quarta-feira, 11 de abril de 2012

Lousa - Arquivo de Memórias

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (10/04)

10.04.1815Luís António de Sá apresenta um requerimento para “minerar ferro e aço e estabelecer uma cutelaria” em Mós, Moncorvo.

 Mós
10.04.1892 – Veja-se uma prosa publicada no semanário O Moncorvense, ao início de mais uma campanha eleitoral: - Uns governadores civis, uns administradores do mesmo estofo e uns regedores nomeados pelo administrador, são os senhores, os donos da consciência popular, levando-a para onde lhe apraz. Junte-se a isto umas postas de bacalhau frito, uma pipa de vinho, um Zabumba tocando desafinadamente, alguns vivas avinhados à saúde deste ou daquele e teremos o esqueleto do grande sufrágio popular. Sufrágio popular das bayonetas; sufrágio popular do bacalhau frito! Aonde está o governo que não tivesse ainda entre nós maioria assombrosa?”
Do mesmo jornal respigamos outra nota: - Semana Santa. Quem não viu a pompa com que é celebrada em Moncorvo, não pode fazer ideia desta solemnidade pelo que se passa nalgumas terras de província. Em Bragança, na cathedral, não obstante a assistência do prelado e cónegos, as endoenças ficam inferiores às de Moncorvo.”
10.04.1900 – Escândalo em Moncorvo. Em plena Semana Santa, no dia em que se faria a procissão a levar o Senhor aos presos, o Abade Francisco Tavares foi metido na cadeia. A respeito, o conhecido cronista Justiniano de Castro escreveu a seguinte nota na sua Caderneta de Lembranças: - na terça feira santa que vai o senhor aos prezos da cadeia, o administrador Ramiro Guerra prendeu o nosso Abade que esteve preso todo o dia, e não foi o senhor aos prezos esse dia que lhe foi na quarta feira.

António Júlio Andrade

segunda-feira, 9 de abril de 2012

FELGAR - CILHADES (1998 )















Ora vamos lá rapaziada fazer a procissão ao S.lourenço antes que os de Lisboa o afoguem como vão inundar todas estas terras, olivais e amendoais que,ao longo de tantas primaveras,fizeram deste termo do Felgar as delícias dos nossos olhos e corações..
Nem precisamos cá do padre! Eles são tão poucos que já nem chegam para fazer os enterros que vão sendo muitos nestas aldeias. E se for pelo Inverno já se sabe ao cair da folha lá se ouvem os sinais de mais um que Deus o leva.
Já agora Oh rapaziada esta capela é rapariga para ter uns bons cem anos.se perguntarmos ao Carlos Seixas ele nos dirá que um tal padre valente e Leal teve muitas chatices com o Bispo de Bragança por causa da sua construção..
Ouve lá oh João: Ainda te recordas daquele problema do cruxifixo que na altura das campanhas de alfabetização se falava lá na Casa do Povo e que agora naquele programa para a RTP de 1975 se ouve lá falar ..dizia-se na altura que era para guardar mum museu..
Isso de museus não é connosco retorquiu o Miguel.
Logo de seguida questiona o Carlos: Vocês já leram o Livro feito pelo genro do Sr.Gualdino? Nele se fala também que havia aqui na capela de um um antigo missal e que também ninguèm sabe dele.E deveria ser valioso talvez com uns quinhentos anos ou mais..
Lá estás tu com as tuas intelectualices de cruxifixos e de missais..
Encomenda lá umas cervejas de geleira,uns garrafões de cinco litros e manda lá o Jorge comprar uns casqueiros valentes ao Miguel e se fores a Moncorvo ao Soto do Artur Salpicão encomenda lá umas boas chouriças e uns valentes lombos de porco!
Isso já está tudo tratado rapazes.
O que não pode faltar são uns bons tomates-coração -de -boi iguais aqueles que o Ti Rabeca criava lá nas Olgas perto da Regata.
E as opas? E os instrumentos? Está tudo resolvido pois o mordomo Manel da Senhora do Amparo já tem aquilo tudo limpinho.E o Presidente da Junta que também é músico e Presidente da Banda também de certeza que não nos vai deixar ficar mal..
Então Sábado, pela manhazinha antes que a cigarra nos faça concorrência com o seu solfejo de calmaria electrizante,juntamo-nos nos choupos da Azenha e faremos a última procissão ao Santo..Coitado do santo que além de o terem assado em frigideira ainda o querem afogar quando chegar o dilúvio da barragem que está para breve.
Em tempos ainda lhe compunham o altar e caiavam-lhe as paredes..
Olha lá oh Jaquim ainda te lembras do Barqueiro que ficava aqui aos meses sem ir ao povo? E que pescarias se faziam ali na Ola e no Poço dos Praças.Era valente o Ti Rabeca! Já ouviste esta? Marinheiro em água doce é como poço sem fundo! Ou gaivota em terra tempestade no mar!Pois olha que o último barqueiro também gostava de umas boas tempestades de tintol..Quantas vezes não terá conversado com o santo e este, embora bom vizinho, mem tugia nem mugia.Sabia guardar segredos de campanário lá isso sabia! Era bom Santo O S.Lourenço.Ms olha que aquele lafrau que se chamava Cordeiro irá para um século que arrematou a oliveira da capela e nunca pagou a renda segundo dizem as más línguas. Se calhar até têm razão! Sempre daria para o azeite do lampadário ou para telha partida. O que lá vai lá vai. O que agora nos interessa mesmo que o padre não nos autorize é fazermos lhe a festa e assim ficaremos de bem com a nossa consciência e depois,se pudermos ainda havemos de carregar umas boas carradas de Pedra e talvez lhe façamos uma bonita capela além na assentadinha da Roferta que ele ficaria todo contente de olhar para o sítio do Castelinho e lembrava-se dos muitos trabalhos e devoções que os felgarenses passaram muitos dos quais queimaram seus rostos e assaram barbos e bogas nas pedras tal como o corpo de santo o foi em grelha de ferro..Que as nossas preces e as do S.Lourenço não caiam em cesto vazio ou em saco roto como rotas parecem estar as mãos dos da EDP para pagarem tantos terrenos e oliveiras que são e foram sinal de Paz e de Alegria..
Artur Salgado
Fotografias cedidas pelo dr.Carlos Seixas.
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Ver:
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2010/10/cilhades-s-lourenco-e-barca.html

