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terça-feira, 20 de junho de 2017
LINHA DO SABOR - DUAS IGREJAS, A ÚLTIMA ESTAÇÃO
Chegada do primeiro comboio a Duas Igrejas,última estação da Linha do Sabor (22/06/1938).
Na fotografia:Frederico Soares Ferraz,maquinista;inspector Alcino Alves;António Manuel Ferraz, fogueiro.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
MEMÓRIAS DA LINHA DO DOURO II -Do Pocinho a Miranda
Nota: Para abrir a página(ampliar as fotos), clique no lado direito do rato ;abrem as instruções, e depois clique em abrir hiperligação.
Texto de Rogério Rodrigues.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016
sábado, 19 de novembro de 2016
Linha do Sabor -Ponte do Pocinho
quinta-feira, 28 de julho de 2016
LINHA DO SABOR
– um pouco da sua história no ano em que completaria o seu centenário
Sempre me intrigou o facto de a linha do Sabor ter parado em Duas Igrejas e não ter continuado até Miranda do Douro. E nunca percebi muito bem porque é que esta via que se pretendia estruturante “ignorava” os principais centros urbanos da região que servia (com excepção de Torre de Moncorvo). Repare-se no que se escrevia, a este propósito, em 1914, no jornal “Republica”: “os ultimos trabalhos de campo do snr. engenheiro Wanzeler que tem andado a fazer a rectificação do estudo do caminho de ferro do Pocinho a Miranda do Douro, empurram êste para as povoações raianas da margem do rio, deixando, a grande distancia, o centro do concelho de Mogadouro (…)”. “Para tudo isto chamamos a atenção do senhor ministro do Fomento, lembrando-lhe que fazer um caminho de ferro que a ninguém serve, deixando, a 9 quilómetros, a séde dum importantissimo concelho, é um erro absolutamente imperdoavel, para não dizermos um crime”
Contudo, olhando agora, à luz de estudos efectuados que revelam a ideia que lhe presidiu à sua construção, compreende-se melhor a benevolência da medida.
Efectivamente, esta linha cujo primeiro troço entre o Pocinho e Carviçais foi inaugurado em 17 de Setembro de 1911, foi gizada ab initio para fazer a ligação entre o porto de Leixões e Madrid, criando assim um corredor ferroviário entre a via larga do Porto/Pocinho, afunilando depois entre Pocinho e Miranda do Douro, voltando à via larga no campo espanhol.
De permeio, estavam previstos nós de ligação às principais localidades do Nordeste. A opção por Torre de Moncorvo não seria à partida muito aceitável, dada a dificuldade de execução do troço e a elevada inclinação (a mais acentuada do país, se não estou em erro). Mas tal justificava-se pela existência do rico jazigo ferrífero.
“Em 15.VIII.1899 deslocou-se ao Pocinho o Ministro das Obras Públicas, decidindo por Portaria de 30.IX.1899 que fosse elaborado “com a possivel urgencia, o projecto do programma para a construcção, por concurso publico... de uma ponte sobre o rio Douro, na estrada real n.º 9, nas proximidades da estação do Pocinho”.
A decisão de se abrir concurso público perante o Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro do Estado, “para a construção e exploração durante dez annos, de duas pontes sobre o rio Douro, no Pocinho e no Pinhão”, sendo que a do Pocinho, “alem de ligar entre si os dois troços da estrada real n.º 9, será construida de modo que possa ser aproveitada para o caminho de ferro do Pocinho a Miranda”, ocorre a 26.II.1901.” (Carlos d’Abreu e Emilio Rivas Calvo).Sempre me intrigou o facto de a linha do Sabor ter parado em Duas Igrejas e não ter continuado até Miranda do Douro. E nunca percebi muito bem porque é que esta via que se pretendia estruturante “ignorava” os principais centros urbanos da região que servia (com excepção de Torre de Moncorvo). Repare-se no que se escrevia, a este propósito, em 1914, no jornal “Republica”: “os ultimos trabalhos de campo do snr. engenheiro Wanzeler que tem andado a fazer a rectificação do estudo do caminho de ferro do Pocinho a Miranda do Douro, empurram êste para as povoações raianas da margem do rio, deixando, a grande distancia, o centro do concelho de Mogadouro (…)”. “Para tudo isto chamamos a atenção do senhor ministro do Fomento, lembrando-lhe que fazer um caminho de ferro que a ninguém serve, deixando, a 9 quilómetros, a séde dum importantissimo concelho, é um erro absolutamente imperdoavel, para não dizermos um crime”
Contudo, olhando agora, à luz de estudos efectuados que revelam a ideia que lhe presidiu à sua construção, compreende-se melhor a benevolência da medida.
