segunda-feira, 17 de junho de 2013

ALFÂNDEGA DA FÉ - Idosos com voz ativa.

Olhos,por Armando Sena













Se os olhos contassem a tua história
Não traíssem como o fazem sem querer
Lembrassem tempos em que foste liberdade
Soubessem de que cor é a vontade

Interpretassem o murmúrio do desejo,
o que dizem lábios finos a tremer
Decifrassem o rubor do amor ardente
Mostrassem como é a dor da ausência
reflexo e espelho da saudade

Traíssem num não que era sim

É tudo isso o seu poder
Soberania em duas esferas compactada
O supremo sentido do sentir
a mais pura face da verdade
Ecrã onde a alma é projetada

domingo, 16 de junho de 2013

Tempo de malhadas - 1975



Veja o documentário completo em:

GOUVEIA - ALFÂNDEGA DA FÉ

Foto A.F.F.M.
A freguesia de Gouveia encontra se a sete quilómetros de Alfândega da Fé e tem como anexa o lugar de Cabreira. Situa se na encosta sul da Serra com o mesmo nome, que abriga a povoação dos ventos de leste e nordeste. Segundo o Padre Francisco Manuel Alves, em "Memórias Arqueológico Históricas do distrito de Bragança", o seu nome deriva do antigo verbo `gouvir', que significa `gozar'. Não é credível tal definição toponímica, a não ser pelas questões paisagísticas que se podem desfrutar a sul, na encosta que dá para o rio Sabor... A Igreja paroquial foi construída em 1725. Possui cinco altares. Neste edifício merece destaque o seu prospecto exterior, muito agradável e merecedor de uma visita. Além do templo matriz existem mais duas ermidas, dedicadas a Santa Marinha e à Senhora do Rosário. A posição estratégica junto ao vale do Sabor, os Castros identificados na zona e a Serra da Gouveia conferiram a Gouveia uma importância redobrada em tempos mais recuados. Ainda em finais do século passado a freguesia tinha mais de 300 habitantes. Actualmente conta com 185 eleitores e cerca de 200 habitantes, espelhando bem a sangria da emigração que caracteriza toda esta zona do interior. A localidade de Cabreira, única anexa da freguesia, tem cerca de meia centena de habitantes e é zona de povoamento antigo, comprovado pelo Castro que se encontra nas suas proximidades. A agricultura é a principal actividade da freguesia, apesar da escassez de água. As boas hortas que ali se trabalham só contam com água corrente durante pouco mais de metade do ano. A oliveira, a amendoeira e o sobreiro têm ali boas condições de vida. Naturalmente, acabou por se desenvolver a pastorícia, como complemento à actividade agrícola. Realizam se festas em honra de Nossa Senhora dos Remédios, a 14 de Agosto, na Cabreira e de S. Bartolomeu, a 24 de Agosto, em Gouveia.

GAITA MIRANDESA E PAULITEIROS EM LONDRES -1934

BAIXO SABOR - Ribeiro dos moinhos

Fotografia de José Rodrigues

sábado, 15 de junho de 2013

GUGA II, por Júlia Ribeiro

Prometi contar-vos mais um episódio da estória do Guga, mas, ou por questões de saúde, melhor dizendo, por falta dela, pelo tempo que a netita me ocupa – isto diz a avó babada , pois a miúda é a minha grande companhia -- ou porque me ponho a vender água sem caneco, a verdade é que só hoje vou continuar a falar-vos do Guga.
Quatro anos após ter dado o “cão de guerra” , o meu marido adoeceu gravemente, mandou chamar os parceiros da caça e distribuiu entre eles  os outros cães.  Penso que eram quatro : um podengo português e três “ épagneul-breton”. Todos com pergaminhos e todos muito bons na caça. A despedida dos cães foi uma cena de arrepiar.
O meu marido faleceu pouco depois. Por muito que custe, há que seguir em frente, porque há filhos e netos e porque a vida, mal ou bem, tem de continuar. 
Passados  cerca de dois meses comemorava-se o 25 de Abril, e o amigo de Valado dos Frades  (em cuja quinta o Guga veraneava  e se fazia às cachorras mais catitas daquelas aldeias) convidou-me para ir almoçar com a família e para rever o Guga.  Confesso que aceitei mais para voltar a ver o cão.
Depois do almoço, com filhos e uma catrefada de netos, saímos  até à eira ali ao lado, e os canis também ficavam perto.  E, porque eu era estranha, tinham metido nos canis os cães todos.  Faziam uma chinfrineira dos diabos, e o Guga era o mais barulhento.
Comecei a caminhar em direcção do canil do zaragateiro e o senhor e a esposa a avisarem :”Não se chegue à rede, olhe que ele continua traiçoeiro”.  E eu ia falando enquanto me aproximava : “Olá, Guga. Já não me conheces? Era eu quem te dava de comer, lembras-te?” E o Guga a dar umas ladradelas cada vez mais baixo  e mais espaçadas.  Reparei que o pelo eriçado ficava mais acamado.  Cheguei junto da rede: “Vem cá, Guga, sou eu ... estás a reconhecer a minha voz , não estás?” O cão chegou um ombro junto da rede. Eu fiz-lhe uma festinha e senti a pele do cachorro estremecer. Completamente afoita , fiz-lhe outra festa na cabeça. Ele lambeu-me a mão. Os outros cães pararam de ladrar. Fez-se um silêncio total.  O senhor veio e abriu a porta do canil do Guga que, então, parecia doido: ora se deitava aos meus pés, ora dava pulos que quase me chegava com o focinho à cara e soltava uns sons de pura alegria. Sentei-me na eira  e, agarrada ao pescoço do Guga,  chorei que nem  uma Madalena . 
Quando  levantei os olhos, vi que toda a gente chorava, até as crianças , possivelmente porque viam os pais e avós a chorar. 
Foi uma cena que nunca esquecerei.  E cada vez tenho mais a certeza que a amizade não tem preço, mesmo a amizade de um cachorro.

