Mostrar mensagens com a etiqueta ALFÂNDEGA DA FÉ. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ALFÂNDEGA DA FÉ. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

RETORNADOS E ENGANADOS


Adérito Valverde, 78 anos , natural de Vales ,concelho de Alfândega da Fé, embarcou para Angola em 1953.Empregado e mais tarde patrão de uma cantina/restaurante em Cazombe, Quanza Sul. Regressou em 1975, trazendo dentro da mala alguma roupa e 400 contos, resultado de 23 anos de trabalho. Em Lisboa disseram-lhe que o dinheiro não valia nada, e o IARN deu-lhe 5 contos para regressar a casa. Trabalhou como empregado na Pastelaria Domus, em Bragança,durante 21 anos .Vive em Vales . aldeia com 78 habitantes.

Reedição de posts desde o início do blogue

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

domingo, 11 de dezembro de 2016

A oliveira mais antiga* de Vilar Chão, Alfândega da Fé

Sobre a oliveira e o azeite já muito foi dito não apenas no presente mas ao longo da história. É árvore que resiste. Matriz da cultura mediterrânica, abraça o sul da Europa e o Norte de África.
Não são eles – azeite e oliveira – que separam. Ainda que intrinsecamente haja um fosso abismal, suavizado hoje pela máquina que oculta e resolve, parafraseando António Corrêa d’Oliveira e Guerra Junqueiro**, aquele incidindo no caminho que ia da azeitona até à luz que o azeite proporciona e este colocando em evidência padecimentos semelhantes para, a partir do grão de cereal, se chegar ao pão.
Houve muito autores que se debruçaram sobre fenómenos de transformação agarrando as coisas mais ínfimas. Também a tradição popular mexeu muito nisso. Por certo que, num caso e no outro, se trata de melhor compreender e assim viver.
Há hoje literatura técnica, muito interessante e alguma com grafismo notável, sobre estas temáticas.
O que se passa com a azeitona e com o grão para se chegar ao céu do azeite e do pão é lá com os lagares e fábricas em que, ao trazermos o produto para casa, deixamos a maquia.
De mais a mais ao vegetal terá sido amortecida a propensão para sentir dor, logo à nascença, haja razão. Ainda ontem e anteontem, aqui, à noite, se agradeceu a fogueira. Basta olhar e ver o que acontece ali.
Em todo o caso não me esqueço da lengalenga da meninice que só perdura em quem corta cebola espanhola à pressa: “ Eu no campo me criei/ Metida entre verdes laços/ O que mais chora por mim/ É o que me faz em pedaços”.

* Os mamões desta oliveira são de zambulho / zambujo. O que é bravio resiste mais?

** Há um certo contra-ponto em Afonso Lopes Viera (poema abaixo, retirado da Internet). Era uma época, já recuada, de trabalho braçal generalizado e com muito pouco recurso a maquinaria que desse o já então indispensável alento, assente em vantagem mecânica aplicada ao quotidiano rural. As aflições e as alegrias – que no essencial são as mesmas - revestem-se hoje de outras feições.

 

Em casa do cavador


Vinho é pranto, pão é a dor.
Só há um regalo à mesa
Depois do cansado dia
Tempera a ceia à pobreza
O azeite da almotolia -

Foi feita da mesma terra
Que eles cavaram
E oleiros pobres vidraram
O vaso que a mesa alegra.
Que, em casa do cavador
Vinho é pranto, pão é a dor.

A fotografias é de Gabriel Ferreira e de um seu tio (o dono da árvore) que vive na França e tem descendentes que habitam a uma noite de viagem dele, na ilha para onde foi desterrado Napoleão Bonaparte.