AJUM, Associação de Jovens Universitários de Torre de Moncorvo

ajum_1.jpg Está constituída oficialmente a AJUM, Associação de Jovens Universitários de Torre de Moncorvo. A primeira assembleia geral da associação decorreu no passado sábado, altura em que foram eleitos os órgãos sociais. Este promete ser um projecto pioneiro a nível nacional.
 Mais do que dinamizar actividades culturais e recreativas, este promete ser um projecto pioneiro a nível nacional ao promover a partilha de experiências entre os jovens que estudam no ensino superior em diferentes cidades e que regressam à sua terra natal aos fins-de-semana e nas férias, e aqueles que ainda estudam na vila, no ensino secundário .
“Os jovens com qualificações do Ensino Superior existem no concelho e é meramente uma oportunidade de por os recursos que nós temos em prol dos jovens estudantes que pode passar por muitas actividades, tal como explicações contínuas aos fim-de-semana…Basicamente actividades que lhes permitam facilitar a vida com pequenos actos nossos. É de facto um desafio para nós conseguirmos desenvolver a nossa actividade somente no fim-de-semana e nas férias. Contudo é por aí que teremos que actuar. Achamos que ainda assim, conseguiremos desenvolver uma actividade responsável”, afirmou o presidente da AJUM.

sábado, 7 de abril de 2012

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (07/04)

07.04.1808 – Lançamento de uma contribuição extraordinária de guerra para “oferecer a el-rei Junot” comandante das tropas de Napoleão e governador de Portugal. À comarca de Moncorvo foi exigido o montante de 8 contos de réis, assim distribuídos pelos diversos concelhos:
Moncorvo 1 111$115 Mirandela 979$903 Pinhovelo 4$834 Mós 168$836 Sampaio 5$059 Chacim 325$316 Ansiães 606$986 Monforte 937$482 Cortiços 116$443 Aguas Revez 22$077 Freixo E. Cinta 372$993 Vilas Boas 153$198 Castro Vicente 259$132Sezulfe 12$997  Torre D. Chama 393$006
Valdasnes 52$815 Frechas 55$212 V. Castanheira 391$914 Vila Flor 909$234 Alfândega Fé 1118$448
Vila Flor
07.04.1813 – O rei D. João VI passou um documento do seguinte teor: - Faço saber que João Osório da Veiga Cabral, fidalgo da minha Casa, administrador do morgado dos Osórios situado na vila de Moncorvo, me representou por sua petição que ao mesmo morgadio pertencia um prédio no limite daquela vila aonde chamam Isabel Loba, confinando pelo sul com a estrada pública que ia para o lugar de Larinho e Quinta do Marmeleiro, e pela parte do poente com prédio de olival e vinha do Desembargador Tomás Inácio de Morais Sarmento, o qual unindo-se e identificando-se com o morgadio ficava o mesmo tendo muito valor e estimação e nobreza e para conseguir a dita união tinha feito com o mesmo Desembargador dar-lhe em troca uma cortinha do morgadio chamada do picadeiro, no limite da mesma vila…”
07.04.1900Justiniano de Castro escreveu na sua Caderneta de Lembranças: - a Bicencia Meirelles, mulher de Antonio Crecencio, foi butarça afugar, à noria da quinta do Açipreste.
António Júlio Andrade

