domingo, 8 de janeiro de 2017

SAMBADE -TOPONÍMIA

Fotografia:Lb

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  1. Freguesia de Sambade

    Área da freguesia: 32 km.

    População residente: 606 hab.

    Aldeias anexas: Covelas e Vila Nova.

    Distância à sede de concelho: 9 km.

    Festas e romarias: Senhora das Neves (3.º domingo de Agosto), São Sebastião (1.º domingo de Fevereiro).

    Património cultural e edificado: Igreja Matriz, Capelas de Nossa Senhora das Neves, de S. Sebastião, da Senhora do Rosário, de Santo António, de S. Roque, Cruzeiro, Fontes de Mergulho, Pelourinho.

    Locais a visitar: Igreja Matriz, Capelas de Nossa Senhora das Neves, de S. Sebastião, da Senhora do Rosário, de Santo António, de S. Roque, Fontes de Mergulho, Pelourinho, miradouro da Serra de Bornes.

    O topónimo da freguesia está relacionado com uma figura religiosa que aqui viveu. Sambade deriva de Sambadi, ou seja do nome próprio do Padre Sambade, que foi uma figura importante. Este Padre tinha-se tornado célebre no século VIII, nas Astúrias, pela eloquência com que refutou a heresia dos monotelistas, tal como aponta Viterbo no seu Elucidário, artigo Bieco. Outrora, Sambade foi uma das maiores abadias das terras transmontanas, sendo esta do padroado real. A Abadia de Sambade foi sempre muito disputada pelos elementos eclesiásticos e, a atestar a sua importância, temos o facto de nela terem sido colocadas pessoas de alta categoria, visto que algumas sumidades da Igreja desprezaram Bispados e preferiram ser abades de Sambade. Alguns bons exemplos do que se acabou de afirmar são o escritor Jacinto Freire de Andrade, que foi abade desta freguesia, entre 1620 e 1625, e o insigne homem de letras Dr. Manuel de Sousa Moreira, membro da Academia Real da História, igualmente conhecido pelo nome de “Abade de Sambade”, que viveu na freguesia entre 1678 e 1722.
    Atravessada pela estrada nacional, Sambade é a aldeia mais populosa do concelho. É uma povoação bonita, com uma bela igreja de finais do séc. XVIII, rodeada de um adro com árvores frondosas e agradáveis bancos de pedra, que nos convidam a parar um pouco e respirar o ar puro da serra.
    Soutos antigos rodeiam as três povoações da freguesia, as ribeiras e fios de água que descem da serra estão bordejadas por velhos ulmeiros que oferecem protecção e abrigo à passarada nas horas de maior calor.
    Se parar nalgum dos cafés da aldeia pode ser que alguém lhe conte a lenda da Nossa Sr.ª das Neves e lhe fale do tempo em que Sambade foi um centro de divulgação cultural em que dezoito padres, fora os menoristas, ensinavam latim, lógica e moral, a jovens de toda a região.
    A uns escassos quilómetros de Sambade, do lado direito da estrada que sobe a Serra de Monte-Mel (Serra de Bornes), levanta-se, num local aprazível pelas suas vistas deslumbrantes, a Ermida de Nossa Senhora das Neves, tendo a seus pés o lugar de Covelas.
    A origem da antiga capela perde-se no tempo, assim como o culto prestado a Nossa Senhora das Neves pelos habitantes das redondezas.
    Há várias lendas na memória do povo e a mais vulgar conta que Nossa Senhora apareceu a uma pastora sobre um castanheiro. Ainda hoje, no lugar do antigo altar, se pode ver um pedaço de tronco de um castanheiro que o povo afirma ser uma relíquia do castanheiro da aparição.
    Não se sabe o porquê do nome Nossa Senhora das Neves, mas há quem diga que se deve ao facto de ter nevado em Roma, no mês de Agosto, no tempo do Papa Libério (século IV), tendo a neve delimitado a Igreja de Santa Maria Maior. Assim, pensa-se que com esta Capela terá sucedido o mesmo.
    Nesta freguesia do concelho de Alfândega da Fé nasceram ou viveram figuras ilustres que marcaram a região, destacando-se o Padre António José de Mesquita Pimentel, o Escritor Manuel de Sousa Moreira e o Professor João Baptista Vilares.
    Sambade foi um importante centro de produção de lã, de linho e de seda, sendo essa então a sua principal riqueza.

    http://www.cm-alfandegadafe.pt/freguesias/35

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