sexta-feira, 18 de abril de 2014

Participação do Município de Torre de Moncorvo na Feira de Nanterre foi um sucesso



De 4 a 6 de Abril o Município de Torre de Moncorvo esteve presente, com vários produtos regionais, na XI Edição da Feira de Nanterre, em Paris.

A participação do Município foi um sucesso a todos os níveis nomeadamente na adesão dos moncorvenses e transmontanos, quer na venda dos mais variados produtos regionais como vinhos, amêndoas cobertas, compotas, azeite, queijos e enchidos.
O stand da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo foi visitado pelo Cônsul Francês, pelo Presidente da Maire de Nanterre, pelo Director Central da Caixa Geral de Depósitos em França, pelo Diretor Regional da Caixa Geral de Depósitos de Paris e pelos vários agentes das agências da Caixa Geral de Depósitos.
Em representação da Câmara Municipal esteve presente na feira o Vice-Presidente, Victor Moreira.
Destaque ainda para o novo stand que foi considerado um dos mais bonitos da feira.
Com esta iniciativa pretendeu-se divulgar a marca Moncorvo e os produtos regionais a ela associados.
Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 17 de Abril de 2014
Luciana Raimundo


Adelaide Leonardo - A tecedeira




De nome Maria Adelaide Leonardo, filha de Adília do Céu Leonardo e Alfredo Augusto Leonardo, nasce no dia 28 de Novembro de 1930, na freguesia de Açoreira, 9 anos antes do início da 2.ª guerra mundial, que sucedeu à guerra civil de Espanha (1936_1939).
Adelaide, “Filha única”, assim ficando conhecida porque na altura as proles eram numerosas, logo, os meus avós ficarem apenas com uma filha era facto estranho para um povo habituado a que os casais rondassem os 5 ou 9 filhos, força de amor e de trabalho para sustento familiar. Contudo, única por força da genética e de recomendação expressa do Dr. João Leonardo, médico da família, que ao felicitar a minha avó pelo rebento, lhe afirmou, de forma categórica: “- Adília, nem mais um! Esta nasceu perfeitinha, mas os próximos… Nada o pode garantir, pois sabes bem que ambos são primos “carnais” (primos “direitos”)! A questão da consanguinidade falou mais alto e assim cumpriram religiosamente as recomendações recebidas.

