quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Pocinho-Barca d' Alva, Fregeneda-La Fuente de San Esteban


Existe neste momento um importante movimento associativo, e um desejo muito forte de recuperar a circulação ferroviária na linha Pocinho-Barca d' Alva, Fregeneda-La Fuente de San Esteban...
No entanto não nos parece, que o nosso amigo de infância, hoje Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, esteja muito aberto a esta possibilidade, anunciada no passado!
Aqui fica o link de uma reportagem da TV Salamanca, que poderá servir para divulgar junto dos membros do Grupo ProCôa e público em geral, este importante património classificado do " lado espanhol" como B.I.C.-bem de interese cultural, e que do " nosso lado" continua abandonado, apesar da acção de vários colectivos de base associativa.
Continuamos a sonhar num futuro próximo, em que os visitantes poderão aceder ao Museu do Côa, através deste meio de transporte, que em muito poderá beneficiar esta região do Vale do Côa/Douro Superior-Arribes del Duero.

José Paulo Francisco

VER:https://www.facebook.com/media/set/?set=a.319888311417682.77561.284621778277669&type=1

SONS DO DOURO em Lamego.

Mário Correia ,Nuno Pacheco,Zeca Afonso ,Rogério Rodrigues e Teresa Torga

Lembram-se, certamente, de ouvir Chico Buarque cantar que "a dor da gente não sai no jornal". A verdade é que às vezes sai, ainda que dissimulada. E até inspira canções. Esta, de Chico, que aliás não é dele, pode servir de exemplo. Chama-se Notícia de jornal, porque foi essa a sua fonte: um jornal sensacionalista brasileiro publicara a história de uma mulher que, por desgosto de amor, tentara suicidar-se (felizmente sem êxito). O mais curioso é que os autores da canção foram dois jornalistas (também músicos), Luís Reis (1926-1980) e Haroldo Barbosa (1915-1979). Escreveram-na assim: ""Tentou contra a existência num humilde barracão/ Joana de tal, por causa de um tal João/ Depois de medicada, retirou-se pro seu lar"/ Aí a notícia carece de exactidão/ O lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou/ Joana é mais uma mulata triste que errou/ Errou na dose, errou no amor, Joana errou de João/ Ninguém notou, ninguém morou na dor que era o seu mal/ A dor da gente não sai no jornal".
 Sem amores nem suicídios, mas com um toque trágico, é a história de uma outra notícia (esta portuguesa) transformada em canção: Teresa Torga. Escreveu-a José Afonso, depois de ler uma crónica do jornalista Rogério Rodrigues publicada a 4 de Maio de 1975 no Diário de Lisboa (DL). Uma mulher decidira fazer strip-tease no cruzamento das avenidas Miguel Bombarda e 5 de Outubro, em Lisboa. E enquanto alguns transeuntes se dirigiam a ela no intuito de a cobrir dos olhares mais curiosos, um fotógrafo aproveitou-se da confusão para tentar fotografá-la. A história é agora recordada no livro As Mulheres Cantadas por José Afonso, da autoria de Mário Correia e editado pela Sons da Terra neste Agosto em que se completaram (no dia 2) 84 anos do nascimento do músico e compositor. 

Papa Francisco enviou Benção para a festa de N. Sra. das Graças

O Papa Francisco enviou uma bênção com indulgência plenária para a diocese de Bragança-Miranda. A bênção papal foi enviada por ocasião das cerimónias da padroeira de Bragança, Nossa Senhora das Graças.
A celebração do dia da padroeira da cidade de Bragança, que terá lugar na próxima quinta-feira vai ser presidida por D. Manuel Monteiro de Castro, o cardeal português que ocupa atualmente o cargo de penitenciário-mor da Santa Sé.

MUSEU DA MEMÓRIA RURAL -Vilarinho da Castanheira

terça-feira, 20 de agosto de 2013

BRANDÕES,MARÇAIS E COMPANHIA

Ler o PDF:http://issuu.com/lelodemoncorvo/docs/p__ginas_de_sangue_-_brand__es__mar

A Quadrilha dos Marçais em PDF: http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2013/08/a-quadrilha-dos-marcais.html
Nota do editor: PDFs enviados por um amigo de Foz Côa.

