quinta-feira, 30 de maio de 2013

Olhar, por Armando Sena

Será do vento que sopra desvairado
Do lado que foi o esquecimento
Cortante como a ausência da memória
Cruel ainda mais que a verdade

Do fogo que as cinzas consumiram
Espalhadas pelos cantos da lembrança
A ausência severa que me vence
Da luz que era a ténue esperança

Retirada dos despojos nova chama
Dos dias farás um novo archote
Que as horas te darão um novo mote
Para então recuperares das trevas

E descobrir no teu olhar
A luz que tão intensa me cegava

4 comentários:

  1. Gosto muito de ler este escritor

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  2. Escreva mais textos sobre Moncorvo ou sobre outra terra.Carrazeda?Leio tudo que publica aqui e noutras páginas do face.
    L.A.G.

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  3. Olá , Armando Sena:

    Sempre que leio poesia, apuro o ouvido. É ele que me vai revelar de imediato, ainda eu não sei bem como nem porquê, se o poema lhe agrada. Isto é, se o registo auditivo me predispõe a mim a lê-lo outra vez e outra e mais outra.
    Armando, desta vez foi no alvo: ritmo, cadência, musicalidade. Acertou em cheio .

    Abraço
    Júlia

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  4. Caros Amigos e Amigas, muito obrigado pelos vossos comentários.
    Mantenho mais dois blog's, cada um com as suas particularidades.

    Para os que tiverem curiosidade:

    lamadeirasclick.blogspot.com
    lamadeiras.blogspot.com

    Abraços.

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