quarta-feira, 13 de maio de 2015

Torre de Moncorvo - Exploração de minério pode avançar em breve

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Estudo de impacte ambiental foi entregue no Ministério do Ambiente por uma das duas empresas interessadas na exploração
Já foi entregue o estudo de impacte ambiental para a exploração de minério na Serra de Reboredo e cabeço da Mua, no concelho de Torre de Moncorvo. O relatório foi entregue ao ministério do Ambiente a semana passada pela empresa Minning Technology Investments (MTI). A empresa é uma das interessadas na exploração do jazigo de ferro no concelho nordestino e detinha já uma concessão provisória para essa zona.
Agora entregou o estudo exigido, estando a correr o prazo de 100 dias para haver uma decisão, após a qual deverá ser atribuída uma licença de concessão permanente.
O desbloquear da situação foi confirmado ao Jornal NORDESTE pelo presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo. Nuno Gonçalves afirmou que “este é o último passo para o início da exploração, a única coisa que falta para arrancar é essa concessão definitiva, porque até agora a empresa em questão teve uma concessão provisória”.
O autarca está confiante que a exploração de ferro pode avançar em breve, referindo que “se não houver nenhum atraso e se for aprovado o estudo de impacte ambiental é a última fase para a concessão definitiva e o início da exploração. Quer isto dizer que se tudo correr bem, a exploração de minério em Torre de Moncorvo pode arrancar”. A empresa prevê iniciar a produção dois anos após o licenciamento da exploração da mina.
Nuno Gonçalves explica que até a documentação imposta pelo governo ser entregue foi necessário responder a diversas exigências. “Houve várias diligências que tiveram de ser feitas, e vários acertos para estarmos de acordo com o que é exigido a nível nacional e europeu. Foi tudo questionado e creio que resolvido neste estudo de impacto ambiental que foi agora entregue”, refere.
De acordo com informações disponibilizadas pela empresa de capitais maioritariamente portugueses, na concessão de Ferro de Moncorvo foram identificadas 558 milhões de toneladas de reservas provadas e prováveis e 254 milhões de toneladas de reservas possíveis.
Numa primeira etapa, prevê-se a criação de mais de 200 postos de trabalho directos, a que acrescerão mais de 250 postos de trabalho nas fases seguintes. Estima-se ainda a criação de 800 postos de trabalho indirectos.

Fonte: http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=683&id=21242&idSeccao=6353&Action=noticia#.VVMfdPlVjZE

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