Leiria 14 de Junho de 2013

Júlia Ribeiro

ADEGANHA ,ESTEVAIS,CARDANHA -Terras de rebanhos

VER: http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2013/06/planalto-em-movimento-13-e-14-de-julho_14.html

LINHA DO DOURO - *FIESTA DE LA VI(d)A*

*DOMINGO 16 DE JUNIO EN LA ESTACIÓN DE LUMBRALES*
La Asociación de Frontera Tod@via convoca a todos los amantes del tren, del patrimonio cultural y natural, y del aprovechamiento racional de los
recursos de nuestra tierra, a una nueva edición de la Fiesta de la Vi(d)a, que se celebrará el próximo domingo, día 16 de junio, en la estación de
Lumbrales, con el lema "No pierdas este tren".
La intención es compartir VI(d)A. Un día de alegría para celebrar que es posible recuperar la ?vía que traía vida? desde planteamientos económicos
de bajo coste económico con la  participación del voluntariado patrimonial y ambiental. La Asociación de Frontera Tod@vía quiere festejar los logros de las últimas actuaciones llevadas a cabo en las jornadas de facendera que han detenido, en parte, la degradación del Monumento en unos 30 kilómetros de recorrido.  Es  especialmente reseñable, además de la limpieza de vegetación de la caja de la vía, la reposición de tablas  en el paso peatonal  del puente sobre el río Camaces, que ha posibilitado el tránsito
peatonal seguro por este Bien de Interés Cultural con categoría de Monumento, que es  la línea férrea La Fuente de San Esteban-La
Fregeneda-Barca D'Alva.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

MIRANDA DO DOURO - 1966

Foto cedida por Arnaldo Firmino

BRAGANÇA - “Artes e Livros”, Encontro de Academias de Letras Lusófonas.

"Literatura, gastronomia e música estiveram reunidas em mais uma edição do Artes e Livros. Em mais um encontro de Academias de Letras Lusófonas, Bragança encheu-se de língua portuguesa".
VIDEO:
http://www.localvisao.tv/index.php/tras-os-montes/1405-arte-lusofona#fprrpopup-690360013

Cerejas transmontanas a caminho da Suíça

Há duas toneladas de cereja de Alfândega da Fé para vender naquele que pode ser o primeiro de muitos negócios de exportação para a Suíça.
Suíça pode ser o primeiro de muitos destinos
 


Planalto em Movimento: 13 e 14 de Julho - Adeganha, Cardanha e Estevais

Cartaz Planalto em Movimento: 13 e 14 de Julho - Adeganha, Cardanha e Estevais

Venham recriar connosco a Segada e Malhada Tradicionais, participar nas oficinas relacionadas com o cereal, conhecer as aldeias da Adeganha, Cardanha e Estevais, bailar, cantar, discutir a região, provar os sabores da terra....

(cartaz idealizado e executado por: Ana Rita Trindade e Mauro Correia)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

SOEIMA - ALFÂNDEGA DA FÉ

Foto A.F.F.M.
SOEIMA: A aldeia de Soeima, que dá o nome à freguesia, situa se na encosta sul da serra de Bornes e tem a particularidade de estar a cerca de mil metros de altitude, pelo que dali se avistam dezenas de outras localidades, deste concelho e dos concelhos vizinhos. A população de Soeima, que conta com 207 eleitores, dedica se essencialmente à agricultura, sendo de destacar a qualidade da castanha e da batata que se produz no seu termo. Podemos ainda apontar uma particularidade desta freguesia: há umas décadas atrás, quando os cereais, nomeadamente o centeio, constituíam uma produção forte no concelho, as gentes de Soeima conseguiam produzir este cereal a cerca de mil e cem metros de altitude, quase no alto da serra de Bornes. O nome Soeima evidencia a antiguidade da povoação, uma vez que é de origem moçárabe. Mas não se conhecem na zona outros vestígios de povoamentos antigos. Realiza se uma festa em honra de S. Pelágio, no mês de Junho.

