sábado, 15 de abril de 2017

Bragança-Miranda: «Não basta entender a cruz, é preciso partilhá-la» - D. José Cordeiro

Bragança, 14 abr 2017 (Ecclesia) – O bispo de Bragança-Miranda disse hoje que a fé na Cruz é a “arte de servir na esperança com o amor que até é mais forte que a morte”, na Adoração da Cruz e Procissão do ‘Enterro do Senhor’.
“Não basta entender a cruz, é preciso partilhá-la. Também não é necessária outra cruz, mas a mesma cruz de Jesus”, afirmou D. José Cordeiro, destacando que a Igreja, ao longo dos séculos, “soube adaptar esta cruz e continua a fazê-lo, servir Jesus nas pessoas, amando-os”.
Na homilia proferida esta tarde em Bragança e enviada à Agência ECCLESIA, citou o padre Américo, fundador da Obra da Rua: “Jesus Crucificado é outra vez escândalo para uns, vergonha para outros; e para muito poucos, vida.»
Neste contexto, o bispo de Bragança-Miranda alertou para os casos de violência doméstica na cidade de Bragança e na diocese, para os “maus tratos a crianças e a idosos” ou os jovens à procura de emprego e de felicidade.
“Quanta pobreza envergonhada! Quantos insultos e intrigas! Quantos especialistas da maledicência! Quanta necessidade material e espiritual! Quantas pessoas e famílias feridas! Quantos lutos mal vividos! Quantos perdas de relação e amizade malcuradas! Quanta angústia sentida”, desenvolveu D. José Cordeiro.
Segundo o prelado, no atual mundo “tão complexo” em que se vive “o enorme desafio” continua a ser o serviço para o qual cada é chamado “sob pena de não servir para nada”.
O bispo diocesano explicou que sozinhos não se é capaz “de muito”, por isso, é preciso união e organização dando como exemplo as Santas Casas da Misericórdia e outras instituições da “caridade inteligente e organizada”, como as Cáritas diocesanas e paroquiais; fundações canónicas, centros sociais paroquiais.
“Modos de servir com arte e com alma a cidadania e a dignidade inviolável da pessoa humana”, observou acrescentando que a Santa Casa da Misericórdia de Bragança tem 499 anos de “serviço do Bem Comum e de com(paixão) à pessoa humana”, inspirada “na medicina nas Obras de Misericórdia cristã, celebrando a Semana Santa como seu ideário penta secular”.
Na cerimónia da Adoração da Cruz e Procissão do ‘Enterro do Senhor’, D. José Cordeiro explicou que a cruz “é o sinal máximo da Misericórdia” e praticá-la “é construir a paz”.
“É o próprio Senhor Crucificado e Ressuscitado que nos diz da capacidade de fazer misericórdia. Cada um faça o que pode fazer para o bem de todos e de cada pessoa que mais precisa”, apelou.
O bispo da Diocese de Bragança-Miranda assinalou que num “exame de consciência” diário cada pessoa pode interrogar-se “sobre o futuro” que fez nesse dia.
CB

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