sábado, 13 de maio de 2017

FELGAR -Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal

A secretária de Estado do Ordenamento do Território, Célia Ramos, sublinhou hoje, em Torre de Moncorvo, a importância do Plano de Ordenamento do Baixo Sabor para a "salvaguarda dos recursos naturais" da região.
"Este Plano de Ordenamento constitui-se como um novo instrumento de gestão do território, que tem um caráter especial e será também uma salvaguarda dos recursos naturais e [esperamos] que a partir daqui se possam delinear os constrangimentos e a forma de proteger a natureza", explicou Célia Ramos.
A secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza falava à agência Lusa à margem da inauguração de um Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal, equipamento de 1,7 milhões de euros financiado pela EDP e situado no Felgar, concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.
Com aquele novo instrumento de ordenamento, explicou Célia Ramos, os projetos turísticos e ambientais a implantar ao longo dos mais de 60 quilómetros de extensão na albufeira da barragem do Baixo Sabor terão assim regras bem definidas, tendo em vista "a proteção ambiental do todo o ecossistema".
"Não pretendemos um Plano de Ordenamento com uma ocupação desenfreada do território, mas com projetos turísticos bem delineados, capazes de atrair um tipo de turismo não massificado dada a sensibilidade ambiental da região", destacou a governante.


Os projetos a apresentar ao Fundo Baixo Sabor devem incidir, a título de exemplo, nas novas economias, eficiência energética, mobilidade suave ou observação astronómica.
"O silêncio, a luz das estrelas, a calmaria das águas, a fauna e flora são algumas das mais-valias deste território tão especial", enfatizou Célia Ramos.
Para o presidente da Associação de Municípios de Baixo Sabor, Nuno Gonçalves, as prioridades passam por alargar a coesão regional, fomentar a criação de emprego e potenciar as valências turísticas e ambientais dos futuros lagos do Sabor.
"Contudo, poderíamos ir mais além e criar outras vertentes, como a proteção e preservação do património arqueológico descoberto no Baixo Sabor ou promover a gastronomia e as atividades turísticas", explicou o autarca social-democrata.
A albufeira criada pelo escalão de montante estende-se ao longo de 60 quilómetros, desde a zona da barragem até cerca de 5,6 quilómetros a jusante da confluência do rio Maçãs com o rio Sabor, ocupando áreas dos concelhos de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros. 
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12 DE MAIO DE 201720:31
Lusa
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