Efectivamente, esta linha cujo primeiro troço entre o Pocinho e Carviçais foi inaugurado em 17 de Setembro de 1911, foi gizada ab initio para fazer a ligação entre o porto de Leixões e Madrid, criando assim um corredor ferroviário entre a via larga do Porto/Pocinho, afunilando depois entre Pocinho e Miranda do Douro, voltando à via larga no campo espanhol.
A Câmara Municipal de Miranda do Douro peticionava ao Parlamento, em Junho de 1888 que: “em Zamora, a menos de 40 kilometros de nós, a linha férrea, que já bem há espera a linha portugueza, a que tem de se ligar…”
De permeio, estavam previstos nós de ligação às principais localidades do Nordeste. A opção por Torre de Moncorvo não seria à partida muito aceitável, dada a dificuldade de execução do troço e a elevada inclinação (a mais acentuada do país, se não estou em erro). Mas tal justificava-se pela existência do rico jazigo ferrífero.
Os restantes troços da linha foram concluídos nas seguintes datas: Carviçais - Lagoaça: 06/07/1927; Lagoaça - Mogadouro: 01/06/1930; e Mogadouro - Duas Igrejas: 22/05/1938
A História confirma que a ligação a Espanha nunca foi concluída, condenando o projecto, como fatalmente acabou por suceder, pois as distâncias às sedes dos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Miranda do Douro esvaziou a linha de sentido, cedendo lugar aos autocarros que, através da rodovia, serviam de forma mais eficaz as populações rurais do Nordeste.
Antero Neto
Nota:as duas primeiras fotografias são da estação de Mogadouro;a terceira ,da estação de Vilar do Rei;a última,da estação de Moncorvo.
Nota do editor: post publicado em 12/02/2011
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Nota do editor: post publicado em 12/02/2011
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domingo, 7 de fevereiro de 2016
TORRE DE MONCORVO - CARVIÇAIS (1959)
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Linha do Sabor - Ponte do Pocinho
A Ponte Rodo-Ferroviária do Pocinho é uma infro-estrutura rodo-ferroviária da Linha do Sabor, sobre o Rio Douro, que liga o Pocinho (concelho de Vila Nova de Foz Côa) ao concelho de Torre de Moncorvo.
A ponte do Pocinho encontra-se fora de serviço há 22 anos, tendo comemorado a sua inauguração centenária em 4 de Julho de 2009.
Esta ponte conta assim com dois tabuleiros sobrepostos; enquanto um dos tabuleiros servia de ligação rodoviária para a circulação de automóveis, o outro tabuleiro superior (com aproximadamente 262 m de comprimento e 8 de largura) servia de caminho-de-ferro entre o Pocinho e Duas Igrejas. Está assente sobre quatro pilares de pedra, formando 3 vãos de 54 m no centro e 2 de 45 m na periferia. A Linha do Sabor encerrou em 1 de Agosto de 1988. Em 2009, as autarquias de Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa solicitaram ao Ministério da Cultura que esta ponte fosse classificada como património, devido à sua importância como parte do futuro projecto da Ecopista do Sabor.Parte da Linha do Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, foi aproveitada com a construção de uma ecopista que serve tanto para a marcha a pé como para ciclovia, sendo a primeira a ser realizada em Trás-Os-Montes, podendo vir a estender-se até ao Pocinho.