Museu do Côa já atraiu milhares de visitantes com gravuras rupestres

As gravuras rupestres puseram Vila Nova de Foz Côa no centro das atenções há 18 anos. Entretanto, foi construído um museu no local onde o rio Côa se encontra com o rio Douro e já recebeu milhares de visitantes.
Desde que abriu ao público no início de agosto de 2010 e até ao final de dezembro de 2012, o Museu do Côa já recebeu mais de 132 mil visitantes. O presidente da Fundação Côa Parque, Fernando Real, destaca a importância das “primeiras manifestações de escrita que o Homem deixou para a posteridade” que se podem ver neste espaço.
Rita Colaço (com Sandra Henriques)
VIDEO: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=658636&tm=8&layout=123&visual=61

quarta-feira, 12 de junho de 2013

G.D.M - Torneio Meda Cup 2013














O GD Moncorvo participou pelo 3º ano consecutivo no Torneio Meda Cup. Em Benjamins participaram o GD Moncorvo, Meda, Trancoso, AD Estação da Covilhã e o NDS Guarda. Em Infantis participaram o GD Moncorvo, Meda, Montes Vinhais, AD Estação da Covilhã e o NDS Guarda.
Em Benjamins o campeão foi o NDS e o GD Moncorvo ficou em 4º lugar.

Nos Infantis o campeão foi o GD Moncorvo que neste caso é Bicampeão em Infantis e a mesma geração é tricampeã, já que tinha vencido em Benjamins no 1º ano em que participou. De referir ainda que o Montes Vinhais ficou em 4º lugar.
Texto e fotos enviados por Sílvio Carvalho

TRANCOSO - Passeio Pedestre:das Torres ao Castelo


O percurso, com cerca de 12 km de distância, efectua-se por trilhos e caminhos rurais, alguns deles ancestrais, que calcorreiam um espaço geográfico de charneira entre os Planaltos Centrais, o vale do Mondego e a Meseta.


Percorrem-se outeiros, vales e áreas planálticas à descoberta de aldeias fora de rota; povoações antiquíssimas, mas por ora deslembradas, que repousam em paisagens deslumbrantes que mudam a cada olhar, onde, em estreitos abrigos naturais, ainda se escondem mouras encantadas.

Observam-se quintas e propriedades com nomes velhos e lendários e antigas paisagens humanizadas, fruto do árduo trabalho de Homens de outras eras, que a História teima em não fazer esquecer.

Programa:

terça-feira, 11 de junho de 2013

VILARELHOS - ALFÂNDEGA DA FÉ

FOTO A.F.F.M.
VILARELHOSA aldeia de Vilarelhos é de origem muito antiga, existindo na área da freguesia vestígios do período romano e sendo atestada a sua importância económica pela existência do mais importante monumento não religioso do concelho, o solar do Morgado de Vilarelhos, de traça barroca. A povoação situa se a cerca de doze quilómetros de Alfândega da Fé, para poente e na parte superior do Vale da Vilariça, possuindo ainda alguns terrenos incluídos na Região Demarcada do Vinho do Porto, pelo que a vinha e o olival são as principais riquezas da sua população, muito embora actualmente a fruticultura e a horticultura, mercê do clima propício da zona, venha a ganhar cada vez mais importância na economia da freguesia. O edifício onde até há bem pouco tempo funcionou a junta de freguesia e a escola pré primária possui um interessante alpendre com colunas de granito que, juntamente com uma fonte de mergulho e um tanque público forma o mais bonito recanto da localidade. Este edifício foi, seguramente, uma capela, ou mesmo, em tempos recuados, a primeira igreja Matriz. Na freguesia existe a barragem do Salgueiro, destinada à irrigação dos terrenos próximos e local aprazível nos dias quentes de Verão. Outro elemento cultural relevante é o cabeço de Nossa Senhora dos Anúncios em cuja vertente nordeste foi encontrada uma necrópole romana, estudada Santos Júnior, que também avançou a hipótese de ali ter existido um castro. Realizam se festas em honra de Nossa Senhora dos Anúncios, no 3° fim de semana de Agosto e de S. Tomé, a 23 de Dezembro.
http://concelhos.dodouro.com/jornal/alfandegadafe.asp

Minério de Moncorvo usará via fluvial apesar do interesse da CP Carga

MTI vai construir barcaças para escoar o minério pelo rio Douro e oceano Atlântico até ao porto de Aveiro, o que foi considerado pela empresa ferroviária como uma "desconsideração"
A via fluvial ou um mineroduto. O transporte ferroviário está fora de questão. São estes os cenários propostos pela MTI - Ferro de Moncorvo SA para o escoamento do minério desde Trás-os-Montes até ao porto de Aveiro.