sexta-feira, 6 de abril de 2012

ENTERRO DO SENHOR -1977/2012

"Linha do Sabor con vocación mínera"


Veja aqui uma excelente publicação em espanhol sobre a linha do Sabor intitulada "Linha do Sabor con vocación mínera", integrada no "Boletín de Divulgación da Cultura Ferroviaria en Galicia e Norte de Portugal - Caderno de Istoria e Arqueoloxia Ferroviaria" (nº26) dos "Carrileiros & Foula".
Nota:Um abraço ao Luís Branquinho que nos enviou este boletim para os leitores dos Farrapos de Memória.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

MONCORVO - 1974/2011.Enterro do SENHOR



Fotos: Arquivo Farrapos de Memória.

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Torre de Moncorvo - Álbum

                                 
                                   Para ver o PPS sobre Torre de Moncorvo clique no link:

TORRE DE MONCORVO - ALFREDO PEIXE

TORRE DE MONCORVO - FOTO DE FAMÍLIA


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Embora com qualidade deficiente,achamos que esta fotografia faz parte do álbum de memórias de Moncorvo.Seria importante idenficar todas as pessoas.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

DOURO : Oficina Vinária - Museu do Vinho







    
                                         Texto Histórico

A Oficina Vinária – Museu do Vinho encontra-se enquadrada no Núcleo Renascentista da Vila de Torre de Moncorvo. 
O espaço é composto por várias salas, com exposição relacionado com o ciclo da vinha, do plantio/cultivo da uva,  bem com o processo de fabrico de vinho e aguardente, tudo espolio da Quinta das Aveleiras.
Na sua construção foram utilizados materiais locais (possivelmente pedras das próprias torres do Castelo demolidas em 1836).  Não há indicação de data de início de laboração, mas uma prensa de gaiola e  parafuso que remonta o sec XVIII.
Com colecta nas finanças, o Lagar laborou utilizando uvas provenientes de varias quintas no termo de Torre de Moncorvo.  Sendo a produção destinado a comercialização de Vinho de Mesa e Vinho Generoso.
A Construção da Adega Cooperativa de Torre de Moncorvo foi um dos objectivos deste proprietário, dando razão à sua visão, o lagar deixa de laborar em 1965, trabalhando exclusivamente para o vinho generoso, e vinho destinado a celebração eucarística.
Mais tarde a Adega é alugada para armazém, enquanto o Lagar foi definitivamente encerrado.  Na década de 80, mantendo os traços originais a Adega é transformada e explorada, como restaurante.
Com a expansão do Turismo em Espaço Rural na Quinta das Aveleiras, em 1999 o Lagar transforma-se num Núcleo Museológico, e mais tarde em Museu do Vinho com o seu espólio já devidamente documentado. Apresenta eventos próprios e aposta na divulgação dos produtos da Quinta, alem de destacar a olaria através do seu forno, bem como um apontamento relacionado com o azeite.  
Considerando a área destinada a Exposição temporária, a mesma encontra-se disponível a solicitações para eventos do exterior.

Eu e Torre de Moncorvo - Apontamentos de um forasteiro,por J.Albergaria

 



















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Rio Douro ,a barca do Côa e o caminho para Vila Nova de Foz Côa(1762)

In Cartografia Histórica Portuguesa - Catálogo de Manuscritos (Siglos XVII-XVIII)
Real Academia de la Historia Madrid

Manuscrito elaborado pelo Eng. Silvestre Abarca,com a data de 2 de Julho de 1762.