Torre de Moncorvo - Material contrafeito apreendido

Feira na corredoura 1974.Arquivo do blog.
Cinco homens foram detidos pela GNR de Torre de Moncorvo na posse de material contrafeito. Os indivíduos foram apanhados durante uma acção de fiscalização às bancas na feira anual da vila de Torre de Moncorvo.
Os militares do Destacamento Territorial da Guarda Nacional Republicana de Torre de Moncorvo procederam à apreensão de diverso material contrafeito avaliado em 8435 euros. Os cinco indivíduos detidos, em flagrante delito, têm idades compreendidas entre os 28 e 36 anos. Quatro são de nacionalidade marroquina e o outro de nacionalidade guineense. Três deles residem no concelho de Vila Nova de Foz Côa, um no concelho de Chaves e o outro no concelho de Vilar Formoso.
Os detidos foram constituídos arguidos e ficaram sujeitos a Termo de Identidade e Residência.
http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=485&id=19138&idSeccao=4322&Action=noticia

RIO SABOR - Soutelo

Fotografia de José Rodrigues

NORDESTE TRANSMONTANO- -EFEMÉRIDES - (20/08)

20.08.1608 – Carta para o corregedor de Moncorvo mandar reformar um talhamar da ponte de Mirandela que se tinha arruinado.
20.08.1827 – Morte do arcebispo de Braga, D. frei Miguel da Madre de Deus, natural de Moncorvo, corifeu Miguelista.
O jornal “A Borboleta” deste dia publica uma carta de “um leitor constante” de Alfândega da Fé queixando-se de Manuel Inácio de Sá “autor de todas as desordens que houve nesta vila durante a Revolução, tirando sempre a sardinha do lume com a mão do gato e influindo no povo às escondidas”.
20.08.1837 – Instalação da recém-criada Junta Regional de Bragança. Foi a segunda experiência falhada da Regionalização do país, em seguida à criação das Províncias e Juntas Provinciais.

20.08.1900 – Nota da Caderneta de Lembranças: - tumou posse como substituto da escolla de instrução secundaria desta villa dnuminada manoel António de Seixas de latim e francês, o Exº sr. Alvaro José Arioza desta villa.
20.08.1941 – O Comércio do Porto publica uma entrevista do presidente da câmara de Moncorvo.
20.08.1944 – Aprovação dos Estatutos do Sport Club de Mirandela.
20.08.1946 – Aprovação do contingente de táxis para o distrito de Bragança. Todas as sedes de concelho são dotadas com uma unidade. Exceptuam-se Bragança e Torre de Moncorvo que ficam com 2 taxis cada uma.

António Júlio Andrade

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Algures a Nordeste - Marcas do passado


Torre de Moncorvo -jardim municipal


Algures a Nordeste - Símbolos


Núcleo Museológico da Fotografia do Douro Superior -Memórias II

Rui Filipe -Felgar
O Núcleo Museológico da Fotografia do Douro Superior, espaço cultural inaugurado em 12 de Julho de 2009, possui, no seu vasto e diversificado espólio, milhares de imagens, tipo passe, cristalizadas em chapas de vidro e películas rígidas. Atendendo aos registos de pessoas, considerados, por entendidos na arte fotográfica, como fotografia artística no trabalho da arte do fotógrafo, é nosso objetivo apresentar os nomes dos fotografados, acompanhados de uma imagem para dar mais significado à leitura histórica e respetivas tendências realistas da época. Iniciámos esta odisseia com a caixa H, datada de 1948. VER : http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2013/08/nucleo-museologico-da-fotografia-do.html

