sexta-feira, 17 de julho de 2015

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (16/07)

16.07.1725 – Acta da reunião da câmara municipal:
- Nesta câmara determinaram que fossem condenadas as pessoas que não deram pardais, na forma dos acórdãos desta câmara, e para se virem a condenar lançaram os porteiros Manuel Fernandes e Sebastião Dias declarações e foram condenados da maneira seguinte:
Manuel Francisco Sandinho em 120 réis.Manuel Lopes, alfaiate 120 rs José Pereira Peixe 120 rs.
… a lista continua.
16.07.1885 – Deram entrada na cadeia, acusados de agressão ao administrador do concelho Dr. Abílio da Costa Pontes e ao Dr. Ferreira Margarido os arguidos António Bernardo de Morais Leal e seu filho Pedro Herculano os quais foram presos em flagrante delito. Manuel Joaquim de Morais Leal, também acusado como agressor, evadiu-se… Este caso foi mais político do que judicial e deu origem a uma defesa pública extremamente aguerrida com a publicação de “Borregos e Salafrários do Concelho e Comarca de Moncorvo…” O processo arrastou-se e acabou com um “perdão” concedido pelos arguidos.
16.07.1908 – Criação da Sociedade de Socorros Mútuos dos Artistas Macedenses.
16.07.1918 – Vejam como o administrador de Moncorvo retratava a situação:
Dr. Horácio Simões
- (…) Pese embora o posto da Guarda Republicana esteja no máximo efectivo, tenho como certa uma sublevação do povo, talvez para muitos breves dias. O operariado, quer no trabalho, quer nos dias de descanso, não se esconde de manifestar as suas intenções bélicas, por motivo da carestia da vida, e assim é de prever que graves acontecimentos se pronunciem e deles resultem prejuízos materiais incalculáveis, até perdas de algumas vidas. Já será difícil manter em ordem o povo amotinado e cheio de fome com os 10 guardas de que o posto se compõe…
16.07.1936 – Nomeação para o lugar de Inspector de Sanidade Pecuária, do concelho de Moncorvo do Dr. Horácio Simões que entretanto se encontrava a tirar o curso de Alferes Miliciano.
António Júlio Andrade

5 comentários:

  1. Ana Sotto-Mayor disse: Obrigada Lelo Demoncorvo. Ele escreveu um texto muito divertido sobre a sua chegada a Moncorvo. Esse texto foi publicado num jornal de Bragança (não tenho a certeza). Conta como num primeiro impulso desejou fugir e como teve de esperar e se apaixonou pela terra. Inicialmente através das pessoas que conheceu e que o receberam muito bem. E depois pelas montanhas, caminhos e trabalho a fazer. :-)

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  2. ... que não deram pardais ...
    Para ler,ajuda a entender http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/07/o-trigo-dos-pardais-escaparate-xxxiii.html

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  3. A neta do dr.Simões não pode enviar esse texto do avô para todos lermos?
    Maneldabila

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  4. "Que não deram pardais" - Desde o Antigo Egipto que os pardais se apresentavam como muito devoradores das colheitas, sobretudo os cereais. E os povos tinham de defender-se desta praga. A forma encontrada, através dos séculos, foi a de os concelhos estipularem que cada morador tinha de matar um certo número de pardais. A prova de que os matava era levar as cabeças dos pardais mortos à presença de um funcionário da câmara, geralmente o secretário, que tomava nota. Quem não cumprisse tinha de pagar uma multa...Devo dizer que, nos dias de hoje, nas proximidades dos povoados, os maiores inimigos das hortas e dos lavradores são exactamente os pardais. Desde que desapareceram as fisgas das mãos dos miúdos e a GNR aplica multas por causa de os matarem com as espingardinhas de chumbos... os pardais têm-se desenvolvido de um modo extraordinário e creio que estão provocando um desequilíbrio ecológico. Ao menos é isto o que eu concluo das conversas com os homens dos nossos campos. J. Andrade

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  5. Perlim pim pim pardais à cesta , dizia o ti Emílio que não acreditava em bruxas nem milagres.Umm, ficou tudo em águas de bacalhau,rematava.
    Noitibó

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