segunda-feira, 17 de abril de 2017

Odebrecht - o construtor das barragens do Baixo Sabor

Magistrados de onze países latinos, incluindo Portugal, estão reunidos em Brasília até esta sexta-feira para acertarem estratégias na investigação do escândalo de subornos envolvendo a empresa
Os procuradores-gerais de 11 países comprometeram-se na quinta-feira a criar equipas de trabalho comuns para coordenar as suas investigações sobre o escândalo de corrupção da empresa brasileira Odebrecht que abalou a América Latina.
Comprometem-se a "promover a formação de equipas comuns de inquérito, bilaterais ou multilaterais, que permitam investigar de maneira coordenada o caso Odebrecht", segundo um comunicado assinado pelo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Portugal, Peru, República Dominicana e Venezuela.
O encontro entre os magistrados de mais de uma dezena de países, previsto para quinta-feira e hoje, visa "responder a todos os pedidos de informação, num assunto que é coberto pelo segredo de instrução", disse à AFP uma pessoa envolvida na organização da reunião, fechada à imprensa.
Segundo documentos publicados a 21 de dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht terá alegadamente pagado subornos relativamente a mais de uma centena de projetos em 12 países da América Latina e África, de aproximadamente 788 milhões de dólares norte-americanos.


Em causa Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Perú e Venezuela.
O escândalo tem motivado protestos em vários dos países envolvidos. Ontem, em Lima, no Perú, mais de 2000 pessoas saíram à rua exigindo a punição dos políticos que estão a ser investigados por alegadamente terem recebidos subornos de perto de 34 milhões de euros, entre os quais os antigos presidentes Alejandro Toledo, Alan Garcia e Ollanta Humala,
Nota: O autor do  título é o editor do blog. A foto é do arquivo do blog.

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