Pasta-H  anterior a 1948

Abílio dos Santos Cordeiro- Cabanas-1255,Acácio Branquinho-C.F. 1241,Mário Augusto Bráz- Estevais de Mogadouro-1246,Joaquim Borges- Coleja-1245,José Maria Branco- Picões-1247,José Joaquim Cavaleiro-Cantoneiro-1259,José Joaquim Cavaleiro-Cantoneiro- 1262,José Joaquim Alves- Maçores-1238,José Francisco Carvalho- Larinho-1258,José dos Santos Cardanha- Larinho-1260,José Augusto Camisa- Lagoaça- 1257,José Júlio Cabral-Vide-1263,Joaquim Cardoso- Quinta Monte Meão-1261,Guilherme Augusto Tomé- Adeganha- 1228,Francisco Carvalho- Cabanas-1252,Francisco Alves- Felgueiras- 1233,Daniel dos Anjos Esteves- Carviçais-1240,Camila Alves- Maçores-1237,Bernardo António Teixeira- Felgar-1227,Artur Sérgio Valente- Felgar-1231,Artur Armindo Barbosa- Lousa- 1244,Arminda Carvalho- Cabanas-1520,António Manuel Carneiro- Larinho- 1251,António Lopes da Conceição- Póvoa- 1256,António de Jesus Almeida- S. Amaro-1234,António de Jesus Almeida- S. Amaro-1234,António Augusto Camisa- Carviçais- 1248,António Augusto Afonso- Lagoaça-1239,Aníbal Augusto Varelas-Horta-1232,Ana da Purificação Silva- Larinho-1226,Amílcar Gualter Tomé- Foz Côa- 1229,Alexandre José Cascais- Moncorvo- 1254,Alexandre José Barbosa- Lousa-1243,Aldina Crespo- Urros-1253,Albano Ambrósio Andrade- Maçores-1235,Aida Cordeiro- 1249,Adriano Vaz- Felgueiras-1230,Acácio Crespo- V.N. de Foz Côa-1242.
Sabendo da sua importância para a região do Douro Superior pelos fatores memória e património cultural, deve contactar o nº 918536072 ou Núcleo Museológico da Fotografia do Douro Superior, Rua Dr. Campos Monteiro nº 14, 5150 Torre de Moncorvo, para a aquisição dos  registos em formato digital. Como a coleção também nos orgulha, enquanto meio de transmissão de ideias, ao se efetuarem experiências de historiar pela imagem, vamos apresentar todas as semanas uma caixa de clichés digitalizados.
Arnaldo Duarte da Silva


Gastronomia - Bom apetite

Na Taverna do Carró

Mogadouro,Urrós - Museu Rural


                          Folheto em PDF: http://issuu.com/lelodemoncorvo/docs/1.folheto_urros

sábado, 17 de agosto de 2013

ADEGANHA - Nossa Senhora do Castelo

Ver:http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2012/08/adeganha-festas-da-senhora-do-castelo_27.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2012/08/adeganha-senhora-do-castelo.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2012/08/adeganha-dias-de-festa.html

BARRAGEM DO BAIXO SABOR

O aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor será constituído por dois escalões. A albufeira criada pelo escalão de Montante estende-se ao longo de 60 km, desde a zona da barragem até cerca de 5,6 km a jusante da confluência do rio Maçãs com o rio Sabor, ocupando áreas dos concelhos de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros. A albufeira criada pelo escalão de Jusante, com uma extensão de cerca de 9,6 km, ficará compreendida entre as duas barragens, localizando-se no concelho de Torre de Moncorvo. 

Esta albufeira mais do que duplicará a capacidade de armazenamento português de água no Douro. O aproveitamento será equipado com grupos reversíveis, possibilitando uma melhor gestão da produção alavancada pela sua localização estratégica e que permite optimizar a produção de toda a cascata do Douro a jusante. Deverá começar a produzir energia para a rede em Agosto de 2014.
MAIS: http://www.a-nossa-energia.edp.pt/centros_produtores/empreendimento.php?item_id=1

P'rà Júlia, por Rogério Rodrigues

O meu nome é Júlia.
Desde os romanos
que o meu nome é Júlia.
Podia ser Augusta
porque nasci em Agosto.
Mas o meu nome é Júlia.
Desde os romanos
que o meu nome é Júlia.

Nasci quando até a brisa era quente
e nada corria a não
ser o tempo na Corredoura.
Mas desde os romanos
que o meu nome é Júlia.

Não sei se há flores com este nome
ou sirocos ou tempestades
ou tsunamis ou tufões
com o meu nome.
Talvez haja.Mas insisto:
desde os romanos que
o meu nome é Júlia.

Cairam inpérios
nasceram impérios,
o Tempo brincou com o Tempo,
mas digo-vos:
o meu nome é Júlia
desde os romanos que é Júlia.

Não insistam: dizem que
escrevi livros
que abracei netos
que soube que há
sofrimento e morte,
mas não insistam.
Por favor não insistam.
O meu nome é Júlia.
Desde os romanos que o meu nome é
Júlia.

Amores sem tempo,
ternuras sem medida,
esperanças sem espera,
utopias leves para não
incomodar o vizinho,
a corredoura mátria,
as ruas pequenas
que a memória tornou maiores.
Não insistam que eu repito:
sou a Júlia
Júlia desde os tempos dos romanos,
quando ser Júlia
era olhar o Mundo
sem ter medo dele.

Júlia, nada mais tenho para lhe oferecer, além deste momento de terna amizade. Parabéns.

Poema de Rogério Rodrigues ,dedicado à escritora moncorvense Júlia Barros Ribeiro, no dia do seu aniversário, hoje,17 de Agosto. 