O texto é de Carlos Sambade

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

sábado, 29 de outubro de 2016

Vilar Chão, Alfândega da Fé - BRASÃO

Este brasão, que se encontra em Vilar Chão, Alfãndega da Fé, apresenta elmo dextro, não é pleno, em linguagem heráldica, considera-se partido, apresenta um farpão que indicia que não decorre directamente do primogénito e tem simbolizadas apenas e só as armas dos Cabral (as duas figuras) e dos Ferreira (as quatro faixas).
Desde a segunda metade século XVIII que os morgadios foram sendo objecto de atenção por parte do legislador o que culminou com a sua extinção em 1863. A partir desta data, em Portugal as pedras de armas vêem a sua importância circunscrita a um âmbito de preservação da memória já não representando qualquer vínculo como sucedia, de algum modo, até aí.
É assim que tudo aponta para que vários apelidos e famílias possam considerar-se de algum modo ligadas a esta casa em que o brasão se encontra, da actualidade até ao século XVII e tendo em atenção filhos, pais, netos e as vias paterna e materna. Esses nomes de apelido são: Caldeira, Martins, Pimentel, Urze, Tomé, Aragão Cabral, Vilares, Ferreira, Gonçalves, Homem, Ferro, Valente, Fernandes, Carrião, Morais Pimentel, Morais Sarmento e, na linha mais antiga que foi possível apurar no intervalo de tempo acima referido, Damião de Morais, de Castro Vicente, que casa com Maria de Sousa (via paterna); Bernardo Homem, que casa com D. Maria Bernarda de Aragão Cabral, de Chacim (via materna).
Das então vilas e depois aldeias de Castro Vicente e Chacim parece irradiar este fluxo com destino a Vilar Chão, aqui se vindo a radicar as mais das vezes por casamento.
Todas estas famílias estão predominantemente ligadas, no intervalo de tempo considerado e salvo melhor opinião, pelo apelido Morais.
De onde vêm, indo mais fundo, estes Morais? Talvez não seja por acaso que  Alexandre José Ferreira de Aragão faleceu em Santo André de Morais e aí foi sepultado, na igreja, em 12.2.1820. Sua esposa, Delfina Inácia, havia falecido nove meses antes em Nossa Senhora da Assunção de Vilar Chão tendo sido sepultada na igreja desta localidade.
 N. B. As pesquisas que conduziram à elaboração deste texto foram feitas em Bragança, nos arquivos Distrital (agradecendo a prontidão do atendimento, que foi presencial) e do Paço (com os agradecimentos ao Dr. Prada pela solicitude e disponibilidade de horário e ao meu amigo de longa data Valdemar de Deus pela colaboração de sempre) e em Alfândega, em arquivo actualmente sob a responsabilidade da Câmara Municipal (com os agradecimentos aos que me conduziram até lá e a quem, de direito, me facultou os antigos livros de registo de propriedades para consulta presencial).
 Vilar Chão, Verão de 2013

Carlos Sambade

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Quinta Branca, Alfândega da Fé - Moagem
















Primeira foto à esquerda: Trieur Marot
Primeira foto à direita: Crivo rotativo num plano ligeiramente inclinado que permite a separação das sementes de trigo inteiras de sementes de trigo partidas e sementes de outros cereais.
Fotos do meio: Peças fabricadas por Emile Marot na década de 1930 em França.
Foto em baixo: Esta peça terá perto de 80 anos e encontra-se em excelente estado de conservação, tendo inclusive as instruções coladas na máquina.
Estas máquinas pertenciam à moagem da Quinta Branca, que vai ficar submersa, sendo este equipamento recuperado pela Câmara Municipal de Alfândega da Fé para a criação de um núcleo museológico dedicado ao Pão.
Quinta Branca, Alfândega da Fé, Dezembro de 2012
Fotografias de José Rodrigues

Reedição de postes desde o início do blogue

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Alfândega da Fé - Quinta Branca

           Malhadeira enfardadeira. Quinta Branca, Alfândega da Fé, novembro de 2012
                                                            Foto de José Rodrigues.

Reedição de posts desde o início do blogue

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Alfândega da Fé - Encontro de Escritores Transmontanos



Caríssimos autores, 

Venho com muito gosto convidá-lo/a a participar no VI Encontro de Escritores Transmontanos, que este ano terá lugar em Alfândega da Fé, contando com o apoio da respectiva autarquia. 

