sábado, 11 de dezembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (11/12)

11 Dezembro 1929 – Morte de Artur Pires, na sua Quinta do Carvalhal, freguesia do Felgar, terra de sua naturalidade. Fez estudos liceais no Porto e transitou para Coimbra, ali passando alguns anos, dizendo-se estudante de Direito. Ignoro se esteve ou não matriculado na universidade, mas a verdade é que nunca se formou, para grande desgosto de seu tio o comendador Pires que, no Brasil amealhou grossos cabedais e no Felgar construiu um autêntico palacete. Trindade Coelho, em “In Illo Tempore”, no quadro do “Saraiva das Forças”, retratou-o do seguinte modo:

- O Cara Fatal, um caloirão como umas casas, com grandes prosápias de valentão e que, de um coice que apanhara em pequeno, tinha na cara um costurão enorme que lha arregoava de alto a baixo.
Artur Pires foi presidente da câmara e administrador do concelho de Moncorvo mas o seu nome ficou mais ligado ao jornal Alma Trasmontana que se publicou, de modo algo intermitente, nos tempos da Primeira República.

António Júlio Andrade

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (09/12)

9 Dezembro 1609 – Continuamos seguindo a viagem do cónego de Évora Severim de Faria:


22ª Jornada. 9 Quarta-Feira. De Mencorvo a Vila Nova de Foz Côa há duas léguas a primeira até o rio, de caminho de serra, e a maior parte de outra, por um fresquíssimo vale que já descrevemos; o restante desta légua é uma subida de uma serra altíssima, a qual desce em profundíssimos vales tão íngremes e alcantilados que mete pavor aos que olham para tão baixo e contudo, pela multidão da gente, esta empinada encosta é cultivada de vinhataria excelente e de muitos figueirais e olivedos de que se lhes colhe muito fruto.

9 Dezembro 1895 – Notícia do semanário O Moncorvense desta data: - Está instalada nesta vila, provisoriamente, uma Fundição de Sinos. Já foram fundidos alguns e em especial um para Vila Real e vão ser fundidos dois para a torre da nossa igreja que se partiram, tendo a data de 1728.

António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - GDM X TIRSENSE (2007)














Clik nas imagens para aumentar.
Na fotografia da esqerda ,Sílvio e José Aires; na da direita ,a nossa claque

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (08/12)

8 Dezembro 1596 – Famoso auto de fé da Cruz Verde, o primeiro deste género e o mais célebre que se realizou na cidade do México. A efeméride tem interesse porque, dos 67 réus presentes no palco (muitos condenados à fogueira, por judaizantes), a maior parte deles eram originários da região do Nordeste Trasmontano, nomeadamente de Mogadouro, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Vila Flor e Alfândega da Fé. Uma dezena destes pertencia à família de Dom Luís de Carvajal de la Cueva, nascido na região, por 1539, uma das figuras mais importantes da história da colonização do México e da zona meridional dos Estados Unidos, a ponto de ganhar o epíteto histórico de El Conquistador. Com efeito, no ano de 1579, ele partiu de Sevilha acompanhado por 100 povoadores cristãos-novos quase todos recrutados da região sul do Nordeste Trasmontano, em um barco por si comandado, com um alvará do rei Filipe II que o encarregava de descobrir e colonizar o Nove Reino de Leão (região Norte do México, Texas e Florida – USA) e nomeando-o governador do mesmo Reino cuja capital ele estabeleceu na cidade de Monterrey.

A importância deste Trasmontano foi reconhecida pelos Mexicanos que, há muitos anos, lhe erigiram uma estátua equestre na praça mais central de Monterrey e uma outra, na cidade do México, dedicada a seu sobrinho, do mesmo nome, considerado um mártir do judaísmo e que passou à história com o epíteto de Lumbroso .
Também nos Estados Unidos da América a memória de “The Conquistador” permanece bem viva. Ainda no ano de 1998 foi composta uma ópera com esse título, apresentada pela Ópera de S. Diego e na qual a figura do Conquistador é interpretada pelo tenor Myron FinK, com libreto de Donald Moreland e a seguinte apresentação: - Dom Luís de Carvajal – Extraordinário conquistador – fundador da cidade de Monterrey – defensor dos direitos dos índios – firme na fé católica – mas, maldição! – de ascendência judaica, é, inevitavelmente, vítima da Inquisição Mexicana.
Incrivelmente, este homem tão celebrado pelos estrangeiros, é completamente ignorado e desconhecido na sua pátria e na sua terra natal.
8 Dezembro 1609 – Seferim de Faria, cónego da Sé de Évora deslocou-se nesta data a Miranda do Douro, acompanhando o novo bispo nomeado para esta diocese. Da sua viagem deixou um relato e dele consta o seguinte:
- 21ª Jornada. 8 do Mês – De Vila Dala a Moncorvo há 7 léguas, nela fizemos de noute. Nesse caminho, duas léguas da Vila, encontramos dois lobos ao longo da estrada, um deles tamanho como de um pequeno bezerro, que devia ser fêmea por um cachorro pequeno que o seguia. Foi sempre tão seguro que nunca se espantou dos nossos brados. Há nesta terra muitos e são mui daninhos e cada dia crescem mais por o descuido que há nas montarias dos povos e somente se lhe faz algum dano com o prémio que el-Rei manda dar a quem os caça e desnunha dando as peles em sinal da morte, as quais depois os almoxarifes apresentam em Lisboa nas suas contas