Viva quem é uma papoila!

                                                                                                               

…e chegaram três Reis Magos em Agosto - TEXTO-Júlia Guarda Ribeiro ILUSTRAÇÃO – Guilherme Correia

À memória do António José, que quis ver este conto publicado.

À memória das três pessoas que nele intervêm:
. meu pai, com a sua generosidade;
. minha mãe, com a sua coragem;
. minha avó ,cuja grandeza de alma marcou não só a minha  meninice, mas toda a minha vida.
E ainda à memória dos três fugitivos espanhóis, cujo destino nos foi para sempre desconhecido.  





Que a leitura deste conto possa ser
uma lição de vida para os meus netos


 VER A VERSÃO COMPLETA EM PDF:


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Mirando do Douro - 1949

Foto cedida por Arnaldo Firmino

MACEDO DE CAVALEIROS,MARIALVA - Programas



URRÓS - Corrida de touros


“Com Tradição” Música tradicional portuguesa e irlandesa faz a festa em Torre de Moncorvo

Gaitas, bombos, violas, “fiddles” e outros instrumentos vão estar em festa em Torre de Moncorvo a 31 de Agosto, no espectáculo “Com Tradição”, uma celebração da música tradicional de Portugal e da Irlanda em que participam as bandas Projecto Taberna Subura, Os Roleses, Las Çarandas e The Plastic Paddies.
 O evento, de entrada livre, realiza-se no magnífico espaço do Miradouro de Santa Leocádia e assinala o primeiro aniversário do programa “Gaitas de Fora”, da Rádio Torre de Moncorvo.
 Com início marcado para as 21h00, o espectáculo terá como cabeça-de-cartaz o Projecto Taberna Subura, uma banda de Braga nascida no bar com o mesmo nome e que se dedica a recriar o riquíssimo reportório de Zeca Afonso, bem como vários temas tradicionais do Minho.
 Antes, estarão em palco Os Roleses, cognominados “Gaiteiros de Urrós”, um grupo de jovens empenhado em divulgar e perpetuar a tradição musical mirandesa, mas que também interpreta temas populares de outras regiões portuguesas, e que está a preparar o lançamento de um disco.
 Também Las Çarandas têm a tradição mirandesa como base do seu reportório, embora a mera criação da banda tenha representado uma ruptura com essa tradição, uma vez que se trata do primeiro grupo de gaiteiras num universo desde sempre dominado por homens. Músicas de outras regiões portuguesas e de outros países, bem como originais da sua autoria, integram igualmente os espectáculos de Las Çarandas, que planeiam gravar em breve o seu primeiro álbum.
 A abertura do “Com Tradição” cabe aos The Plastic Paddies, grupo fundado expressamente para este evento por Andrew May, um dos co-autores do “Gaitas de Fora”, que vai mostrar a alegria contagiante da música popular irlandesa, numa actuação recheada de clássicos.
 Para que ninguém falte à festa, a organização assegura transporte gratuito entre a vila de Torre de Moncorvo e o Miradouro de Santa Leocádia, em autocarros que sairão da Praça Francisco Meireles e do quartel dos Bombeiros Voluntários. Além disso, haverá no local do evento um ponto de venda de comidas e bebidas, já que a noite promete ser longa.
 O programa “Gaitas de Fora”, que teve a sua emissão inaugural em 30 de Agosto de 2012, é da autoria de dois arqueólogos radicados em Torre de Moncorvo, o português Pedro Xavier e o irlandês Andrew May. É transmitido todas as quartas-feiras, a partir das 21h00, na Rádio Torre de Moncorvo, que é propriedade da Associação Cultural de Torre de Moncorvo. A emissão semanal é complementada por uma rubrica diária, intitulada “Álbum da Semana”, em que os autores do programa fazem a divulgação de um disco por si escolhido.
 Além de dar a conhecer a música tradicional, o “Gaitas de Fora” também dá voz aos seus autores e intérpretes. Sebastião Antunes, Melech Mechaya, O Baú, Toques do Caramulo e os irlandeses Four Men and a Dog foram alguns dos artistas entrevistados ao longo dos últimos 12 meses. E alguns dos convidados tocaram mesmo em directo para o auditório da Rádio Torre de Moncorvo, como foi o caso de Las Çarandas, Os Roleses, o Grupo de Fados de Torre de Moncorvo e o gaiteiro Filipe Camelo.

