sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Apresentação do livro que reúne textos de António Monteiro Cardoso pelo Vice Presidente Artur Parra


8 de setembro de 2016, Freixo de Espada à Cinta

Apresentação de uma edição que reúne textos de António M. Monteiro Cardoso sobre o Oratório de São Filipe de Neri em Trás - Os - Montes a Congregação de Nossa Senhora do Vilar de Freixo de Espada à Cinta e os Guerras de Freixo de Espada à Cinta, aventuras de uma família no tempo das lutas liberais.
I PARTE

Hoje, dia 8 de setembro de 2016, António M. Monteiro Cardoso, completaria 66 anos de idade e como seria bom tê-lo aqui connosco para apagar as velas do seu aniversário. O destino, como tantas vezes acontece, foi ingrato e no dia 11 de janeiro deste ano privou-nos da sua presença física. Espiritualmente, recordá-lo-emos sempre com o mesmo sorriso aberto e carinhoso, convicto de que as boas fadas nos protejam durante o nosso percurso de vida.

No passado dia 20 de fevereiro, neste mesmo oratório, o município de Freixo de Espada à Cinta procedeu, juntamente com a Âncora Editora, ao lançamento da segunda edição do livro “Boas Fadas que te Fadem” do nosso saudoso conterrâneo. Foi com muito orgulho que vi esta obra ser reconhecida com a sua entrada no plano nacional de leitura para o ensino secundário e formação de adultos desde julho passado.

Todavia e a culminar uma série de cerimónias, cujo objetivo é recordar António M. Monteiro Cardoso, estamos neste local tão emblemático e tão significativo para o autor, nele se inspirando para escrever esta obra que o município pretende alargar a todos os presentes.

Espero ser esclarecedor nesta minha intervenção sobre o Oratório de S. Filipe de Neri e a Congregação de Nossa senhora do Vilar em Freixo de Espada à Cinta.

Sabemos que a Congregação com o nome S. Filipe de Neri foi criada em Itália pelo próprio em 1575, expandindo-se posteriormente a França e Espanha. Em Portugal surge depois de  1640, época da restauração da independência, por conseguinte altura de grande perturbação. Viveram-se períodos difíceis e graças à tenacidade e influência do padre Bartolomeu do Quental  só em 1668 conseguiu que a Congregação dos Oratórios  fosse fundada na capital do país.


O Oratório em Freixo de Espada à Cinta teve início no ano de 1673 e prolongou-se durante 161 anos até 1834. Foi uma casa de religiosos sob a invocação de Nossa Senhora do Vilar e caracterizava-se essencialmente pela sua abertura ao exterior onde exerceu uma forte ação junto das populações e na organização de estudos. A sua dedicação ao estudo e ensino conferiu-lhe um papel preponderante na cultura portuguesa. De realçar que a partir de 1716 todos os alunos dos oratorianos tinham acesso direto à universidade, sem qualquer exame prévio.

No entanto, não deixa de ser curioso e digno de registo o facto duma instituição com esta grandeza, se fixar num lugar praticamente escondido e pouco povoado, quando à partida seria normal escolher os grandes centros urbanos. Em Trás-Os-Montes a Congregação de Nossa Senhora do Vilar, núcleo do Oratório, deixa uma enorme marca na vida espiritual e material, não só na vila de Freixo como em todo o interior transmontano e beirão.

Felizmente o padre António Geraldes, oriundo de Ligares, foi um dos congregados do Oratório de Freixo e deixou-nos um legado com histórias que ocorreram naquele espaço de culto. Não há exatidão nas datas de nascimento e óbito deste padre, mas sabe-se que em 1755, data do terramoto de Lisboa organizou uma novena para acalmar a ira de Deus. Monteiro Cardoso baseia-se e fundamenta a sua obra em manuscritos deixados pelo padre António Geraldes, vendo nele um profundo conhecedor do funcionamento do Oratório.

Sabemos que o padre Francisco da Silva foi o grande impulsionador e fundador da Congregação em Freixo de Espada à Cinta, concretizando uma ideia de Manuel de Santa Maria que outrora havia sido militar no castelo desta vila.

