quarta-feira, 24 de junho de 2015

"Um olhar sobre a emigração",por Júlia de Barros Ribeiro (Biló)

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3 comentários:

  1. Somos os"feios,porcos e maus"do sul da Europa...Os xenófobos alemães(e não só) rotulam as nossas crianças emigrantes de burras e atrasadas mentais.Mas resolver os problemas dessa maneira é que não me parece de quem tem todo o juízo.Enfim...
    O Estado português também tem culpas no cartório.Nem sempre tem feito cumprir a Constituição que,no artigo 74,alínea i),estipula que o Estado tem obrigação de assegurar aos filhos dos emigrantes portugueses o ensino da língua e cultura portuguesas.

    Esperamos mais artigos publicados por si,Julinha,no "Terra Quente".E agradecemos.

    Uma moncorvense

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  2. Este é um dos problemas que os filhos dos emigrantes, muitas vezes, têm que enfrentar.
    A.Andrés

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  3. No JN de 3ªfeira, dia 21 de Junho, pode ler-se na pág.13, que o exame de Português de 9º Ano, chamada Prova de Língua Não Materna (PLNM) “… tem perguntas formuladas de forma mais simples e fechada, com mais exercícios de ‘verdadeiro/falso’ do que as provas de Português convencionais “ .
    Os quatro alunos abordados pelo jornalista : um ucraniano, uma guineense, um
    cabo-verdiano e um moçambicano acharam as provas “muito fáceis” e a cabo-verdiana até as considerou “fáceis demais” .
    Em Portugal está a fazer-se pelos filhos dos imigrantes em idade escolar aquilo que deve ser feito e nunca nem a Alemanha nem a Suiça fizeram pelos filhos dos nossos emigrantes, em igualdade de situação.
    Pior ainda: há vinte anos , nem o nosso Ministério da Educação nem as Direcções Regionais de Educação de então, tiveram em conta a existência, nas aulas, dessas crianças, filhos dos nossos emigrantes, que haviam deixado os pais na Suiça e na Alemanha para vir para casa de avós, tios ou outros familiares , a fim de frequentarem as nossas escolas com vista a alcançarem o que lá fora lhes fora negado.(Apenas 3 ou 4 escolas olharam para o problema - honra lhes seja feita).
    É com muita pena, e raiva à mistura, que digo que poucos desses miúdos discriminados lá fora e aqui , no país dos seus pais e avós, repito, muito poucos conseguiram fazer o 12ºAno.
    Júlia

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