quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

NORDESTE TRANSMONTANO - EFEMÉRIDES (24,25,26 /02)


Miranda
EFEMÉRIDES (24/02)
Miranda

24.02.1708 – Licenciada uma estalagem em Moncorvo, a Manuel Gomes.

24.02.1827 – Os Miguelistas dominam Mirandela e guarnecem as pontes de Abreiro e de Vale do Arneiro. As tropas Liberais, por seu turno, avançam sobre Moncorvo e Vila Flor, em direcção a Mirandela. Os Miguelistas vão fugindo para Bragança.

24.02.1887 – Pela segunda vez é marcada uma reunião dos 40 maiores contribuintes do concelho e não aparece nenhum.

24.02.1929 – Promulgação de uma lei para que todos os presos das cidades de Lisboa e Porto, condenados a menos de 5 anos de degredo para África, venham cumprir a pena nas comarcas de Moncorvo, Miranda e Bragança

 EFEMÉRIDES (25/02)
Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia
25.02.1645 – Em reunião de câmara “assentaram que se continue com a obra da igreja desta vila e que para isso se quebre logo a pedra necessária e se arremate a quem mais barato a queira quebrar”.


25.02.1759 – A Santa Casa da Misericórdia e a Academia dos Unidos promovem uma grande festa por o rei D. José ter saído ileso do atentado que sofreu.

25.02.1771 – Publicação de um decreto de extinção e venda em hasta pública da Real Cordoaria de Moncorvo, que havia sido criada por alvará de D. João IV. 25.02.1865– Publicação de um alvará agraciando António de Carvalho e Castro Freire Cortêzcom o título de fidalgo – cavaleiro. Em 28.4.1880 foi-lhe concedido o título de Visconde do marmeleiro.

25.02.1876 – representação dos habitantes de Carviçais pedindo a mudança da sede do julgado de Felgar para Carviçais.

25.02.1878 – Havia meses que os funcionários da câmara municipal não recebiam os seus ordenados. O presidente da câmara, por seu turno, dizia que a culpa era dos ricos de Moncorvo que não pagavam as suas contribuições e que entre esses ricos predominavam familiares e amigos de alguns dos funcionários. Certamente que o administrador, procurava manter o concelho em sossego e, para isso pediu ao governador civil que mandasse tropas para o efeito. Ao saber disso o presidente da câmara enviou o seguinte telegrama para Lisboa: - Exº Sr. Ministro do Reino – Sei agora que, com falsos pretextos, se requisitou uma força armada para esta vila. Alegam a falta de segurança. É aleivosa esta acusação. Sejam justiceiros e bem morigerados os empregados e eu respondo pelo completo sossego. É este o concelho mais pacato do nosso País. Homens que devem ao fisco e ao município avultadas quantias são os que desfiguram os factos a ver se assim deixam de pagar. Nada mais. Respondo a Vª Exª com a minha palavra de honra de que é verdade o que digo. Há completo sossego. O Presidente da Câmara,António Joaquim Ferreira Pontes.

25.02.1942 – Ministério da Economia pede à câmara as medidas de D. Sebastião para o Museu.

EFEMÉRIDES (26/02)

Felgar (1974)

Felgar (1974)

26.02.1890 – Ofício enviado pelo administrador António Marcelino Durão: - Neste concelho existem as seguintes Irmandades: Confraria das Almas, de Carviçais que tem estatutos antiquíssimos, sendo do ano de 1736 a data da sua fundação, é administrada por mesa eleita anualmente, achando-se regular a sua escrituração. Tem escrituras de títulos no valor de 2 500$000 réis; Confraria das Almas da freguesia de Mós, que não tem estatutos aprovados, também antiquíssima a sua fundação, é administrada por mesa eleita anualmente, havendo porém decorrido já 5 anos sem se fazer eleição, por não haver gente que queira servir os respectivos cargos, não se achando por isso regular a sua escrituração, tendo em inscrições nominais 550$000 réis e 600$000 em escrituras e obrigações de dívidas; Confraria das Almas do Felgar que não tem estatutos aprovados, sendo também muito antiga a data da sua fundação, é administrada por mesa eleita anualmente e acha-se pouco regular a sua escrituração, tem em escrituras a quantia de 800$000 réis; Confraria do Santíssimo Sacramento desta vila que tem estatutos muito antigos, não se sabendo a data da sua fundação, tem sido administrada por mesa eleita de 2 em 2 anos, não o sendo porém actualmente, mas sim por uma comissão nomeada por alvará do governador civil deste distrito de 26.8.1899, achando-se regular a sua escrituração e tem em inscrições nominais 3 900$000 réis em escrituras e letras; Irmandade da Santa Casa da Misericórdia desta vila que tem estatutos muito antigos, ignorando-se a data da sua fundação, é administrada por mesa eleita de 2 em 2 anos, achando-se regular a sua escrituração, tem em inscrições nominais a quantia de 3 000$000 réis e 1 000$000 em escrituras e letras.


26.02.1905 – Inauguração do novo teatro do Castelo, em Moncorvo, com lotação de 300 lugares.

António Júlio Andrade
 

1 comentário:

  1. Excelente blog, repleto de informação transmontana nunca esquecida. O que é bom é para ser relembrado! Terra do ferro, terra a nossa...

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