha,
feita de lágrimas da linda moleirinha.
e tanto, tanto chorou! e tanto, tanto soluçou,
que em lindo orvalho se moldou,
vasto e imenso, imerso em frio denso,
e toda a noite em cristal se ficou,
em brilhos de vidrilhos, esculpidos e polidos,
árvores lavradas de branco, vestidas
de estátuas de mármores antigas,
do choro manso e humilde da moleirinha.


Foto de Ana Teixeira
Toda a noite a moleirinha
peneirou, peneirou
toda a gente assim dizia,
esta noite é que nevou, é que nevou!


E era um tal espanto, uma tal maravilha!

deixando a terra, toda, assim toda branquinha!
que até mesmo parecia, finos e requintados, 
sublimes e aprimorados, lindos! lindos,
e esmerados, finos rendilhados
da mais preciosa e trabalhada joalharia!
e mesmo, mesmo a sufocar, sem mais aguentar 
começou a polvilhar sacos e sacos de farinha,
e todas as casas ,árvores , ruas e telhados,
assim mesmo caiados de tanta brancura 
mostrar, parece que a moleirinha, de neve andou a pintar!
brilhos de vidrilhos, esculpidos e polidos
em árvores, lavradas de branco, vestidas
de estátuas de mármores antigas!

Alfândega da Fé - efemérides (16/01)

Sambade
16.01.1935
 Instalação do primeiro aparelho de rádio na aldeia de Sambade, concelho de Alfândega da Fé, em casa do professor Tito Sendas.

António Júlio Andrade


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TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (16/01)

16 Jan 1829 – Com a tomada do poder pelos Miguelistas, havia que substituir o Capitão-Mor Luís Cláudio de Oliveira Pimentel. E então competia à câmara indicar 3 nomes para depois o governo escolher um e o Rei nomear. Naturalmente que foram propostos os mais destacados Miguelistas da terra. Vejam os seus nomes:

- Francisco António de Magalhães, solteiro, 30 anos, que esteve emigrado político em Espanha.
- Leopoldo Henrique Botelho de Magalhães, 62 anos, tenente-coronel reformado, também emigrado em Espanha.
- Francisco António Soares Borges Maciel, 40 anos, da família do arcebispo de Braga, D. Frei Miguel da Madre de Deus.
16.01.1935 –
 Instalação do primeiro aparelho de rádio na aldeia de Sambade, concelho de Alfândega da Fé, em casa do professor Tito Sendas.

António Júlio Andrade

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Alfândega da Fé - Festival de Teatro


Comboio exclusivo para turistas na linha do Douro entre maio e outubro

Foto: JN
Peso da Régua, Vila Real, 12 jan (Lusa) -- A CP e três operadores marítimo-turísticos acordaram colocar em funcionamento um comboio diário entre o Porto e Régua, na Linha do Douro, que será exclusivo para os turistas dos cruzeiros fluviais e irá circular entre maio e outubro.

A CP - Comboios de Portugal e as empresas Barcadouro, Rota do Douro e Tomaz do Douro assinam na segunda-feira, no Peso da Régua, um protocolo de cooperação que visa o reforço do transporte de passageiros na Linha do Douro.

Ler notícia completa em: http://portocanal.sapo.pt/noticia/112111


URRÓS -Travessa da Amargura



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ALGURES A NORDESTE

Foto Lb

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TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (13/01)

Moncorvo -1974.Foto de arquivo
13 Jan 1677 – Acta da reunião da câmara: - (…) Porquanto Belchior Júlio Gomes o moço, António Domingues e Miguel Barreto, todos do lugar do Larinho, estando obrigados por um assinado a trazer às portas do convento quantidade de telha para a dita obra, para que já haviam recebido dinheiro à conta e não tinham trazido toda a telha e estava uma casa desta obra por cobrir, no que se arriscam as madeiras e paredes dela, mandaram que o alcaide desta vila viesse logo ao dito lugar buscar os ditos, presos para a cadeia desta vila até, com efeito, satisfazerem o que estão devendo e se pagará por si o caminho e custas por conta dos ditos devedores.
Apesar deste incidente, deve ferir-se que os frades do convento de S. Francisco de Moncorvo se mostravam muito gratos aos lavradores do Larinho que lhe prestavam muitos apoios, nomeadamente lenha para se aquecerem nos invernos que ali eram particularmente severos.
13 Jan 1726 – Acta da reunião da câmara: - Nesta câmara apareceu Domingos Luís do Larinho, vizinho de António Lopes e apresentou uma provisão para ter forno…
Recordemos que naquela época os fornos de cozer pão abertos à generalidade das famílias eram propriedade da câmara municipal que, anualmente os arrematava a quem mais desse. Ocasionalmente havia famílias a quem era autorizado ter forno em sua casa para uso próprio. Tal autorização era dada por alvará régio.
13 Jan 1917Grassa a fome em Moncorvo e registam-se assaltos aos comboios. Também se regista informação de que continua a funcionar o Posto Meteorológico Infante D. Luís que foi instalado em 1863, um dos primeiros do País.