 Blogue do “Gaitas de Fora”: gaitasdefora.wordpress.com

Rio Sabor - Soutelo

Rio Sabor, Soutelo, Mogadouro, Maio de 2013.Fotografia de José Rodrigues

SAMBADE (Nossa Senhora da Assunção, concelho de Alfândega da Fé, visita da Segunda Parte da Torre de Moncorvo


133 - Inquérito de 1775 - Francisco Lopes de Azevedo, reitor desta freguesia de Santa Maria de Sambade, comarca de Moncorvo, arcebispado de Braga, certifico em como esta igreja foi abadia e hoje se acha reitoria pela bula de Sua Santidade Divini Preceptoris304 em que aplicou os frutos dela a um colégio futuro que Sua Majestade queria determinar; pertence a sua apresentação a Sua Majestade Fidelíssima por ser in solidum do seu real padroado. Tem três anexas sitas em esta comarca e arcebispado, que são S. Paio de Soeima, Santa Cruz dos Vales [e] S. Lourenço do Sendim da Serra; costumam render os frutos desta igreja e suas anexas um conto e duzentos mil réis até um conto e quinhentos mil réis, e o rendimento mais certo me parece será um conto e trezentos mil réis, e além deste dinheiro pagam os rendeiros tudo o que se dá aos párocos, alâmpadas e visitadores, excepto o dinheiro que esse se lhes leva em conta no seu arrendamento, cujas quantias vão adiante declaradas em cada uma das igrejas. Este dinheiro do arrendamento vai para Lisboa para o dito colégio futuro. Tem esta igreja reitor e dous coadjutores que sempre teve, a quem pagam os rendeiros cinquenta mil réis a cada um e três alqueires de trigo a cada um para hóstias. Tenho eu de côngrua que Sua Santidade me assinou na bula Divini praeceptoris sessenta ducados de ouro de câmara305 que fazem cento e cinco mil réis, e três almudes de vinho para as missas, que importarão comummente mil e oitocentos réis, vinte e quatro arráteis de cera para as missas e administração dos sacramentos, que comummente importam nove mil e seiscentos réis. Rende o pé-de-altar, pelo valor mais comum e certo, noventa mil réis, alguns anos mais, outros menos. Rendem os passais deductis expensis doze mil réis. E assim vem a ficar o rendimento desta minha igreja, certo e incerto, entrando a cera e vinho que se dá para as missas, em duzentos e dezoito mil e quatrocentos réis (218$400). E não entrando a cera e vinho em duzentos e sete mil réis (207$000), que é o mais comum de uns anos por outros. E os coadjutores [têm] cinquenta mil réis cada um, que fazem cem mil réis, e cada um deles [tem] três alqueires de trigo para hóstias, que importarão os seis alqueires pelo preço mais comum de trezentos e sessenta réis dous mil cento e sessenta réis, e tudo soma cento e dous mil cento e sessenta réis (102$160).
304 A forma latina correcta é Praeceptoris. 305 No original escreve-se câmera.
In "Visitações e Inquéritos Paroquiais da Comarca de Torre de Moncorvo de 1775-1845
Publicado na revista das festas


Brazão de Vilar Chão - Quadro,por Carlos Sambade














Quadro resumo elaborado em 14 de julho de 2013 por Carlos Sambade, que pode vir a ser densificado por outrem, carreando dados entretanto vindos a lume.




Pode ver em: http://issuu.com/lelodemoncorvo/docs/problema_brasao_ii

Foz Côa,Régua - Programas Culturais



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

MOGADOURO - FULGURAÇÕES DO SILÊNCIO de António Guilherme de Sá de Moraes Machado

António Guilherme de Sá de Moraes Machado nasceu a 10 de Novembro de 1935, na Vila de Mogadouro.
Fez a instrução primária em Mogadouro.
Fez o curso liceal em Bragança e no Porto.
Licenciado em Medicina pela Universidade do Porto.
Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Especialista em Pediatria pela Ordem dos Médicos.
Médico Efectivo dos Serviços Médico-Sociais.
Médico do Dispensário Materno-infantil do Foz do Sousa.
Médico Especialista do HSA.
Presidente da Comissão Instaladora da Creche e Infantário do HSA.
Revisor do Protocolo Nacional de Revisão e Utilização Hospitalar.
Presidente da Comissão de Humanização do HSA.
Professor Auxiliar Convidado do ICBAS.
Coordenador do Ensino-Graduado para a Pediatria no Projecto Social do Banco Mundial para a Guiné-Bissau.
Coordenador de inúmeras Conferências e Palestras subordindas a temas como Alimentação e Cuidados Primários Pediátricos.
Co-autor de mais de duas dezenas de trabalhos ligados à Medicina.
Galardoado com o prémio Doutor Raul figueiredo ( em cooperação com Margarida Guedes, Célia Madaleno e Dulce Oliveira), pelo trabalho “Gravidez não vigiada, que risco infeccioso no recém-nascido”.
Co-fundador da Liga dos Amigos do HSA.
Membro da Comissão Cultural do HSA.
Co-fundador da Clínica Pediátrica do Porto.
Galardoado com a Medalha de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa.
Presidente da Câmara Municipal de Mogadouro.
Presidente da Associação de Municípios do Douro Superior.