Mas porquê ter-se deixado acabar com esta linha?! Por que não se ter mantido a linha, com os comboios a circular do Pocinho até Duas Igrejas?
Pouca-terra, pouca-terra, lá vai o comboio a subir a serra...
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Linha do Sabor - histórias de comboios
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Torre de Moncorvo 1955 - Um olhar de Orlando Ribeiro
Portugal - Luz e Sombra
O País depois de Orlando Ribeiro
Edição Círculo de Leitores/Temas e Debates
«Orlando Ribeiro fotografou exaustivamente o território português a partir de 1937. Durante quase cinco décadas fixou, pela imagem, o solo e as construções que nos rodeiam. Em 1985, quando arruma a sua câmara fotográfica, Portugal já entrara num processo de mudança que se tornava cada vez mais célere. Em 2011 voltámos a uma grande viagem que fora iniciada em Portugal – O Sabor da Terra e continuada em Portugal Património. Selecionámos um conjunto de fotografias do grande mestre da Geografia e regressámos aos mesmos exatos locais das suas tomadas de vista.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
LINHA DO SABOR ( POCINHO - MONCORVO)
sexta-feira, 19 de junho de 2015
LINHA DO SABOR - CARVALHAL
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Fotos enviadas pelo Camané
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
TORRE DE MONCORVO - LINHA DO SABOR (2003)
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Fotografias de Carlos Manuel Firmino Ricardo
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domingo, 19 de abril de 2015
Expropriação de terrenos para construção da Linha do Sabor
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
TORRE DE MONCORVO - LINHA DO SABOR, 1951
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Noticía enviada pela Carina Thibieroz ; fotografia enviada pelo prof.Arnaldo Silva, do Núcleo Museológico da Fotografia do Douro Superior.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
LINHA DO SABOR - PRIMEIRA EMPREITADA

Gazeta dos Caminhos de Ferro
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
LINHA DO SABOR - PARE ESCUTE OLHE (CARVALHAL)
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
TORRE DE MONCORVO (1973)
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sábado, 25 de outubro de 2014
CARVIÇAIS - ANOS 70
![]() |
| Click na imagem para aumentar Foto enviada pelo Rui de Carvalho |
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
LINHA DO SABOR - ÁLBUM DE MEMÓRIAS
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
O PRIMEIRO CRIME DE SIMÃO BOLANDAS - Amores,vindimas e mortes
João: em tempo de guerra não se limpam armas...
— O patrão manda — disse João com simplicidade. — Vou então amanhã de manhã no comboio das sete.
— O patrão manda — disse João com simplicidade. — Vou então amanhã de manhã no comboio das sete.
Uma sombra de contrariedade passou pelo rosto de D. Lourenço.
— Sabes — disse ele um pouco hesitante —, eu queria que tu assistisses à vindima desde o começo. E se fores nesse comboio não podes. Chega ao Pocinho ao meio-dia e a Moncorvo às duas. Não conseguias estar em Peredo antes das cinco da tarde. Tinha pensado outra coisa: que fosses no «mercadorias» que passa aqui às dez e que tem uma carruagem de passageiros, que faz ligação com a linha de Carviçais. E uma maçada, mas assim ao romper da manhã estás lá. Sempre gostava de ver a cara do Fóia quando te vir chegar...
— Sabes — disse ele um pouco hesitante —, eu queria que tu assistisses à vindima desde o começo. E se fores nesse comboio não podes. Chega ao Pocinho ao meio-dia e a Moncorvo às duas. Não conseguias estar em Peredo antes das cinco da tarde. Tinha pensado outra coisa: que fosses no «mercadorias» que passa aqui às dez e que tem uma carruagem de passageiros, que faz ligação com a linha de Carviçais. E uma maçada, mas assim ao romper da manhã estás lá. Sempre gostava de ver a cara do Fóia quando te vir chegar...
Excerto do conto O PRIMEIRO CRIME DE SIMÃO BOLANDAS in CONTOS E NOVELAS, VOI. III , de DOMINGOS MONTEIRO
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