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sexta-feira, 3 de junho de 2016

MACEDO - À CONVERSA COM RAQUEL SEREJO MARTINS (Na Poética às 16 horas,hoje,25 de Agosto)



Raquel Serejo Martins nasceu em Trás-os-Montes (Vilarandelo, Valpaços). É licenciada em Economia, vive em Lisboa. Colaborou com a Rádio Universitária de Coimbra e e com o Diário de Coimbra. Tem dois gatos, o Xana e o Ícaro, pratica ioga, e tenta escrever poemas, fados e outras canções. Comove-se com as palavras de Lobo Antunes, Joaquín Sabina e Chico Buarque, com as pinceladas de Paula Rego, e com o cheiro a terra molhada em entardeceres de verão.
Foto :Raquel Serejo e Júlia Guarda Ribeiro.



"O relógio, o chefe, os sapatos, as gravatas, o aspirador, o fogão, o mecânico de automóveis, o trânsito, a TV, o sofá, o café, o tabaco, as chuvas, as luas, as chaves, as portas, a rede, a sede, o jardim, o gato, o aquário onde demasiados morrem afogados para lá da linha do equador. Então, no limite da lucidez, ou talvez da inconsciência, as palavras transformam-se em interrogações, o que foi feito de nós. Onde está a pessoa que eu sonhei, que eu queria ser, ou simplesmente o eu que conhecia! Chamam inconstantes aos que fazem demasiadas perguntas, e é solitária a procura das respostas."
A Solidão dos Inconstantes, Editorial Estampa, Lisboa, 2009

No final do Verão, aí está uma estreia para ler: a de Raquel Serejo Martins e do romance ‘A Solidão dos Inconstantes’ (edição Estampa). Uma história de amor e dúvida com Lisboa e Buenos Aires em música de fundo. Na próxima semana.
IN Crónicas de Francisco José Viegas

Ver:
http://www.facebook.com/lelo.demoncorvo#!/events/345923458827076/348702981882457/?notif_t=plan_mall_activity

Reedição de posts desde o início do blogue 

domingo, 17 de maio de 2015

"Macedo de Cavaleiros - Arte e Cultura dos seus Povos", de António Rodrigues Mourinho

É com muito prazer que deixo convite para estarem presentes na sessão de lançamento da obra "Macedo de Cavaleiros - Arte e Cultura dos seus Povos", de António Rodrigues Mourinho, a ter lugar no próximo dia 17, Domingo, pelas 19h30, no Museu de Arte Sacra (Macedo de Cavaleiros) no seguimento da inauguração da exposição "Pastor do Povo Local" pelo Reverendíssimo Bispo de Bragança-Miranda, Dom José Cordeiro, agendada para as 19h00. 

A edição da obra é da Poética e conta com o apoio da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros. 

Até breve,

Virgínia do Carmo

"Parece-me que poucas são as igrejas do concelho de Macedo de Cavaleiros que não escondam no seu interior conjuntos de pintura, autênticos catecismos vivos para instrução dos fiéis do tempo em que foram executados e para os tempos futuros. Como dissemos, todos estes conjuntos são autênticos tratados de iconografia cristã que entusiasmam pela sua variedade e pela riqueza da simbologia.
E como não falar da riqueza incalculável dos trabalhos de talha estampados nos retábulos de todas as igrejas do concelho? Neste campo, temos peças que rivalizam com as melhores obras de talha de outras regiões do país. [...] "