Após conversações com a Câmara municipal, esta acedeu à solicitação do padre Francisco da Silva e doou a capela de Nossa Senhora do Vilar, bem como todos os bens de raiz, constituídos por terras de pão, oliveiras e vinhas que os devotos, ao longo dos anos, tinham oferecido à Senhora do Vilar.
Dia 10 de Setembro de 1673 entrava em Freixo de Espada à Cinta o padre Francisco da Silva e alguns dos seus companheiros que vestidos a rigor, com os seus hábitos negros, foram bem recebidos pelos freixenistas que os acompanharam até à sua futura residência.

Contudo há que tirar ilações e é notória a facilidade com que a Câmara entrega a uma organização religiosa desconhecida, todo este vasto e rico património, quando os seus habitantes vivem com muitas dificuldades. Neste conturbado período Freixo é um concelho pobre. O próprio padre António Geraldes fala do notável declínio, traduzido no acentuado decréscimo populacional. De mil habitantes, em apenas três décadas, passam para 400. Pode-se apontar como causa direta a Guerra da Restauração mas também a perseguição aos cristãos novos, por parte da inquisição não deixa de ser significativa.

Portanto a vinda dos religiosos, numa época tão difícil para os freixenistas, só podia ser bem acolhida.

No entender do padre António Geraldes a capela de Nossa Senhora do Vilar deveria ser de estilo românico e possivelmente seria a igreja matriz até à construção da igreja de S. Miguel.
No início, os congregados passaram muitas dificuldades. As condições de habitabilidade eram precárias, vivendo em autênticos cubículos. Havia inúmeras doenças e tinham muitas privações incluindo o aspeto alimentar. Valeu-lhes a maior parte das vezes a generosidade da população.
Felizmente este período é curto e poucos anos volvidos a congregação vive um período de desafogo         e os seus membros podem disfrutar de alguma qualidade de vida.

II PARTE

Se no que diz respeito à sua instalação houve dificuldades, também no aspeto burocrático surgiram alguns problemas, resolvidos apenas passados doze anos quando o Papa Inocêncio XI homologou os estatutos que passaram a reger esta congregação oratoriana.

Enquanto contornava todas estas vicissitudes, o padre Francisco da Silva tinha consciência que para além dos homens simples que sempre o acompanharam, era necessária a presença de gente mais culta e instruída. Não havia grandes oradores/pregadores o que tornava inoperante um dos objetivos essenciais da congregação. Como que caído do céu, surge uma personagem que irá alterar, por completo, a vida do oratório. O Padre José de Caldas, jovem estudante de Coimbra, aluno brilhante e sobrinho do Padre Francisco Carneiro, amigo íntimo do padre Francisco da Silva. Com apenas 22 ou 23 anos de idade, este jovem padre conseguiu através do seu dinamismo consolidar e expandir a congregação e tornar-se conhecido em toda a região, como um excelente filósofo e retórico.

Em 1677, no ano imediato ao da sua chegada a Freixo de Espada à Cinta, o padre José de Caldas dirigiu-se a Coimbra e conseguiu convencer três antigos colegas  da universidade para o acompanharem e ajudar na sua missão. Como curiosidade foram eles os Padres Mateus Borges da cidade da Guarda, João da Silva da cidade de Guimarães e Bartolomeu Monteiro da cidade do Porto.
A vinda destes três novos elementos permitiu à congregação cumprir, como já referi, um dos dois principais objetivos – a organização dos estudos. No campo material também foi benéfica para a instituição porque o portuense Bartolomeu Monteiro era muito rico, aplicando de boa vontade os seus rendimentos a favor da casa que o recebera, começando, deste modo, a prosperar.

A fama destes jovens padres começou a expandir-se de tal forma que eram solicitados como conselheiros, para fundar novas congregações como, por exemplo aconteceu com a da cidade do Porto, onde esteve, para além deste jovem grupo, o padre Bartolomeu Fernandes, até à data o único congregado natural de Freixo.

Com alguma disponibilidade financeira a congregação cresceu e foram adquiridos mais terrenos como por exemplo a Cerca e a Quinta do Milagre, que devido à abundância e qualidade da água, os oratorianos resolveram o problema da escassez daquele bem precioso.