O minério extraído das minas de Carviçais (Torre de Moncorvo) será transportado em camiões até ao porto fluvial de Pocinho e daí seguirá por barcaças pelo rio Douro e pelo oceano até ao porto de Aveiro, onde a carga será transbordada para navios graneleiros.
Mas é no Pocinho, mesmo ao lado do porto fluvial, que se situa uma das pontas da rede ferroviária nacional na qual a CP Carga dispõe até de um terminal de mercadorias com espaço suficiente para ser ampliado.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

MEMORIAL AOS COMBATENTES DE TORRE DE MONCORVO - INAUGURAÇÃO

A 10 de Junho de 2013, passadas que são quatro décadas, é inaugurado, sob os auspícios da Câmara Municipal, em Torre de Moncorvo um memorial com os nomes dos vinte e oito jovens, naturais deste concelho, que tombaram na guerra colonial a que se atribui o balizamento extremo de 1961 e 1974.
Custa sempre recordar vidas ceifadas mormente as que se finam ainda no seu pleno vigor. Se isso sucede em serviço militar tendemos a apor heroicidade desde logo por que não se trata de labor ao serviço de fazenda particular e, supostamente, tal desfecho representa o coroar de um processo em que abnegação e espírito de corpo tiveram o seu lugar.
Os teóricos das guerras justas não têm no seu rol esta, a que se alude. Não sendo a nenhum título conveniente destrinçar entre caídos numas e noutras guerras, porquanto se obedece e as mais das vezes os decisores estão convictos da limpidez da sua causa e para ela procuram arrastar e arrastam muita gente, há que atribuir relevo à sublimação possível que nestes momentos simbólicos toma lugar dando-se  de certo modo início a um outro tempo no que à matéria em causa se refere.

A Associação dos Deficientes das Forças Armadas fez-se representar e a Banda Filarmónica do Felgar permitiu um ecoar mais profundo tomando a vez e a voz, de alguma maneira, do silêncio dos inscritos no memorial.
Texto e fotografias de: Carlos Sambade

MORTOS NA GUERRA DO ULTRAMAR -CONCELHO DE TORRE DE MONCORVO:http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2010/12/mortos-na-guerra-do-ultramar-concelho.html


BRAGANÇA ANTIGA - 1ª PARTE - MERCADO e PRAÇA DA SÉ

Ronda das adegas, em Atenor, Sendim, Miranda do Douro, por Carlos Sambade

Nestes, dois, três dias sem pulseira (a preço simbólico) o visitante não entra na aldeia de Atenor e compreende-se. De um modo geral também não passam veículos automóveis, há lugar para estacionar por ali em redor.
São mais de vinte pisos térreos, decorados a feição, vendo-se o cuidado de manter, no espaço e na placa identificadora, em todos eles, um padrão que lembra o que eram, casa de, curral e curralada, loja, adega, forno, corte, lagar, soto, enfim, um secretariado.
Tomo conhecimento desta iniciativa anual através de um vizinho de há vinte anos. Nós vivemos habitualmente em prédio urbano e nele, por uma só entrada e subindo em um de dois elevadores, passam diariamente mais pessoas do que as que vivem habitualmente em Atenor. Porém, nestes dias de Ronda das adegas passam por aqui milhares de pessoas algumas das quais de Zamora e de outras regiões do país vizinho. Que se passa aqui? Não perguntei, deduzo pelo que li e pelo que vi. Quero crer que tudo ou quase tudo se deve ao facto de nesta aldeia estar sediada a AEPGA, Associação para o estudo e protecção do gado asinino.
Uma pessoa nem faz ideia de quantos asininos havia por exemplo há cerca de um século mas sabe-se (tenho na minha frente um estudo de há noventa anos, de Armando A. Martins, Os asininos no distrito de Bragança), que eram larguíssimos milhares, uma média de 2100 por concelho, nesta região.
Grandes serviços prestou este animal, tão mal visto porquanto ninguém gosta de ser apelidado de burro. Chegará o tempo, e hoje chegou, em que com L Burro i L Gueiteiro vamos melhor do que íamos sem eles. Comendo e bebericando, com espaço nem sempre o mesmo, tempo nem sempre o do relógio e moderação nem sempre a do aperto, a festa da vida acontece, assim a possamos fruir em muitas e nobilitadas estações.
Texto e fotografias de:
 Carlos Sambade