António Júlio Andrade

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (07/12)

7 Dezembro 1958 – Inauguração da nova rede de eléctrica na vila de Torre de Moncorvo. Recorde-se que o primeiro grupo gerador das barragens do rio Douro internacional, instalado em Picote, entrara em funcionamento no dia 17 de Janeiro do mesmo ano de 1958. Por mim devo dizer que não sei como era a rede anterior e também a central eléctrica, instalada na Corredoura, segundo creio. Penso que será oportuno que os mais antigos dos Moncorvenses vivos nos expliquem essas coisas.

LISBOA - APRESENTAÇÃO DE LIVRO E REVISTA

 Conforme foi oportunamente anunciado, realizou-se na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro,em Lisboa, a apresentação da revista Colégio Campos Monteiro e do livro HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO 1890 – 1926 .Acorreu ao acto quase uma centena de pessoas, que tiveram a oportunidade de confraternizar durante o almoço que precedeu a apresentação das duas obras.
Usaram da palavra o organizador do evento e presidente da AAACCM, eng.Ramiro Salgado, a vice-presidente da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, dra.Maria de Lurdes Vaz Marques,o editor e proprietário da editora Âncora, dr. Baptista Lopes. A dra.Júlia Ribeiro, directora da revista, fez a sua apresentação,e o jornalista Rogério Rodrigues apresentou o livro de António Júlio Andrade,o qual finalizou a sessão proferindo breves palavras sobre esta sua obra .

 Na primeira fotografia à esquerda :Batista Lopes ,M. Vaz Marques,Júlia Ribeiro,Ramiro Salgado.
 Na primeira fotografia à direita :Batista Lopes,Maria Vaz Marques,António J. Andrade,Rogério Rodrigues.

domingo, 5 de dezembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (05/12)

5 Dezembro 1841 – Numa circular então enviada pela câmara municipal de Torre de Moncorvo às juntas de paróquia do concelho pode ler-se: - A câmara municipal de Moncorvo, em sessão de 28 de Novembro próximo passado deliberou que cada um dos moradores deste concelho plante 2 amoreiras, 2 cerdeiras e 6 amendoeiras onde for terra própria.

5 Dezembro 1896 – Neste dia se iniciou a numeração das casas e colocação de placas toponímicas nas ruas da vila de Torre de Moncorvo, trabalho adjudicado ao empreiteiro João António Pontes, de Vila Nova de Fozcôa, por 46 mil e 800 réis.

António Júlio Andrade

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (04/12)

4 Dezembro 1875 – Frei Miguel da Madre de Deus (1739 – 1827) foi arcebispo de Braga. Por sua morte, alguns objectos religiosos pessoais ficaram para o cónego Joaquim Rodrigues Ferreira Pontes, deputado vintista por Trás-os-Montes. À morte deste, tais objectos passaram para o seu sobrinho dr. António Joaquim Ferreira Pontes, o “cara estanhada” de alcunha e figura maior do Liberalismo na região do Douro Superior, que por anos a fio travou uma feroz luta político – militar com os Marcais de Fozcôa. Não sabemos se por dificuldades financeiras ou outras razões, o facto é que, em determinada altura decidiu desfazer-se dos citados objectos e propôs a sua aquisição à câmara municipal de Torre de Moncorvo, na qualidade de administradora dos bens da igreja matriz. A câmara aceitou e nomeou uma comissão para avaliar a proposta de compra. Vejam a acta lavrada a propósito, em 4.12.1875:


- (…) Achando-se presente o ilustríssimo presidente da câmara, o ver. Pároco de Felgueiras, Alípio José Alves e o bacharel Claudino do nascimento, egresso da congregação do Oratório, e o bacharel em direito e teologia Augusto Duarte Areosa, previamente convidados por deliberação da câmara na qualidade de administradora dos bens e rendimentos da igreja matriz desta vila, pelos 3 peritos foi dito que, examinando os objectos sagrados e alfaias que foram do ver. Arcebispo de Braga D. frei Miguel da Madre de Deus e actualmente pertencem ao bacharel António Joaquim Ferreira Pontes desta vila, viram que eles se compunham dum Santo Cristo de marfim, duma cruz e peanha entalhada em madre pérola; 3 sacras também entalhadas de madre pérola representando todos os actos da vida e paixão do Redentor; uma cruz dourada com 13 relíquias de vários santos; 2 retratos a óleo em tamanho natural representando o mesmo arcebispo de Braga e o outro o padre José Gomes da Costa, natural de Moncorvo e superior que foi da Congregação das Missões em Roma; 3 casulas com os demais pertences, uma de fio de prata e as outras duas de fio de cobre; 2 panos de seda para a adoração da Cruz; 2 pares de síngulas de seda; 2 almofadas tecidas a fio de cobre; um relicário com relíquias de vários santos; um cálix e patena de prata dourada. Declaram os peritos que todos estes objectos valiam muito mais que os 411 mil réis pelos quais os cedia o seu possuidor, isto tudo pelo seu valor intrínseco, como pelo valor artístico, histórico e religioso.

Este documento tem interesse para a identificação dos objectos em causa, que continuarão certamente fazendo parte do recheio da nossa igreja matriz, além de que muito se tem falado nos últimos tempos, na constituição de um museu de arte sacra em Torre de Moncorvo.

4 Dezembro de 1933 – Morte do médico e grande homem de letras Abílio de Campos Monteiro.

António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (03/12)

3 Dezembro 1894 - Pelo meio dia e meia hora a vila de Torre de Moncorvo foi sobressaltada pelo estrondo de um tiro. Foi o comerciante Ernesto Aires que deu um tiro na mulher.

3 Dezembro 1899 - V ejam a nota que escreveu Justiniano de Castro na sua Caderneta,sobre a maneira como o administrador do concelho de Moncorvo - o regenerador Pontes - recebeu o candidato a deputado progressista Barbosa de Abreu Lima: - apareceu aqui o Doutor Barbosa e o Sr. Doutor Abilio da Costa Pontes comprimrntou e no meio do cumprimento perguntou-lhe por o saco.

António Júlio Andrade

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (02/12)

2 Dezembro 1899 - O secretário da administração do concelho escreveu a seguinte nota na sua Caderneta de Lembranças: - o administrador ramiro Guerra mandoume à recebedoria da camara, ó thizoireiro que me deçe a folha para assignar e o dinheiro dos oito dias que já tinha de serviço

TORRE DE MONCORVO - CONVITE

17 Dezembro 2010, 18:00

Na sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, Lisboa
Lançamento do livro
Na Intuição do Tempo de António Sá Gué

Casa de Trás-os-Montes
Campo Pequeno, nº50 - 3º Esq
Lisboa.

Nota:convite enviado por Rui Carvalho

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (01/12)

1 Dezembro 1618 – Manuel Rodrigues Isidro, um grande capitalista de Torre de Moncorvo regressava a casa, vindo de Madrid por Lisboa. Na passagem por Coimbra, foi preso pela Inquisição, acusado de se comportar como judeu. No entanto, depois de ler o seu processo, fica-se com a ideia de que na origem desta prisão estariam motivos políticos mais do que religiosos. Com efeito, uns meses antes, ele escrevera uma carta ao rei Filipe III (de Espanha, II de Portugal) denunciando várias tropelias cometidas pelos homens da nobreza e governança de Torre de Moncorvo, nomeadamente o desvio de dinheiros públicos resultantes da venda em hasta pública das roldanas, da madeira e das cordas utilizadas para se fazer a cobertura da igreja matriz, o que motivou a prisão de umas 9 ou 10 pessoas da maior nobreza da terra. Claro que estes não perdoaram ao denunciante e, mercê das influências que tinham em Lisboa e nas cúpulas da Inquisição, conseguiram que o Isidro fosse preso, sob pretexto de ter feito práticas judaicas. Aliás, desde há muitos anos que Manuel Isidro, a sua família e a generalidade dos cristãos-novos de Torre de Moncorvo sustentavam um forte luta política com os camaristas e a elite da nobreza dita cristã-velha da terra. Um episódio dessa luta acontecera em 17 de Maio de 1599, quando o meirinho Diogo Monteiro, o juiz Francisco da Rosa Pinto, o escrivão Bartolomeu de Castro, o padre e familiar da Inquisição Pascoal Camelo e outros mais “caíram sobre ele às estocadas e o matariam se não se refugiasse na sua casa” à rua dos Sapateiros. Saiu da refrega com alguns ferimentos e “metade da sua mão decepada”. Seguiu-se uma devassa feita pelo dr. António Cabral, da Relação do Porto, de que resultou a prisão de alguns e a fuga de outros para o couto de Miranda do Douro. O meirinho Diogo Monteiro e o padre Pascoal Camelo, por seu turno, fizeram um outro relatório, denunciando que ele blasfemara “jurando pelas tripas de Deus e dos santos” e que fizera práticas judaicas, do que havia testemunhas, as quais indicavam. Este relatório foi entregue ao vigário geral que o mandou para o arcebispo de Braga e este para a Inquisição. Para ali também escreveu Manuel Isidro a defender-se, tentando provar que tudo não passava de uma conjuração. Deste caso, nada resultou, como se vê do processo nº 5151 do tribunal da Inquisição de Coimbra. Isto em 1599.