ADEGANHA -Tradições

FOTO : Lb

O 4º HOMEM,por Júlia Ribeiro

LARINHO -2011
Numa manhã, apresentou-se no edifício das telecomunicações de Moncorvo o encarregado do posto do telefone público do Larinho. Nem deu os bons dias.
O funcionário estranhou e disse : - Bom dia, vem com cara de poucos amigos.
- Que cara havia eu de trazer, se todos os meses fico roubado na conta do telefone?
- Mas fica roubado como? Quem é que o rouba?
- Sei lá? Os funcionários das telecomunicações são todos uns ladrões, uns vigaristas...
- Ora, então diga-me lá porquê .
- Ainda pergunta porquê? Ao fim do mês tenho um prejuizo enorme com o raio da posto telefónico.
- Isso é porque alguém telefona e não paga.  Pegue no papel que todos os meses lhe é enviado, verifique as contas e exija que quem telefona, pague .
- E de que me vale o papel e exigir ... Eles nem sabem ler e ainda ficam de  mal comigo. Só sei que todos os meses são cem mil reis ou mais que me saem do meu bolso p’ro catano do telefone.  Quero aquilo dali p’ra fora, já disse. E o mais rápido possível.
Dado o recado, desandou furibundo.
O Camané então conta:
- A minha equipa – dois colegas e eu -  estávamos a trabalhar na estação automática de telecomunicações no Felgar e recebemos um telefonema da central de Moncorvo para largarmos o que estávamos a fazer e irmos ao Larinho remover o telefone do posto público.
- Vá, sois vós quem está mais perto. Ide lá já e retirai o telefone. E nada de discutir com o homem, que ele estava furioso.
Largámos o trabalho, metemo-nos os três na Renault 4 e fomos ao Larinho.
- Então quer mesmo o telefone retirado?
 - Quero, maldita hora em que o deixei cá pôr.  Estou farto de ladroagem.
- Pronto, pronto, não se enerve. É p’ra já.
Retirámos os cabos , o telefone, o fiscalizador, enquanto o homem continuava a insultar a torto e a direito.
Quando regressávamos ao Felgar, ao cimo do povo, junto à capela de Santa Luzia, estava o presidente da Junta de Freguesia do Larinho que nos obrigou a parar e, como se fosse dono do mundo, berrou:
- Alto aí, rapazinhos. O que é que andastes a fazer? Donde vindes? (Em terras pequenas sabe-se tudo mais depressa do que pelo telefone).
- Nós vimos do posto público telefónico. Fomos retirar o telefone.
- E quem vos deu ordens para retirar o telefone?
- A ordem veio de  Moncorvo, porque o encarregado do posto público quer o telefone retirado de lá.
- Aqui quem dá ordens sou eu. Eu e mais ninguém.
- Nós trabalhamos para as telecomunicações e o resto não nos interessa.
 - Aqui só recebem ordens de mim e ... sei lá quem vós sois? Aproximou-se da janela do carro e o cheiro a vinho era de tombar para o lado.
- Quero os nomes de vós quatro.
- Quatro? Mas nós somos três.
- Sois quatro, que eu bem vos vejo. E não admito brincadeiras.
Nós éramos realmente três. Demos os nossos nomes que o presidente da junta do Larinho, com muito custo, foi escrevendo.
Depois meteu a cabeça no carro e apontou para um lugar no banco de trás:
- Aí tu, seu malandro, não queres dar o nome? Pois vais já para o chilindró.
Foi então que o Camané percebeu que o homem se referia ao aspirador que estava no banco de trás.
É que o Camané, num dos seus muitos dias de inspiração artística, havia desenhado dois olhos e uma boca no aspirador.
Se à pintura naïf juntarmos o palpite do Sr. Presidente da Junta de Freguesia do Larinho, encontramos o 4º homem.

Leiria, 17, Novº 2013

Júlia Ribeiro

Colégio Campos Monteiro - Acta da sua criação

Excertos da acta da câmara municipal ,de 18 de Abril de 1936, sobre a criação do Colégio Campos Monteiro .
Nota: Para abrir a página(ampliar as folhas), clique no lado direito do rato ;abrem as instruções, e depois clique em abrir hiperligação.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

PÁSCOA FELIZ !

Desejamos a todos os visitantes deste blogue uma Páscoa Feliz, com os produtos da nossa terra.

ENCOMENDAÇÃO DAS ALMAS

Contos no Terreiro ao Luar de Agosto,de Júlia Ribeiro (Biló)

Contos, histórias, poemas, lenga-lengas fazem parte do nosso património cultural imaterial. Será a parte  menos visível, mas nem por isso a menos rica. Penso que é um crime deixar que se perca. E seremos todos responsáveis por tal perda.
É  que aquelas histórias alimentavam o imaginário de gerações de pessoas – na sua maioria analfabetas – e constituíam uma forma de socialização extremamente importante. Eram também um código de normas de vida e de princípios morais.
Havia histórias brejeiras, picarescas, que divertiam. Os homens eram os contadores.
Por seu lado, as histórias das velhas tinham sempre um conteúdo muito denso, por vezes arrepiante, com o seu quê de religiosidade e de magia .
Ainda consigo ver  nitidamente  algumas das contadoras e a sua voz vive na minha memória. São estas vozes que, cada vez mais, se vêm impondo, implorando, exigindo não ser esquecidas. Elas sabem que esquecer é uma das formas mais eficazes de deixar morrer.
Júlia Ribeiro

Moncorvenses em Nanterre

Fotografia enviada pela C.M.Moncorvo

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Moncorvo - AJUM


Exposição do Concurso de Fotografia até 31 de Maio no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo

As fotografias resultantes do I Concurso de Fotografia promovido pelo Município de Torre de Moncorvo, estão expostas no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo até ao dia 31 de Maio.
A inauguração da exposição decorreu no 13 de Abril e na cerimónia estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Dr. Nuno Gonçalves e a Vereadora do Município, Eng.ª Piedade Meneses que procederam à entrega dos prémios e certificados.
No tema das amendoeiras o primeiro lugar foi atribuído a António Joaquim Fernandes, o segundo a Luís Miguel Lopes e o terceiro a Paulo Augusto Patoleia e foram ainda atribuídas duas menções honrosas a António Joaquim Fernandes e à Santa Casa da Misericórdia de Torre de Moncorvo.
No tema livre o primeiro classificado foi Luís Miguel Lopes, o segundo António Manuel Teixeira e o terceiro Fábio Alexandre Mota Pando. Nas menções honrosas foram distinguidas as fotografias de Luís Miguel Lopes e Paulo Augusto Patoleia.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 16 de Abril de 2014
Luciana Raimundo                                                                                               

terça-feira, 15 de abril de 2014

RAQUEL SEREJO MARTINS NA POÉTICA



No dia 19 vamos estar à conversa com a autora Raquel Serejo Martins, a propósito do seu mais recente romance,"Pretérito Perfeito" (Editorial Estampa, 2013), que vai ser apresentado por Luísa Félix

Raquel Serejo Martins vive em Lisboa mas é transmontana, sendo natural de Vilarandelo (Vila Real). 
É também autora da obra "A Solidão dos Inconstantes" igualmente editado pela Estampa.

Sobre a obra Pretérito Perfeito:

"Pudesse toda uma vida caber num livro? Nestas páginas, assombradas pela inevitabilidade da morte, as memórias são o pretérito perfeito do verbo viver. Eu vivi, diz-nos a personagem principal desta autora, hábil na construção da narrativa, na forma como nos leva pela mão até ao fim, a um fim anunciado que reforça apenas essa capacidade ímpar de agarrar o leitor. É o que Raquel Serejo Martins faz neste livro que deve ser lido, como todos os livros que sabem a gente, a vísceras, a medos e alegrias, a histórias contadas e passadas. Um livro com alma, portanto."

Patrícia Reis


Fica o convite. 


TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (15/04)

15.04.1897 – No seu nº 3 o Jornal de Moncorvo dava conta de ter-se casado no sábado anterior, no Porto, o Dr. Ramiro Guerra, informando que os noivos vinham a Moncorvo passar a semana Santa, posto o que aquele médico embarcava para Macau.
15.04.1934 – Conclusão das obras da linha de comboio do Sabor.
António Júlio Andrade

Rio Sabor - Pegões

Fotografia:José Rodrigues

Torre de Moncorvo recebeu Programa Empreender Sabor 2014


 Teve lugar no Auditório da Associação de Comerciantes e Industriais de Moncorvo, no passado dia 10 de Abril, a 4ª Edição do Programa de Empreendedorismo do Vale do Sabor.

 A sessão teve início com as palavras do Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Dr. Nuno Gonçalves que referiu que no âmbito do empreendedorismo o Município já implementou o Gabinete de Apoio ao Investidor e deixou uma palavra aos futuros investidores ali presentes referindo que a Câmara Municipal irá acompanhar os seus projetos, desde os formulários de candidatura  à implementação do plano.
De seguida falou ao público o Professor Luís Tibério, da UTAD, que falou sobre o programa e sobre a sessão que ali teve lugar, já a Dra. Helena Gomes, representante da EDP, explicou que a EDP disponibiliza aos novos investidores uma ferramenta para trabalharem e que serão atribuídos prémios aos projetos mais inovadores e mais bem conseguidos. A Professora Vera Medeiros prosseguiu a sessão com a apresentação do Programa Empreender Sabor 2014.
No final, alguns empreendedores, João Tristão e Sílvia Dinis, deixaram o seu testemunho aos futuros investidores ali presentes.
Estava ainda previsto um micro-forum, que foi adiado para dia 16 de Abril, pelas 10h00, na Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo.
O Programa Empreender Sabor assenta em 3 fases, nesta primeira fase identificam-se os empreendedores e ideias para potencial negócio, segue-se uma fase de formação e apoio à elaboração do Plano de Negócios. Por último, faz-se o acompanhamento dos negócios resultantes deste projeto.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 15 de Abril de 2014

Luciana Raimundo

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Amelinha de Vilar Chão -Anos 1940