António R. Mourinho
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António Rodrigues Mourinho nasceu em Sendim, concelho de Miranda Douro, no dia 3 de Agosto de 1943. Concluiu a Instrução Primária, em Sendim em 1955 e no mesmo ano ingressou no Seminário das Missões, em Tomar. Em Janeiro de 1957 foi transferido para os Seminários Diocesanos e completou o Curso Teológico no Seminário de Bragança, no mês de Junho de 1967.Ordenou-se sacerdote em Julho do mesmo ano . Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em 1978, fez o estágio para professor efetivo do Ensino Secundário, no ano de 1979-1980, na Escola Secundária de Dona Maria , em Coimbra . No ano de 1984-1985, entrou na Faculdade de Filosofia Y Letras da Universidade de Valladolid onde defendeu tese e se doutorou, no ano dia 20 de Dezembro de 1989, com a classificação de APTO CUM LAUDE. Em 21 de Junho obteve a equivalência ao doutoramento, pela Universidade do Porto com a classificação de “COM DISTINÇÃO “, por unanimidade.
Em 1970-1971 lecionou no Colégio de Nossa Senhora da Paz, em Sendim e desde o ano lectivo de 1971-1972 ao ano lectivo de 1984 lecionou na Secção Liceal de Mogadouro, (depois Escola Secundária).
De 1995- 2000 lecionou a disciplina de História e cultura dos povos Europeus na Escola Superior de Educação Jean Piaget, em Macedo de Cavaleiros. DE 1998-2008, lecionou como professor convidado no Polo da UTAD, em Miranda do Douro.
Está aposentado, desde Setembro de 2008.
Foi Diretor do MUSEU DAS TERRA DE MIRANDA desde 31 de Maio de 1988 até 11 de Janeiro de 2007. Além de vários trabalhos publicados em jornais e revistas nacionais e estrangeiras, principalmente na Revista Brigantia, são de salientar os livros: A TALHA NOS CONCELHOS DE MIRANDA DO DOURO, MOGADOURO E VIMIOSO, NOS SÉCULOS XVII E XVIII, Livraria Cruz, Braga 1984; A ARQUITECTURA RELIGIOSA NA ANTIGA DIOCESE DE MIRANDA DO DOURO (BRAGANÇA) DE 1945 A 1800, Sendim Sagnor, 1995; DOCUMENTOS PARA O ESTUDO DA ARQUITECTURA RELIGIOSA NA NATIGA DIOCESE DE MIRANDA DO DOURO, Tipalto, Palaçoulo 2009 (os dois volumes fazem parte da tese de doutoramento);
A CÂMARA MUNICIPAL DE MIRANDA DO DOURO NO PERÍODO DA PRIMEIRA REPÚBLICA 1910-1927, Tipalto, Palaçoulo, 2010; O SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DO NAZO - HISTÓRIA E DEVOÇÃO, Tipalto, 2010; A SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE MIRANDA DO DOURO - HISTÓRIA E SOLIDARIEDADE, Tipalto, Palaçoulo, 2012; SENDIM A TERRA E O HOMEM - APONTAMENTOS MONOGRÁFICOS, Tipalto, 2013.

sábado, 4 de abril de 2015

Princípios do Socialismo à volta de Antero, de Francisco de Castro Rego (Convite)


Neste livro, encontramos precisamente uma expressão da luta por esses valores, que desde sempre o autor prosseguiu e que, por vezes quando muitos outros parecem desistir, teima em prosseguir. É a sua esperança num mundo melhor e mais justo que perpassa nestas páginas de evocação dos princípios do socialismo e das suas origens, claramente, aliás, numa linha que identifica este ideário humanista e libertador com aquela definição de Antero, que o autor cita, quando – em resposta à pergunta “o que é o socialismo?” - diz ser ele “a reclamação da justiça e da igualdade nas relações dos homens; dos homens que a natureza criou livres e iguais e de que a organização social fez como que duas raças inimigas, uma que manda, goza e oprime, outra que obedece, trabalha e sofre; de um lado senhores, aristocratas, capitalistas; do outro, escravos, servos, proletários!”. Por isso, acrescenta ainda Antero, é ele “tão antigo como a injustiça e a opressão do pobre pelo rico, do desvalido pelo poderoso, não é mais do que o protesto dos que sofrem contra a organização viciosa que os faz sofrer.

