quinta-feira, 2 de julho de 2015

Capela do Sagrado Coração de Jesus - Recuperação

 A capela do Sagrado Coração de Jesus pertencia ao já demolido solar da família Carneiro Vasconcelos, tendo sido erguida, ao que tudo indica, no decorrer da primeira metade do século XVIII. Certo é que o órgão remonta a ano de 1743.

O portal principal é formado por pilastras e encimado por frontão de volutas interrompido pelo Sagrado Coração de Jesus, ao qual a capela é dedicada. O século XVIII correspondeu, em Torre de Moncorvo, a um crescimento considerável da vila, quer em termos populacionais, quer em termos de superfície e de novos imóveis. Também o património religioso conheceu um crescimento, contando-se duas igrejas, um convento de frades, um recolhimento feminino, a igreja da Misericórdia, a capela do hospital e quinze capelas, oito das quais do padroado da câmara e sete de particulares (ABREU, p. 96). Estas, encontravam-se, como a capela do Sagrado Coração de Jesus, integradas nos solares setecentistas erguidos nesta centúria e que documentam o desenvolvimento da vila e da nobreza aí residente.

(Rosário Carvalho)
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Decreto n.º 28/82, DR n.º 47, de 26-02-1982
Fotografias enviadas por Carlos Manuel Firmino Ricardo
Nota: A capela está a ser restaurada pelos seus actuais proprietários.

3 comentários:

  1. Vilarandelo Umdiaumaimagem disse:Ainda bem que está a ser recuperada. O património tem de ser preservado.

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  2. Concelho de Torre de Moncorvo, freguesia de Torre de Moncorvo
    Trata-se de uma capela setecentista, em cujo frontispício se rasga uma porta de vão recto entre pilastras que suportam um frontão triangular interrompido e terminado por duas volutas. No meio destas encontra-se o Sagrado Coração de Jesus. Por cima desta representação existe uma janela ocular com uma moldura em forma de cruz grega. A empena termina com uma cruz. A classificação inclui toda a talha, órgãos, quadros e demais recheio. Pertencia à Casa do Cacau, propriedade da família Gusmão.
    Acesso: Largo do Castelo ou Praça da República.
    Protecção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 28/82, DR 47 de 26 Fevereiro 1982.

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  3. É bom saber estas noticias. Tanto património abandonado, desprezado ,com um organismo oficial que não funciona ,com técnicos que assobiam para o lado mais preocupados com a sua torre onde se entrincheiraram contra tudo e contra todos do que zelar por o nosso património. Por isso lhe paga o estado (nós).Mais uma vez é a iniciativa privada que assume os custos e vence a teia do imobilismo .O mau estado da capela arrastava-se há mais de sete anos e pelas fotografias penso que em alguns sítios já se chegou tarde. Assim anda o nosso património. Talvez o secretário de estado da cultura, natural do Pocinho possa inverter este muro de lamentações. A ver vamos ,como diz o cego.
    Noitibó
    P.S. Uma pergunta ;o orgão ainda funciona ou está como o da igreja matriz?

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