segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
TORRE DE MONCORVO -Mensagem de Natal
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
MONTALEGRE - "Sexta-feira 13"
Todos os caminhos vão dar hoje a Montalegre, capital do misticismo. A última "Sexta-feira 13" do ano promete ser o melhor presente para este Natal. Na calha, um cenário deslumbrante, com luz e cor, ideal para a realização da ceia natalícia de empresas e particulares. Pelo meio, um espetáculo grandioso que irá convencer os mais exigentes.
LER MAIS EM:
http://www.cm-montalegre.pt/showNT.php?Id=2261
“Portugal e a Grande Guerra”
Caros Amigos (as),
A nossa editora (Verso da História) preparou uma edição especial do livro “Portugal e a Grande Guerra”, de 500 exemplares numerados e assinados (capa dura) que será apresentado no próximo dia 18, pelas 18h00 no Forte do Bom Sucesso, Liga dos Combatentes, em Lisboa (junto à Torre de Belém).
Gostaríamos muito de contar com a vossa presença. Se assim o entenderem, ficaremos gratos se puderem reenviar o convite anexo para os vossos contactos.
Um abraço amigo,
Aniceto Afonso (e Carlos de Matos Gomes)
Aniceto Henrique Afonso: nascido em 1942 em Vinhais; em 1963 completou o curso de Artilharia na Academia Militar e em 1969-71 cumpriu comissão de serviço em Angola.
Na 2ª semana de Set 73 foi colocado na Chefia de Reconhecimento de Transmissões (CHERET) do Quartel General da Região Militar de Moçambique em Nampula. [...]
Em 1980 obteve em Lisboa a licenciatura em História pela Faculdade de Letras; em 1982-85 professor de "História Militar" na Academia Militar, desde 1985 Tenente-Coronel na reserva, em 1990 concluiu na citada Faculdade, o mestrado em História Contemporânea de Portugal; em 1993 foi nomeado director do Arquivo Histórico-Militar; e desde 1998 é membro da Comissão Portuguesa de História Militar.
Em 2007, cessou funções de director do Arquivo Histórico Militar; e em 16Jul2009 foi promovido ao posto de coronel, com a antiguidade de 1 de Julho de 1990
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Bragança-Miranda: Bispo convida estudantes estrangeiros para a ceia de Natal
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| CATEDRAL(Foto de arquivo) |
Bragança, 11 dez 2013 (Ecclesia) – D. José Cordeiro, bispo da Diocese de
Bragança-Miranda, convida os estudantes estrangeiros que ali moram e vão passar
a consoada sozinhos para o jantar na noite de Natal, na casa episcopal.
“Alguns deles vão à missa da catedral ao domingo à tarde, sobretudo,
aqueles que estão no programa Erasmus, e não têm possibilidade de passar o
Natal com a sua família, nas suas próprias terras. Então, lançámos essa ideia
de celebrarmos o Natal juntos - cearmos juntos nessa noite tão significativa -
e depois celebrarmos a fé juntos, também na catedral”, revelou D. José Cordeiro
à Renascença.
O bispo de Bragança-Miranda recorda que quando era capelão no Instituto
Politécnico de Bragança e na paróquia escolar fez o mesmo convite: “Eram muitos
menos e fizemos uma experiência conjunta e também nas famílias que aqui, em
Bragança, os acolheram”.
D. José Cordeiro deseja que na ceia de Natal “ninguém fique esquecido, que
ninguém possa ser privado do ambiente de Paz, de Amor e de Fraternidade”.
Este evento vai “também” ser o início do Grupo Isaías, “um grupo de
resposta à vocação e às interpelações ao serviço do bem comum”, explica D. José
Cordeiro.
O bispo diocesano assinala que a Igreja tem a missão de “ser profética no
mundo de hoje” e, sobretudo, “de viver a vida como um dom e viver a alegria do
Evangelho em todas as circunstâncias da existência e, de modo especial, nestes
momentos particularmente significativos”.
RR/CB/OC
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Museu do Douro - Colóquio: "Douro: O Valor de Um Património Único”

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Exploração mineira em Moncorvo "sempre" foi compatível com parque eólico
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| Carvalhal 1974. Arquivo de Lb |
Torre de Moncorvo, 11 dez (Lusa) - O novo presidente da Câmara de Torre de
Moncorvo, Nuno Gonçalves (PSD), defendeu hoje que a construção de um parque
eólico na serra do Reboredo "sempre" foi compatível com o projeto de
exploração mineira para aquela área do concelho.