O Encontro terá lugar no dia 27 de Agosto, sábado, a partir das 10h00. Enviarei o programa definitivo nos próximos dias, bem como outras informações acessórias, mas adianto que temos confirmada a participação de três autores para nos falarem das suas obras recentes: Raquel Serejo Martins, que recentemente editou com a  Poética a obra "Aves de incêndio" (poesia),  António Sá Gué (aguardo a confirmação da participação do poeta Jorge Velhote para apresentação da obra daquele autor "O Hominídeo Humanizado") ,  e António Afonso, cuja participação será pretexto para evocação da memória do Abade de Baçal. 

Um cordial abraço e até breve. 

Virgínia do Carmo

terça-feira, 31 de maio de 2016

Ira dos transmontanos obriga José Cid a cancelar concerto


O concerto de José Cid, agendado para 11 de junho em Alfândega da Fé, foi cancelado na sequência da polémica que envolve o músico e o humorista Nuno Markl, avança o Diário de Trás-os-Montes.



Em causa está uma entrevista antiga, reposta este fim de semana no canal Q, em que José Cid se refere aos transmontanos como “pessoas medonhas, desdentadas”. Nuno Markl riu-se das afirmações do cantor e acabou por ser criticado.

“Atreva-se a meter-se com os transmontanos, vai ver que fica sem dentes para se rir”, lê-se num comentário no Facebook de Nuno Markl, que ponderou apagar a sua página nesta rede social.

Foi entretanto criada uma página – ‘Todos Contra o Cid’ – que conta já com mais de 7000 gostos e uma petição online que exige um pedido de desculpas. "Foi com enorme surpresa que fomos confrontados com declarações altamente insultuosas para com o povo transmontano da sua parte, em peça do Canal Q", lê-se no texto que acompanha a petição.

Também o presidente da Câmara Municipal de Bragança reagiu à polémica, expressando o seu "profundo desagrado, repúdio e desilusão pelas lamentáveis declarações". "Os Transmontanos sempre deram o seu melhor a favor do país, aliás como reza a História, onde grandes personalidades se destacaram em todas as áreas, desde a cultura, à música, à política, ao desporto, entre outras, situação que ainda hoje se mantém", acrescentou Hernâni Dias.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

ALFÂNDEGA DA FÉ - POSTAL

Enviado por João Luís Gomes Braga

Reedição de posts desde o início do blogue

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Alfândega da Fé - Festa da Montanha por trilhos da Serra de Bornes


O II Trail da Festa da Montanha dá a conhecer este mês as tradições e actividades associadas à principal Serra do concelho de Alfândega da Fé.

O Trail da Festa da Montanha vai, pelo segundo ano consecutivo, fazer parte do programa da Festa da Montanha, a decorrer entre os dias 20, 21 e 22 de Novembro, na freguesia de Sambade, concelho de Alfândega da Fé, distrito de Bragança.

A realizar no dia 22 (Domingo), às 9h30, a prova pretende divulgar e celebrar as potencialidades da montanha, dando a conhecer os produtos, as histórias, tradições e actividades associadas à principal Serra existente no concelho (Serra de Bornes).

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Alfândega da Fé - Torre do Relógio já é visitável após um investimento de 650 mil euros na sua recuperação

Um dos mais emblemáticos edifícios da vila de Alfândega da Fé abriu as portas ao público depois de obras de requalificação que tornaram visitável a Torre do Relógio, e cujo investimento rondou os 650 mil euros, financiados em 85 % por fundos comunitários.
Segundo a autarca alfandeguense, Berta Nunes, trata-se do ex-líbris arquitetónico do concelho, podendo ter a sua origem numa antiga torre do castelo medieval que existiu na vila.
“Hipótese de a torre do relógio ser, uma das partes do antigo castelo, ainda não está completamente descartada, já que a sua arquitetura assim, a denúncia”, descreveu.

Fonte: http://www.mdb.pt/noticia/torre-do-relogio-ja-e-visitavel-apos-um-investimento-de-650-mil-euros-na-sua-recuperacao