quarta-feira, 29 de junho de 2016

Gestão do Parque Arqueológico e Museu do Côa mantém modelo de fundação


O ministro da Cultura, Castro Mendes, disse hoje em Vila Nova de Foz Côa que o Governo vai manter o modelo de fundação para a gestão do Parque Arqueológico e do Museu e do Côa.

O atual Governo acredita que "o mais viável é a continuação do modelo de fundação", embora sujeito a "profunda restruturação", disse o governante à agência Lusa.

Afirmando ser "essencial" que a revitalização da Fundação Côa Parque seja feita em diálogo com os trabalhadores", com quem se reuniu, o ministro disse ter ouvido da parte deles menção às "faltas e carências que têm sentido nos últimos anos" e, principalmente", às "dúvidas sobre os sucessivos modelos [de gestão] que tem sido apresentados para o Vale Côa".

"Asseguráramos o respeito pelos postos de trabalho existentes", afirmou Luís Castro Mendes, deixando a garantia de que não haverá despedimentos de qualquer funcionário da Fundação.

Por sua vez, José Pedro Branquinho, representantes dos trabalhadores do Parque Arqueológico e Museu do Côa, disse que a expectativa dos trabalhadores era outra: que o Estado tutelasse "novamente" o Parque Arqueológico e O Museu do Côa.


"O modelo de fundação é considerado pelo Governo a melhor solução. No entanto, estes cerca de cinco anos em que estivemos sob o modelo da Fundação foram maus de mais. A falta de financiamento levou a que se cometessem muitos erros, alguns deles graves, tais como a falta de dinheiro para o pagamento de salários dos trabalhadores" enfatizou o também sindicalista.

Em março, a Comissão de Trabalhadores do Museu e do Parque Arqueológico do Côa declarou-se preocupada com a "insustentável" degradação financeira da Fundação.

Em declarações à agência Lusa, na altura, o representante da Comissão de Trabalhadores, José Branquinho, disse que o anterior Governo nunca entendeu financiar a Fundação Côa Parque e que, por isso, se foram acumulando dívidas a diversas entidades públicas.

A mesma fonte confirmou que a fundação já teve de recorrer a empréstimos para pagar vencimentos aos 34 trabalhadores da instituição e que a loja da fundação, que está instalada no Museu do Côa, foi penhorada pelas Finanças.

O capital social da Fundação está distribuído da seguinte forma: 275 mil euros, da Direção-Geral do Património Cultural, cem mil euros da Agência Portuguesa do Ambiente e do Turismo Porto e Norte, 20 mil euros da Câmara de Vila Nova de Foz Coa e cinco mil euros da Associação dos Municípios do Vale do Côa.

A situação financeira da Fundação Côa Parque esteve para ser abordada a 19 de abril, numa audição parlamentar do anterior ministro da Cultura, João Soares, que entretanto se demitiu.

O atual ministro teve em 17 de maio a primeira audição em comissão parlamentar e, nessa altura, nada adiantou sobre o futuro da Fundação Côa Parque, mas já garantiu a salvaguarda dos postos de trabalho.
  

Lusa/Fim

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