sábado, 27 de fevereiro de 2016

ROGÉRIO RODRIGUES - VISITA AO HORÁCIO ESPALHA

Click na imagem para aumentar.
In LIVRO DE VISITAS, de Rogério Rodrigues.
Edição de autor,1972
Reedição de posts desde o inicio do blogue

8 comentários:

  1. Lendo os dois textos, digo:AH! Grande Horácio!!

    ResponderEliminar
  2. Este senhor ainda viveu o PREC.Pessoas do seu tempo que contem as histórias pós 25 de abril em Moncorvo e a relação de Horácio Espalha com os líderes políticos desse tempo.Quais eram as suas relações com Tony Americano?...

    ResponderEliminar
  3. Não sabia que tinha livros de poesia editados.Onde se pode comprar?
    Sempre que aqui aparecem referências a livros não nos dizem onde se podem adquirir ou simplesmente ler.Informem se for possivel.Desde já agradeço.

    ResponderEliminar
  4. Eu não conheci o Tony Americano. Estava longe de Moncorvo nessa época.
    Mas o Horácio Espalha sempre foi anti-fascista, anti-salazarista, anti-guerra colonial e, (porque não dizê-lo?) anti-clerical. Costumava dizer que "a beatice, o ranço de sacristia e as saias dos padres lhe azedavam o estômago". Sempre se deu bem com quem lhe parecia que era do "reviralho".
    Quanto às suas relações com o Tony Americano, alguém - mais informado sobre esses anos do que eu - lhe saberá responder.

    O poema do Rogério dá a dimensão do Horácio Espalha: ainda que envolto em tom sombrio, deixa-nos no final uma réstea de esperança : [Horácio Espalha]" ... único / sobrevivente do tempo dos deuses esperando / que chuva ou névoa o venha desenterrar da pedra " .

    Foi justamente isso que o Rogério fez com o seu magnífico poema e eu, em menor grau, com a minha breve estória. Porque o Horácio Espalha merecia .

    Abraço
    Júlia

    ResponderEliminar
  5. Era tão espalhafatoso, tão espalha-brasas nos gestos e nas palavras, que a alcunha lhe assentava como uma luva.Ficou o Horácio Espalha.Filho de dona Lucinda Pires,irmã das conhecidas meninas Pires,Ester e Camila,as donas da famosa Pensão Pires,por muitos conhecida como hotel,tão esmerado era o atendimento e o serviço das dedicadas senhoras.
    O poeta popular Remondes dedica-lhe esta quadra:

    Essa pensão tinha fama
    De os viajantes bem servires
    Na época eras galante
    Chamavas-te Pensão Pires.


    Havia uma quarta irmã,Arlete, casada e a viver em Lisboa.A mãe de todas elas,portanto,avó do H.E.,era irmã de Luís Maria Campos Grazina e de Abílio Campos Grazina.
    O Horácio teve um irmão,que morreu tuberculoso e foi pai de dois filhos-um rapaz e uma rapariga-e com eles vivia na casa da mãe,dona Lucinda,situada na rua das Amoreiras, perto da casa dos magistrados.
    O nosso homem está sepultado no jazigo construído por Francisco António de Campos Grazina,o mesmo que ganhou o concurso para demolir a igreja de Santiago,sita no cemitério.Em sua substituição, ergueu uma capela(ver efemérides neste blogue,de 24/01).No mesmo jazigo repousam Augusta Serra Campos e marido,Abílio Campos Grazina .O construtor do jazigo também teve ali a sua última morada.
    Noutro jazigo da família Grazina, estão sepultados Alberto Serra Campos Grazina e esposa,Cacilda Fabião e o marido, Herculano Fabião(dono de um soto na rua das Flores) e António Serra Campos Grazina.Alberto,Cacilda e António são irmãos de Afonso Henriques Grazina e de José Manuel de Campos Grazina que fizeram parte da primeira Comissão Administrativa da Câmara Municipal da Primeira República,presidida pelo segundo.Desta Comissão também faziam parte,entre outros, António Alberto Carvalho e Castro, Álvaro José Areosa e Miguel Frederico de Mesquita.

    Provavelmente Horácio Espalha desconhecia que ascendentes seus tiveram um papel tão importante no início da Primeira República em Moncorvo.
    Diasporano

    ResponderEliminar
  6. Caro Diasporano:
    Quanto às donas da Pensão Pires , as Meninas Pires, falta aí uma: a Menina Modesta. Era ela que acompanhava a cozinheira a comprar o peixe às Marucas (todas muito ruivas), mesmo ao lado do soto das Meninas Zirras ( Maria e Estrela). A Menina Modesta Pires só confiava em si própria na escolha do peixe. Lembro-me muito bem de a ver a abrir os opérculos das pescadas, cheirar as guelras e espreitar lá para dentro. As outras pessoas já desesperavam e então ela explicava: "Quando a pescada não tem o véuzinho preto, não presta". Ainda hoje, quando compro pescada fresca para os netos pequeninos, tento ver se tem o véuzinho preto...

    Um abraço
    Júlia

    ResponderEliminar
  7. Amigo diasporano - Já agora poderá dizer-nos o nome do pai de Horácio Espalha e das irmãs Pires. marido de Lucinda Pires? J. Andrade

    ResponderEliminar
  8. Tem razão a dr.Júlia:faltava a Menina Modesta.E ainda havia uma sexta irmã, Dorinda,que, como Arlete,vivia em Lisboa.Segundo as últimas informações, Arlete pertencia à alta sociedade:era casada com um embaixador.
    Quanto ao pai do Horácio Espalha
    ,não o encontrei nas minhas pesquisas,o mesmo acontecendo com os filhos,que,sendo vivos,devem andar pelos 50 e tal anos.Alguém saberá deles em Moncorvo?

    Diasporano

    ResponderEliminar