domingo, 28 de setembro de 2014

Estórias do quotidiano (Reedição de posts desde o início do blogue)


O livro de reclamações

Ingenuidade? Ignorância? Astúcia? Se o grupo de juízes tivesse sentido de humor ,certamente teria rido à gargalhada ao ouvir a resposta do cabo da G.N.R.
Restaurante "O Artur".Foto Filipe Calado.
Durante uma almoçarada no “Artur”, em Carviçais, bem regada e bem conversada, talvez para festejar o final do acidentado ano judicial, um dos magistrados detectou uma falha no serviço (pasme-se !no “Artur”!) e exigiu, com maus modos, o livro de reclamações .O proprietário negou a existência de tal livro no restaurante. Não querendo acreditar, o juiz , vociferando, pediu-o novamente, e de novo lhe foi dito não existir ali o livro .Encolerizado, dirigiu-se ao posto da G.N.R., onde, arrogantemente, foi apresentar queixa. Respondeu-lhe o guarda , imperturbável, perante a persistência prepotente do juiz:
- Sr. Dr., se o Artur diz que não tem o livro, é porque não tem mesmo ! Ele não ia mentir …
A ter recorrido à ronha, a resposta do guarda é genial! Se desconhecia a lei, perdoa-se-lhe, por nos ter feito rir a bom rir.

7 comentários:

  1. Creio que foi ronha do guarda, para gozar com o comportamento do juiz.Não ficava nada mal ao sr. dr.pedir aquilo a que tinha direito com mais educação.Enfim...eles pensam que mandam em tudo e em todos.Infelizmente, não é a única classe que se julga com todos os direitos. Mais educação srs,drs.

    Um injustiçado

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  2. Na primeira página do "Expresso"lê-se :"97% dos juízes tiveram Bom ou Muito Bom ...e não houve medíocres". Deixem -me rir: ah! ah! ah!

    Um indignado

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  3. Parafraseando um nosso ex-1ºministro :


    É A VIDA !...


    Um realista

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  4. Restaurante "O Artur" - Carviçais

    O Restaurante "O Artur" fica na Aldeia de Carviçais a meio caminho entre Torre de Moncorvo e Mogadouro. Terra natal dos meus pais e de praticamente toda a minha família foi aqui que passei alguns do melhores Verões da minha infância, mas que agora continua a ter estas coisas boas pelas qual vale a pena regressar ou conhecer.
    “O Artur” é, quanto a mim, um Restaurante de Aldeia que soube crescer e adaptar-se à evolução do tempo, criando desde sempre a imagem de Restaurante típico, tradicional e de boa mesa. No fundo é isto que encontramos e não vale a pena procurar por mais. Temos um local onde podemos comer da melhor Posta Mirandesa que alguma vez tive o prazer de comer e com outras verdadeiras delicias como o Bacalhau à Lagareiro, a Feijoada à Transmontana, o Cabrito assado ou um Javali estufado. As entradas também não desiludem como as Alheiras de Carviçais, o delicioso Periquito, o Salpicão, o Melão com presunto e Queijo de ovelha da região. Nas sobremesas destaco apenas os doces à base de amêndoa. Tudo isto envolto numa decoração rústica, com os mais variados objectos ligados à Aldeia, à agricultura e à terra a serem expostos pelas paredes e tecto do Restaurante.
    Contudo existem alguns pontos negativos que também devo enumerar. A grande falha do Restaurante é de facto a qualidade do Serviço prestado pelos empregados de mesa e afins que não corresponde às nossas expectativas e principalmente às do cliente mais rodado e mais exigente. Alguma desorganização a sentar o cliente, tempos de espera demasiado longos e sem razão aparente, o não ser normalmente apresentada a ementa e esta apenas nos ser ditada pelo empregado e, acima de tudo, nota-se muita falta de experiência nos mesmos quando o número de clientes aumenta. Num dia complicado a experiência pode não ser das melhores.
    Preço médio por refeição: 15 €
    Atendimento: Algo desorganizado contudo, Familiar
    Satisfação: 7/10

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  5. Belo texto sobre o ARTUR.Já lá comi a famosa posta.É melhor do que em Miranda!
    cps.
    c

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  6. Lugar do Rebentão - Carviçais
    Carviçais
    Distrito: Bragança
    Telefone:279939184
    Fax:279939284
    E-mail:917771719@vodafone.pt

    Comentário:
    Em instalações modernas, antiga casa de pasto de reduzidas dimensões, funciona em amplas salas. Tem fama a sua posta de vitela, das mais conhecidas do Nordeste.
    Pão e azeitonas excelentes e uma sopa grossa sempre a ferver.
    Bacalhau à lagareiro. Congro assado na brasa.
    Cabrito inteiro na brasa (por encomenda). Posta de vitela na brasa, excelente.
    Bolo de amêndoa.
    Boa lista de vinhos, com óptimo palhete desta região.