Nota: ver a entrevista com Alfredo Peixe em: http://www.youtube.com/watch?v=1vKa2976KWU

Nordeste Transmontano - Apanha de Azedas

São muitos os que apanham azedas para salada e confecção de sopas. "As azedas pertencem à família das Poligonáceas (Rumex acetosa). Existem muitas junto aos muros. Colhem-se as folhas novas antes da floração, uma a uma. Quanto mais frequentemente se fizer esta apanha, tanto mais forte será a nova folhagem da planta. As folhas consomem-se frescas, porque quando secam perdem quase por completo as suas virtudes como condimento.
As azedas crescem em qualquer terra de horta e nas paredes dos muros.
As azedas cultivadas reproduzem-se por semente. Consegue-se uma colheita mais rápida, mediante a divisão de rizomas velhos no Outono e na Primavera. Na Primavera deve cavar-se o solo entre as fileiras, e deve mudar-se de terreno, de três em três anos. Composição - As azedas contêm aproximadamente 1 % de ácido oxálico, assim como oxalato de potássio, gordura, muita vitamina C, ácido salícico, cálcio, ferro, manganês, ácido crisofânico, fitosterol e óleo essencial. 
Emprego como planta medicinal - O elevado teor de vitamina C faz desta planta, sobretudo fresca, um remédio para o escorbuto e demais manifestações de insuficiência de vitamina C, como as hemorragias e a tendência para as ter. Devido ao seu teor em emodina e ácido crisofânico, esta planta é também um excitante para a actividade do intestino grosso e, por conseguinte, para o tratamento da atoma intestinal com prisão de ventre. Como a planta forma combinações orgânicas de ferro, fomenta a formação do sangue, sobretudo na medula vermelha. É promissor o seu emprego nos casos de anemia. O consumo prolongado e frequente de azedas pode tornar-se prejudicial, sobretudo para os rins e para o coração. Emprego como condimento - As azedas empregam-se como salada e na confecção de sopas."

Nota: Na apanha das azedas, deve-se ter em atenção o local onde se colhem devido aos herbicidas.
Fotografias: Captadas num amendoal junto à Senhora da Esperança em Torre de Moncorvo. (Click nas imagens para aumentar)
Publicado a 14/04/12

Tempo e Memória,por António Chaves

Dizem os que queimaram pestanas a ler documentos antigos que a ignorância das letras foi uma constante em Barroso, durante os últimos séculos; a lendária ignorância desta boa gente foi já assinalada por Frei Bartolomeu dos Mártires, Bispo Primaz de Braga, quando da sua visita pastoral à região, em 1564, onde se demorou cerca de quatro meses, a percorrer todas as paróquias, em contato com o povo.
Nascido do desdobramento do concelho de Montalegre em 1836, o concelho de Boticas na data da sua criação não dispunha de qualquer estabelecimento de ensino público. A primeira escola pública só começou a funcionar ali em 1838; o edifício construído para esse fim foi concluído apenas em Outubro de 1871, graças a um valioso donativo de 144 contos  para 120 escolas, por parte do Conde de Ferreira em 1866,  um emigrado que enriqueceu no Brasil e Angola, sensibilizado com a falta de instrução dos portugueses emigrantes.
Em reunião de Câmara de 20 de Maio de 1875 foi evocada a necessidade de abrir na sede do concelho uma biblioteca pública, aspiração que veio a ser concretizada apenas em 1 de Junho do ano 2000, isto é, 125 anos mais tarde.

ALMA DE FERRO - a nossa "Paixão"