"Desde sempre, mesmo quando estava na oposição, que defendo que a
instalação de um parque eólico na serra do Reboredo era compatível com a
exploração mineira, porque se trata de dois projetos estruturantes para o
concelho e não chocam um com o outro", disse Nuno Gonçalves à agência
Lusa.
Em julho de 2012, também em declarações à Lusa, o então presidente da
autarquia, Aires Ferreira (PS), afirmou que a possibilidade de reativação das
minas no cabeço do Carvalhal inviabilizava a instalação de um parque eólico, o
que significava que, se não avançasse a exploração mineira, o município
perderia dois investimentos.
"Para o concelho de Torre de Moncorvo, que está financeiramente
desestruturado, a construção de um parque eólico na serra do Reboredo ou na
serra da Lousa seria uma forma ajudar a equilibrar as contas da autarquia já
que até julho de 2014 está prevista a entrada de 3,750 milhões de euros",
declarou o atual presidente da autarquia.
Embora considere o investimento no setor eólico "estruturante para o
concelho de Torre de Moncorvo", Nuno Gonçalves assinala que a apresentação
do projeto da multinacional Island "foi feita no tempo errado, já que se
estava em tempo de pré-campanha eleitoral".
O atual autarca de Torre de Moncorvo acrescenta que até hoje ainda não foi
contactado pela multinacional de capitais irlandeses Island, apesar do contrato
de contrapartidas ter sido assinado no passado mês de setembro.
"Sei que há documento assinado por pessoas que me merecem a minha
confiança, como é caso do anterior presidente, e penso que o investimento
estará de alguma forma assegurado, sendo um projeto que se pode deixar
cair", destacou.
O investimento anunciado pela multinacional de capitais irlandeses ronda os
75 milhões de euros, o que vai permitir a instalação de 25 a 30 aerogeradores
com uma potência que vai de 2 a 2,5 megawatts, tratando-se assim de um
investimento "viável".
A potência total a instalar está prevista para os 50 megawatts.
O futuro parque eólico está previsto para uma altura de 900 metros de
altitude, entre as localidades de Lousa e Castedo.
A futura infraestrutura elétrica apanhará ainda parte do vizinho concelho
de Carrazeda de Ansiães, onde ficarão instalados três a sete aerogeradores.
O começo da construção do parque eólico no concelho de Torre de Moncorvo
está agendado para o verão de 2014, prevendo-se a sua conclusão nos primeiros
meses de 2015.
FYP // JGJ
Lusa/fim
Workshop de Montanhismo | 15 de dezembro | Alfândega da Fé
Na semana em que se assinala o Dia Internacional da Montanha - 11 dezembro - em Alfândega da Fé vai ter lugar um Workshop de Montanhismo. A iniciativa, que acontece em plena serra de bornes, realiza-se a 15 de dezembro e visa fornecer os instrumentos e técnicas que permitam a autonomia necessária em montanha.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
ALFÂNDEGA DA FÉ – Programa de Ação Nacional do Combate à Desertificação
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| Foto do arquivo do blogue |
ALFÂNDEGA DA FÉ – O
Programa de Ação Nacional do Combate à Desertificação (PANCD) vai estar em
discussão em Alfândega da Fé. O processo de discussão pública do documento, a
nível nacional, arranca neste concelho transmontano, com o Auditório da Casa da
Cultura Mestre José Rodrigues a receber a primeira reunião de discussão
pública, no dia 12 de dezembro, pelas 14.30h.
Num concelho que foi
atingido pelo maior incêndio deste ano – incêndio de Picões-, que consumiu uma
área de 14.912 hectares e abrangeu 4 concelhos do distrito de Bragança, a
discussão e abordagem das questões relacionadas com a desertificação ganha
ainda mais relevância. O que é facto é que um território já por si suscetível à
desertificação, encontra-se, agora, ainda mais vulnerável. Daí que tenha sido
este o concelho da região norte designado para o início do processo de
discussão pública e apresentação do PANCD. Depois da região norte o Programa
será discutido e apresentado nas outra regiões do país.
Colégio de Montalegre – Memórias & Testemunhos Coordenação: Irene Silva
Resumo: Este livro resulta da contribuição empenhada de muitos antigos alunos do Colégio de Montalegre, que juntaram testemunhos e fotografias numa obra colectiva que homenageia a instituição de ensino.