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terça-feira, 3 de abril de 2012

G.D.Moncorvo: Sílvio Carvalho aponta "enganos" que afastaram a sua equipa da final da taça

O técnico do Moncorvo lamenta o facto de a sua equipa não ter chegado à final da taça e pede, para a próxima temporada, mais protecção por parte dos árbitros às equipas que pratucam bom futebol.
Terminada a temporada da Divisão de Honra da A.F.B Sílvio Carvalho, técnico do Moncorvo, diz que a sua equipa não chegou à final da taça muito por culpa de alguns enganos da equipa de arbitragem nos dois jogos frente ao Argozelo. Sílvio Carvalho aponta algumas situações e lamenta o facto de não ter conseguido manter o troféu em Moncorvo:
“O nosso grande objectivo era a taça da A.F.B e fizemos um grande esforço para conseguir chegar à final mas cortaram-nos essa possibilidade. Os árbitros enganaram-se muito contra nós nos dois jogos das meias-finais, teve azar até porque já nos tinha arbitrado mais vezes e numca tivemos queixa. No primeiro jogo anulou-nos dois golos limpos, marcou-nos um penaltie e expulsou-nos um jogador no primeiro minuto. No segundo jogo, em Argozelo, na primeira parte o Argozelo até foi superior e nós somos fortes no segundo tempo. Antes do intervalo expulsou um jogador nosso e no prolongamento ainda foram expulsos mais dois jogadores nossos. Foram muitos enganos em dois jogos”.

Torre de Moncorvo - Bom apetite













Fotos :ARQUIVO F.M.
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Ver:
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2011/10/turismo-do-douro-taberna-do-carro.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2012/02/carro-viriato-tainas-e-tradicao.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2012/03/tras-os-montes-tempo-de-espargos.html

CARVIÇAIS - Convite


Ler mais:
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2012/03/tras-os-montes-visto-por-sa-gue.html

ESTEVAIS - 1975

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (03/04)

03.04.1815 – O rei D. João VI pede informações sobre o Hospital do Espírito Santo, para avaliar um requerimento da Santa Casa da Misericórdia solicitando a junção das duas instituições de Moncorvo.
Moncorvo -2009
03.04.1863 – Relatório (sincopado) sobre o ensino elementar no concelho de Moncorvo naquela data, feito pelo administrador: - Urros de que é professor vitalício Manuel António Durão e achei que o local da escola era na casa de residência do mesmo professor e por ele fornecida gratuitamente, mas pouco responde, sem a necessária capacidade e sem a mobília suficiente para os alunos, sendo também administrada pelo professor (…) frequentam regularmente 30 a 35 alunos de 5 a 12 anos de idade e do sexo masculino. Não tem exames, mas existem prémios. O professor tem boa disposição. Assiste constantemente à aula sem alterar as horas do regulamento (…) Peredo de que é professor temporário António Manuel Teixeira (…) 20 alunos do sexo masculino de 5 a 12 anos, sendo a frequência regular de 10 a 15; não fazem exames, a casa é fornecida pela junta de paróquia. Moncorvo, de que é professor vitalício Miguel Frederico Leal tem casa fornecida pela câmara, no largo do castelo, 50 alunos do sexo masculino. Não fazem exames mas têm prémios para o Archivo Pitoresco. Moncorvo, de que é professora temporária D. Cândida Botelho, casa na Rua do cabo, fornecida pela câmara, frequência regular de 36 alunas. Lousa de que é professor vitalício Júlio dos santos Costa casa da junta de paróquia e podem utilizar os alunos de Cabeça Boa e C. Mouro, frequência regular de 35 alunos. Cardanha, de que é professor temporário António Joaquim dos Anjos… frequência 27 alunos também de Adeganha, Estevais…usa manuais e abcedário de Monteverne e folheto do início métrico. Carviçais de que é professor vitalício José Manuel Esteves da Guerra, regula por 30 alunos, alguns de Mós. Felgar, professor temporário Jerónimo Maximino guerra, regula 18 alunos, alguns de Souto da Velha
03.04.1915 – A câmara municipal aprovou o projecto e caderno de encargos e abertura de concurso para a construção de dois aquedutos, um depósito de água, quatro ramais e três fontanários…
António Júlio Andrade

segunda-feira, 2 de abril de 2012

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (02/04)


Linha do Sabor 1999
02.04.1640 – Nascimento do padre Pascoal Ferreira, em Peredo dos Castelhanos. O Livro de Rezam… por ele deixado manuscrito contém preciosas informações sobre a sua terra natal e sobre a guerra da Sucessão de Espanha (1710 – 1713) na região de Moncorvo quando foi invadida pelas tropas castelhanas.
02.04.1806 – O príncipe, futuro rei D. João VI, assina um documento ordenando a realização de obras de engenharia hidráulica para fixar o leito da ribeira Vilariça.
02.04.1930 – Adjudicada a construção de mais um troço da linha de caminho de ferro do Sabor a Vitorino Ferreira Botelho, pelo preço de 1 880 400$00.
António Júlio Andrade
Veja o álbum da Linha do Sabor na página do facebook do blogue. Inscreva-se na nossa página do facebook e tenha acesso a vários álbuns, entre os quais este:
http://www.facebook.com/lelo.demoncorvo#!/media/set/?set=a.240988829287907.68834.100001303740645&type=3

