sábado, 8 de agosto de 2015

UNESCO promoveu região do Douro a "cartão de visita" de Portugal

A Comissão Nacional da UNESCO fez hoje um balanço "positivo" dos dez anos do Douro Património Mundial e rejeita qualquer possibilidade de desclassificação do território.
Nomeação da UNESCO promoveu região do Douro a "cartão de visita" de Portugal
0 twitterEm declarações à Lusa, Clara Bertrand Cabral, especialista de programa/cultura da Comissão Nacional da UNESCO, acredita que a inscrição na lista do Património Mundial tornou o Douro mais conhecido internacionalmente, atraiu mais turistas e ajudou a desenvolver toda a economia da zona.
O Alto Douro Vinhateiro (ADV) foi classificado em 14 de dezembro de 2001 como Paisagem Cultural Evolutiva Viva e Clara Cabral considera o território como um "bom cartão de visita de Portugal", pelas suas paisagens, vinhos, gastronomia e acolhimento.

Encosta da Lousa -Património Mundial
Com 25 mil hectares, inseridos na Região Demarcada do Douro, o ADV engloba 13 municípios, nomeadamente Alijó, Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Sabrosa, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Lamego, Armamar, Tabuaço, São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa. Dez anos depois, este ainda é um território de contrastes entre as lixeiras, as más construções e os empreendimentos turísticos de luxo, entre as grandes empresas produtoras de vinho e os milhares de vitivinicultores que perderam 60 por cento do seu rendimento nos últimos 15 anos.

Sobre este Douro pairam ainda receios de uma repreensão ou desclassificação por parte da UNESCO e que ganham eco a cada aniversário. Este ano, o início da construção da Barragem na foz do rio Tua veio intensificar estes temores.
Clara Bertrand Cabral admitiu que qualquer bem classificado pode ser desclassificado mas, para já, não há qualquer informação nesse sentido.
"Nunca ouvi de que o Douro pudesse ser desclassificado, não sei de onde vem essa ideia porque aqui não temos qualquer informação sobre isso", salientou.
Além do mais, explicou que qualquer processo de desclassificação "é longo", "passa por várias fases" e, antes de se concretizar, "qualquer bem tem que passar para a lista do património mundial em perigo".
"E nunca se falou sequer que o Douro pudesse ir para essa lista. Portanto não sei de onde vem essa ideia", acrescentou.
"As queixas que temos recebido do Douro, e recebemo-las também de outros sítios que são Património Mundial, são reencaminhadas a quem de direito, aos gestores e às tutelas", sublinhou.
O conceito de Património Mundial implica que um bem patrimonial de um país tem um valor excecional tão grande que possa ser partilhado com todas as pessoas.
"Portanto, inscrever [um espaço] na lista é uma maneira de mais pessoas poderem ficar a conhecer e ele ser dessa forma partilhado", frisou.
21 novembro '11 Texto LUSA

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