segunda-feira, 6 de abril de 2015

Almoço de Páscoa, por Virgílio Nogueiro Gomes

Almoço de Páscoa
2015
Independentemente dos crentes, ou praticantes de religião, ou dos indisciplinados na fé, fomos habituados aos rituais prazenteiros da mesa. E desses rituais não abdicamos! Já em outras ocasiões tenho escrito que não preciso de ir a Trás-os-Montes para ter uma mesa autêntica. A minha irmã Lina encarrega-se de todos os detalhes e com requintes que todas as iguarias fazem lembrar as mesas da nossa Mãe.
O nosso almoço de Páscoa era sempre igual. Começávamos com um
                                     Caldo Verde cujas couves não podiam cozer
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Na mesa estava sempre colocado o folar do dia

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Que, depois de aberto, se viam todas as carnes inclusive galinha caseira
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O prato principal era o Cabrito de leite assado no forno
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Depois vinham os doces a começar com os Dormidos de Bragança

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A famosa Bola doce ou Bola Mirandesa
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E o obrigatório Pudim de Maçã
Desta Vez a refeição foi regada com um vinho tinto Reserva CARM.
Sobre folares, não vou escrever pois já muito me referi em outras crónicas. A razão do Dormidos é que são feitos da mesma massa dos folares mas acrescenta-se açúcar. O cabrito, cordeiro ou borrego fazem as mesas nacionais seguramente influenciadas pelas antigas festas pascais onde o “Cordeiro de Deus” é celebrizado e “é aquele que tira os pecados do Mundo”.A Bola Mirandesa foi a única iguaria que não foi confecionada pela minha irmã. A bola veio diretamente de Miranda do Douro e a cobertura é ainda o papel da embalagem e não enfeite de açúcar. O Pudim de Maçã era sempre uma presença obrigatória em festas importantes, doce de partilha da zona raiana que nunca precisou de União Europeia para estas partilhas.
Bom Apetite! Melhorem a vossa autoestima através da mesa. É que o que é nosso, é o melhor!
© Virgílio Nogueiro Gomes
Fonte: http://www.virgiliogomes.com/index.php/cronicas/679-almoco-de-pascoa-2015

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