As alheiras em peregrinação

Nos princípios de Janeiro estive em Moncorvo e comi alheiras divinais na “Taberna do Carró” . Até pareciam as alheiras que a minha mãe fazia. Dei os parabéns à D. Dina e pedi o favor de me arranjar 6 dúzias, para eu trazer aos filhos e às amigas.
Foto :Arquivo F.M.
Só que, devido à minha doença de ossos, e porque tive de vir mais cedo do que o previsto para Leiria, não podia carregar aqueles quilos de alheiras.  Então combinámos que as divinais alheiras seriam enviadas,  daí a um dia ou dois,  num autocarro da Rodoviária.  A Rodoviária falhou e foram enviadas pela Camionagem Santos.
A D.Dina telefona-me  a informar-me que  as alheiras seriam deixadas na área de serviço de Leiria.  Como as dores na articulação de um ombro não me permitiam conduzir, uma colega levou-me à área de serviço de Leiria-Sul.  Perguntámos no restaurante: “Não, aqui ninguém deixou nada”; perguntámos na área de serviço propriamente dita: ”Não, aqui ninguém deixou nada”. Telefonema para o Quim,  telefonema do Quim para o “Santos” ; ninguém sabia dar resposta.  Telefonema da Dina para o “Santos” : caramba! Aí alguém teve de responder. Telefonema da Dina para mim: “As alheiras estão no terninal da Rodoviária em Fátima”.
Mais uns 20 Km até Fátima, o sol a pôr-se e a noite a cair.  Terminal da Rodoviária : “Não, aqui ninguém deixou 3 caixas de alheiras” . “Não é possível “. “Então vamos ver ao depósito”. Fomos ao depósito: “Vê? Não há aqui caixa nenhuma”. Não havia mesmo.   Um expresso da Rodoviária a chegar. Perguntámos ao condutor, mas não sabia onde paravam os autocarros do Santos. Talvez um taxista soubesse. Procurámos um taxista : “Parece-me que os autocarros do Santos param perto duma rotunda, mas não sei qual”.
Concluímos que nem em Fátima os Santos faziam milagres e como era noite,  regressámos a Leiria.
Novo telefonema . Atendeu o Quim. “Esteja descansada. Amanhã tem lá as alheiras” .
No dia seguinte fui a um funeral. Desliguei o telemóvel.  Soube depois que o Quim se fartou de me telefonar, mas eu nunca atendi.
Quase à noite, telefona-me o meu filho que me diz o seguinte:  “Estou aqui na Clínica em Fátima e a empregada deu-me um recado para eu ir ao restaurante “Sabor Divino”, na rotunda norte, buscar as alheiras da minha mãe. Isto ou é brincadeira ou é milagre. Como é alguém que te envia alheiras , sabe que eu estou,  á 5ªfeira , a trabalhar numa clínica dentária em Fátima?” 
Eu fiquei tão contente,  que só lhe disse: “ Vai, filhote, vai lá ao “Sabor Divino” buscar as alheiras que são divinais. Duas dúzias são para ti.  Depois explico-te”.
Telefonei para a “Taberna do Carró”, o Quim atendeu e esclareceu que fora através de sua mãe que obteve o número do telefone do meu filho.  A empregada do consultório em Leiria telefonou para a Clínica de Fátima.  Facílimo !!! 
Após  a  saga relatada, pudemos finalmente comer as alheiras .  E quereis saber? Filhos, netos  e  amigas  acharam-nas divinais !!!  Pudera !

 Obrigada D.Dina, obrigada Quim. Qualquer dia lá me têm novamente.
Abração
Júlia

domingo, 1 de abril de 2012

Açoreira - Frescos da capela da Senhora da Teixeira

Fresco da capela de Nossa Senhora da Teixeira - Açoreira - Torre de Moncorvo.

Para ver o PPS sobre a capela de Nossa Senhora da Teixeira clique no link:


Torre de Moncorvo - Domingo de Ramos (2012)













Fotos: ARQUIVO F.M.

De Malcata ao Reboredo - ALMEIDA

Fonte: TVI 24
    Painel de pinturas rupestres destruído em Almeida

Pinturas foram encontradas em 2002 e tinham mais de cinco mil anos.