Em 1618 foi diferente. Manuel Isidro ficou preso em Coimbra durante 5 longos anos ao fim dos quais o libertaram declarando-o inocente! Nessa altura terá desistido de lutar e meteu-se a caminho da Flandres onde se encontravam já alguns dos seus familiares, professando livremente a religião mosaica e reconstruindo o seu império comercial e financeiro. Ele (ou um sobrinho com o mesmo nome? – a dúvida persiste) terá sido um dos 20 fundadores do Banco de Hamburgo, o primeiro que existiu a nível mundial, segundo creio.

1 Dezembro 1947 - O Jornal Notícias deste dia publicava uma reportagem assinada por EE com o título seguinte: - Carviçais, a maior freguesia de Moncorvo inaugurou o telefone.

Será que alguém de Carviçais se lembre de ter participado no acto e queira partilhar connosco?

António Júlio Andrade

Reedição de posts desde o início do blogue

sábado, 27 de novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (26/11)

26 Novembro 1385 – O rei D. João I, estando em Vila Real, assinou uma carta ordenando a extinção do concelho de Vila Nova de Fozcôa e a sua integração no de Torre de Moncorvo. Aliás, essa era a confirmação de uma promessa feita por outra carta assinada no ano anterior em Torres Vedras, na qualidade de Mestre do Ordem Militar de Avis e de Regedor e Defensor do Reino, quando os de Moncorvo se colocaram ao seu lado, enquanto as terras de Ribacôa e de Trás-os-Montes estavam todas do lado do rei de Espanha. No mesmo dia o mesmo rei assinou duas outras cartas em favor de Torre de Moncorvo, uma das quais ordenando aos concelhos de Alfândega da Fé, Castro Vicente, Mogadouro, Bemposta e Penas Roías que contribuíssem para a reparação do seu castelo e muralhas.


26 Novembro 1661 – D. Francisca Borges de Meneses, senhora do morgado do Mendel e do território de Peredo dos Castelhanos, moradora em Lisboa e que em 1645 casou com o fidalgo António Ribeiro de Barros, fez seu testamento nele ordenando a fundação de um Recolhimento para receber donzelas e senhoras da nobreza de Torre de Moncorvo. Era uma espécie de convento, só que as recolhidas não faziam votos de obediência, pobreza e castidade, como as freiras. Eram ali metidas pelas famílias para que as fortunas não fossem divididas e dispersas, em defesa dos morgadios. Para entrar no Recolhimento era preciso pagar um elevado dote e a admissão estava dependente da aprovação da câmara municipal. Em 1796 só já era habitado por 15 recolhidas e anos depois eram apenas 4. Pensou-se então da adaptação do Recolhimento (da invocação de S. António) a quartel militar, para o que se fizeram desenhos que se encontram no Arquivo Histórico do Exército. Com a extinção dos conventos, também este Recolhimento foi extinto e nacionalizada a casa e propriedade. Foi depois leiloada e arrematada pela família de Morais Sarmento (dos viscondes da Torre de Moncorvo e do Banho). Ao início do século XX estava de novo à venda e pensou-se em comprá-la para nela instalar o hospital e depois o liceu que um ministro prometeu. Falharam ambas as tentativas, acabando por ser adquirida pelo pai de D. Judith a quem chamavam O Africano, segundo ouvi dizer. Mas quem poderá contar melhor esta história é o sr. Norberto Santos, actual proprietário da casa.

António Júlio Andrade.
fotografia da quinta D.Judith (2010)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