Algures a Nordeste - a horta da REN

Foto Lb

VALE DA VILARIÇA - Qualidade

Depois das chamas, Moncorvo e Mogadouro desesperam por ajuda

Mais de um mês após os grandes incêndios em Trás-os-Montes, os municípios afectados ainda não receberam as prometidas compensações financeiras por causa dos prejuízos nas culturas afectadas. 
Em Torre de Moncorvo, a perda foi sobretudo agrícola e o presidente da Câmara, Aires Ferreira, não só ainda não viu a cor do dinheiro como recebeu, na última semana, uma notícia de tirar o sono.
"O Governo, através do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, pretende desviar as verbas do fundo do Baixo Sabor, que já são poucas", diz Aires Ferreira à Renascença. "E há compromissos com duas IPSS [instituições particulares de solidariedade social] para compensar por causa do incêndio", avisa o autarca. 
O dinheiro já tinha destino, pelo que Aires Ferreira considera que só pode ser um equívoco. Por isso, vai pedir uma reunião ao secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque. "Vai haver novamente um braço-de-ferro", garante o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo. 
Em Mogadouro, é pela ajuda do Ministério Administração Interna que se aguarda. "O senhor ministro Miguel Macedo prometeu, mas não me consta nada", critica o presidente da Câmara, António Machado. 
O autarca até admite que seja cedo - passou um mês -, mas diz que é bom que o dinheiro não tarde, porque, sustenta António Machado, o município tem os bolsos vazios e, mesmo assim, cumpriu as suas obrigações. "Nós aqui vivemos sempre no fio da navalha", remata.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=118294

Torre de Moncorvo Dominada frente de incêndio que se dirigia para estaleiros do Baixo Sabor

Os bombeiros dominaram hoje(14) cerca da 01.00 a frente de fogo que se dirigia para os dormitórios dos trabalhadores da Barragem do Baixo Sabor, junto à Cardanha, no concelho de Torre de Moncorvo.
Dominada frente de incêndio que se dirigia para estaleiros do Baixo Sabor
Lusa
PAÍS
"Atacámos a frente de fogo com uma força musculada e damos como extintas as chamas que eram empurradas pela força do vento e que se aproximavam do estaleiro e dos dormitórios do Baixo Sabor", disse hoje à Lusa o comandante operacional distrital de Bragança, Noel Afonso.
Segundo o operacional, uma frente dirigia-se àquela hora pela encosta do rio Sabor, junto à freguesia da Cardanha, "não oferecendo perigo para as populações" já que o fogo consumia uma zona de mato.
"A morfologia acidentada do terreno tem sido o principal obstáculo para as viaturas e para os bombeiros que combatem as chamas, contudo a situação esta a decorrer favoravelmente", frisou o comandante.
Segundo o sítio da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), atualizado às 0:36, no combate às chamas estavam envolvidos 131 bombeiros apoiados por 35 veículos operacionais e três máquinas de rastos.
Ao início da noite foi acionado o Grupo de Reforço para Combate a Incêndios Florestais de Vila Real.
O incêndio tinha uma frente ativa com as chamas a lavrar desde as 15.00 horas de terça-feira em zona de mato.
Segundo a página da ANPC, estava cerca das 0:30 outros dois fogos ativos, um no concelho de Lamego, distrito de Viseu, cuja única frente estava a ser combatida por 90 bombeiros, apoiados por 23 veículos, e outro em Celorico de Basto, com o envolvimento de 34 efetivos e e 12 veículos.http://www.noticiasaominuto.com/pais/98316/dominada-frente-de-inc%C3%AAndio-que-se-dirigia-para-estaleiros-do-baixo-sabor#.UgzyBtLUn7E

NORDESTE TRANSMONTAMO - EFEMÉRIDES - (15/08)

 15.08.1575 – Carta de D. Sebastião para que o armeiro Cipriano Gonçalves estabeleça sua oficina em Moncorvo, com a tença de 12 mil reais.
15.08.1854 – Câmara de Moncorvo manda abrir concurso para a construção da “obra da ponte de pau na ribeira Vilariça e as três casas do castelo” . Anuncia-se também o caderno de encargos.