domingo, 9 de junho de 2013

ALFÂNDEGA DA FÉ - há festa na vila


I Peregrinação Diocesana ao Santuário Mariano dos Cerejais


Todo o Cristão é chamado a participar na grande peregrinação em Cristo, que a Igreja e a
Humanidade continuam a realizar na história. A meta da peregrinação deve ser a tenda do encontro eucarístico com Cristo. A Peregrinação, por fim, é com muita frequência a via para entrar na tenda do encontro com Maria, a mãe do Senhor.
Neste intuito, a Vigararia Episcopal para a Ação Pastoral, com o Movimento do Apostolado
da Oração, promovem a I Peregrinação Diocesana ao Santuário Mariano dos Cerejais, no dia 30 de junho de 2013. Mais informações:
 http://diocesebm.pt/documentos

AMÊNDOA COBERTA NO MUSEU DE LAMEGO













Durante os dias 7, 8 e 9 de junho, no Museu de Lamego, está a decorrer o evento enogastronómico Taste Douro. Organizado pela Beira Douro – Associação de Desenvolvimento do Vale Do Douro, com produção da EV - Essência do Vinho, o “Taste Douro” tem por objetivo divulgar, promover e dinamizar a região do Douro: vinhos do Porto e DOC Douro, gastronomia e cultura.
Moncorvo está presente com o stand Arte Sabor e Douro:http://www.artesaboredouro.com/

MIRANDA DO DOURO - BRAGANÇA :Programas



sexta-feira, 7 de junho de 2013

Zulmira morreu 13: O perdão possível


O marido de Zulmira anda por estes dias às voltas com a sua própria consciência. Trá-la no bolso das calças coçadas pela tímida saudade que passa por ele, ao longe, para não se arranhar na sua frieza. De vez em quando a solidão instala-se por mais tempo que o normal na oficina e Joaquim tira o papel amarrotado do invólucro do passado que traz agarrado ao próprio corpo. Pensa o marido de Zulmira que ali a memória está segura e livre de julgamentos. Já sabe as palavras de cor. No início teve de ler uma a uma, devagar, e depois relê-las seguidas, mais depressa, para fazerem o sentido que estava sempre a perder-lhes.
Perdoa-me.Peço-te perdão pelas mil coisas que me afastam de ti.
Joaquim pára para expirar lembranças. Quase dera a carta à filha mais velha para ela lha ler. Não percebeu de imediato que a carta era uma carta de Zulmira. E que era só para si. E que era de despedida. Estremece quando pensa que a filha poderia ter lido aquele adeus doído da mãe,atravessado de uma infelicidade na qual Joaquim tinha uma parte importante. E prossegue com aquela falsa sensação de alívio.Prossegue o reconhecimento das palavras que já sabe de cor, bebendo a forma das letras desenhadas pelos dedos magros e tristes da mulher que afinal não fora sua. E lê sem ler. Olha para o fantasma de Zulmira enquanto percebe que ela sabe que Joaquim havia de querer perdoar-lhe. Que havia de querer perdoar-lhe por mil coisas completamente diferentes daquelas pelas quais ela lhe pedia perdão.E imagina-a enquanto ela pede perdão pelo desacerto das coisas que os afastaram. Imagina-a a dizer que gostava que ele lhe perdoasse as coisas certas. E a supor que teria ela, talvez, de lhe perdoar a confusão em vez de tentar perdoar a sua falta de perdão. Porque Zulmira sabia que era mais fácil para ele refugiar-se numa responsabilidade alheia, que nunca existira, culpar uma circunstância maior do que uma pequena à qual Joaquim nem saberia pegar, de tão ínfima. Não tinha dedos que lhe segurassem tão pequena culpa.Afastados pelas pequenas coisas, assim tinha sido. As que Zulmira não sabia dizer. As que Zulmira sabia que Joaquim também não sabia dizer - ela escrevera-o com palavras que Joaquim já sabia de cor. E sabia que, por isso, as colocavas nas mãos com que lhe batia, para tentar livrar-se delas sem ter de as dizer.
Joaquim sabe tudo de cor. Ainda assim volta a colocar a carta no bolso coçado das calças. E pensa, tantas vezes, como pode um pedido de perdão fazê-lo sentir tamanha culpa.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

RIO SABOR - Lá para os lados de Silhades

Foto  A.F.F.M.