Em relação à organização de estudos, a partir do momento em que o padre José de Caldas recrutou os personagens já referidos, o funcionamento de cursos foram abertos a estudantes de fora daquela comunidade religiosa.

Relembro que numa região tão carecida de ensino, estes cursos lecionados gratuitamente, foram uma enorme bênção e contribuíram para a grande aceitação dos padres por parte dos moradores de Freixo de Espada à Cinta. Como curiosidade, referir que estes cursos funcionaram cerca de século e meio e resultaram favoravelmente na formação daqueles que os frequentaram e indiretamente na vida espiritual do concelho de Freixo.

Contudo o grande impulsionador dos estudos na Congregação foi o padre Manuel da Guerra, que ali exerceu durante 45 anos. Homem ilustre distinguiu-se essencialmente nas áreas da filosofia e da teologia.

III PARTE

Inesperadamente e sem nada o prever, surge um momento difícil na Congregação. A elevada projeção evidenciada no Oratório de Freixo, contrastava com a pequenez da Vila e com a sua localização no interior.
O Bispo de Viseu, D. João de Melo, começa a aliciar o padre José de Caldas para conseguir os seus préstimos naquela cidade e para ali fundar uma casa da Congregação do Oratório, mas este não acedeu ao solicitado. Em 1688 a convite do Bispo de Viseu, na altura D. Ricardo Russel, o padre José de Caldas não aguentou e transferiu-se para aquela cidade, entendendo  que sem a sua presença a Instituição de Freixo devia ser extinta passando para a sua nova casa todos os respetivos membros, bem como todos os seus bens móveis. Esta tomada de posição compreende-se apenas porque nesta altura o padre José de Caldas mantinha, com algumas pessoas principais de Freixo, laços pouco amistosos. A verdade é que pouco a pouco a Congregação de S. Filipe de Neri foi ficando mais vazia, quer no seu conteúdo material ( livros, relíquias, etc…) quer nos seus recursos humanos, pois o padre Caldas levou para Viseu alguns padres pertencentes a este Oratório.

Todavia, eis que surge um grupo de três congregados, que ainda permaneciam em Freixo, liderados pelo padre Manuel da Guerra, pedindo aos seus colegas para regressarem e solicitando aos seus superiores que não extinguissem o Oratório.

Pediram ajuda à Câmara e envolveram as pessoas mais influentes de Freixo para os apoiarem nesta sua petição, o que de resto veio a acontecer.

O padre Bartolomeu do Quental, pioneiro dos Oratorianos em Portugal e chefe máximo desta Instituição, nunca havia visto a Congregação de Freixo, com bons olhos, pelo que o seu parecer era a favor do seu encerramento. Chegou mesmo a ameaçar os padres “ renegados” que se continuassem com a sua teimosia, ser-lhes-ia cortado todo o tipo de relações com as suas congéneres. Este período complicado durou cerca de três anos, altura em que o arcebispo de braga, D. José de Meneses, interferiu a favor dos padres fiéis a Freixo. O padre Bartolomeu do Quental, como necessitava deste bispo, não mais se opôs à continuidade da Congregação dos Oratorianos em Freixo.

Uma nota final para a forma como as congregações eram geridas e à sua autonomia. Repare-se o caso de Freixo que embora estivesse instalada num meio rural, fóra portanto dos centros urbanos, constituiu um exemplo de descentralização, conseguindo auto sustentar-se e ter um papel preponderante, junto da comunidade onde estava instalada.

Monteiro Cardoso no final da sua obra relata-nos minuciosamente como era o quotidiano daquela casa religiosa, bem como as competências de cada um dos seus congregados.

