quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Pombais tradicionais

Foto A.F.F.M. Quinta Branca ,Ferradosa

Os pombais tradicionais são construções típicas da paisagem rural do Nordeste Transmontano e são um exemplo da arquitectura rural transmontana. O declínio das actividades agrícolas e pecuárias e o progressivo despovoamento do meio rural, fez com que muitas destas construções fossem abandonadas. Vão-se degradando, num processo que conduzirá à sua ruína. A valorização e aproveitamento dos pombais tradicionais pode verificar-se através da revitalização do interesse pela ocupação por bandos de pombas; pela valorização por algum dos produtos com origem nos pombais; ou pela descoberta de novas funcionalidades para estas construções. Actualmente, é possível encarar com viabilidade as possibilidades de revitalização e valorização dos pombais tradicionais e da criação de pombas, pelo seu aproveitamento económico nas vertentes do património construído; do turismo; e da gastronomia.
http://pesquisa.biblioteca.iscte.pt/

1 comentário:

  1. No Nordeste Transmontano existem mais de 3500 destas estruturas.
    Começaram a ser construídos no início do século XIX e tinham como principais funções a produção de estrume de pombo (ou "pombinho") e a produção de carne. Devido ao exôdo rural da segunda metade do século XX e à caça desregulada verificou-se um abandono progressivo destas edificações encontrando-se actualmente muitos deles em ruínas.
    Numa excelente medida de conservação da natureza e do património cultural, o Parque Natural do Douro Internacional iniciou em 1997 a recuperação de 25 pombais. Posteriormente apoiou a criação da PALOMBAR (palavra que significa pombal em mirandês), ou seja a associação dos proprietários de pombais tradicionais do Nordeste Transmontano, que tem como principal objectivo precisamente "recuperar, conservar e revitalizar" estas estruturas.
    Para além do embelezamento da paisagem e da recuperação das populações de Pombos-das-rochas (Columba livia) as principais beneficiadas deverão ser as aves de rapina, como a ameaçada Águia de Bonelli (Hieraaetus fasciatus), que assim veêm aumentar a disponibilidade das suas potenciais presas.
    miguelbarbosa

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