Tive as minhas mini-férias com a filha e netos: uma semana fantástica no aldeamento de “Pine Cliffs” pertercente aos Hotéis
Sheraton, em Albufeira.
Claro que, com os tremendos
cortes no meu vencimento, não poderia pagar
este luxo asiático, mas que soube bem, lá isso soube. (O dinheiro não dá a
felicidade, mas ajuda muito).
Foi uma semana de paraíso
neste inferno em que as forças governativas nos encravaram.
Como tudo o que é bom acaba
depressa, a semana chegou ao fim quando me estava a habituar àquele “dolce farniente”.
Sexta-feira: aproveitar bem
o dia de praia e de preguiça e à tardinha,
depois do último mergulho, ir dar
gelados à miudagem (os adultos também não se negaram) e ... meter rodas a
caminho . Percorridos cerca de 150 quilómetros , o carro – um carrão de 7
lugares, relativamente novo, empanou: a caixa de velocidades deixou de
funcionar. Com todo o cuidado, os quatro
piscas abertos, a minha filha conseguiu
levar o carro até à mais próxima estação de serviço - que
era a do Montijo - 10 Km mais
adiante. Eram já cerca de 10 horas da
noite. Os miúdos já tinham fome outra
vez. Comeram pizzas.
Telefonou-se para a
“Assistência em Viagem” e quer o reboque para o carro quer o transporte para nós iriam demorar mais do que o normal , porque
era Sexta-feira à noite. Esperámos duas
horas e meia. A miudagem estirou-se no
chão, com a cabeça em cima das mochilas e dormiram o sono de quem não tem
preocupações.
Como éramos 7 pessoas, veio
uma carrinha-táxi de 9 lugares, que chegou para todos e para a bagagem.
O taxista, gordo e com uma
enorme “barriga de cerveja” , pareceu-me meio gago, ou sassamelo. (Talvez por
ter sido professora de Línguas, sou muito sensível a imperfeições de
pronúncia).
Bagagem arrumada, todos
dentro da carrinha e recomeçou a viagem. A condução do motorista era muito
pouco profissional: era visível que
a carrinha Mercedes tanto ia numa faixa
como na outra sem razão que o justificasse e , para mais, o homem pisava no
prego e ultrapassava em muito os 120 km permitidos.
Tinha-nos saído um
motorista bêbado. Começámos a temer pela nossa integridade física.
Porém, no próximo
cruzamento, estava a Brigada de Trânsito. Qe alívio! Fez parar a carrinha,
pediu os documentos que o Sr. Manuel dos Santos se fartou de procurar e
finalmente lá os encontrou. O sargento perguntou-lhe : “Bebeu alguma coisa com
álcool” e, com voz muito ingénua, mas ainda entaramelada,
respondeu : “Não, nada “. “Então não se
importa de soprar aqui para o aparelho?”
E o homem não teve outro remédio, soprou . Tinha 0.77 de alcoolémia.
E ali estávamos nós outra
vez no meio de nada, já passava das 2
horas da manhã, com um chofer quase a fechar os olhos de cansaço e de vinho,
autuado e que acabara de ficar sem
documentos. Não poderia conduzir durante uns tempos. Telefonou a amigos para
arranjar quem o viesse substituir, mas não queria que o patrão soubesse do
caso. Depois de alguns telefonemas, um
colega fez-lhe o jeito e veio substiui-lo.
Chegou era já perto das 3h
da manhã. Também teve de fazer o teste,
cujo resultado foi 0.0. Portanto, estava sóbrio. Veio deixar-me a Leiria eram cerca das 4 h.
Seguiu para Viana-do-Castelo, onde
chegou pelas 7 da madrugada.
Ainda estou a refazer-me
desta aventura ...
Leiria, 13-07.2013
Júlia Ribeiro











