25 Novembro 1584 – No auto de fé realizado nesta data em Coimbra saíram penitenciados 11 cristãos-novos de Torre de Moncorvo, todos eles ligados à família do dr. André Nunes, o advogado de mais prestígio de toda a comarca. Ele, 2 irmãos e 4 filhas foram condenados em penas espirituais e a usar o ultrajante sambenito - uma espécie de saco de cor amarela com uma cruz vermelha. A sua mulher, Leonor da Mesquita morreu na cadeia, mas o processo não parou, acabando por ser condenada à fogueira. Para isso foram os seus ossos desenterrados e queimados. O seu genro Francisco Rodrigues da Silva, também advogado, foi queimado vivo na fogueira do auto. Acrescente-se que o dr. André Nunes foi o homem que em Torre de Moncorvo liderou os partidários de D. António Prior do Crato para a sua coroação como rei de Portugal. E já na década de 50 do século de quinhentos, ele disputou umas eleições para o cargo de Provedor da Misericórdia de Moncorvo. A sua mulher era de Vila Flor, de uma poderosa família de cristãos-novos. Da análise de muitas dezenas de processos da Inquisição instaurados nestas duas localidades, resulta claro que havia uma profunda e surda luta entre cristãos-velhos e cristãos-novos. Penso mesmo que a luta política se desenvolvia então entre aquilo que poderemos designar como o partido da Inquisição e o partido dos judeus. Estas informações são possíveis mercê do trabalho de investigação feito por D. Maria Fernanda Guimarães, da cátedra de estudos sefarditas e que deram origem a um livro editado pela câmara municipal de Moncorvo com o título de: Subsídios para o Estudo da Inquisição em Torre de Moncorvo.

António Júlio Andrade

terça-feira, 23 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

24 Novembro 1832 – Quando as tropas Miguelista se viam derrotadas por toda a parte, em Torre de Moncorvo a câmara municipal promovia uma reunião pública onde se ratificava o juramento de fidelidade ao rei D. Miguel I e obediência ao legítimo e paternal governo. Convém dizer que o corregedor da comarca era o famigerado desembargador Manuel José de Oliveira Malafaia, o juiz de fora e presidente da câmara chamava-se António Pereira da Fonseca e os vereadores eram: José António Carneiro de Magalhães, Carlos José Botelho (dono da casa brasonada dos Botelho Vasconcelos) e José Leopoldo Botelho de Magalhães. O procurador do concelho era Venâncio Joaquim Teixeira e o vigário geral do arciprestado António Xavier Carneiro de Magalhães. A acta foi subscrita por 88 Moncorvenses.


24 Novembro 1904 – Notícia do semanário O Trasmontano sobre a chegada a Moncorvo do primeiro motociclo: - Esteve aqui na semana passada um empregado de uma fábrica de moagem de Figueira de Castelo Rodrigo que fez a viagem pelo Pocinho para esta vila montado num magnífico motociclo, o primeiro que aqui vimos. Montado no tal corcel, percorreu algumas das nossas ruas, caso este que provocou a admiração de muita gente.

António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - MAÇORES (SÃO MARTINHO)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

22 Novembro 1609 – Promulgação de um alvará régio adjudicando a construção da Ponte do Carril, em Freixo de Espada à Cinta ao empreiteiro e mestre-de-obras de Torre de Moncorvo António Fernandes. Este é um dos nomes grandes da arquitectura Moncorvense. Em 1611 ter-lhe-á sido entregue a construção de cinco olhais de pontes e obras de arruamento em Vilarinho da Castanheira. No ano seguinte arremataria a construção de uma ponte sobre o rio Côa, no termo de Longroiva (actual concelho de Meda) por 12 000 cruzados (2 contos e 800 mil réis). No termo de Mós terá construído também uma ponte sobre a ribeira de Quintela. Todas estas informações são dadas por Sousa Viterbo. No seu Dicionário Histórico dos Arquitectos, Mestres de Obras e outros Construtores da Vila de Torre de Moncorvo, publicado em Julho de 1991 na revista Brigantia, J. Andrade depois de transcrever estas notícias, escreve o seguinte:


- Será este António Fernandes o mesmo que arrematou, em 1628, a obra do Chafariz da Praça de Moncorvo e que em 1638 ainda era fabriqueiro da dita fábrica dos chafarizes? Na dúvida transcreve-se o “Auto de Arrematação da Obra do Chafariz e dos Canos a António Fernandes, Arquitecto e Diogo Vaz seu cunhado, moradores nesta vila, efectuado em 16 de Dezembro de 1628: (…) Mandaram trazer em pregão (…) na praça pública desta vila (…) a obra do chafariz da praça e canos dela na forma da traça dos apontamentos aqui juntos (…) lançou um conto e trezentos mil réis na dita obra (…) António Fernandes arquitecto e seu cunhado Diogo Vaz moradores nesta vila (…) com as condições seguintes: que os pagamentos do dito dinheiro se lhe irão dando às férias em como forem correndo com a obra e se obrigaram eles mestres a dar fiança abonada…

TORRE DE MONCORVO - PRAÇA FRANCISCO MEIRELES (DESFILE)