José João Abrantes (excerto do prefácio)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Convite - Princípios do Socialismo à volta de Antero, de Francisco Castro Rego

Neste livro, encontramos precisamente uma expressão da luta por esses valores, que desde sempre o autor prosseguiu e que, por vezes quando muitos outros parecem desistir, teima em prosseguir. É a sua esperança num mundo melhor e mais justo que perpassa nestas páginas de evocação dos princípios do socialismo e das suas origens, claramente, aliás, numa linha que identifica este ideário humanista e libertador com aquela definição de Antero, que o autor cita, quando – em resposta à pergunta “o que é o socialismo?” - diz ser ele “a reclamação da justiça e da igualdade nas relações dos homens; dos homens que a natureza criou livres e iguais e de que a organização social fez como que duas raças inimigas, uma que manda, goza e oprime, outra que obedece, trabalha e sofre; de um lado senhores, aristocratas, capitalistas; do outro, escravos, servos, proletários!”. Por isso, acrescenta ainda Antero, é ele “tão antigo como a injustiça e a opressão do pobre pelo rico, do desvalido pelo poderoso, não é mais do que o protesto dos que sofrem contra a organização viciosa que os faz sofrer”.

José João Abrantes (excerto do prefácio)
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Francisco Castro Rego é Engenheiro Silvicultor, e Doutorado na mesma área pela Universidade de Idaho (EUA).

terça-feira, 26 de agosto de 2014

RELEVOS

Caros leitores do "Farrapos", é com muito gosto que vos deixo o presente convite.

Até breve.



quinta-feira, 15 de maio de 2014

“Raúl Rêgo – o Jornalista e o Político”

Apresentação do livro “Raúl Rêgo – o Jornalista e o Político”
pela autora: Natália Neves dos Santos
dia 16 de Maio de 2014 (sexta-feira), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real

"A minha geração foi uma das sacrificadas. Espero que o meu sacrifício aproveite à paz e progresso de meus filhos."
Raúl Rêgo, 1973

 «Homem da História e de estórias. Homem de palavra e de palavras. Homem de uma só cara e de múltiplas facetas. Assim foi Raúl da Assunção Pimenta Rêgo (1913-2002), mais conhecido por Raúl Rêgo (ou Raul Rego, na grafia actual), um dos protagonistas da história contemporânea portuguesa do século XX.
Transmontano nascido em Morais (Macedo de Cavaleiros), Rêgo deixou a terra-natal aos 13 anos, para prosseguir os estudos, ingressando na Congregação do Espírito Santo e do Imaculado Coração de Maria.
Abandonou o seminário poucos meses antes de ser ordenado sacerdote, mas nem por isso desprezou o que de melhor recebera durante os anos vividos enquanto seminarista: a bagagem intelectual e moral entretanto adquirida e a forte amizade que, naquele meio, construíra com um dos seus professores, o padre Joaquim Alves Correia, pessoa sobre quem o transmontano dizia ter sido a sua principal referência ao longo da vida.
De regresso ao mundo laico e secular, Raúl Rêgo desenvolveu uma vasta actividade profissional na imprensa, como jornalista, sofrendo, diariamente e durante décadas, o peso da censura que sufocou o país até à Revolução dos Cravos.

sábado, 8 de março de 2014

Dois nomes, hoje, para homenagear todas as mulheres, sempre,por Virgínia do Carmo

Hoje, diz-se por aí, é o nosso dia. Não sou muito de separatismos, mas acredito que há pretextos bons para homenagens merecidas. Eu deixo aqui a minha, personificada em duas mulheres fantásticas que me deram o privilégio de estar na minha vida através da poesia: Rosário Ferreira Alves e Lídia Borges. A primeira é autora de “reflexos na desordem das sombras” e escreve com tinta de luz. A mais recente edição do Jornal de Letras reserva-lhe um cantinho precioso na sua 15.ª página. A segunda é autora de “Sementes daqui”, obra vencedora do Prémio Literário Maria Ondina Braga/ Poesia 2013, que nos semeia por dentro com uma vontade enorme de crescer no sentido daquela sabedoria que nos atravessa em forma de letras.
Para as duas a minha gratidão, porque através delas e da sua poesia cresce por aí, livre e imensa, essa palavra tão vertical e humanizante, tão necessária neste mundo: Mulher.
                                         

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

AUTOCONHECIMENTO ATRAVÉS DA ARTE




"Fazer algo de criativo, para mim, é mais do que tentar fazer algo bonito. Trata-se de diversão e liberdade, mas também da experimentação da paz interior e muito mais...
Através do acto de criar, a arte pode levar-nos a (re)descobrir o que essa criação tem para nos dizer. 
O resultado pode ser surpreendente quando deixamos o nosso inconsciente manifestar-se…e que a nossa alma se exprima. É algo que pode ser muito libertador...
Esta é, eventualmente, uma forma agradável, descontraída e divertida de nos conhecermos melhor e de nos sentirmos bem com o nosso ser."