O Colégio de Montalegre foi criado em 1953, por Margarida e Américo Canedo, bióloga e médico, um casal empenhado no desenvolvimento da Educação num meio então desprovido das primárias condições de vida e isolado do resto do mundo.
Irene Silva é licenciada em Sociologia pela Universidade Autónoma de Lisboa.
Tem formação complementar em Gestão de Recursos Humanos; Gestão de Qualidade; Liderança, Comunicação e Marketing; Formação Pedagógica de Formadores, entre outras.
Trabalhou na Portugal Telecom como Quadro Superior no Gabinete de Imagem e Comunicação com funções de Jornalista Empresarial.
Anteriormente passou pela área Comercial e Gabinete de Marketing e Comunicação dos TLP, inserida em vários projectos no âmbito das telecomunicações, nomeadamente: marketing research e foi colaboradora activa na elaboração da Revista e Jornal da mesma entidade. Nesta área prestou ainda serviços a outras entidades externas.
Foi Formadora na Vinsa Segurança, na vertente Comportamental e Legislação aplicada ao sector da Segurança Privada.
MACEDO DE CAVALEIROS - Semana do MEL
GDM - Campeonato Distrital da AF Bragança
DOMINGO, dia 15 de Dezembro!!
Campeonato Distrital da AF Bragança, 7ª Jornada
Estádio Engº José Aires
GD Moncorvo x Minas
Argozelo > 15 HORAS
Sílvio Carvalho- Treinador Principal - Iniciados - GD Moncorvo
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
A.M.Pires Cabral - Língua Charra
VER: http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2013/11/lingua-charra-regionalismos-de-tras-os.html
http://www.noticiasaominuto.com/pais/144014/dicionario-de-lingua-charra-e-apresentado-em-lisboa#.Uqi7ctJdWo0
http://www.noticiasaominuto.com/pais/144014/dicionario-de-lingua-charra-e-apresentado-em-lisboa#.Uqi7ctJdWo0
Torrre de Moncorvo - "UM PRESENTE PARA O PAI NATAL"
Duas fotografias que tirei quando da apresentação da peça de Natal "UM PRESENTE PARA O PAI NATAL" que o grupo Alma de Ferro de Torre de Moncorvo levou á cena neste domingo.Camané
Sinopse:
Para ajudar a decidir e escolher a oferta ideal, a Avó conta-lhe a história do Pai Natal, de como tudo começou!...
Elenco:
Maria Mãe - Maria Lemos Lopes
Mariana - Daniela Serra Cardoso
Avó - Esperança Moreno
Pai Natal Pequenino / Rena - João Almeida
Augusto / Rena - Luis Pires
Januário - Américo
Pai Natal Jovem - Paulo Maximino
Senhor Malaqueca / Pai Natal Adulto - Carlos Ricardo
Encenação - Manuela Costa
Luzes e Som - Nando Barreto / Abel Mesquita

Mais fotos(41) em: https://www.facebook.com/almadeferro.grupo/media_set?set=a.582643851808206.1073741836.100001877904091&type=1
TERRA DE BARROSO - Património
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| Foto Lb |
Barroso, ou Terras de Barroso, é o nome dado, actualmente, à
região formada pelos concelhos de Montalegre e Boticas.
Segundo as fontes, em 9 Junho de 1273, D. Afonso III, em
carta de foral, funda a vila de Montalegre e o respectivo alcácer tornando-se
cabeça das Terras de Barroso. Este foral foi depois confirmado por D. Dinis em
1289, D. Afonso IV em 1340, e D. João II em 1491. Em 1515, D. Manuel em
converteu-o em foral novo. No reinado de D. João I, e na sequência da Guerra da
Independência, as Terras de Barroso foram oferecidas a D. Nuno Álvares Pereira.
Em 6 de Novembro de 1836, o concelho de Montalegre foi dividido, criando-se o
novo município de Boticas e perdendo-se no processo, para o município de Vieira
do Minho, o município de Vilar de Vacas (sediado em Ruivães) e, também, o Couto
Misto de Santiago de Rubiás – Tourém.
