quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Caminho de Ferro do Douro (1885)















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8 comentários:

  1. Karl Emil Biel, conhecido como Emílio Biel (Amberg, 1838 - Porto, 14 de Setembro de 1915), foi um negociante, editor e fotógrafo alemão, considerado um dos percursores da fotografia em Portugal.

    [editar] BiografiaDepois de uma curta passagem por Lisboa estabeleceu-se no Porto em 1860, com apenas 22 anos, onde se dedicou ao comércio e à edição de livros, sendo considerado um dos introdutores da fototipia[1] em Portugal. Como editor, publicou uma edição de Os Lusíadas, considerada uma raridade nos dias de hoje, e importantes obras sobre fotografia portuguesa. Possuía a representação no nosso país de firmas como Coats & Clark, Benz, entre outras.

    Entre 1862 e 1864 teve uma casa de venda de botões na Rua da Alegria. Em 1874 comprou a Casa Fritz (mais tarde conhecida por Casa Biel) na Rua do Almada, casa comercial dedicada à fotografia, iniciando, assim, a sua carreira no mundo da fotografia. Mais tarde, a "E. Biel & Cia" passou para o Palácio do Conde do Bolhão, no n.º 342 da Rua Formosa.

    A par do trabalho de estúdio da Casa Biel, dedicou-se também à fotografia paisagística e de grandes obras de engenharia. Em 1885 iniciou o levantamento documental e fotográfico da construção do caminho-de-ferro em Portugal assim como do Porto de Leixões em Matosinhos entre 1884 e 1892. Foi também photografo da Caza Real, na época do rei D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, também de nacionalidade alemã.

    Em resultado das suas frequentes viagens pelo país, Biel editou no Porto, entre outras, uma obra de oito volumes -- A Arte e a Natureza em Portugal -- com um capítulo exclusivamente dedicado a esta cidade. O seu espólio, actualmente na posse do Arquivo Histórico Municipal do Porto, é rico de imagens de alta qualidade técnica, estética e documental.

    Personalidade multifacetada e um apaixonado por todas as inovações tecnológicas que na época despontavam, foram várias as actividades em que se destacou: instalou a luz eléctrica em Vila Real, foi administrador da Empresa das Águas do Gerês, conduziu o primeiro eléctrico que fez a carreira da Batalha às Devesas, introduziu a primeira instalação de luz eléctrica no Porto e o primeiro telefone. A par deste interesse pela inovação tecnológica, Biel também se dedicou à colecção de borboletas, que se encontram no Museu de Zoologia da Universidade do Porto, e cuja colecção é considerada uma das maiores do mundo[2].
    No início da Primeira Guerra Mundial, pouco antes de falecer, viu todos os seus bens serem confiscados devido à sua origem alemã.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Em%C3%ADlio_Biel

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  2. A Linha do Douro é uma linha de caminho-de-ferro em Portugal, de bitola ibérica (1,67 m), que liga Ermesinde a Barca d’Alva, numa extensão de cerca de 200 quilómetros; foi concluído em 9 de Dezembro de 1887, com a inauguração do troço até Barca d'Alva.[1] A linha encontra-se encerrada no troço compreendido entre Pocinho e Barca d’Alva.

    PlaneamentoEm 1867, o Estado Português apresentou às Câmaras os projectos para as ligações ferroviárias, em bitola ibérica, unindo o Porto a Pinhão, a Braga, e à fronteira com Espanha no Minho; apesar do empenho que as populações e o próprio governo tinham na construção destas linhas, devido à sua necessidade, só em 14 de Junho de 1872 foi decretado o início das obras na Linha do Minho e a realização de estudos para o traçado da Linha do Douro, que devia passar por Penafiel.[1]

    O principal propósito da Linha do Douro foi, além de providenciar transporte para as povoações ao longo da via, transportar adubos, sementes e outros produtos para o interior, e escoar a produção agrícola destas regiões; por outro lado, iria fornecer uma alternativa ao transporte fluvial, bastante limitado pela então reduzida capacidade de navegação no Rio Douro, e permitir um melhor acesso ao interior transmontano, o que permitiria suprir estas regiões com sementes, adubos e outros produtos, e escoar a produção agrícola, especialmente o vinho.[2] Devido à sua importância, a construção da Linha do Douro adquiriu uma maior prioridade em relação a outros projectos ferroviários em Portugal, nomeadamente a continuação do Caminho de Ferro do Sul até ao Algarve.[3]

    [editar] Troço entre Ermesinde e o PinhãoVer artigo principal: Linha do Minho
    Os trabalhos da Linha do Minho iniciaram-se no dia 8 de Julho de 1872, tendo o primeiro troço, até Braga, sido aberto à exploração em 20 de Maio de 1875.[1] As obras na Linha do Douro principiaram em 8 de Julho de 1873, tendo o primeiro tramo, entre Ermesinde e Penafiel, entrado ao serviço no dia 30 de Julho de 1875[1]; a linha chegou à Régua em 15 de Julho de 1879[4], e ao Pinhão no dia 1 de Julho de 1880.[1]