IV PARTE
Esta quarta e última parte é dedicada na íntegra à Família Guerra de Freixo de Espada à Cinta e suas Aventuras no Tempo das Lutas Liberais.
Como é do conhecimento geral, entre 1828 e 1834, viveu-se em Portugal um período conturbado que deixou profundas marcas  na nossa economia, assim como a morte de milhares de portugueses. Refiro-me como é óbvio à guerra entre os dois irmãos Pedro e Miguel pela posse do trono, que ficou conhecida para a história, pela Guerra Civil Portuguesa ou Guerras Liberais ou Guerra Miguelista ou ainda Guerra dos dois Irmãos. Esta disputa de poderes terminaria com a convenção de Evoramonte com o trono do reino entregue a Dona Maria II e o exílio do príncipe D. Miguel para a Alemanha.
Todos os efeitos duma guerra civil são notórios e há diferentes consequências para os vencedores e vencidos. Em Freixo de Espada à Cinta não foi exceção e a transformação mais evidenciada foi a ascensão dominante da família Guerra, para a qual se transfere o convento dos oratorianos, chamado de Nossa Senhora do Vilar, bem como todo o seu rico património. Até finais do século XIX os Guerras vão assumir posições de relevo em todos os setores da vida social, atingindo o auge com o enorme sucesso literário, não só a nível nacional, com o poeta ABÍLIO GUERRA JUNQUEIRA.

Como Monteiro Cardoso refere, existiam e existem em Freixo diversas pessoas com aquele apelido sem pertencerem à mesma família. Deste modo a família GUERRA de que nos fala esta obra são todos os descendentes de José António Guerra, nascido a 27 de maio de 1773, passados 100 anos da fundação do Oratório de S. Filipe de Neri em Freixo de Espada à Cinta.

Tendo por base os livros paroquiais, a família de José António Guerra, já estaria em Freixo há pelo menos quatro gerações e em princípio seriam negociantes com sucesso. José António como era hábito, continuou a atividade do pai e transformou-se, graças ao seu esforço e dedicação num dos maiores homens de negócios do norte, expandindo-se para a vizinha Espanha, onde angariou grandes amigos. Porém, e por ventura no auge da sua carreira de comerciante, é apanhado como tantos outros, pelas  guerras liberais e obrigado a refugiar-se em Espanha onde conseguiu estar a salvo durante aquele período. Monteiro Cardoso relata-nos episódios curiosos, junto à fronteira que o leitor certamente apreciará, durante este curto mas marcante período de tempo. A par de peripécias de carater particular, também algumas chamadas de atenção para o que se passava na política europeia, nomeadamente em Espanha.

Terminada a guerra, que durou cerca de seis anos, regressaram a casa todos os refugiados políticos, entre eles o nosso personagem principal, José António Guerra que por ter sido membro da câmara de Freixo em 1928, foi nomeado “juiz subdelegado da polícia de Freixo”. Nesta qualidade e cumprindo ordens do poder central, tomou posse do convento da congregação e mandou sair os padres congregados.

Extintas as ordens religiosas, o governo mandou que fossem vendidos todos os bens, o que em Freixo representava o Convento da Vila, a Cerca e mais de cinquenta propriedades que os padres possuíam à data da extinção. Todos estes haveres eram apetecíveis, a começar pelo convento que seria uma boa casa de habitação além de anexar numerosas dependências de apoio à atividade agrícola, como palheiros, lagar de vinho e quintal. Melhor ainda era a Cerca composta de vinha, oliveiras amendoeiras, pomar, lameiro e árvores de fruto. Havia ainda duas propriedades que eram consideradas as melhores do concelho: a Quinta do Milagre e a Quinta da Matança. Além destas havia ainda cerca de 32 terras, 11 olivais, 3 cortinhas, 2 hortas e um canal de pescaria no Douro, ao fundo da Invernia.