Click na imagem para aumentar.
Reedição de post desde o início do blogue

domingo, 21 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

21 Novembro 1904 –Grande barulho entre os habitantes de Vilarinho da Castanheira, concelho de Carrazeda de Ansiães e os do Castedo, concelho de Moncorvo. Pela calada da noite, grande quantidade de gente do Vilarinho invadiu o Castedo metendo fogo em casas e palheiros, que muitos arderam. Houve tiros de um lado e doutro e várias pessoas ficaram feridas. Na base da questão estavam uns terrenos baldios cuja posse era reivindicada por ambas as aldeias. Durante séculos não houve problemas, os gados de ambas as aldeias pastavam pacificamente naquelas lameiras. O problema começou a colocar-se depois de o concelho de Vilarinho ser extinto e o Castedo passou para o concelho de Torre de Moncorvo. A paz só voltou àquelas aldeias com a delimitação definitiva dos termos pelos anos de 1940, por ordem e sob a tutela do governo central.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

20 Novembro 1491 – Afonso Domingues de Madureira e sua mulher Filipa Vaz fizeram escritura pública criando o Hospital do Espírito Santo, instituição que funcionou durante séculos. Era dotado com quatro camas destinadas a receber peregrinos pobres e a administração pertencia aos seus herdeiros detentores do morgadio de Santo António instituído no ano seguinte pelos mesmos. Depois da extinção dos morgadios, passou a ser administrado por uma comissão nomeada pelo governador civil, sob proposta da câmara municipal, sendo integrado na Santa Casa da Misericórdia em finais do século XIX. No primeiro quartel do século XVIII o edifício terá sido reconstruído e acrescentado com uma capela em cujo frontispício foi colocada uma imagem de S. Martine (sic) em granito.


20 Novembro 1902 – Notícia da primeira sessão de “cinema” em Torre de Moncorvo, assim descrita no jornal O Trasmontano :- O Royal Cosmograph – Pela primeira vez nesta terra assistimos à exibição de quadros pelo cynematógrapho. Mr. Bailac, um moço sympatico, de nacionalidade francesa, cavalheiro do mais fino trato mimoseou-nos com três atraentes espectáculos nos dias de quinta-feira, sábado e domingo, com três casas cheias. Os trabalhos que apresenta, apesar de uma instalação muito à ligeira em sala pouco adequada para isso, sobressaem muito além do que poderia imaginar-se. Vimos quadros originalíssimos e até duma precisão real. A dança das flores na Exposição de 1900 é cheia e só por si vale um espectáculo. A chegada de um comboio apresenta-se naturalíssima…

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - ILUSTRES ( IV)

Tibério José Teixeira. Nasceu na freguesia de Açoreira em 15.12.1869, filho de humildes lavradores. Feita a instrução primária foi encaminhado para o seminário de Bragança, de onde fugiu refugiando-se no Porto em casa de um parente. Seguiu depois a carreira militar, prestando serviço em Penafiel e Bragança, antes de ser transferido para o regimento de infantaria 6, no Porto e promovido a sargento. Participante da revolução do 31 de Janeiro, foi julgado e expulso do exército. Com a implantação da república, foi reintegrado no exército, com o posto de capitão, mantendo-se, porém, na reserva. Homem de estudo e de cultura, integrou o reduzido grupo de personalidades da Invicta que, na década de 50, pugnaram pela organização de uma universidade popular. Faleceu em 3 de Setembro de 1960. Era casado com Branca da Glória Vaz Dias Pinto, pais de Berta da Glória Teixeira, esta casada com Alberto Manuel Pereira França, à época, jornalista do Primeiro de Janeiro.


Excerto do livro HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO 1890 – 1926 , de António Júlio Andrade

Âncora Editora ( com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo)
Nota: à venda em Moncorvo e nas principais livrarias do país.

TORRE DE MONCORVO - RUA MANUEL SEIXAS

 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

17 Novembro 1295 - O rei D. Dinis ordena que as terças (imposto sobre os rendimentos) das igrejas de Vila Flor sejam aplicadas na construção da fortaleza de Moncorvo. Ordens semelhantes foram também dadas a outros concelhos das redondezas, o que bem revela a importância que o governo central atribuia a Torre de Moncorvo na definição das linhas estratégicas de povoamento e defesa da região do Nordeste Trasmontano.
17 Novembro 1911 - Inauguração do troço da linha de caminho de ferro entre Torre de Moncorvo e Carviçais.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES 16-11

16 Novembro 1623 - Carta do rei Filipe IV de Espanha (III de Portgal) ordenando a execução de trabalhos no rio Douro de modo a tornar mais fácil e segura a sua navegação. Recorde-se que foi no tempo deste rei que se fizeram as maiores obras de Torre de Moncorvo, nomeadamente o telhado da igreja matriz, o chafariz da praça e cano da água do Reboredo...


