terça-feira, 13 de dezembro de 2016

NORDESTE TRANSMONTANO - EFEMÉRIDES (13/12)


13.12.1395 – Por 17 dias Torre de Moncorvo terá sido a capital de Portugal. Com efeito, de 13 a 30 de Dezembro terá permanecido em Torre de Moncorvo o rei D. João I.
13.12.1837 – Arrematação do convento dos frades da Santíssima Trindade da Lousa, concelho de Torre de Moncorvo.
13.12.1891 – Saiu o nº 8 do “Moncorvense” com grande destaque para o caso de uma rapariga que em Vinhais se queixou de ter sido violada pelo Juiz. Passados dias terá sido ameaçada e ter-lhe-ão dado 40 libras e ela assinou uma declaração, em casa do escrivão, o desistindo do processo. Diz-se que foi ameaçada com uma inspecção médica. Apela-se para o ministro e apontam-se outros casos: Maria Feliciana, assediada pelo mesmo juiz quando lavava roupa no tanque do sr. Pessoa, oferecendo-lhe 12 libras e ela não aceitou e depois esperou-a no caminho. Maria Luísa Benedita, de Rio de Fornos e outras mais contavam casos semelhantes.
13.12.1909 – O Primeiro de Janeiro dá notícia do rebentamento de uma bomba de dinamite por baixo dos aposentos do bispo de Bragança que causou muitos prejuízos materiais. Sua reverendíssima estava ausente.
António Júlio Andrade

Reedição de posts desde o início do blogue

4 comentários:

  1. Vilarelhos, freguesia do concelho de Alfândega da Fé, situa-se na margem esquerda da ribeira da Vilariça, no Vale da Vilariça, no coração do nordeste transmontano, a cerca de nove quilómetros da sede concelhia. Esta freguesia ocupa uma área de doze quilómetros e tem como freguesias limítrofes Santa Comba da Vilariça, Santa Justa e Pombal.

    O topónimo Vilarelhos está relacionado com o povoamento deste território, que ocorreu, presumivelmente, no século X. Nessa época, terão surgido as primeiras povoações que formaram pequenas fracções de unidade agrária, muito reduzidas, daí que se chamassem de pequenos vilarelhos, visto que não podiam ser consideradas vilas.

    A fundação desta freguesia não é muito antiga, tal como se pode comprovar pela ausência de referências nas inquirições de 1258 e no arrolamento paroquial que foi mandado efectuar por D. Dinis em 1320-1321. Pensa-se que, inicialmente, Vilarelhos terá sido um lugar que fez parte integrante da Casa dos Braganções ou da linhagem dos de Bragança.

    Actualmente sabe-se que o território que viria a ser constituído em paróquias independentes, estava integrado em Santa Justa de Vilariça e Santiago de Lodões. Pensa-se que, no século XII, Vilarelhos foi doado ao Mosteiro de Bouro, por D. Pedro Fernandes de “Bragança”. Depois de ser elevada a paroquia, o vigário da freguesia era apresentado pelo abade do referido Mosteiro. Nesta freguesia do distrito de Bragança nasceram ou viveram algumas figuras ilustres, nomeadamente Camilo de Mendonça.

    O padroeiro de Vilarelhos é São Tomé que de acordo com a tradição, pregou a Boa Nova do Evangelho em várias partes do Oriente e foi receber na Índia a Graça do martírio. As escrituras narram que duvidou da Ressurreição de Jesus e, por isso, teve o misericordioso privilégio de tocar com o dedo nas chagas do corpo glorioso de Cristo.

    É em honra a este padroeiro que se comemora todos os anos a 22 de Dezembro as festas da vila. Existe também uma festa anual em honra da N. Srª dos Anúncios celebrada no 3º Fim-de-semana de Agosto.

    Na freguesia de Vilarelhos nota-se a interioridade em vários aspectos do seu quotidiano. As suas principais actividades económicas são a agricultura, a pastorícia, a viticultura, a olivicultura, a pequena indústria e comércio. O artesanato faz também parte do seu legado, nomeadamente a tecelagem, a ferraria e a cestaria em vime. Da gastronomía destaca-se o borrego e os tradicionais bacalhau e polvo no natal e o folar na páscoa.
    http://www.vilarelhos.net/freguesia.asp

    ResponderEliminar
  2. EFEMÉRIDES:
    11 Jan 1930 – Vejam esta correspondência do tribunal de Moncorvo para o Juíz de Direito auxiliar de investigação criminal do Porto:
    - Em nome da Justiça, o dr. António Freire Esteves Falcão de Campos, meritíssimo juiz de direito na comarca de Moncorvo pede ao meritíssimo juiz auxiliar de investigação criminal do Porto mande suster o exame e análise medico – legal nuns medicamentos enviados a esse juízo em 7 de Dezembro findo, respeitantes ao processo de corpo delito, pelo uso ilegal de funções e adulteração de medicamentos em que é participante o administrador do concelho e arguido Artur Adriano Pires, residente na Quinta do Carvalhal, freguesia do Felgar, desta comarca, visto este ter falecido.
    Como se vê, em determinada altura, o sr. Artur Pires foi processado por exercer funções reservadas aos médicos… Não bastava ter andado anos a fio a enganar a família passeando por Coimbra fazendo crer que andava a estudar!... Grandezas e misérias do Cara Fatal, conforme Trindade Coelho apelidou este estudante coimbrão originário do Felgar. Refira-se que Artur Adriano Pires foi líder evolucionista e depois democrátido radical em Torre de Moncorvo ao tempo da Primeira República, fundador e director do jornal “Alma Trasmontana”, dele se falando muito no meu livro – História Política de Moncorvo 1890 – 1926.
    António Júlio Andrade.

    ResponderEliminar
  3. António Espírito Santo ‎.....belíssima recolha do António Júlio.....e capital, em Moncorvo? e esta hein!

    ResponderEliminar
  4. Olá, Amigo António Júlio:

    Quanto se vai aprendendo à custa da sua pesquisa ! Muito obrigada.

    Júlia

    ResponderEliminar