GDM - Benjamins, Infantis e Juniores
Campeonato Nacional de Juniores A, 2ª Divisão- Série B, 13ª Jornada:
GD Moncorvo x AD Sanjoanense > 15 HORAS
Texto e foto enviados por Sílvio Carvalho Treinador Principal - Iniciados - GD Moncorvo
Nuno Gonçalves lidera o Conselho Jurisdição Nacional dos Autarcas Sociais Democratas
O Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Dr. Nuno Gonçalves, foi eleito no passado dia 16 de Novembro, Sábado, como Presidente do Conselho de Jurisdição Nacional dos Autarcas Sociais Democratas.A eleição decorreu no sexto congresso dos Autarcas Sociais Democratas que teve lugar em Cantanhede e onde foi eleito também o Presidente da Comissão Política Nacional, o Presidente do Conselho Nacional e o Presidente da Mesa do Congresso dos Autarcas Socais Democratas.GDM -SOMA E SEGUE
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| (GDC Santa Comba da Vilariça x GD Moncorvo) |
Texto e foto enviados por Sílvio Carvalho
domingo, 8 de dezembro de 2013
Nordeste Transmontano - EFEMÉRIDES (04/12-Actualização)
04.12.1875 – Adquiridos para a igreja matriz de Moncorvo os seguintes objectos que pertenceram ao arcebispo de Braga D. frei Miguel da Madre de Deus, herdados e vendidos por António Joaquim Ferreira Pontes: um Santo Cristo de marfim, uma cruz e peanha entalhada de madre pérola, 3 sacras entalhadas de madre pérola representando todos os actos da vida e paixão do Redentor, uma cruz dourada com 13 relíquias de vários santos, 2 quadros representando um a sagrada Verónica e outro Nª Senhora, 2 retratos a óleo em tamanho natural, representando um o arcebispo de Braga e outro o padre José Gomes da Costa, natural de Moncorvo e superior que foi da congregação das Missões, em Roma, 3 casulas com os demais pertences uma de fio de prata e as outras duas de fio de seda, 2 panos de seda para a adoração na Cruz, 2 pares de síngulas de seda, 2 almofadas tecidas a fio de cobre, um relicário com relíquias de vários santos, um cálix e patena de prata dourada. O preço da venda foi de 411 mil réis. Certamente estes objectos ainda se encontrarão na igreja e deverão ser identificados pois constituirão um núcleo de muito interesse museológico.
Ver:
| Campos Monteiro |
04.12.1892 – O nº 45 do semanário “O Moncorvense” dá notícia de que, no rescaldo da arruaça e insultos feitos ao líder progressista Eduardo Coelho em Mirandela, em inquérito dirigido pelo juiz Moncada, um dos arguidos foi o ex-juiz da comarca Abílio de Sá. Para sustentar esta acusação terá recrutado as testemunhas nas tabernas de Mirandela.
04.12.1934 – Morte de Abílio Adriano Campos Monteiro um “filho dilecto desta terra que com o seu espírito fulgurante, muito saber e invulgar inteligência, tanto ilustrou as letras pátrias enquanto enobrecia esta localidade que se honra de lhe ter servido de berço” – conforme se diz em uma moção apresentada 10 dias depois pelo vereador Horácio de Sousa em reunião de câmara.
António Júlio AndradeVer:
Nordeste transmontano - EFEMÉRIDES (03/12Actualização)
03.12.1754 – Diferendo entre a câmara e a regente do Recolhimento. Esta não queria aceitar na instituição uma tal Maria Ferreira que a câmara admitira, dizendo que obedecia ao vigário geral. A câmara, porém, reivindicava o direito de administrar o Recolhimento. E levou a melhor.
03.12.1838 – Definição das mesas eleitorais do concelho de Moncorvo e nomeação dos respectivos presidentes, com vista à eleição de deputados que se aproxima. Mesa de Moncorvo, presidente Francisco António de Sá e onde votarão todos os povos de Além Rio, Torre de Moncorvo, Felgar, Larinho, Souto da Velha, Carviçais e Mós. Mesa de Urros presidida por Luís Cláudio de Oliveira Pimentel e onde votarão as gentes de Urros, Felgueiras, Açoreira, Maçores e Peredo dos Castelhanos.
03.12.1840 – Notícia de que a Guarda Nacional de Vila Flor foi desarmada por estar envolvida em um enorme atentado.
03.12.1893 – O Moncorvense informa que o padre Adriano Guerra foi nomeado pároco do Larinho; que o capitão Alfredo José Durão casou em Elvas e que o tenente de engenharia Adriano de Sá, director das obras públicas do Porto acaba de ser nomeado Cavaleiro da Ordem de Santiago.
03.12.1899 – Nota da Caderneta de Lembranças:
- apareceu aqui o Doutor Barboza e o Sr. Doutor Abilio da Costa Pontes cumprimentou e no meio do cumprimento perguntou-lhe por o saco.