Malha do Cereal na Cardenha e Coro dos Malhadores

Adeganha 2012.Foto  A.F.F.M.
"quem malha em agosto, malha a contra gosto". por isso este ano no planalto continuamos a segar e a malhar em julho...
PLANALTO EM MOVIMENTO | 13 E 14 JULHO | ALDEIAS DA ADEGANHA, CARDANHA E ESTEVAIS (programa em breve)
quem conhecer outros provérbios, músicas, histórias ou tiver fotografias antigas sobre o ciclo do cereal, faça o favor de partilhar connosco.
Por: Aldeia Viva

BRAGANÇA - |Artes e Livros | Encontro de Academias

Organização: 
Câmara Municipal de Bragança/Academia de Letras de Trás-os-Montes











Junho, 6 [quinta]

15h00 – Abertura do Encontro de Academias:
Presidente da CMB
Presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes
15h30 – Apresentação das Academias Convidadas
16h00 – Apresentação da Bibliografia do Distrito de Bragança, vol.VII - Hirondino Fernandes
16h45 – “Academia Paraense de Letras- 113 anos ao serviço da Cultura” - Presidente da Academia Paraense de Letras - Pará – Alcyr Meira
17h30 - Recepção à Comitiva de Pavillons-sous-Bois, no âmbito da Geminação
18h00 – Apresentação de Gestão do Município de Bragança – no período de 1998 a 2013
– Presidente da Câmara Municipal de Bragança
18h45 – A Gastronomia Luso-Amazónica – Álvaro do Espírito Santo
20h00 – Jantar Luso-Amazónico, com apresentação dos destinos turísticos do Pará e de Danças e Cantos Folclóricos Bragantinos (Marujada/retumbão/xote e outras) – Adenauer Goês
Centro Cultural Municipal Adriano Moreira

Junho, 7 [sexta]

terça-feira, 4 de junho de 2013

Barragens garantem 900 mil euros para projetos sociais

Foto EDP
Os projetos sociais existentes nas zonas das novas barragens portuguesas podem candidatar-se a partir de hoje(3/06) ao apoio de um programa da EDP, que em cinco anos já disponibilizou 900 mil euros.
A elétrica nacional lançou hoje a quinta edição do "EDP Solidária Barragens" que já apoiou, em anos anteriores, 32 projetos sociais que beneficiaram cerca de sete mil pessoas, segundo divulgou a empresa.
O orçamento para a edição deste ano é de 200 mil euros, que somados às anteriores, totalizam um montante global de 900 mil euros disponibilizados para este programa que abrange, sobretudo a região de Trás-os-Montes, onde estão em construção as barragens do Tua e do Sabor.
O prazo para candidaturas começa hoje (3/06) e termina a 15 de julho, "mantendo-se os critérios de seleção que privilegiam o número de pessoas beneficiadas, sustentabilidade e relevância social", indica a empresa.
O programa foi criado para "apoiar a melhoria da qualidade de vida das populações abrangidas pelos investimentos da EDP em novos projetos hidroelétricos " e a área elegível estende-se por 15 concelhos.
Podem candidatar-se a este apoio projetos sociais de Alfândega da Fé, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Murça, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Ribeira de Pena, Mondim de Basto, Sever do Vouga, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul, Vale de Cambra e Vieira do Minho.

Lusa

MIRANDO DO DOURO - 1958

Foto cedida por Arnaldo Firmino
Ruínas do Paço Episcopal
Monumento em estado de ruínas, destruído por um incêndio em 1706. 