Visconde de Vila Maior
15.08.1866 – Exposição de sedas no Porto. Concorrentes Trasmontanos: de Vila Flor – António Benedito de Morais Soares; de Moncorvo – o Visconde de Vila Maior, o industrial António Caetano de Oliveira e o industrial francês estabelecido em Moncorvo, sr. F. Germont. Este recebeu o primeiro prémio, no valor de 100 mil réis.
15.08.1899 – Nota da Caderneta de Lembranças: - Veiu de Lisboa o Ministro das obras públicas ao pucinho a viajar e a gastar dinheiro ao governo e a fazelo gastar á outra gente para o iem avisitar, para lá serem roubados por…… lhe prometeu de fazer todos os esforços….. para que a ponte sobre o doiro seja….. com isto os contentou e foice.
António Júlio Andrade

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

NINGUÉM ESCOLHE ONDE NASCE,por Luís Borges e Amadeu Ferreira

                                          [Carvalho alvarinho. Serra da Peneda]

talvez a bolota tivesse preferido rolar encosta abaixo e aconchegar-se no abraço fresco do vale, com húmus e água bem à raiz, mas ninguém escolhe onde nasce: a ela apenas cabia desistir ou lutar por ter caído no cume da montanha, entre duras rochas, sujeita à dureza dos ventos e outros elementos; com o tempo, foram as suas raízes aprendendo o caminho dos veios da pedra e soube-lhe bem esse alimento, lançando-se num crescer lento mas seguro, e foi fazendo amizade com os mais fortes ventos, agora lhe prestando o tributo de uma suave e digna vénia, deixando que as nuvens lhe afaguem os ramos com a sua renda e puxem o lustro às folhas: a seus pés, prestam-lhe tojos e fetos uma permanente e colorida vassalagem, descem a encosta as pedras até lhe beijar o enrugado e martirizado tronco, para um e outro lado ordena-se um horizonte de céu, montes e vales, prende de espanto os olhos e deixa as bocas sem palavras: com tanto para admirar e a vida para tocar, nunca para se queixar o velho carvalho arranjou tempo.
Luís Borges e Amadeu Ferreira

Foz Côa ,Mogadouro - Programas culturais










Rio Douro - Lá para os lados de Sendim - II

Fotografia de Baptista Lopes

Felgar -Ventos de Abril


Dia 19 de agosto o grupo ALDEIA VIVA associa-se às festas da Nossa Senhora do Amparo, no Felgar, concelho de Torre de Moncorvo, promovendo a projecção do documentário "Ventos de Abril", gravado em 1975 nessa aldeia por Leonel Brito (que marcará presença nesse dia), Moedas Miguel e Sá Caetano. 

Fogo ameaça estaleiros do Baixo Sabor em Torre de Moncorvo


Fogo ameaça estaleiros do Baixo Sabor em Torre de Moncorvo






Mais de uma centena de bombeiros combatem uma frente de fogo junto à Cardanha, no concelho transmontano de Torre de Moncorvo, que cerca das 23:00 se aproximava dos dormitórios dos trabalhadores da barragem do Baixo Sabor.

«Estamos a concentrar os nossos esforços na zona dos dormitórios e estaleiro da barragem do Baixo Sabor, tendo sido o local evacuado como medida de precaução», disse hoje à Lusa o Comandante Operacional Distrital de Bragança, Noel Afonso.
Segundo o sítio da Autoridade Nacional de Proteção Civil no combate às chamas estavam envolvidos 122 bombeiros apoiados por 29 veículos operacionais e três máquinas de rastos.
Diário Digital / Lusa  ONTEM às 23:42   actualizada 14-08-2013 às 00:59

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Para lá do Marão, acolhem-nos os que lá estão

Por Trás-os-Montes, com o mirandês como ingrediente-base, seguimos viagem juntando mais condimentos: burros, gaiteiros, caretos, uma pitada de misticismo, boas doses de hospitalidade e uma natureza que consegue ser "tão bela quanto medonha"
Ti' Giolanda, como é carinhosamente tratada, tem 83 anos, mas ainda consegue, como poucos, domar o vime com as suas mãos gastas. Ainda é de manhã e, na aldeia de Atenor, Miranda do Douro, esta natural de Águas Vivas, outro lugar mirandês, vai mostrando a sua "arte ruim", como lhe advertiu um dia a D. Rosa, a quem pediu que lhe ensinasse o ofício. Até porque este jeito não lhe vem de família. A mãe era costureira, mas Giolanda confessa que essa, sim, não era arte para si. "Não tinha paciência!" Por isso, não obstante os conselhos da sua mentora, decidiu-se pela cestaria.