Foram encontradas em 2002 e tinham mais de cinco mil anos. Desconhecidos, sem motivo aparente, resolveram destruir um painel de pinturas rupestres na Freguesia de Malhada Sorda, Almeida. António Martinho Baptista, arqueólogo do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) explica à agência Lusa que o local era constituído por dois painéis verticais em granito «ambos decorados com pinturas pós-glaciares em tons de vermelho» e que foram «apagadas». Uma das figuras, diz o especialista, «a mais interessante era uma figura zoomórfica em estilo seminaturalista. Esta figura parece ter representado uma cerva», mas «a presença de uma longa cauda levou inicialmente à sua classificação como um equídeo, o que a tornaria ainda mais rara no contexto da nossa arte esquemático-simbólica», admite. O arqueólogo conta que a figura foi «completamente destruída, tendo sido lavada e repicada com a clara intenção de a fazer desaparecer, o que de facto foi conseguido», considerando que se trata de um «crime de lesa-arqueologia». Os seus autores «apagaram mais de cinco mil anos de História», acrescenta. Apesar de descobertas em 2002, o local ainda aguardava «uma melhor oportunidade para o seu estudo». Uma oportunidade que já não se vai verificar, porque foram destruídas em Abril último.
Ver:

Torre de Moncorvo - Santa Leucádia

Foto Peixe  - A.N.M.F.D.S.

sábado, 31 de março de 2012

TORRE DE MONCORVO - HINO

Zulmira morreu -Crónicas da sobrevivência e da morte V,por Virgínia do Carmo


 Os olhos de José

 Talvez um dia o pequeno José venha a descobrir a temperatura precisa de cada cor e possa assim pressentir com a ponta dos dedos os contornos das coisas para além dos declives e saliências das formas. Zulmira nunca se cansava de dizer-lhe como eram belos os seus dedos. Transparentes a todas as verdades. Permeáveis à honestidade do seu rosto. Muito mais puros que os outros olhos. Os que todos temos. Zulmira encontrava em José a paz de chorar e sorrir com uma sinceridade que não se mostra aos olhos de ninguém. Mas que somos capazes de contar aos dedos do nosso pequeno filho. Com a voz despida de ciscos. Com os lábios abertos às lágrimas.
Zulmira sabia que talvez os nove anos de José não fossem divisíveis em dias, mas em plúmbeas e arrastadas sequências temporais múltiplas desses dias. Dos dias dos outros. Uma medida a que ainda ninguém conseguiu dar nome. A compreensão de tudo era para si um esforço para além do que devia exigir-se a um menino de nove anos. Por isso Zulmira sabia que os nove anos de José talvez não fossem, afinal, nove anos, mas nove vezes o tempo em que se propagava o seu esforço. Isso descansava um pouco Zulmira, que olhava para o seu filho e imaginava um verdadeiro homenzinho. Capaz de ver o que os seus outros filhos nunca haveriam de ver. Mas os seus pés ainda não caminhavam sozinhos. E havia passos que à data da morte de Zulmira o pequeno José não sabia dar por si. Também o pequeno José procurava e precisava da mão da sua mãe. Para fazer melhor tudo o que já fazia. Para aprender o que não aprendera ainda. Para descobrir todos os obstáculos por vir. Para ir à rua e memorizar todos os caminhos possíveis.
Desde a morte de Zulmira José não voltou à escola por muito tempo. José esperava que um dia alguém se lembrasse que tinha dedos. E que com eles poderia guardar no pensamento o mundo e todas as coisas que existem. Como a sua mãe lhe ensinara. “Meu pequeno José, os teus dedos são um milagre de Deus!”, dizia-lhe.
E por isso José, que é cego, que não conhece as cores, mas que conhecia a temperatura precisa da mão da sua mãe, sabe que tem dedos. E na ponta dos seus dedos é tão maior e mais depurada a saudade do rosto de Zulmira.
E talvez um dia o pequeno José venha a descobrir como colorir o chão monocromático da ausência doída da sua mãe. Mas há uma cor irrepetível. Que se foi para sempre.
Virgínia do Carmo

sexta-feira, 30 de março de 2012

Roubo de torneiras no Vale da Vilariça agrava situação de seca

Há mais de uma semana que não está a funcionar o regadio do Vale da Vilariça, em Trás-os-Montes, o que agrava o problema da seca. A situação resulta do roubo de dezenas de torneiras e dos estragos de diverso material dos agricultores, casos já a ser investigados pela GNR.