Manuela Rodrigues*

* Manuela Rodrigues é natural de Mogadouro, mas passou 25 anos da sua vida na Holanda, de onde regressou recentemente, e onde desenvolveu uma intensa actividade como pintora e escultora. Tem actualmente alguns trabalhos expostos na Poética. Os materiais que privilegia são a tela com tintas acrílicas e a óleo, na pintura, e, no âmbito da escultura, o barro e o bronze. 

Manuela Rodrigues assume-se fascinada pelas cores emergentes das fusões que vai experimentando, e postula a liberdade como força temática da sua obra. 

Para esta artista, a arte é uma manifestação do "ser interior" e um paralelismo constante com o desenvolvimento pessoal, e recentemente decidiu dar ainda mais força às imagens que lhe nascem na tela com as palavras que lhe nascem, em simultâneo, na alma. Assim nasceu a obra "Eu sou", livro de que é autora, editado em 2013.


III Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro

A Poética junta-se ao III Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro na defesa do livro e das livrarias "tradicionais", porque acreditamos que a proximidade ao leitor vale a pena. 

Desafiamos todos os nossos amigos e clientes, bem como autores e leitores empenhados na preservação de um conceito livreiro mais rico do ponto de vista cultural e social, a juntarem-se a nós nesta iniciativa, que é aberta a toda a comunidade. 

Apareçam e participem. O encontro decorre no próximo Domingo, na Livraria Rosa d'Ouro, em Bragança, a partir das 15h00. 

Saudações literárias, 

Virgínia do Carmo 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

VARTER HUGO MÃE - na Poética

É com muito prazer que vos convido a participar na sessão de apresentação do livro "A Desumanização", de Valter Hugo Mãe, a ter lugar no próximo sábado pelas 21h30, na Poética, com a presença do autor. 

Saudações literárias, 

Virgínia do Carmo 
 Poética - Livros, arte e eventos
Rua Fonte do Paço, nº 8C
5340-268 Macedo de Cavaleiros

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

UM LIVRO PARA DEGUSTAR

No sábado há castanhas na Poética!



ANTERO NETO NA POÉTICA

Na próxima sexta-feira a Poética recebe o autor Antero Neto para uma tertúlia literária onde muitos temas virão certamente a debate, incluindo os que deram conteúdo às suas mais recentes obras. 

Apareçam!


Sobre o autor: 


Antero Augusto Neto Lopes é natural de Bruçó, concelho de Mogadouro, onde nasceu em Junho de 1969. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. É advogado. Entre outras actividades, foi professor, autarca e dirigente associativo. Tem publicadas as seguintes obras: "Serões do Planalto" (contos), Editora Labirinto, 2006; "Bruçó - As Memórias Paroquiais de 1747 e 1758. Notas Históricas e Etnográficas" (ensaio), Editora Cidade Berço, 2010; "Toleradas em Mogadouro - O Suicídio de Maria Carçôna" (ensaio), edição do autor, 2012.
É membro da Academia de Letras de Trás-Os-Montes. Colabora esporadicamente com a imprensa regional e com as revistas "Epicur" e "!Bô". Mantém o blogue de divulgação local "Ho Mogadoyro".

