segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ADEGANHA -N.Senhora do Castelo

Fotografia de José Rodrigues

ADEGANHA A freguesia de Adeganha é composta por mais 4 anexas : Estevais da Vilariça e Póvoa na parte montanhosa, Nozelos e Junqueira na zona do Vale da Vilariça. Fica a 18 km da Vila, na margem direita do rio Sabor e fazendo fronteira com Alfândega da Fé. A própria palavra de Adeganha quer dizer "Terras do antigo reino de Portugal tornadas aos montes ou campos vizinhos para formar o terreno municipal ". No século XIII a Paróquia era em Junqueira. Em 1201 D. Sancho 1 atribui carta de Foral a Junqueira e em 1225 D. Sancho II refere se lhe também em foral. Mas D. Dinis transfere a para Moncorvo. No seu termo aparecem imensos vestígios arqueológicos, como machados de pedra e de cobre, moedas romanas, restos de cerâmica, mós manuárias. O que nos mostra um povoamento muito antigo, indo dos tempos pré históricos aos castrejos, romanos e outras ocupações que o território português sofreu.




 O orago de Adeganha é Santiago, o de Junqueira é S. Filipe, o de Estevais é S. Ciríaco. Em 1950 a freguesia de Adeganha comportava 1.204 pessoas, mas em 1991 só somavam 574. Nesta altura tinha 631 eleitores inscritos, mas em 1997 contava 594. Porém, em 2001 residiam na freguesia 440 pessoas, sendo 217 do sexo masculino. Os terrenos do seu termo são essencialmente de cariz montanhoso, à excepção da zona da Junqueira que abrangem ainda o Vale da Vilariça. São abundantes em cereal, amêndoa, azeite e vinho, para além de serem bons pastos para o gado ovino e caprino. Possui locais ideais para a caça com espécies variadas. Na Póvoa o centeio e o zimbro predominam. Em Junqueira toda a espécie de frutos e hortaliças, pois a Ribeira da Vilariça passa lhe nos seus terrenos e torna os férteis, dividindo os já com o termo de Vila Flor. Em Estevais havia minas de chumbo e zinco de difícil acesso, dada a configuração do solo. A palavra Estevais deverá vir de "Estêva", mas também pode significar "rabiça do arado", "planta" ou ainda "cantpo". Por volta de 1960 tinha: 5 lagares de azeite, dos quais 1 na Terrincha, outro na Junqueira e outro em Nozelos; 3 barbeiros, (2 na Junqueira e 1 em Nozelos), um professor nos Estevais, um na Adeganha e mais três Regentes, uma mercearia em Junqueira e uma em Nozelos, minas de estanho, e encarregado dos Correios nas anexas e na Silveira, e o Presidente da Junta era também o Juiz de Paz. Em 1991 Nozelos tinha Escola primária, um comércio misto, um café/comércio e diversos empresários. Na Junqueira havia Escola primária com Biblioteca popular, Associação Cultural, Casa do Povo, Grupo Desportivo, dois comércios mistos, dois cafés, um café/mercearia, três lagares de azeite, um táxi, uma oficina mecânica, um aluguer de camionagem, várias pequenas empresas industriais de pequenos serviços. Actualmente é junto da Capela da Sr.a do Rosário com um lindo alpendre, na Rua da Capela ou na Lameira que se juntam para conversarem. Nos Estevais e Nozelos é junto das respectivas estradas. E na Junqueira é no Largo principal. Na Póvoa também se juntam nas imediações da Capela do Espírito Santo. Locais interessantes: Igreja de Adeganha com a data de 1112, Cume do Castelo Velho ou Nossa Sr.a do Castelo e o Castro, as casas de granito e com poucas aberturas e o Alto da Madorna. Em Junqueira a Necrópole Romana, o Brasão da Casa dos Pintos Magalhães e o Cruzeiro. Tem também a Capela do Solar dos Morgados que devia ser mais conservada. Miradouro de S. Gregório em Estevais sobre o extenso Vale da Vilariça; a sua Igreja que tinha três altares; a Capela de Santo António e a de S. Gre gório no cimo do povo. Na Póvoa a Reserva ecológica e a sua situação geográfica única, colocada no Alto da Fragada do Sabor, com declives acentuados e cheios de lindas quedas de água nos tempos invernosos.

Em Nozelos apresentam se um conjunto de Zimbros e amendoais de alguma dimensão, espalhados pelas suas ladeiras que partem já com Alfândega da Fé. No termo de Adeganha há algumas quintas de renome, como é o caso da Terrincha, da Quinta do Zimbro e da Quinta da Silveira, que dão produções abundantes de amêndoa vinho e azeite, bem como apascentam centenas de cabeças de gado.
http://concelhos.dodouro.com/jorna

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