03.12.1910 – Depois da implantação da República, houve quem pintasse a Porca de Murça com as cores da República. No jornal “O Vilarealense” daquela data comentava-se:
Também a porca de Murça,/Que se levanta altaneira/Numa estátua bregeira/ Da terra na praça da República,/ Quis dar um exemplo ao mundo,/Quis seguir o bom conselho/De vestir verde e vermelho,
03.12.1838 – Definição das mesas eleitorais do concelho de Moncorvo e nomeação dos respectivos presidentes, com vista à eleição de deputados que se aproxima. Mesa de Moncorvo, presidente Francisco António de Sá e onde votarão todos os povos de Além Rio, Torre de Moncorvo, Felgar, Larinho, Souto da Velha, Carviçais e Mós. Mesa de Urros presidida por Luís Cláudio de Oliveira Pimentel e onde votarão as gentes de Urros, Felgueiras, Açoreira, Maçores e Peredo dos Castelhanos.
03.12.1840 – Notícia de que a Guarda Nacional de Vila Flor foi desarmada por estar envolvida em um enorme atentado.
03.12.1893 – O Moncorvense informa que o padre Adriano Guerra foi nomeado pároco do Larinho; que o capitão Alfredo José Durão casou em Elvas e que o tenente de engenharia Adriano de Sá, director das obras públicas do Porto acaba de ser nomeado Cavaleiro da Ordem de Santiago.
03.12.1899 – Nota da Caderneta de Lembranças:
- apareceu aqui o Doutor Barboza e o Sr. Doutor Abilio da Costa Pontes cumprimentou e no meio do cumprimento perguntou-lhe por o saco.
03.12.1910 – Depois da implantação da República, houve quem pintasse a Porca de Murça com as cores da República. No jornal “O Vilarealense” daquela data comentava-se:
Também a porca de Murça,/Que se levanta altaneira/Numa estátua bregeira/ Da terra na praça da República,/ Quis dar um exemplo ao mundo,/Quis seguir o bom conselho/De vestir verde e vermelho,
Como adhesão à república…/Onde foi buscar as cores?/Vou dizê-lo sem acinte…/Com certeza dei no VINTE…/Sim, podem levar-me à forca,/Mas juro por minha honra,/Pois conheço bem o assunpto:
Que o VERMELHO é do presunto;/O VERDE é d´ella, que é… PORCA…
03.12.1931 – Evadiu-se da cadeia de Fozcôa a presa Isolina do Céu Pires, “A Carbonária” de alcunha, casada, natural e residente naquela vila.
António Júlio Andrade
sábado, 7 de dezembro de 2013
Torre de Moncorvo - À conversa com...
Miranda do Douro // D.José Cordeiro visitou o ponto mais oriental do Nordeste Transmontano

O bispo da Diocese de Bragança-Miranda visitou pela primeira vez a parte mais oriental do Nordeste Transmontano, ao passar pela porta de entada do rio Douro em território nacional, visitando assim as aldeias mirandesas de Paradela e Constantim.D.José Cordeiro subiu mesmo ao morro mais alto daquela região que apelidou ser “a mais a Nordeste do Nordeste”.
Neste recanto, onde o território português praticamente entra pelo espanhol, o bispo diocesano disse que o acolhimento das populações e alegria demonstrada “ ainda renova este sentir de uma enorme hospitalidade e de um grande desejo de construir Igreja e de aproximar a vida com o evangelho para que não se fique na mera religião”.
O sentido da Visita Pastoral constitui-se pelo desejo de construir “um espirito de Igreja, um espirito de Diocese e comunhão ajudando cada comunidade a ver como somos cristãos”.
O bispo diocesano encontra-se assim na reta final da visita pastoral ao concelho de Miranda do Douro, ato que termina no próximo dia 08 de dezembro com a ordenação de dois diáconos, o que já não acontecia há mais de 220 anos.
O sentido da Visita Pastoral constitui-se pelo desejo de construir “um espirito de Igreja, um espirito de Diocese e comunhão ajudando cada comunidade a ver como somos cristãos”.
O bispo diocesano encontra-se assim na reta final da visita pastoral ao concelho de Miranda do Douro, ato que termina no próximo dia 08 de dezembro com a ordenação de dois diáconos, o que já não acontecia há mais de 220 anos.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Raquel Serejo Martins - Pretérito Perfeito
Vale a pena ler esta autora orgulhosamente transmontana. E vale a pena ler o que dela diz Patrícia Reis. Obrigada por mais um livro, Raquel.