Estas são as duas mais recentes obras do autor:


Homens de Granito, 2012, Lema d' Origem Editora



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ars Vivendi, Ars Moriendi de Amadeu Ferreira - Nomeado para o prémio PEN

COMUNICADO DE IMPRENSA

Assunto: Prémio P.E.N. de Poesia para o ano de 2012

O júri do Prémio PEN de Poesia para o ano de 2012, constituído por Maria João Cantinho (Presidente), Teresa Martins Marques e Manuel Gusmão, decidiu, na sua reuinão de 24 de Outubro de 2013, nomear as seguintes obras para a atribuição do referido prémio:

• A Terceira Miséria, de Hélia Correia, edição Relógio d’Água
Ars Vivendi Ars Moriendi, de Fracisco Niebro, ed. Âncora
• Cólofon, de Manuel de Freitas, ed. Fahrenheit 451
• De Amore, de Armando Silva Carvalho, ed. Assírio & Alvim
• Fórmulas de uma luz inexplicável, de Nuno Júdice, ed. D. Quixote

A obra a distinguir com o Prémio PEN de poesia para o ano de 2012, a escolher de entre as obras acima referenciadas, será anunciada a 30 de Outubro de 2013.

Lisboa, 24 de Outubro de 2013

Pela Direcção, 
Maria João Cantinho


terça-feira, 10 de setembro de 2013

III ENCONTRO DE ESCRITORES TRANSMONTANOS

18 escritores transmontanos juntaram-se em Macedo de Cavaleiros para tertuliar sobre a escrita do Nordeste do país. Um encontro anual que valoriza, sobretudo, a palavra portuguesa.
VER O VIDEO EM:http://www.localvisao.tv/index.php/tras-os-montes/1536-encontro-de-escritores-transmontanos#fprrpopup-545074073

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

ERROS DE CÁLCULO OU OUTRA COISA QUALQUER EM VILA REAL







Depois do lançamento em Macedo de Cavaleiros, é a vez de Vila Real receber a apresentação do novo livro de Miguel Pires Cabral, ERROS DE CÁLCULO OU OUTRA COISA QUALQUER, o primeiro título editado com a a chancela da Poética Edições. 

O evento terá lugar  na próxima sexta-feira, dia 9, na Traga-Mundos, pelas 21h30. 
Estendemos o convite a todos os que nesse dia se encontrem por perto. 



"Este livro do Miguel é uma ilha de palavras. Palavras crescidas, que são pedras rugosas de um caminho onde a luz abre fendas nas sombras que nos doem. Este é um livro que nos percorre e nos ensina os passos de uma certa procura." 
Virgínia do Carmo 
*a nossa vez 
Reflecte-se a vida neste copo:
o astro que se afasta e traz gelo
aos restos que nos restam de vidro.

E há uma voz seca – árida até –
que nos reencontra sentados
à mesma mesa de sempre. 

O esboço de uma vida por escrever: 
nós de silêncio. Porque é noite no deserto 
que atravesso. Ao balcão de serviço 

resta o nosso pedido, a nossa vez?
Um rasto que nos rastra por dentro
a sede que nos rasga o coração.

in Erros de cálculo ou outra coisa qualquerMiguel Pires Cabral  
Sobre o autor: 
Miguel Pires Cabral nasceu a 27 de Março de 1974 em Macedo de Cavaleiros. Licenciado em Educação Física e Mestrado em Investigação da Actividade Física, Desporto e Saúde, pela Universidade de Vigo, Miguel Pires Cabral escreve os seus primeiros poemas originais, a título experimental, algures pela viragem do milénio. Lançou o seu primeiro livro de poemas originais "Café Solo", em Agosto de 2010. ["Café Solo" conta com prefácio de Marta Pessanha Mascarenhas, edição de LMOPC – Editores © – Impressão & digitalização pela Dom Texto - Vila Real]. Este é o seu segundo livro e é editado pela livraria Poética – livros, arte e eventos, de Macedo de Cavaleiros.
O livro está já à venda na Poética (Macedo de Cavaleiros) Traga-Mundos (Vila Real), na Rosa d'Ouro (Bragança) e  no espaço História e Arte (Bragança, junto ao Museu Abade de Baçal). 
Pode ainda adquiri-lo online, com portes grátis, aqui: ERROS DE CÁLCULO 

Sessão de lançamento na Livraria Poética, Macedo de Cavaleiros