quinta-feira, 23 de abril de 2015

Baixo Sabor - Novo habitat proporciona subida de peixes para desova

Foto do arquivo do blogue
O centro de desova piscícola da ribeira da Vilariça, em Torre de Moncorvo, já está em fase “experimental”. Faz parte de um conjunto de medidas que visa atenuar os impactos ambientais pela construção do empreendimento hidroeléctrico do Baixo Sabor.
Rui Dias, da direcção de Sustentabilidade da EDP, explica que foi criado ao longo de um troço de cinco quilómetros. “Criámos condições na ribeira, como os açudes galgáveis, para que os peixes pudessem subir leito a cima na época desova", refere o técnico da EDP. 
Foram também criadas galerias ripícolas, que vão ser uma espécie de “chamariz para as mais diversas espécies de peixes desovarem neste novo centro”. 
Paulo Santos, representante dos movimentos ambientalistas na comissão de acompanhamento do Baixo Sabor, considera que a medida de compensação ambiental atenua os efeitos da construção da barragem. 
"Ao fazer a modelação da parte terminal da ribeira da Vilariça [um afluente do rio Sabor], para a criação de uma zona de desova, foram em simultâneo melhoradas as condições ambientais do curso de água, já que se retiraram espécies exóticas da margem da ribeira, o leito foi corrigido e criaram-se diversas condições para a melhoria da actividade piscícola", explica o ambientalista. 
Esta é primeira época de desova em que o centro vai funcionar. Rui Dias, da direcção de Sustentabilidade da EDP, espera que se “mantenham as populações das espécies piscícolas e que as comunidades locais continuem a exercer a actividade piscatória”. 
Apesar de concordar com esta medida de salvaguarda ambiental, o especialista afirma que a solução “não se pode sobrepor ao 'habitat' natural do rio Sabor”, porque que se trata de um troço muito pequeno, já que o rio tinha vários quilómetros de desova de peixes, justifica.
Entre os rios Douro e Sabor abundam espécies como o barbo, o robalo e as bogas, sendo a pesca uma actividade económica secular naquela região. 
O projecto conta com a colaboração científica da Universidade de Trás-os-Montes e do Instituto Politécnico de Bragança.

Fonte: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=185048

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