16 Novembro 1876 - Nascimento de Constâncio Arnaldo de Carvalho, em Torre de Moncorvo, filho do padre António da Silva. Foi conservador do registo predial e presidente da câmara municipal de Moncorvo, bem como governador civil de Bragança. Formado em direito pela universidade de Coimbra, militou no partido regenerador em tempos da monarquia, chegando a ser o director político do jornal do mesmo partido - O Trasmontano. Com a implantação da República virou-se para o partido democrático do dr. Afonso Costa e foi o homem forte do novo regime.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

14 de Novembro de 1909 - A câmara municipal de Torre de Moncorvo comprou um carro que era puxado por uma mula, no qual foi instalado um recipiente, em forma de pipa, para recolha diária dos dejectos. Todas as manhãs percorria as ruas da vila e as pessoas despejavam para ali os vasos de cabeceira, os penicos, como diz o povo. Era o saneamento básico da época. O recipiente foi baptizado com o nome de Jasmineira, naturalmente aludindo ao perfumado odor que exalava.


15 de Novembro de 1904 - Lançamento da primeira pedra da ponte rodo-ferroviária do Pocinho, em cerimónia presidida pelo ministro das obras públicas, o conde de Paçô Vieira

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - 1945

TORRE DE MONCORVO - POSTAL

Click na imagem para aumentar.
Fotografia do Camané

TORRE DE MONCORVO - 1517

Jorge Fernandes, morador em Torre de Moncorvo, enviou dizer, por sua petição que fora culpado e preso por se contra ele dizer que acudira em uma volta e alvoroço que Manuel de Melo, filho de Fernão Vaz de Sampaio, fizera dentro da igreja da terra, pela qual razão se processara tanto em seu feito que, por sentença régia, fora condenado em um ano de degredo para Arzila, e pagasse as custas.

TORRE DE MONCORVO - CONVITE

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - ILUSTRES

 João Carlos Noronha nasceu em 30.1.1882 na freguesia de Pombal, termo de Carrazeda de Ansiães, mas foi criado na Horta da Vilariça. Formou-se em medicina com a nota de 20 valores, em 1905. Combatente da grande guerra, foi prisioneiro dos alemães, apresentando-se às autoridades em 17.2.1919. Em Torre de Moncorvo, foi presidente da câmara e administrador do concelho. Em 1921 foi eleito deputado pelo círculo de Moncorvo. Em 1931 viria a ser governador civil do distrito de Bragança. Casou em Vila Flor com Maria Palmira de Lemos, terra onde fixou residência e a cuja câmara municipal presidiu a partir de 1928. Faleceu no Amieiro, concelho de Alijó em 7.11.1961.
Excerto do livro HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO 1890 – 1926 , de António Júlio Andrade

Âncora Editora ( com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo)
Nota: à venda em Moncorvo e nas principais livrarias do país

TORRE DE MONCORVO -2002/03

Click na imagem para aumentar

MAÇORES - SÃO MARTINHO (1998)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - FELGAR (1775)

Click na imagem para aumentar.
O texto está inserido no livro “Visitações e Inquéritos Paroquiais da Comarca da Torre de Moncorvo de 1775-1845”,de Franquelim Neiva Soares

domingo, 7 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - MESTRADO

Parque Biológico de Gaia

Actividades sobre Répteis e Anfíbios no âmbito do Estágio de Mestrado em Educação Ambiental de Maria José Garcia Fernandes – da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança.
A forma como o Homem valoriza a biodiversidade afecta a sua relação com esta.
Os répteis e os anfíbios são dos animais mais negativamente valorizados pelo Homem devido a percepções erradas, argumentos estéticos e pela presença de mitos e crendices. São apelidados de perigosos, feios e desempenham quase sempre um papel negativo em muitas histórias populares, folclore e mitologias
Os répteis e os anfíbios, apesar da falta de consideração, são peças fundamentais nos sistemas ecológicos de todo o planeta, possuindo algumas características e produtos que estarão na base de futuras descobertas científicas na área farmacêutica, medicina e biotecnologia.
13-11-2010 -16:30h
- Répteis e Anfíbios de Portugal
- Importância para o equilíbrio do ecossistema;- Identificar para preservar;Medos e crenças influenciadores na conservação de Répteis e Anfíbios;- Mesinhas; - Valores- Atitudes- Comportamentos.
Apesar da maioria destes animais ser absolutamente inofensiva, existem por todo o mundo mitos, crenças populares e superstições que não correspondem de todo à verdade.
Um dia Mudamos Mentalidades!

Maria José Garcia Fernandes é natural de Urros  e estudou em Moncorvo.

TORRE DE MONCORVO - BOLA (ANOS 40)

Click na imagem para aumentar.
De gabardina: Durão ,Manuel Brito e David Serapicos. Jogadores, entre outros: Dias, Alberto do Prado, Horácio Espalha(guarda-redes),Edmundo Garibaldi.

