sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Artur Aragão pondera processar DECO após acusação de falsificar azeite


A notícia caiu como uma bomba em Alfândega da Fé. A Deco, a organização de Defesa do Consumidor, alega ter feito análises a várias marcas de azeite, entre as quais a Alfandagh, da Casa Aragão, a qual acusa de defraudar os seus clientes ao comercializar um produto diferente daquele que vem indicado no rótulo. No caso do azeite de Artur Aragão, a DECO diz mesmo que, de acordo com as análises que mandou fazer “a um laboratório independente”, assume-se como “azeite virgem extra”, mas nem sequer azeite é, diz a DECO. O caso foi denunciado à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que terá confirmado a fraude, estando agora a decorrer o processo para retirar o produto do mercado.
Numa nota enviada às redações, a Deco refere que as análises ao azeite biológico da marca Alfandagh comprovaram “a presença de outros óleos vegetais refinados que não o originário da azeitona”.
O estudo encontrou ainda quatro outras marcas de azeite que se apresentam, no rótulo, como “azeite virgem extra”, mas não cumprem os requisitos legais para tal.

No entanto, Artur Aragão, responsável pela Casa Aragão, já refutou as acusações. “A Deco verificou apenas um dos lotes. Questiono o relatório de análise, porque dizem que nem azeite é. Os resultados são antagónicos porque a análise sensorial apresenta um resultado de azeite virgem extra e depois a análise química apresenta resultado de um azeite que nem sequer é azeite. Todos os nossos produtos têm acompanhamento do agricultor ao ponto de venda, por uma entidade externa, a SATIVA”, explicou Artur Aragão.
In MENSAGEIRO DE BRAGANÇA  de 29/08 :http://www.mdb.pt/noticia/artur-aragao-pondera-processar-deco-apos-acusacao-de-falsificar-azeite-1515


Teste da Deco a 25 marcas de azeite revela cinco fora da lei, uma por fraude

Um estudo da associação de defesa dos consumidores Deco a 25 marcas de azeite revelou que uma não era azeite e que quatro eram "azeite virgem" e não "azeite extra virgem" como estava descrito no rótulo, numa violação da lei.
No teste, cujos resultados são publicados na edição de Setembro da revista Deco Proteste, e hoje divulgados, apenas duas marcas apresentaram excelente qualidade.
De acordo com a Deco, a marca "Alfandagh", descrita no rótulo como "azeite virgem extra", de origem biológica, nem sequer é azeite, "tendo as análises comprovado a presença de outros óleos vegetais refinados que não o originário da azeitona".As marcas "Auchan" (DOP Moura), "É" (Continente), "Grão Mestre" e "Naturfoods", que se apresentam no rótulo como "azeite virgem extra", deveriam, segundo a associação de defesa dos consumidores, "ser classificadas como 'azeite virgem' apenas".
Um teste sensorial comprovou que amostras de azeite destas quatro últimas marcas "apresentaram defeitos que, por lei, o azeite virgem extra não pode manifestar".
A Deco adianta que os casos de fraude e de desrespeito da denominação de venda do rótulo foram denunciados à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) para agir em conformidade.
As marcas "Dia Clássico" (Minipreço) e "Gallo Clássico", das mais baratas, foram as únicas consideradas de excelente qualidade.
Confrontada pela agência Lusa com as ilegalidades relatadas pela Deco, a ASAE referiu que, na situação em concreto, "procedeu a novas colheitas de amostras de mercado" e, das análises, concluiu que seis amostras de azeite não estavam conformes, sendo que três "configuram situações relacionadas com fraude sobre mercadoria, por ter sido detectada a existência de azeite refinado".
Sem mencionar marcas, a ASAE assinala, numa curta nota, que "todos os processos estão a seguir a sua tramitação normal, tendentes à retirada destes azeites do mercado", devido a fraude económica ou a deficiente informação ao consumidor.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica ressalva que nenhum dos casos "é susceptível de pôr em risco a segurança e a saúde dos consumidores".
O estudo da Deco avaliou parâmetros como a qualidade e a frescura, através da acidez, do índice de peróxido e da absorção no ultravioleta, tendo sido feita, igualmente, uma prova de degustação.
A associação de defesa dos consumidores defende, em nota hoje divulgada, que "é fundamental reforçar a fiscalização, desde os lagares, passando pelos embaladores, até aos hiper e supermercados".
 In PÚBLICO,27/08

2 comentários:


  1. Emilia Frade escreveu: ha muita trafulha ,

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  2. A associação insiste que os produtos chumbados nas análises não põem em causa a saúde dos consumidores

    A Deco refutou a acusação do produtor de azeite de falta de rigor de um teste que fez, e em que a marca é visada, invocando que foram realizadas várias análises que confirmam o mesmo resultado. Num estudo feito a 25 marcas de azeite, e cujos resultados foram divulgados na terça-feira, a Deco aponta para quatro produtos que se apresentavam no rótulo como "azeite virgem extra", quando, na verdade, um teste sensorial confirmou que eram "azeite virgem".

    Na quarta-feira, em comunicado, um dos produtores visados acusou a associação de defesa dos consumidores de prestar "um pobre serviço aos que pretende defender, publicando um artigo que, intencionalmente, ignora as informações prestadas pelos produtores, que carece de rigor, fazendo generalizações abusivas entre lotes e marcas, e que arrisca orientar a escolha dos consumidores por critérios mal explicados".

    Em declarações à agência Lusa, a coordenadora técnica de Saúde e Alimentação da Deco, Sílvia Machado, referiu que, no caso em concreto, a informação enviada pelo produtor "foi devidamente analisada".

    Segundo Sílvia Machado, as características que atestam a genuidade e a classificação de um azeite podem perder-se ao longo da cadeia do produto: na produção, mas também no armazenamento, na distribuição ou na comercialização. Os azeites chumbados pelo teste da Deco não punham em causa a saúde e a segurança das pessoas.

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