Ver:

Roubo de torneiras no Vale da Vilariça agrava situação de seca - País - Notícias - RTP

Da Malcata ao Reboredo -Férias













Foz Côa e a praia fluvial da Congida  ,Freixo de Espada à Cinta.
Fotos enviadas por R.C.

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Moncorvo - Plano Director Municipal

Está em discussão pública até 25 de Maio o Plano Director Municipal de Torre de Moncorvo. Os interessados poderão analisar os documentos na Biblioteca Municipal e na página da internet do Município. Para consulta estão os seguintes documentos: Avaliação Ambiental, Inventário do Património Arqueológico e Arquitectónico, Plano de Ordenamento e Condicionantes, Rede Natura, Mapa de Ruído, Carta Educativa, Estudo de Caracterização, Proposta de Regulamento, Proposta do Plano e Parecer Final do Processo de Revisão.
LER MAIS:
http://www.torredemoncorvo.pt/index.php?option=com_acymailing&ctrl=archive&task=view&mailid=25&key=cdece4e5dae45d6604de8518b7a90ba3&subid=133-77c1ef234bf35ace2a34c7671bf5ab94




quinta-feira, 29 de março de 2012

Casa em Urros

Click nas imagens para aumentar

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (29/03)

29.03.1912 - A Junta de Paróquia de Maçores, como administradora dos bens das Confrarias da aldeia faz entrega de 850.000 réis na Repartição de Finanças.
António Júlio Andrade

MACEDO DE CAVALEIROS - CONVITE

Nota sobre o autor:
Armando Sena nasceu em Pedome, pequena aldeia de Trás-os-Montes, em 1968.
 Engenheiro electrotécnico de formação, tem na escrita e na fotografia, mais que passatempos, duas paixões e pontos de referência, partilha e vivência social.

Torre de Moncorvo assinalou Dia Mundial da Árvore

A Praça Francisco Meireles, em Torre de Moncorvo, recebeu dia 22 de Março, durante a tarde, a comemoração do Dia Mundial da Árvore com diversas actividades desenvolvidas pelos alunos do ensino básico do concelho.
No total cerca de 182 alunos participaram na acção e em grupos pintaram com tintas coloridas alguns painéis alusivos ao dia da árvore, onde se destacam as flores, as árvores, os frutos, a natureza, tendo alguns deles dado um toque mais pessoal aos seus desenhos. Todas as crianças assinaram ainda o respectivo nome numa fita que colocaram numa árvore que ficará em exposição na Biblioteca Municipal.
Durante a tarde esteve também patente na Praça Francisco Meireles uma exposição com desenhos elaborados, anteriormente, pelos mesmos alunos, também relacionados com a temática do dia da árvore e com a floresta.
No final, a vereadora responsável pelos espaços verdes do Município, Alexandra Sá, ofereceu a cada escola uma árvore para posteriormente ser plantada.

terça-feira, 27 de março de 2012

Moncorvo - Travessa das Amoreiras (1977/2012)













A fotografia a preto e branco foi enviada pelo dr.Fernando Garcia.

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Bombeiros Voluntários de Torre de Moncorvo recebem donativo de Associação “O Leme”

segunda-feira, 26 de março de 2012

ADEGANHA - IGREJA







Fotos A.F.M.

“Ao entrar em Adeganha, o viajante pasma diante da grande e única laje granítica que faz de praça, eira e cama de luar no meio da povoação”
“…a igreja é esta. Não caiu em exagero quem a gabou.
A igreja da Adeganha é coisa para se ter no coração”

José Saramago, Viagem a Portugal
Ver:
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2010/09/torre-de-moncorvo-adeganha.html

Moncorvo - Mudam-se os tempos ...






Fotos A.F.M.

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domingo, 25 de março de 2012

