terça-feira, 29 de outubro de 2013

"A última criada de Salazar" | Apresentação na Poética


Um convite, em nome da Poética. Apareçam!


“A Última Criada de Salazar – A vida doméstica e os dias do fim” de Miguel Carvalho

Em 1969, prestes a completar 14 anos, Rosália Araújo foi contratada para servir António de Oliveira Salazar. Durante anos, conheceu a vida doméstica do palacete de São Bento, liderada pela severa dona Maria, e o lado mais privado do Presidente do Conselho, com os seus hábitos, gostos, desgostos e segredos. No momento da sua morte, em 1970 foi a única empregada presente no quarto do ditador. 

A Última Criada de Salazar é o relato minucioso da decadência e dos dias do fim do homem que alcançou o poder em 1932 e só o perdeu três décadas mais tarde.

Após a morte do ditador, Rosália teve convites para ficar em Lisboa, mas regressou a Favaios. Casou, criou família, enviuvou. Padeira fora, padeira continuou. “Precisávamos de outro 25 de Abril”, diz, agora, a antiga criada de Salazar.

4 comentários:

  1. “A Última Criada de Salazar – A vida doméstica e os dias do fim” de Miguel Carvalho

    Em 1969, prestes a completar 14 anos, Rosália Araújo foi contratada para servir António de Oliveira Salazar. Durante anos, conheceu a vida doméstica do palacete de São Bento, liderada pela severa dona Maria, e o lado mais privado do Presidente do Conselho, com os seus hábitos, gostos, desgostos e segredos. No momento da sua morte, em 1970 foi a única empregada presente no quarto do ditador.

    A Última Criada de Salazar é o relato minucioso da decadência e dos dias do fim do homem que alcançou o poder em 1932 e só o perdeu três décadas mais tarde.

    Após a morte do ditador, Rosália teve convites para ficar em Lisboa, mas regressou a Favaios. Casou, criou família, enviuvou. Padeira fora, padeira continuou. “Precisávamos de outro 25 de Abril”, diz, agora, a antiga criada de Salazar.

    «É um livro especial. Extraordinariamente bem escrito, com uma coerência narrativa e um ritmo absolutamente perfeitos, é o exemplo acabado do livro que se lê de um fôlego. Foi de facto o meu caso. Abri-o e só o pousei depois de terminar. O tema e as personagens ajudam, claro. Os últimos anos do regime de Salazar, observados a partir de um microcosmos que foi a sua residência oficial (S. Bento e o Forte de Sto. António do Estoril) e pelos olhos de quem o servia. A D. Rosália, um verdadeiro tesouro de memórias intactas, guia-nos pelo universo particular dos últimos anos da ditadura, com uma visão apolítica da casa onde residia o poder que comandava o, à altura, Império Português. De entre o flagrante contraste entre a dimensão do império até à pequenez do mundo privado do ditador, acompanhamos uma história que em qualquer contexto não deixa de ser uma portentosa tragédia clássica. A queda (e aqui esqueço o episódio da cadeira) de um mito. Toda a descrição dos últimos tempos de vida de Salazar, mas sobretudo a gigantesca encenação que é feita para manter as aparências, chega a parecer irreal. E de certa forma é. É uma realidade que não existe, em absoluto contraponto com um país pobre, pequeno e abandonado à sua sorte, onde apenas as elites contam. É neste equilíbrio delicado e que nunca abandona que o Miguel consegue dar uma imagem de um pais e de uma ditadura em queda, sem nunca cair no que seria fácil, o tomar partido. É um retrato de um homem incontornável no Séc. XX português, feito a partir de dentro. Um quadro pintado em proximidade.» [Ricardo, blogue Estante Acidental]

    Miguel Carvalho nasceu no Porto em 1970 e é repórter da revista Visão desde dezembro de 1999. Em 1989, concluiu o Curso de Radiojornalismo do Centro de Formação de Jornalistas do Porto. Trabalhou no Diário de Notícias e no semanário O Independente. Recebeu o Prémio Orlando Gonçalves (Jornalismo), em 2008, e o Grande Prémio Gazeta, do Clube dos Jornalistas, em 2009. Algumas das suas reportagens têm merecido referência em títulos como The New York Times, El País, Daily Telegraph, Veja ou O Globo.

    «Esta apresentação insere-se na dinâmica do Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, que pretende criar uma colaboração entre as diversas livrarias aderentes, nomeadamente na apresentação de autores e na partilha de edições locais. Assim, o livro “A Última Criada de Salazar” de Miguel Carvalho será apresentado em Bragança, dia 31 de Outubro, quinta-feira, pelas 21h00, na livraria Rosa d’Ouro; em Macedo de Cavaleiros, dia 1 de Novembro, sexta-feira, pelas 21h00, na Poética – livros, arte e eventos; em Vila Real, dia 2 de Novembro, pelas 21h00, na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro; e em Favaios, dia 3 de Novembro, domingo, pelas 15h00, no Museu do Pão e do Vinho.»

    ResponderEliminar
  2. Lila Caetano escreveu:Olá em que Livraria em Lisboa posso comprar o livro bjs obrigada

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Boa tarde, o livro é muito fácil de encontrar, em qualquer livraria. Para quem queira o livro autografado pelo autor podemos enviar depois da apresentação. Nesse caso contactem-me através do endereço virginiadocarmo@sapo.pt ou do nº 278106420. Muito obrigada !

      Eliminar
  3. Lila Caetano escreveu: Esta obra pode vir rubricada pelo auto?

    ResponderEliminar