Perante todo este património era muito difícil haver alguém com dinheiro suficiente para investir, após uma guerra civil que enfraqueceu as divisas públicas e privadas. Ainda foram colocados em arrematação quinze daqueles bens, sem que houvesse algum candidato. Em 1841 organizou-se nova arrematação e surge um novo personagem de seu nome Joaquim José de Araújo, freixenista de nascença, vindo do Brasil e cheio de dinheiro. Por casualidade era primo direito do nosso conhecido José António Guerra e cunhado do filho deste, José Francisco Guerra, que casara com a sua irmã Isabel Marcelina de Araújo Guerra e de quem se tornou amigo inseparável. Houve três fases de arrematação devido ao enorme património envolvido, findas as quais todos os bens que outrora pertenceram aos oratorianos passaram para a posse de Joaquim José de Araújo. Em janeiro de 1843 o nosso brasileiro fica doente e morre. No seu testamento deixou grandes somas de dinheiro a Instituições de caridade na cidade do Porto, como por exemplo o Hospital da Misericórdia, Casas de recolhimento de meninos e meninas desamparadas, bem como dividiu dinheiro por outros familiares. Em relação aos bens de Freixo de Espada à Cinta deixa em testamento ao seu maior amigo e cunhado José Francisco Guerra a quinta do Milagre e todo o resto do património que havia adquirido a uma filha deste, de seu nome Maria de São Joaquim de Araújo Guerra, que por motivos desconhecidos acabou por ceder tudo ao seu pai. Deste modo, José Francisco Guerra tornou-se no homem mais rico e poderoso do concelho de Freixo de Espada à Cinta e passou a viver no imponente edifício que os oratorianos e discípulos de S. Francisco de Neri tinham construído no sítio onde outrora apenas existiu a capela de Nossa Senhora do Vilar.

José Francisco Guerra nomeado, a 3 de novembro de 1836, Capitão da Guarda Republicana de Freixo tornou-se, de facto, uma personagem de destaque e temível a nível de Trás-Os-Montes. A perseguição de que tinham sido alvo os liberais, invertia-se agora a desfavor dos miguelistas, obrigados a fugirem para Espanha. O capitão Guerra, como era agora conhecido  José Francisco Guerra, devido ao prestígio evidenciado, chegou mesmo a ser escolha para eleitor do distrito de Bragança nas eleições de 1845.

E a população de Freixo o que dizia a todas estas transformações? Estamos convictos que nunca gostou de ver todo aquele património que pertencera aos congregados, com quem tinham relações muito íntimas e amigas, estarem na posse de alguém que converteu uma igreja e um convento em casa de habitação. Todavia, com receio de possíveis represálias, não se pronuncia. Sofreram imenso muitos Freixenistas ver transformado um espaço, onde congregados e outros habitantes de Freixo foram sepultados, num armazém de produtos agrícolas. Nunca devemos esquecer que a população não gosta que a sua religião seja beliscada.

Monteiro Cardoso evoca mais alguns episódios pós guerra liberal, passados  no distrito de Bragança, onde o papel do atual presidente da câmara de Freixo, Manuel Guerra Tenreiro, foi preponderante.
 Em termos de epílogo, podemos dizer que em meados do século XIX eram figuras dominantes, em Freixo de Espada à Cinta, os dois filhos de José António Guerra: José Francisco Guerra que adquiriu os bens nacionais, grande proprietário, conhecido por “Guerra do Convento” e seu irmão Manuel Joaquim Guerra, que entretanto se tornara num próspero comerciante a quem chamavam o “Guerra do Outeiro” por ter loja aberta naquele largo.

 Do casamento de José Francisco Guerra  nasceram três filhos e três filhas e do casamento de Manuel Joaquim Guerra nasceram cinco filhas e dois filhos. Curiosamente muitos destes primos casaram entre si e foi do casamento de uma das filhas do “Guerra do Outeiro”, Ana Maria de seu nome, que após casamento com um dos empregados do seu pai, José António Junqueiro de Ligares, nasceu o grande poeta Abílio Guerra Junqueiro a 15 de Setembro de 1850.

A família Guerra evidenciou sempre um espírito inovador e progressista, ficando na memória de muitas pessoas, num passado recente, a figura do Major Alfredo Augusto Guerra Pinheiro, como pioneiro incansável no melhoramento da produção e comercialização dos produtos agrícolas, assim como autor de importantíssimos estudos acerca do vinho do Porto.

Quero agradecer a paciência que tiveram em me ouvir e recomendar a leitura desta obra tão significativa e de enorme importância para o concelho de Freixo de Espada à Cinta que o nosso querido autor nos legou. Bem hajas TONÉ por tudo o que fizeste pela tua/nossa Terra.  Muito obrigado.





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