    [editar] Troço entre o Pinhão e Barca D'Alva e ligação internacionalCom a abertura do troço até ao Pinhão, concluiu-se o principal propósito da Linha do Douro, que era estabelecer uma ligação ferroviária até esta região; no entanto, já nesta altura se planeava a continuação da linha até à fronteira com Espanha em Barca d’Alva, pelo que, em 23 de Julho de 1883, foi decretada a construção deste troço.[1] A linha foi aberta, assim, até ao Tua em 1 de Setembro de 1883, e até ao Pocinho no dia 10 de Janeiro de 1887.[1] O troço entre esta estação e Barca d’Alva foi inaugurado em 9 de Dezembro de 1887[5][6]; no mesmo dia é inaugurada a Linha Internacional de Barca d’Alva a La Fregeneda e a Salamanca, permitindo a ligação da Linha do Douro à rede ferroviária espanhola, tendo-se, desde logo, iniciado o serviço directo entre o Porto e Salamanca.[7] Esta foi a quinta ligação ferroviária internacional aberta, tendo sido construída por um grupo de estabelecimentos bancários da Praça do Porto, denominado de Sindicato Portuense[8][9]

    CONTINUA

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  3. Formação dos Caminhos de Ferro do EstadoUma lei, promulgada em 14 de Julho de 1899, criou os Caminhos de Ferro do Estado, uma organização governamental, mas com uma certa independência, que tinha como propósito gerir as linhas que eram propriedade do governo português[10]; a Linha do Douro foi integrada na Divisão do Douro e Minho desta operadora.[11]
    Século XXEm 7 de Fevereiro de 1902, foram aprovados dois projectos para a construção de pontes sobre o Rio Douro, sendo uma rodoviária, para acesso à Estação Ferroviária do Pinhão, e outra, de tipologia rodo-ferroviária, junto à localidade do Pocinho, para transportar a Linha do Sabor e a Estrada Real 9.[12] No início daquele ano, previu-se a introdução de carruagens de carruagens de primeira classe nos serviços entre o Porto e Barca d’Alva.[13]

    O troço internacional entre Barca d’Alva e Salamanca revelou-se um fracasso financeiro, o que levou, nos inícios do Século XX, à falência do Sindicato Portuense e à sua integração na Companhia das Docas do Porto e dos Caminhos de Ferro Peninsulares[8]; a ligação internacional passou, então, a ser gerida pela Compania de Ferrocarriles de Salamanca à Fronteira de Portugal, tendo sido, por diversas vezes, ainda no Século XIX, utilizada pelo Sud Expresso, porque este trajecto reduzia o tempo de percurso em cerca de 5 horas.[9]

    Em 1927, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses venceu o concurso de arrendamento das linhas dos Caminhos de Ferro do Estado, passando a gerir as antigas ligações desta operadora, incluindo a Linha do Douro.[11]

    [editar] EncerramentoEm 30 de Setembro de 1984 foi aprovado, pelo Governo Espanhol, o encerramento a todos os tipos de tráfego, em 1 de Janeiro do ano seguinte, de várias ligações ferroviárias; um dos troços a ser abatido ao serviço foi a linha entre La Fuente de San Esteban e La Fregeneda, o que, consequentemente, deixou ao abandono o troço entre esta localidade e a Ponte Internacional de Barca D'Alva.[14]

    Em 1988 foi feito o mesmo do lado português, que também alegava falta de rentabilidade, tendo sido suspensos os serviços no troço Pocinho - Barca d’Alva. A Linha do Douro passa a ser utilizada apenas entre Ermesinde e a estação do Pocinho, sendo a exploração do restante troço até Barca d’Alva abandonada.

    [editar] Século XXIEm Agosto de 2009, foi anunciado, pela então Secretária de Estado e dos Transportes, Ana Paulo Vitorino, a intenção de reabrir o tráfego internacional desta linha, estando, naquela altura, previstos para breve o inicio dos trabalhos para recuperação do troço entre o Pocinho e Barca d’Alva, com o objectivo de o reabrir ao tráfego.[15]

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_do_Douro

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  4. A Região Demarcada do Douro divide-se em 3 "zonas"[1]:

    Baixo-Corgo - Representa mais de metade da região demarcada com 51% da área ocupada por vinha, representa toda a margem direita do Rio Douro, desde Barqueiros ao Rio Corgo (Régua). Na margem esquerda, desde a freguesia de Barrô até ao Rio Temi-Lobos, nas proximidades da Vila de Armamar;
    Cima-Corgo - 36 % da região demarcada, estende-se desde as fronteiras da anterior e vai até ao meridiano que passa no Cachão da Valeira;
    Douro Superior - A àrea mais pequena com aproximadamente 13%, desde as fronteiras da "Cima-Corgo" prolongando-se até à fronteira espanhola.
    O DOURO SUPERIOR .Do Cachão da Valeira à fronteira espanhola,da primeira à segunda fotografia.

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  5. Meire Aparecida Patriota Velho :Nossa que show de aula e história eu fico honrada guando,vejo tanto material de tanta grandeza para nunca se esquecer de tanto requinte de um passado que reluz no presente...abraço

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  6. Park Douro Selvagem disse: Um beleza historica. Obrigado. Tal como deve ser do seu conhecimento no PDS também fazemos leventamentos históricos, agradecia que sempre que assim o entenda; pode enviar para: douroselvagem@gmail.com

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  7. Marilia Felizes Conde disse:Maravilha! Adorei♥

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  8. Muito eu tenho aprendido nas minhas passeatas por este Blog.
    Muito grata ao Lelo, ao António Júlio Andrade e aos Blogueiros que aqui nos trazem coisas tão interessantes.

    Júlia Ribeiro

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