VALPAÇOS ,VILA FLOR - Programas a não perder



MOGADOURO – 1544 ,por António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães

Ana “Doce” traída pelo Mestre Valença
Com a publicação dos decretos de expulsão dos judeus, ficou proibido o uso da língua hebraica e até as pessoas tiveram de abandonar o seu próprio nome e adoptar outro, que fosse cristão. Geralmente adoptaram o nome do padrinho/madrinha.
E meio século decorrido, embora as pessoas continuassem no interior de suas casas a fazer cerimónias judaicas, tais cerimónias e ritos e orações iam sendo esquecidas e eram adulteradas. Estavam, geralmente, muito pouco de acordo com as normas rabínicas. E muito poucas eram já as pessoas que tinham verdadeiros conhecimentos bíblicos e sabiam quando calhavam as festas, na roda do ano, segundo o calendário judaico.
Entre essas poucas pessoas, ganhou celebridade o dr. António de Valença, morador no Mogadouro, médico da família Távora. A tal ponto que, não apenas os da sua nação, mas até os próprios inquisidores o tratavam por “Mestre”. E por isso mesmo lhe pediram que passasse a escrito a relação e o significado das diferentes festividades, a data em que se realizavam, as cerimónias, ritos, orações e tudo o que significasse comportamentos e atitudes judaicas.
Neste aspecto e para utilizar a linguagem dos nossos dias, podemos dizer que foi ele quem deu formação profissional ao primeiro corpo de inquisidores, durante os cerca de 4 anos que esteve preso em Évora (1544-1548).
E acabou também por ser o grande denunciante de seus correligionários. Mais de uma centena de cristãos-novos foram denunciados por ele na Inquisição, como judaizantes. E não apenas de Mogadouro, mas de muitas terras de Trás-os-Montes, província que ele percorria em pregações clandestinas. E a estima e confiança que todos tinham nele foi depois a perdição dos mesmos.
Como aconteceu com Ana Doce, ou melhor, Ana Fernandes, a doce, de alcunha.
Com efeito, na audiência de 13.9.1544, Mestre Valença confessou que Ana Doce costumava perguntar-lhe quando caíam as festas e jejuns, nomeadamente do Kipur e da Rainha Ester, para os guardar.
Este foi um dos testemunhos que levaram á prisão daquela mulher, natural do Mogadouro, casada com Afonso Garcia, cristão-novo, originário de Fermoselhe, Castela.

POÉTICA -Convida


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Miranda do Douro, Bragança - FESTAS



Livros e Autores Transmontanos,por Barroso da Fonte


 Indiferentes à crise os Transmontanos teimam em demonstrar que a cultura sobrevive e cada vez mais se afirma como luz da humanidade. De Chaves a Bragança, de Mirandela à Régua, de Vilar de Perdizes a Sabrosa tudo mexe. Os ciclos viciosos revelam-se mais em alturas destas. O poder político confronta-se com heranças falidas. A cultura é a primeira vítima. Os criativos multiplicam-se e essa sementeira revela-se em obras de arte: livros, pintura, escultura. Ao vazio central falta o que se procura no poder local. Mas a crise toca a todos. E até aquilo que durante anos foi a voz do povo anónimo, é hoje o espelho da magreza social. Refiro-me aos jornais regionais que prestam altíssimos serviços e que custam os olhos da cara a quem os gere e produz.
Trás-os-Montes e Alto Douro, antes e depois da revolução dos cravos, teve órgãos desses às dúzias.
Faziam falta aos emigrantes, aos industriais, aos empresários da modernidade, às instituições públicas, ao cidadão que gosta de andar bem informado e a tempo e horas. De repente todas essas classes ficam órfãs. Quem criou e geriu essas vozes públicas não resistiu às tempestades. Foram muitas, diversificadas e terríveis. O país sofreu um abalo sísmico. As regiões empobreceram. E nem sequer podem manifestar-se, de alegria ou de tristeza, por essas transformações que repercutiam o pensamento que fecundava a alma das gentes e entoava hinos ao criador.