Virgínia do Carmo
Um exclusivo Clube de Leitores:
Patrícia Reis sobre Pretérito Perfeito.
Nos momentos mais estranhos.
Nos dias mais negros.
Tenho por hábito pensar e dizer alto e bom som: “vais morrer. Onde - e com quem? - queres desperdiçar as tuas energias?”
A morte é algo que se aproxima de nós com a idade e, atenção, não com a doença e respectiva traição do corpo. Não. Há um tempo em que comemoramos casamentos e nascimentos e, mais tarde, começamos a enterrar pessoas que amamos, que conhecemos uma vida inteira. Estas pessoas podem ser amigos ou família ou apenas alguém que admiramos. Ainda hoje me recordo do olhar triste do meu filho mais velho quando James Brown morreu, ou da voz quebrada do mais novo por ter de se despedir de Lou Reed.
O que tem tudo isto a ver com Pretérito Perfeito de Raquel Serejo Martins? Tudo e nada.
O livro da Raquel é a página em branco de alguém – Vasco - que sabe que vai morrer. Ciente de que a morte é um jogo impossível de viver, escreve um diário, enumera afectos e receios, uma lista de impossibilidades. Tanto para fazer, tanto para ver.
Nada está ao alcance do personagem. Assim, podemos dizer que o livro de Raquel Serejo Martins é sobre essa coisa extraordinária que nos atormenta: a identidade.
Quem somos?
O que fizemos? O que nos levou a fazer A em vez de B?
Seria diferente se...
Tantos “ses” que cabe um cachalote numa caixa de fósforos.
Escrever para lá desse lugar de silêncio e brancura as palavras podiam faltar, podiam falhar, mas pela mão da autora vamos, seguros, pela vida de alguém cuja vida termina daqui a nada.
O mais difícil?
Encontrar uma narrativa que tenha este poder de atracção, incapaz de nos deixar indiferentes. Mérito da Raquel, mas não só.
Acredito, na minha anormalidade enquanto leitora de outros, que os personagens estão vivos, têm osso e alma, coração e vontade própria. Sei que quando escrevo, as personagens permanecem num parque de entretenimento privado que é o cérebro do autor e, mesmo que se queira, não é possível escapar aos seus desejos.
O personagem principal deste Pretérito Perfeito, conjuga os últimos momentos de vida – de 8 de Outubro de 2007 a 11 de Janeiro de 2008 - mexendo com todas as cordas que temos dentro de nós, obrigando-nos a uma reflexão e eu volto à tal frase: “vais morrer, onde - e com quem? - queres desperdiçar as tuas energias?”
Todas as histórias que incomodam – a grande Agustina Bessa-Luís disse uma vez que escrevia para incomodar e eu aprecio esta ideia em especial -, todas as ficções que são perturbadoras, mas onde facilmente nos encontramos, estamos dentro desse mundo, precisam da mestria de quem as escreve. Neste caso, a Raquel é um homem do leme com perspicácia, tristeza e amor. Não nos engana.
Sabe ao que vamos e ela leva-nos pela mão para dentro da história, ou por este diário de fim de vida, até que não haja mais força para dizer ao mundo seja o que for.
Escrever.
Tememos a vertigem de pensar que é o acto mais íntimo e violento que existe, pelo que exige de nós. Exige coragem, liberdade. Exige, acima de tudo, honestidade. Honra. Valores velhos aos quais raramente conseguimos aceder por completo. A aceleração em que nos comprometemos agora é uma forma de contornar o pedestal destes valores, de prescindir em definitivo dos mesmos. Comunicamos muito para dizer muito pouco. Servimo-nos das palavras como biombos, não como fósforos frágeis que iluminam a nudez do que somos.
Vergílio Ferreira escreveu: um romance é um biombo atrás do qual a gente se despe.
Todas as palavras mentem num determinado momento. Às vezes porque simplesmente não estamos prontos para atingir a sua verdade: esbarramos nelas e não as vemos. Como nos acontece com as pessoas, a começar por nós próprios.
Raquel Serejo Martins escreve porque as palavras nunca são insuficientes, mostram tudo o que se possa saber, pensar ou sentir sobre as coisas. Mas não mostram tudo. E é essa ideia – esconder algumas coisas – que faz com que o livro, este novo livro, seja uma dança sem um ritmo certo, vamos andando ou apenas observando os pares que estão em sintonia e a solidão que, mesmo quando não se quer, é feita de pequenos nadas e equívocos. Poderá um milagre salvar-nos? Salvar o pretérito perfeito da Raquel para algo mais mundano? Mais imperfeito? Não.