TORRE DE MONCORVO - 1640

Francisco de São Payo, Fronteiro-Mor e Governador das Armas de Trás-os-Montes, Comendador na Ordem de Cristo, Alcaide-Mor da Torre de Moncorvo, Senhor de Vila-Flor, de Chacim, de Anciães, de Vilarinho, foi um dos quarenta conjurados de 1640.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - 1915

Já em Abril de 1915, o administrador Júlio Madeira se queixava ao governo de que todos os géneros estão subindo loucamente de preços, sem a menor atenção pelo pobre trabalhador. E acrescentava que estas altas contínuas não são devidas ao comércio daqui; são sim dos grandes armazéns do Porto. E apresentava um exemplo: - O preço do açúcar que regula entre $60 e $65 cada kilo!!! Em Coimbra e outras localidades está a vender-se à razão de $37, $38. E concluía, sentenciando: - Vejo e sinto que o povo não poderá suportar muito tempo a situação angustiosa em que se encontra.

Ao entrar a Primavera de 1916, a situação alimentar no concelho de Torre de Moncorvo era extremamente complicada. À excepção do azeite, faltavam todos os outros géneros de primeira necessidade, muito especialmente centeio, trigo e batatas. Faltam quase absolutamente, sendo necessário importar: trigo – 12 vagões; centeio – 20 vagões: batata – 150 000 a 200 000 kg – escrevia o administrador em 24 de Março.
Face a esta situação de crise, a câmara municipal decidiu tomar as medidas que achou convenientes. A contrapor à subida galopante dos preços dos bens de primeira necessidade, decretou o congelamento dos mesmos. E porque haveria produtores e comerciantes que tinham em seu poder algumas quantidades desses bens e procuravam logicamente vendê-los a quem melhor os pagasse, decidiu proibir a saída dos mesmos para fora do concelho, sem prévia autorização da autoridade administrativa, que passaria a necessária guia.

Excerto do livro HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO 1890 – 1926 , de António Júlio Andrade

Âncora Editora ( com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo)

Nota: à venda em Moncorvo e nas principais livrarias do país.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO -1972

Click na imagem para aumentar.

Foto cedida por Manuela da Costa,da autoria do dr.Simões.Foi no dia do aniversário da sua neta ,Ana Simões,aqui na companhia da professora e das colegas do 4º ano.

TORRE DE MONCORVO - GRUPO DE AMIGOS

Click na imagem para aumentar.
Foto enviada pelo Camané

terça-feira, 2 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - 1494

A Gonçalo Vaz, cavaleiro da Casa d'el-Rei, alcaide-mor do Vimioso, confirmação do privilégio de couto à Torre de Moncorvo, podendo viver no dito castelo vinte homiziados de quaisquer malefícios em que sejam culpados, não sendo presos, nem tirados do dito couto.

Todavia, sendo tais os malefícios que não gozem do privilégio e imunidade da Igreja, nesses casos não é válido este privilégio de couto. Este privilégio vale apenas para os homiziados cujos malefícios forem cometidos até dez léguas do dito couto. Inserido diploma confirmado, de 1494, Fevereiro, 27, Lisboa. Belchior Nogueira a fez.

TORRE DE MONCORVO - CARVIÇAIS / VALONGO

A Lema d`Origem, Editora e o Autor, António Sá Gué,
 têm a honra de convidar todos os membros do "Fórum
 Carviçais" a estar presente no lançamento promocional
 da obra ULTREIA! CAMINHO SEM BERMAS, que vai
 ter lugar no dia 19 de Novembro pelas 21h00, na
 Biblioteca Municipal de Valongo.




Nota: como membro do Forum de Carviçais, tomei conhecimento deste evento e, pela sua importância, é aqui divulgada a noticia.

TORRE DE MONCORVO -SABOR (1961)













Click nas imagens para aumentar.
Cheias do Sabor em 1961 , que permitem já ficar com uma ideia do que será a albufeira no contra- embalse junto à Quinta da Portela.
Fotografias enviadas por Pedro Vaz.

Reedição de posts desde o início do blogue

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - 1504

Francisco, filho de João Lopes, clérigo de missa, morador na Torre de Moncorvo, e de Maria Machada, mulher solteira, ao tempo de sua nascença, é legitimado, a pedido de seu pai, segundo um público instrumento que apresentou, feito por João Coiraça, tabelião nessa vila, a 30 de Abril de 504; sem prejuízo a alguns herdeiros legítimos e outras quaisquer pessoas que algum direito hajam nos bens.



Datas 1504-06-03

TORRE DE MONCORVO - Bandas de outros tempos

 Click nas imagens para aumentar.
Na fotografia da esquerda, o grupo TEOREMA BAND (Pestana,Norberto Moreira...);na da direita ,Sobral,Almiro ,Fernando e Valdrres.