    Apreciação NetMenu: Bom
    Pontuação: 4 (escala de 0 a 5)
    Características:
    Tipo de cozinha: Portuguesa, Regional
    Especialidades: Posta à Mirandesa, Bacalhau à Lagareiro, Congro assado na brasa, Javali estufado e Feijoada à Transmontana
    Ambiente: Típico
    Grau de preço: $$$
    Cartões: Cartão de Crédito, Multibanco
    Horário: Das 12:00 às 22:30
    Dia de fecho: 2ª feira
    Férias: 1 semana em Junho e outra em Setembro.
    Outras características: Aparcamento, Ar Condicionado, Paisagístico

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  7. Restaurantes visitados:
    Artur

    O Douro internacional que vai de Barca d´Alva até Miranda do Douro, num trajecto fantástico em que o rio é apertado entre ravinas escarpadas, é um destino recomendável para os apreciadores de sossego, ar puríssimo e uma paisagem de cortar a respiração. Ali o rio é navegável a montante da barragem de Miranda do Douro e entre as barragens do Picote e da Bemposta, onde se encontram pequenos barcos para dezasseis pessoas, que proporcionam passeios extremamente agradáveis.

    Mais abaixo é a barragem de Aldeiadávila, gerida por Espanha, a jusante da qual é possível passear de barco a remos, apreciando a beleza extrema das suas margens. São penhascos enormes de pedra rude e agreste habitados apenas por imensos tipos de aves, desde as simples andorinhas até às imponentes águias reais, de que ali existem alguns exemplares. Com a curiosidade de serem alimentados pelos serviços da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta e do parque Natural do Douro Internacional.

    Do outro lado é também uma encosta escarpada mas pejada de plantações de laranjeiras e oliveiras, entremeadas de pequenas hortas, numa variedade de verdes muito agradável. A encosta é serpenteada por uma estradinha estreita mas com bom piso, que parte cá de cima de Lagoaça, uma simpático aldeia transmontana, com casario bem arranjado e duas ou três casas senhoriais que atestam a presença, outrora, de fidalgos abastados da região. Na padaria da aldeia ainda se coze o pão a lenha, de trigo e de centeio, e um delicioso pão de azeite á maneira antiga.

    Nos talhos de lagoaça, a par da carne de porco, brilha a carne de vitela mirandesa, oriunda de animais certificados que se alimentam à vontade nos pastos abundantes de todo o planalto. E a fruta da região, sem os ricócós da Europa do nosso descontentamento. As laranjas, as ameixas, os pêssegos e as cerejas carnudas e deliciosas. E como a fome vai apertando, basta seguir a Estrada em direcção a Moncorvo e, alguns quilómetros adiante, demandar o célebre “Artur”, na povoação de Carviçais, hoje em dia um dos itinerários recomendados no mapa dos festivais de música rock do verão.

    Este “Artur”, outrora tasquinha pequena e aconchegada à face da Estrada, é hoje casarão de pedra trabalhada, mais à frente e na mesma Estrada, também com quartos para alugar. Sala de boas dimensões que alberga agora umas dezenas de comensais, continua, no entanto, a primar pela qualidade da comida, do pão e das azeitonas, passando pela sopa da aldeia, até à excelência da posta de vitela, do melhor que se faz lá por cima. Até o vinho, carrascão, continua a ser muito bom.

    Já agora andamos mais uns quilómetros, poucos, até outra bonita aldeia antes de Moncorvo, de seu nome Felgar, onde podemos pernoitar numa unidade de turismo rural que é um autêntico achado, a Casa de Santa Cruz. Ali nos dão uns dias de repouso, tranquilidade absoluta e comida transmontana da melhor: o pão e o queijo da região, o azeitinho puro, as sopas da aldeia muito saborosas. O bacalhau assado na brasa com batata cozida e cebola e o polvo assado no forno com batata a murro. O arroz de pato muito apurado, o peru recheado assado no forno. Cabrito ou borrego assados no forno. Arroz de cabidela e mais algumas iguarias. E nem faltam os doces. Bolo de ovos e bolacha e o leite creme. Moncorvo fica a 8 ou 9 quilómetros, mais abaixo um pouco está o rio Douro, e a apenas 5 quilómetros está toda a beleza do traçado do rio Sabor. Uns dias bem passados.
    tirei do google.
    cps.
    c

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