A impossibilidade de um diagnóstico traz-nos essa imagem terrível da traição do corpo. E o diário avança. O livro cheira a medo. A esperança, a ideias que ficaram por dizer. Mas, em especial, podemos dizer que transpira vida, uma vida que se desfaz dia a dia. E há mais: a cada página há um crescimento de tormento que a escrita da Raquel nos traz.
Ora, nenhum escritor pode reclamar-se virgem depois de um livro desta natureza. A autora foi invadida pela doença terrível da escrita, esse vírus que se instala e que, em alguns, é um vírus forte, com uma voz própria. Não é um sucedâneo de todos os autores que amamos na vida.
Raquel Serejo Martins tem um futuro na escrita? Essa não é a pergunta certa. A pergunta é: que mais histórias é que a autora tem para partilhar connosco? E se optar por não partilhar, será capaz de abandonar a escrita? Duvido. E ainda bem.
Muitas vezes podemos pensar que há livros em quantidades absurdas e que, como escreveu Eugénio de Andrade, as “palavras estão gastas”. Nada mais errado, desde que o Homem é Homem, as histórias são um vício, por razões distintas, mas indissociáveis da condição humana.
Como escreveu uma vez Inês Pedrosa: “basta que as palavras tragam dentro a verdade”. E acrescentou: “ A verdade existe – é difícil extraí-la do silêncio em que está presa pelo ruído das opiniões, das bombas, da burocracia, do quotidiano, da vaidade ou do medo. Muito difícil – mas, por isso mesmo, absolutamente necessário”.
Pretérito Perfeito está repleto de verdades, várias e distintas, umas estão à vista, outras escondidas. É preciso ser forte para reconhecer e enfrentar a imortalidade. O mesmo é válido para este enorme risco que é escrever, publicar, colocar o nome na capa, ter amigos e família em expectativa, o coração a bater mais forte por não se saber se as palavras que reunimos na história que se escreve, são suficientes. Importa não esquecer essa dimensão de risco que todas as publicações acarretam, como um saco de pedras extra que, no caso das mulheres, é reforçado em peso e tamanho por razões que a História explica. Raquel Serejo Martins, aparentemente uma gladiadora da escrita, sem medos, atira-se de cabeça para uma história que não é fácil de contar e ela fá-lo de forma extraordinária, tão extraordinária que até parece simples. Nada na escrita é simples. Na vida tão-pouco. E na morte? Não sabemos, pois não? Convém é saber onde e com quem queremos desperdiçar as nossas energias.
Obrigada Raquel, por este livro, por seres quem és.
E assim nós, no fim.
Sem mais palavras.
Apenas obrigada.
COMO FALAR DE MANDELA? - por Júlia Guarda Ribeiro
MADIBA FOI O SANTO DO NOSSO
SÉCULO!
E DIZER MAIS QUALQUER , NADA ACRESCENTA.
A MAIS BELA HOMENAGEM AO HOMEM QUE A MORTE LEVOU , SERÁ
ESCUTARMOS AS SUAS PALAVRAS E, NA MEDIDA DO NOSSO POSSÍVEL, LEVÁ-LAS À PRÁTICA..
À SAÍDA DA PRISÃO, PERGUNTARAM-LHE SE O HOMEM CORAJOSO NÃO
SENTE MEDO . RESPOSTA: "O HOMEM DE CORAGEM NÃO É O QUE NÃO SENTE MEDO, MAS
O QUE VENCE ESSE MEDO".
A UMA OUTRA PERGUNTA SOBRE QUAL A MEDIDA MAIS URGENTE A
TOMAR PARA A ÁFRICA DO SUL, RESPONDEU : "ESCOLAS, CONSTRUIR ESCOLAS: A EDUCAÇÃO É A ARMA MAIS PODEROSA PARA MUDAR O
MUNDO".
"E QUAL O SEU MAIOR SONHO?" "SONHO COM O DIA EM QUE TODOS SE
LEVANTARÃO E COMPREENDERÃO QUE FORAM FEITOS PARA VIVEREM COMO IRMÃOS" .
É ESTE O HOMEM QUE ACABA DE NOS DEIXAR.
ATÉ SEMPRE, MADIBA.