GUGA, por Júlia Ribeiro

Ora, vamos lá ver se damos um certo ar de graça a estas coisas, pois rir - ou mesmo sorrir- também faz falta. E mais: faz bem à saúde. 
Hoje vou falar-vos de um cão que tivemos em tempos. Aliás, nunca tivemos só um cão. Tínhamos sempre três ou quatro e chegámos a ter cinco, porque o meu marido pensava que era caçador. Nunca caçou nada, mas ao Domingo, no tempo da caça, lá ia com os amigos, para esticar as pernas depois da semana praticamente fechado no escritório ou em tribunais. No tempo do defeso, ia passear os cães para o pinhal d'el-rei.
Isto foi a introdução da estória.
Agora é que vou contar a estorinha do tal cão. Chamava-se Guga. Era de raça (não sei qual ), tinha umas barbaças engraçadas e foi comprado não para a caça mas para dar à nossa primeira neta quando esta fez 4 anos. 
O Guga era lindo e tinha um pedigree do caraças: era filho, neto e bisneto de campeões, quer do lado materno, quer paterno. Até dava vontade de encaixilhar aquela ficha biográfica. E custou um dinheirão ! 
Está apresentado o Guga. Mas porquê contar a sua história? O cachorro aprendia muito bem o que se lhe ensinava, obedecia às palavras de ordem, fazia uma data de habilidades e a menina gostava do Guga e o Guga gostava de nós todos. 
Mas o Guga não gostava de estranhos e tinha uma maneira assaz curiosa de mostrar a sua aversão por eles. Se entrava alguém desconhecido, eriçava o pêlo  e tinha um rosnar surdo. Mandava-se calar e, de rabo entre as pernas, ia para o seu açafate, sempre vigilante e desconfiado. Quando a pessoa ia embora, saltava do seu poiso e abocanhava-lhe um calcanhar. Ferrava mesmo. Várias vezes apanhou uma palmada, mas não corrigia o mau feitio. 
Havia amigos do meu marido que vinham de propósito ver o cão e achavam-no uma estampa : "Inscreva o cachorro numa exposição canina. Vai ter o 1º prémio, tão certo como dois e dois serem quatro".
Tantas vezes lhe disseram o mesmo que, um dia, o meu marido inscreveu o cão e fomos todos ver o Guga tornar-se campeão. 
A minha neta, penteada com laçarotes, e pela mão de um avô babado, é que levou  o Guga pela trela até à área da exposição. E o diacho do cão até parecia que sabia para onde ia. Muito aprumado ao lado da menina, a olhar para os estranhos, sem rosnadelas nem pelo eriçado.
Foi pesado e medido. Tudo bem. O meu marido segredou.me: "Temos campeão" .
O veterinário continuou o exame: abriu-lhe a boca, observou-lhe a língua, os dentes, o pelo, os olhos, as orelhas, levantou-lhe a cauda e apalpou-lhe o escroto. Apalpou novamente, parou e disse: "Excluído. Só tem um testículo" . 
O Guga nem sequer chegou à passerelle. 
Frustrados todos, o Guga  e a miúda mais do que os outros, viemos para casa.
Parece que o cão também tinha entendido o que se passara. Tornou-se ainda mais traiçoeiro nos seus ataques  a estranhos. Eu dizia que, se calhar, havia tido um cão de luta, um cão guerreiro e traiçoeiro, entre os seus ilustres avoengos. 
Tivesse ou não,  o meu marido resolveu dá-lo a um amigo que tinha uma quinta para os lados de Valado dos Frades. Havia na quinta vários outros cães, mas o Guga, que nem era o mais corpulento, em breve se tornou o líder daquela canzoada. 
E querem saber o mais engraçado? Também em breve se tornou o pai dos cachorros que vieram a nascer lá na quinta. E os Guguinhas eram as ventas do papá e excelentes cães de caça.
O Guga ganhou fama de garanhão de raça e hoje, 90% dos melhores cães de caça daquela zona são descendentes do Guga.  E só tinha um testículo !!...

 Leiria, 04.06.2013
Júlia Ribeiro


segunda-feira, 3 de junho de 2013

RIO SABOR -Lá para os lados de Picões

FOTO A.F.F.M.

Castelinho (Felgar, Torre de Moncorvo)

Foto A.F.F.M.
El sitio fortificado del Castelinho (Felgar, Torre de Moncorvo, Portugal). Estudio preliminar de su diacronía y las plaquetas de piedra con grabados de la Edad del Hierro
Revistas Científicas Complutenses  Vol 23, No 1 (2012)
Universidad Complutense de Madrid
VER:
http://issuu.com/lelodemoncorvo/docs/castelinho_a3c0fe53f30999

RONDA das ADEGAS - ATENOR

"O bom vinho traz consigo a ventura"
 "O vinho e a música alegram o coração"
"A cuba cheira ao vinho que tem em si"

domingo, 2 de junho de 2013

ESTEVAIS - FRAGADA


GRUPO DESPORTIVO DE MONCORVO - balanço da época 20012/13

Seniores – 2º lugar e vencedores da taça da AF Bragança
Terminou a maior atividade desportiva do Concelho de Torre de Moncorvo, que engloba os escalões de Traquinas (12), Escolas (13), Benjamins (15), Infantis (18), Iniciados (20), Juvenis (20), Juniores (12) e Seniores (18), num total de 128 atletas, que não pagam qualquer renda ao Clube, como acontece com a grande maioria, dos escalões, de formação nos outros clubes do Distrito.
Os Juniores, foram campeões e vão representar o Distrito no Campeonato Nacional da próxima época. Os Seniores venceram a Taça da Associação de Futebol de Bragança, o que já acontece pela
6.º vez, sendo o clube que possui mais troféus no Distrito.
Foram vice-campeões, ao ocupar pelo 2.º ano consecutivo o 2.º lugar no campeonato.
Juniores – 1º lugar (Campeões)
Relembramos que fizemos a dobradinha vai para 2 anos, mas não assumimos a 3.º Divisão, pois os tempos são de contenção. Os Benjamins e os Infantis disputaram a fase de campeões, tendo ficado em 6.º e 3.º lugar respectivamente entre 20 equipas.
Os iniciados classificaram-se em 4,º lugar e foram às meias finais da respectiva taça.
Os juvenis ficaram classificados em 5.º lugar.
Na próxima época que terá inicio dia 1 de setembro (à exceção do escalão de Juniores, que começam a trabalhar em Julho), contamos contigo caso pretendas fazer parte da nossa colectividade. Informa-te na Sede do Clube todos os dias a partir das 20.30 horas.
APOIA O GDM TORNANDO-TE SÓCIO, ATLETA OU PATROCINANDO UM DOS ESCALÕES DA COLECTIVIDADE.
A Direcção
Ver mais fotografias:

Torre de Moncorvo - Asilo 1977

Foto enviada pela Fátima Conceição Campos.Foto Peixe.
Ela é a menina que está na última fila ao lado da freira vestida de negro.
VER: http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2011/01/torre-de-moncorvo-escaparate-iv.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2010/12/torre-de-moncorvo-asylo_31.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2013/03/fundacao-francisco-antonio-meireles.html

sábado, 1 de junho de 2013

Solar do Morgado de Vilarelho

FOTO A.F.F.M.
Planta composta em U integrando capela no ângulo SE., com pátio interior ladeado por muro pelo lado S. dispondo de portal de acesso. Edifícios de função agrícola adossam-se às alas do edifício desenvolvendo-se para o lado oposto à fachada principal. Um muro corre também pelo lado N. cercando espaço de jardim. Volumes articulados no solar e na capela, coberturas diferenciada em quatro, três e duas águas no edifício central, capela e edifícios anexos. Fachada principal orientada a E. flanqueada a S. por capela, sendo as outras duas alas do solar orientadas a N. e S.. Apresenta porta central de verga curva flanqueada por dois pequenos óculos e ladeada por dois vãos gradeados no 1º piso. No 2º rasgam-se seis janelas de guilhotina com molduras recortadas e decoradas com elementos vegetalistas. É rematada por cornija. A capela, cuja separação na fachada é marcada por pilastras encimadas por urnas, tem portal encimado por janela de sacada, com balcão ondulado provido de balaústres graníticos, coroada por pedra de armas. Remata em frontão curvo interrompido sobrepujado por cruz latina ao centro. Toda a fachada recebeu reboco amarelo ocre, hoje bastante danificado, com excepção do embasamento. Para E. orienta-se também o lagar com porta de acesso para a rua. Alçado S.: pano da nave ostentando um vão, rematado por cornija e com arco sineiro muito elaborado. Pano na capela-mor, reentrante, com óculo encimado por janela de guilhotina de moldura decorada ladeado por pequeno vão. Pano de edifício anexo com uma porta e pano S. do lagar. Portal de acesso ao pátio interior encimado por padieira com data inscrita: "1744". Alçado O.: pano correspondente ao lagar e cozinha encimada por imponente chaminé em silhares graníticos rematada por cornija e pináculos nos ângulos. No pano O correspondente à ala N. do edifício, no piso inferior adossam-se construções anexas e no piso superior rasgam-se três janelas, umas das quais geminada e decorada. A fachada N. é rebocada a branco nos primeiros panos e a bege no 3º, com portas e gradeamentos pintados a verde. O 1º pano tem porta térrea, que a diferença de cota do terreno permitiu abrir, flanqueada por pequenos vãos. No registo seguinte rasgam-se cinco vãos, três de maiores dimensões alternando com dois menores, e no último registo três janelas de sacada. No 2º pano abre-se porta térrea encimada por janela no piso superior e no 3º uma janela em cada um dos dois pisos. Remata com cornija. No telhado, uma trapeira abre para este lado.

URROS - D. Afonso Henriques dá-lhe foral em 1182

"Tirada" do lugar de N. Sra. do Castelo
A freguesia de Urros está localizada numa cadeia de montanhas a norte da margem direita do Rio Douro. A sul é dominado por cumes elevados e declivosos, em particular o do Poio e o do Castelo. 
Os vestígios arqueológicos romanos e mesmo anteriores, fazem desta aldeia uma localidade muito antiga e com um passado histórico bastante importante. 
Durante a formação de Portugal, esta freguesia era vista como uma fortificação avançada, na zona fronteiriça de Leão. Esta aldeia, foi palco de lutas das discórdias de D. Afonso II e suas irmãs. 
Em 1182, D. Afonso Henriques dá-lhe foral, passando a designar-se por "Foral de Orrio". Em 1236, o rei mandou que os habitantes de Freixo povoassem Urros.

http://www.torredemoncorvo.pt/urros