sábado, 19 de novembro de 2011

MONCORVO - Comissão de Iniciativa e Turismo (1934)

Cine-teatro e Jardim(1951)
Foi no dia 30 de Março de 1934 que tomou posse a recém-criada Comissão de Iniciativa e Turismo, assim constituída:
Jaime Tibério Machado (presidente) Amadeu Augusto Barreiros, Abílio António de Campos, Adriano José Almeida S. Pires e Aníbal Augusto Serra.
A fonte de receitas era um adicional sobre as contribuições comerciais e industriais e o “imposto turístico” pago pelos estabelecimentos hoteleiros e similares. O seu principal objectivo era a promoção do turismo. Uma das primeiras iniciativas desta Comissão foi pedir a classificação da vila como estância turística, com a classificação e delimitação de vários sítios dentro do perímetro urbano da vila e das serra do Reboredo e de S. Bento.
Em 12 de Dezembro de 1935, a Comissão foi substituída pelos seguintes elementos:
Antero Augusto Silva (presidente), Olímpio Julião Serra, Abílio António de Campos, Abel Adriano Almeida Gomes e Emídio Augusto Mateus.
O grande objectivo desta Comissão foi a construção de um edifício que servisse para Sede da mesma Comissão de Iniciativa e Turismo e também para Sede da Associação dos Bombeiros., Biblioteca Pública e Teatro Municipal. Na prossecução desse objectivo, o primeiro acto concreto foi tomado na reunião de 9.1.1936, em que se deliberou enviar um ofício ao Engº António Eugénio Carvalho e Sá que então trabalhava no gabinete do Ministro das Obras Públicas e Comunicações, dizendo:
- Já que tomamos sobre os ombros cansados a pesada tarefa do Turismo neste concelho, vamos tentar a construção de uma casa que sirva, ao mesmo tempo, de Teatro e casa dos Bombeiros. É, porém, desejo unânime desta Comissão entregar nas mãos de Vª Exª a escolha do arquitecto que haja de encarregar-se da planta e caderno de encargos para o processo de comparticipação e consta lhe não recuse esse sacrifício, em nome da terra que nos viu nascer. Esta Comissão muito agradecerá a Vª Exª toda a sua cooperação e a ajude a desbravar o mau terreno para se poder chegar ao fim mais depressa, não vá aprovar-se mui cedo o Código Administrativo que termina com as Comissões de Iniciativa. É por esta razão que pedimos a maior urgência na vinda do arquitecto. Agradecendo as suas determinações, nos confessamos com a maior consideração e estima de Vª Exª… O presidente, Antero Augusto Silva.
Igreja Matriz
Depressa andou a elaboração do projecto pois que em Maio seguinte, aproveitando as comemorações do dia 28 de Maio (feriado do regime), foi um membro da Comissão a Lisboa, entregar o processo no Ministério das Obras Públicas. Em 9 de Junho seguinte era autorizado o pagamento de 5 000$00 pelo projecto ao arquitecto Arménio Losa.
 Em 14.9.1936 procedia-se ao pagamento de 10$00 no Ministério das Obras Públicas pela licença de construção e em 14.11.1938, fazia-se o primeiro pagamento ao empreiteiro da obra – Abílio Monteiro. Prosseguiram os pagamentos, conforme a obra ia sendo executada… até que em 31.12.1936, a Comissão foi extinta e a responsabilidade pela promoção do turismo na terra e pela construção do sonhado edifício do Cine – Teatro, Biblioteca Pública e Sede dos Bombeiros passou para a Câmara Municipal. E também passou o saldo financeiro da comissão de Iniciativa e Turismo, no montante de 40 631$37.

Texto enviado por António Júlio Andrade

1 comentário:

  1. Visão de futuro que emudece os senhores do poder.

    ResponderEliminar