Apesar da existência de alguns registos esporádicos de toques de sinos, o disco representa um trabalho pioneiro de estudo, análise e recolha. Segundo Mário Correia, director do Centro e autor da obra, a recolha preserva sons característicos de aldeias que estão a desaparecer - em muitos dos casos, a evolução tecnológica está a aniquilar um património tradicional, uma vez que os sinos estão a ser substituídos por mecanismos eléctricos. Para Mário Correia, este trabalho representa também uma homenagem aos velhos tocadores de sinos das aldeias do planalto mirandês.

Os sinos e as
campainhas acompanham o homem desde tempos imemoriais, assumindo várias e
distintas funções, mas sempre estando presentes nos momentos mais importantes da
vida colectiva. Para lá de se destinarem a produzir determinados sons, com usos
específicos e funções, trata-se de um instrumento de todo indissociável dos
ciclos vitais do Homem, não raras vezes assumindo as funções de rituais e usos
mágicos. E da paisagem sonora já desapareceram muitos dos sons determinados
pelas actividades agrícolas, fazendo-se cada vez mais ouvir os ruídos de algum
desenvolvimento. Francisco Pinto [Jornal de Notícias]
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