quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sinais dos tempos,por Armando Sena



















Sempre sabe a pouco a virtude
Opulenta que pareça e desabrida
Mesmo que em bandeja oferecida
Mansa dádiva em mão estendida
Sempre será mais vistosa e pretendida
A lábia e trôpega falácia
A que floresce em meninos de carreira
Exorta sempre a verborreia
Resulta como nada em estrumeira
E descamba no final em implosão
Nada a poderia sustentar
Oca, vaga, de lascar
Alimenta simplesmente a ilusão
Do ciclo da burrice propagar
Mas quando de madura cai
É sempre em vão.



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3 comentários:

  1. Belo poema.para quando o seu novo livro?
    N.M.

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  2. Amigo Armando:

    Não leva a mal se lhe disser que me parece, ou antes, tenho a certeza que o poeta que há em si se move mais afoitamente?
    A sua poesia está mais segura, sente-se que respira mais profundamente.

    Um abraço
    Júlia

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  3. Grato pelos vossos comentários. São um alento e um foco de motivação adicional.
    Um novo livro? Quem sabe?

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