DOURO - Apoios ao Investimento no Turismo

Reunião de Trabalho sobre Apoios ao Investimento no Turismo – uma acção útil
A Reunião de Trabalho, sob o tema “Apoios ao Investimento na área do Turismo”, organizada pelo Gabinete de Turismo da Associação de Municípios Douro Alliance – Eixo Urbano do Douro, realizada  dia 20 de Março, superou as expectativas da organização em termos de adesão. Na sala do Wine Bar do Museu do Douro estiveram presentes cerca de três dezenas de participantes oriundos de diversas áreas de negócio: empresários e quadros superiores da restauração, de empreendimentos turísticos e da animação turística assim como potenciais investidores. O orador, Dr. Miguel Mendes do Departamento de Informação/Apoio ao Empresário do Turismo de Portugal, captou a atenção dos presentes abordando e explicando temas tão úteis e actuais como as condições de acesso aos novos Avisos SI Inovação, SI Qualificação e Internacionalização PME e respectivo processo de candidatura, as tipologias de investimentos elegíveis no âmbito do Pólo de Competitividade e Tecnologia Turismo 2015, a nova linha “Crédito ao Investimento no Turismo - Protocolo Bancário” entre o Turismo de Portugal, I.P e as instituições de crédito e as linhas de Crédito PME Investe e PME Crescimento. As opiniões recolhidas no final da sessão revelaram uma audiência satisfeita e esclarecida que considerou o tema proposto como sendo útil e importante na actual conjuntura económica e social. O sucesso desta acção e o interesse manifestado pelos participantes justificam a necessidade de manter a aposta do Gabinete de Turismo da Associação Douro Alliance em apoiar directamente os agentes locais no desenvolvimento e crescimento da sua actividade turística.
Fonte:
http://www.tribunadouro.com/artigo/1946
Fotos de responsabilidade do editor.A.F.M.

Moncorvo - Páscoa (2010)























Fotos A.F.M.

PRIMEIRA REPÚBLICA -UM MINISTRO DA FOZ


Francisco António Correia nasceu em Moncorvo(Foz do Sabor),a 9 de Novembro de 1877, e veio a falecer em Lisboa, a 8 de Fevereiro de 1938.Era filho de Francisco Correia Ralha e de mariados Prazeres Morais de Sampaio e Melo. Havendo concluído o curso de comércio pelo Instituto Industrial e Comercial de Lisboa, virá adirigir essa instituição entre 1917 e 1928 e a exercer aí a docência até 1938.Prosseguirá, em paralelo, uma carreira no âmbito da diplomacia e das relações externas, ao longo da qual desempenhou diversos cargos e funções, como, por exemplo, membro da missão intelectual que acompanhou o Presidente da República ao Brasil (1922), responsável pelas negociações para a concretização de um modus vivendi com a França (1923), representante de Portugal na Conferência Económica Internacional na Sociedade das Nações (1927), director-geral dos Negócios Comerciais e Consulares (1929), lugar que ocupou quando ascendeu a ministro plenipotenciário de 1.3 classe, e presidente da Comissão de Propaganda e Turismo de Portugal no Estrangeiro, alcançando o ponto mais alto como titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, entre 26 de Junho e 19 de Julho de 1920. Voltaria, por uma última vez, ao Executivo, no papel de ministro das Finanças, entre 19 de Outubro e 5 de Novembro de 1921. Além dos referidos cargos, integrou, logo a seguir à sua formatura, os Serviços das Alfândegas (de que seria mais tarde chefe), foi vogal do Conselho Superior de Comércio e Indústria e desempenhou o lugar de vice-reitor da Universidade Técnica, entre 1936 e 1938. Sem filiação partidária e gozando de independência política, aderiria à Ditadura Militar, como, anos antes, fizera parte do primeiro corpo directivo da Seara Nova, revista de inspiração liberal. Foi sócio da Academia das Ciências e do Instituto de Coimbra, havendo publicado diversos títulos de índole económico-financeira, como Elementos de Direito Fiscal, História Económica de Portugal e Consequências Económicas dos Descobrimentos.
Do livro"Ministros e Secretários de Estado das Finanças"
Publicado no blogue em 27/07/2010

Vila Real - Exposição de fotografia & poesia

“No Feminino –porque eu sou muitas” de autoria de Bárbara Matias (poemas) e Bruna Vinhas(fotografias)
 As autoras, Bárbara Matias e Bruna Vinhas, e a livraria Traga Mundos convidam-no para esta exposição de fotografia & poesia que decorrerá do dia 28 de Março ao dia 21de Abril. A inauguração da exposição será no dia 28 de Março às 18 horas, com apresença das autoras, alunas da licenciatura em Ciências da Comunicação (UTAD).
 Esta exposição associa a fotografia à poesia, fruto dos gostos pessoais das duas estudantes decomunicação. Os poemas são da autoria de Bárbara Matias e foram extraídos do seu blogue pessoal (http://porqueusoumuitas.blogspot.pt/).As fotografias ficaram a cargo de Bruna Vinhas, que nutre desde cedo paixão por aquela arte. O texto alia-se à imagem e os amores e desamores no feminino ganham um rosto.
De 28 de Março a 21 de Abril de 2012
local: Traga-Mundos– livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua MiguelBombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª,Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00