Foto enviada pelo Camané

domingo, 13 de abril de 2014

CILHADES (II) 15/03/14

Fotografia: José Rodrigues

CILHADES (I) - 15/03/14

Fotografia:José Rodrigues

MONCORVO - Rapazes de outros tempos

Fotografia cedida pelo professor Fernandes

Abade de Baçal - 12 TOMOS


NOVO LIVRO DE TIAGO PATRÍCIO - 1975


Tiago Patrício  nasceu no Funchal em 1979  e foi viver para Carviçais com apenas 9 meses. Estudou na telescola, andou em carroças, conduziu carros sem carta, fez corridas de motorizada sem capacete e aos 19 anos ingressou na Escola Naval. Regressou à  vida clvil para estudar na Facilidade de Farmácia e em 2007 começou a trabalhar como farmacêutico. No mesmo ano venceu o premio Jovens Escritores e foi seleccionado pelo Clube Português de Artes e ideias para uma residência em Praga.  Escreveu a peça Checoslovóquia e o livro Cartas de Praga, apresentado em Skopje em 2009. Depois disso nunca mais conseguiu largar os livros nem o teatro.
Venceu os prémios Daniel Faria e Natércia Freire em poesia e o Prémio Agustina Bessa-Luís em 2011 com o seu romance Trás-os-Montes.
Participou em algumas residências literárias: Turquia, Tunisia, EUA, Repúblicas Bálticas e alguns dos seus textos foram publicados no Egipto, Eslovénia, Espanha e República Checa.

Mantém o blog

http://cartasdepraga.wordpress.com

sábado, 12 de abril de 2014

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (12/04)

Junqueira
12.04.1285 - O rei D. Dinis assinou a carta de fundação da vila de Torre de Moncorvo e a transferência para esta vila da sede do concelho que antes se chamava de Santa Cruz da Vilariça. Repare-se que, no espaço de 84 anos o concelho mudou 3 vezes de sede: Em 1201 era na Junqueira, em 1225 era na Derruída, termo da Quinta da Portela e em 1285 fixou-se em Torre de Moncorvo. Para além de Torre de Moncorvo, as freguesias que então integravam o concelho seriam: Junqueira, Cabeça Boa, Cabeça de Mouro, Horta da da Vilariça, Açoreira, Felgueiras e Larinho.
12.04.1721 – Sessão inaugural da Academia dos Unidos de Torre de Moncorvo, uma das raras associações do género criadas em terras de província. Nesta Academia exercitavam as artes literárias, a oratória e o teatro, bem como a dança, a arte de cavalgar e as artes marciais.
12.04.1875 – Nascimento do engº António Eugénio Carvalho e Sá, em Torre de Moncorvo. Foi chefe de gabinete do malogrado ministro das obras públicas, Duarte Pacheco . Muito se lhe deve no que respeita a execução de obras públicas em Moncorvo: Tribunal, Cine Teatro, edifício dos CTT…
António Júlio Andrade

O Azeite e as Azeitonas

"Fazer a boca, ou dar entrada, às assaduras do leitão e do cabrito, do guisado de borrego e da potada de galo, em dias festeiros, era, também, em muitas das casas rurais transmontanas o início da refeição – a familiaridade com os convidados, o compasso de espera aos mais retardados, a demonstração do bem receber e da riqueza conseguida, o prenúncio de um fausto manjar... E então se não houvesse sopa, nem um caldo daqueles de pôr a colher em pé, mais certo e mais abundante era o conduto para fazer o tallastro de abertura! Comeres petisqueiros, de entrada ou de merenda!"
Anexo um ficheiro do meu amigo António Monteiro Grão-Mestre da Confraria dos Enófilos e Gastrónomos de Trás-Os-Montes e Alto Douro 

Festival Carviçais Rock de regresso

Evento que teve a sua primeira edição em 1996 é agora retomado depois de seis anos de interregno. Pela aldeia transmontana já passaram Young Gods, Napalm Death, Spiritualized ou Ornatos Violeta.

O festival de música rock de Carviçais vai regressar em agosto àquela aldeia de Torre de Moncorvo, após seis anos de paragem, disse hoje à Lusa fonte da organização, que ainda não revela as principais bandas do cartaz.