António Júlio Andrade

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Nordeste Transmontano -Efemérides (13/01)

Santa Comba da Vilariça
13.01.1677 – Acta da reunião da câmara de Moncorvo:
- (…) veio Bento da Mota, procurador desta câmara na obra do Convento e requereu que, porquanto Belchior Júlio Gomes, o moço, António Domingues e Miguel Barreto, todos do lugar do Larinho, estando obrigados por um assinado a trazer às portas do Convento quantidade de telha para a dita obra, para o que já haviam recebido dinheiro à conta e não tinham trazido toda a telha e estava uma casa desta obra por cobrir, no que se arriscam sãs madeiras e paredes dela, mandaram que o alcaide desta vila viesse cá logo ao dito lugar buscar os ditos, presos à cadeia desta vila até com efeito satisfazerem o que estão devendo e se pagará por si o caminho e custas por conta dos ditos devedores.
13.01.1838 – Moradores de Santa Comba da Vilariça e de Assares fazem exposições ao governo para serem desanexados do concelho de Alfândega da Fé e integrados no de Vila Flor. Outros moradores tinham feito petições em contrário.
13.01.1898 – Restauração dos concelhos de Freixo de Espada à Cinta e Alfândega da Fé, que haviam sido extintos pelo governo anterior.
13.01.1917 – Ofício do administrador de Moncorvo para o gov. civil:
- Comunico a Vª Exª que a batata e castanha tomada violentamente pela população no dia 9 do corrente mês e retirada pela mesma do caminho de ferro, foi vendida pelo empregado da câmara, Abel Augusto Roque ao mesmo povo, cujo produto foi entregue para ser remetido aos respectivos donos, visto o chefe da estação dos caminhos de ferro desta vila, a quem o remeti, mo haver devolvido. Quando cheguei ao local, já a população tinha tomado conta de tal remessa e consenti depois na sua venda, em vista do clamor do povo para evitar alteração da ordem pública, que se conseguiu manter deste modo. No dia 10 do mesmo mês a mesma população tomou conta duma remessa de figos e nozes que o cidadão Abílio Margarido Pires, deste vila, acabou de despachar, e não fiz repor essa remessa na estação por o referido sr. Abílio Margarido Pires me haver autorizado a que fosse vendida ao povo, o que efectivamente fiz, sendo logo entregue o produto da venda de que passou recibo…
António Júlio Andrade

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Torre de Moncorvo - Rota dos Cerieiros


UTAD faz diagnóstico sobre o turismo no Douro



O projecto da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro pretende “colmatar, com a produção de conhecimento científico, o fosso existente entre as potencialidades turísticas do Douro e o seu desenvolvimento".


Segundo a academia transmontana, o projecto pretende “colmatar, com a produção de conhecimento científico, o fosso existente entre as potencialidades turísticas do Douro e o seu desenvolvimento, mostrando estratégias para maximizar os benefícios do turismo na estimulação da economia local e minimizar os efeitos negativos”.

Ler notícia completa em: 
http://rr.sapo.pt/noticia/73137/utad_faz_diagnostico_sobre_o_turismo_no_douro?utm_medium=rss

Rio Sabor


Rio Sabor próximo da Quinta da Laranjeira (torre de Moncorvo)

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Rio Douro - Lá para os lados de Sendim


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DOURO - EFEMÉRIDES (12/01)

Felgueiras (2009)A.F.F.M.
12.01.1923 – Informação de que existe apenas uma máquina de destilação de aguardente na área do concelho de Moncorvo, na Quinta da Silveira, pertencente ao sr. António Gonçalves Martinho, que produz diariamente 550 litros de aguardente fina.

12.01.1931 – Informação das tabernas existentes na aldeia Felgueiras: de José dos Santos Pimpão; Manuel Joaquim Mateus e António Augusto Alves.
Idem na vila de Moncorvo: Cândida do Nascimento Aires; António Rafael Lapa; Maria de Jesus Fontes; Alberto Morais Cavalheiro; António Albano Moita; José dos Santos Coradinho; Olívia Augusta Carvalho; Maria Cândida Serra; Maria Delfina Moura; Urbana Delfina Mota; Ernestina Cândida Pinheiro; Teresa de Jesus Lopes; Cacilda da Luz Campos; Júlia Amélia Ferreira (cervejaria).
Almendra(2011)A.F.F.M.
12.01.1942 – A propósito da fome que então reinava na região (e no país) veja-se o seguinte ofício enviado pelo presidente da junta de freguesia de Urros para a câmara municipal de Torre de Moncorvo:
- Junto envio o cadastro das famílias desta freguesia que carecem de adquirir pão em Almendra ou aonde seja possível: Há muito que se fazem sentir medidas administrativas enérgicas neste sentido, porque tanto aqui nesta freguesia como noutras, poucos foram os lavradores que manifestaram e mandaram o cereal para o celeiro. Os que cumpriram com a lei sujeitaram-se ao preço da tabela e os que deixaram de o fazer, prevendo a escassez de cereal, têm estado a explorar a pobreza, vendendo cada quilo de cereal entre 2$50 e 3$00, que é por quanto estão a vendê-lo o que ainda há nas mãos dos gananciosos. Se esta gente ainda não foi aí a reclamar pão é porque tem estado a abastecer-se em Almendra, mas esta fonte acabou-se. A Bem da Nação. O Presidente da Junta, António Emílio Gomes Seco.
António Júlio Andrade

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