Júlia Guarda Ribeiro
Nordeste Transmontano -Efemérides (27/12- Atualização)
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| Rio e Linha do Tua |
- Debatem-se no distrito dois elementos heterogéneos – a vingança e a insídia política, capitaneada pelo conselheiro E. Coelho dum lado; doutro, a ordem e a moralidade, baseadas no compromisso da lei, garantidas pela probidade do actual chefe de distrito (…) Eduardo Coelho, como ministro não houve afilhado que não tivesse talhada e depois de atulhar tudo de empregadagem estéril, virou as suas atenções para o rio Tua que (…) necessitava de guardas, de observadores das suas iras e remansos e lá vão dois empregados, exuberantemente remunerados, fazer a corte ao pobre rio, que se riu da ingenuidade dos lorpas…
António Júlio Andrade
Teatro Campo Alegre - "Assim, tipo… dança contemporânea" de Tiago Rodrigues
A nova criação da Companhia Instável, desta feita por Tiago
Rodrigues, Assim, tipo… dança contemporânea, estreia no Teatro do Campo Alegre,
a 6 de Dezembro
Este espectáculo surge no âmbito da parceria estabelecida
entre a Câmara Municipal do Porto/Teatro do Campo Alegre e a Companhia Instável
e é considerado a apresentação anual da companhia.
Tiago Rodrigues é o mais recente criador convidado para
colaborar com a Companhia Instável. “Assim, tipo… dança contemporânea.” é um
espectáculo que inaugura uma nova prática: quer-se que a dança, a dança
contemporânea, se cruze com outras expressões artísticas e que os intérpretes –
centro da acção e propósito desta companhia que a cada momento se forma, vive e
depois se desfaz – experimentem outros processos, outras formas de fazer e de
criar. Este é um espectáculo com iguais doses de ironia e ingenuidade.
Tiago Rodrigues é actor, encenador e dramaturgo, autor de
textos representados em português, inglês e francês em cerca de 14 países da
Europa, Médio Oriente e América do Sul. Da sua obra mais recente, destacam-se
“Se uma janela se abrisse”, nomeado para o Prémio SPA de Melhor Espectáculo de
2010, a “Tristeza e Alegria na Vida das Girafas”, considerado pela Time Out um
dos melhores espectáculos de 2011, e “Três dedos abaixo do joelho”, um dos
trabalhos que representou a criação portuguesa em Junho de 2013, no programa
Chantiers d’Europe no Théâtre de la Ville em Paris.
Colaborou como coreógrafo Rui Horta, o encenador libanês
Rabih Mroué e com o realizador João Canijo, entre outros. Trabalha regularmente
com a companhia belga tg STAN e é professor de teatro convidado em várias
escolas de artes europeias, destacando-se a escola de dança contemporânea
PARTS, dirigida pela coreógrafa Anne Teresa De Keersmaeker.
Criada em 1998, a Companhia Instável trabalha no sentido de
criar oportunidades de desenvolvimento artístico e profissional aos intérpretes
na área da dança. Uma companhia que é, como o nome indica, instável. A cada ano
e com cada criador se constitui, através de audições, cria, faz circular o
trabalho desenvolvido e depois se dissolve dando lugar a outro criador e a
novos intérpretes. Trabalharam com a Companhia Instável, entre outros, Nigel
Charnock, Bruno Listopad, Ronit Ziv, Javier de Frutos, Wim Vandekeybus, Rui
Horta, Madalena Victorino e, mais recentemente, Hofesh Shechter.
No âmbito da parceria estabelecida entre a CMP e a Instável,
para além da apresentação anual, nos palcos do Teatro do Campo Alegre têm vindo
a ser apresentadas, desde março de 2012, à média de uma por mês, estreias de
dança contemporânea, enquadradas no ciclo “Palcos Instáveis”.
Sinopse:
Pedir a um artista de teatro para criar uma peça para
bailarinos é assim, tipo… dança contemporânea. Começar a criar uma peça pedindo
às pessoas mais diversas para descreverem, em tempo real, o que vêem quando um
bailarino dança é assim, tipo… dança contemporânea.Obedecer ao relato das
pessoas mais diversas para construir uma coreografia é assim, tipo… dança
contemporânea. Acreditar que qualquer pessoa pode ser um coreógrafo é,
extremamente, assim, tipo… dança contemporânea. Não saber completamente o que
vai acontecer em palco quando o espectáculo começa é assim, tipo… dança
contemporânea. Ter um título para a peça onde se encontram doses iguais de
ironia e ingenuidade é, sem sombra dúvida, assim, tipo… dança contemporânea.
Tiago Rodrigues
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