"Trata-se de um regresso há muito esperado do festival Carviçais Rock à aldeia. O festival vai passar a realizar-se anualmente no mês de agosto e, este ano, já está agendado para os dias 11 e 12 de agosto", adiantou o presidente da Junta de Freguesia de Carviçais, Francisco Brás.
A organização do festival ainda não levanta o véu em relação as principais bandas a chamar à aldeia transmontana, assegurando apenas que serão nomes sonantes do panorama rock nacional.
O Carviçais Rock vai apostar em bandas da região trasmontana, escolhendo sempre para "cabeça de cartaz", para cada um dos dias do festival, um "nome grande" do panorama do rock nacional, disse Francisco Brás.
"A ideia passa por construir um festival à dimensão da nossa realidade, ou seja, nada de megalomanias e com os pés bem assentes na terra", acrescentou. Segundo a organização, pretende-se orientar o Carviçais Rock para um público jovem e para os emigrantes da região, mas sempre de portas abertas para os entusiastas vindos de outros pontos do país.
"O nome do festival já tem projeção nacional. Depois de se começar a falar nas redes sociais sobre o regresso do Carviçais Rock, contactos têm sido muitos, já que o público saúda muito o retomar do festival", frisou Francisco Brás.
Os mentores da iniciativa musical, garantem, que os contactos de bandas interessadas em participar no festival "têm sido contínuos em grande número", garantindo mesmo que "há uma fome de Carviçais Rock".
A organização do Carviçais Rock está a cargo da Junta de Freguesia, Câmara de Torre de Moncorvo e diversas associações culturais e desportivas do concelho.
Lusa

sexta-feira, 11 de abril de 2014

MONCORVO - Álbum de memórias


GENTE DO NORTE -VIÚVA DE EMIGRANTE ,José Mário Branco

Para a Isabel....

À conversa com a escritora Isabel Mateus


À conversa com a escritora Isabel Mateus
também sobre a sua última obra “Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano”
dia 19 de Abril, sábado, pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real



Isabel Mateus marca encontro com os leitores no dia 19 de Abril, pelas 21h00, na livraria Traga-Mundos, em Vila Real, para falar um pouco de si e dar a conhecer melhor a sua obra. A autora vai revisitar os seus livros, dando destaque à novela “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano”.


Isabel Mateus nasceu em 1969 nas Quintas do Corisco, em Torre de Moncorvo. Obteve o grau de doutora em Literatura Portuguesa na Universidade de Birmingham, Reino Unido, onde reside desde 2001. 
Sendo autora de sete livros, Isabel Mateus é mais conhecida por abordar na sua obra temáticas que incidem sobre a ruralidade portuguesa e a diáspora. Assim, em 2011, o seu livro "O Trigo dos Pardais" (contos da infância rural) foi incluído no Plano Nacional de Leitura. Depois, em 2012, deu início à coleção “Portuguese Insights – Bilingual Text Collection” com o volume "Contos do Portugal Rural/Tales of Rural Portugal", que compreende uma seleção de histórias de Outros Contos da Montanha. Em 2013, participou nas antologias "Bestiário Trasmontano e Alto-Duriense" e "A Terra de Duas Línguas II" e publicou a novela "Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano". 
O tema das migrações está bem presente nos livros "A Terra do Chiculate" (2011) e "A Terra da Rainha" (2013). No primeiro é abordada a emigração maioritariamente clandestina para França durante as décadas de 60/70 bem como as suas repercussões na actualidade enquanto que no segundo são retratados os velhos e os novos rostos da diáspora – aqueles que emigraram com pouca formação profissional e sem qualificações académicas e os diplomados.


Brevemente, a autora publicará em colaboração com a Universidade de Macau (Centro de Tradução do Departamento de Português) a versão bilingue Português-Chinês de "Contos do Portugal Rural".

Os livros estão disponíveis na livraria Traga-Mundos - livros e vinhos, coisas e loisas do Douro



António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:

- de 25 de Março a 19 de Abril de 2014: exposição “Cristais, Minerais & Petroarte”, pelo Museu de Geologia Fernando Real da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;

- dia 18 de Abril de 2014, pelas 21h00: apresentação e degustação de Sabores Em Desalinho;

- de 21 a 30 de Abril de 2014: exposição dos cartazes oficiais do 25 de Abril, editados pela Associação 25 de Abril.
Nos meses de Maio, Junho e Julho a Traga-Mundos irá acolher três diversas exposições de fotografias a preto-e-branco de Eduardo Teixeira Pinto (1933-2009), insigne fotógrafo nascido em Amarante e detentor de diversos «prémios em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente o Grande Prémio de Camões (1960), na época, uma das mais altas distinções a nível nacional».