segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

MIRANDELA - Apontamentos Históricos, pelo Padre Ernesto Augusto Pereira de Sales

A memória é para um Povo, como a raiz para a árvore•. Conhecer o passado para construir o presente, perspetivado no futuro, foi o sonho do grande historiador — Padre Ernesto Sanes — mirandelense ilustre. Exercendo o seu ministério em Lisboa, como capelão militar, doou-se devotadamente à sua terra, investigando nos arquivos da Torre do Tombo a sua identificação histórica. Este Prefácio deveria ser a carta magna de apresentação da obra memorável do Padre Ernesto Saltes sobre a sua e nossa Mirandela. Mas, como o salmista, «Quomodo cantabimus in terra aliena». Como poderemos nós apresentar tema Obra e tem investigador tão profundo, nós, simples «amadores» dos Caminhos Históricos, Amor semelhante como o que consigna o Padre Ernesto Saltes à terra mirandelense os impulsionou a pegar na pena, e rascunhar esta mensagem de homenagem ao nosso ilustre conterrâneo, Padre Ernesto Saltes, e apresentar o seu trabalho — «MIRANDELA — Apontamentos Históricos». «E aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando» (Lusíadas, Canto I — estância 2).
Como cantou o grande épico português, também o Padre Saltes se «libertou» da morte pela «obra valerosa» que nos legou; em gesto significativo largo, presenteou os seus conterrâneos, várias gerações com esta achega valiosa para o conhecimento e incitamento do estudo monográfico das terras mirandelenses e suas gentes.
É que adiar este trabalho, consagrado em monografia, é mancha profunda no roteiro turístico do coração da Terra Quente Transmontana... Acreditamos que está perto o raiar, da autora que velozmente se aproxima.
Que saibamos soprar, e fazer crepitar, na lareira transmontana, a faúlha latente que o Padre Ernesto Saltes acendeu.
 Brilhará a luz do passado histórico destas terras, em fulgurante candelabro cultural, etnográfico e arqueológico, transformado na monografia das Terras de Mirandela.
Não esqueçamos que «um povo perde tristemente o seu valor, quando esquece as suas tradições históricas, poéticas e religiosas» in «Memorias Histórico-Arqueológicas do Distrito de Bragança», Tomo I — página 8, por Francisco Manuel Alves) e «extinguem-se as pátrias que perdem a memória do passado» (in - Lendas e Narrativas», de Alexandre Herculano).


A CASA DA CULTURA DO CONCELHO DE MIRANDELA



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1 comentário:

  1. Seria melhor corrigir o apelido do padre Sales neste artigo, já que aparece incorretamente escrito por duas vezes.

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