domingo, 17 de julho de 2011

TRIBUNAL DE CONTAS - ESCAPARATE ( XXXV )

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Paginação elaborada por Luís Teixeira

2 comentários:

  1. Quem sabe e conta a história do testamento da biblioteca do doutor Aguedo a Moncorvo que foi parar a Bragança.
    Leitor

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  2. É muito simples. Ao final da década de 1970, o Dr. Águedo estava doente e recolheu ao hospital. Em Torre de Moncorvo e na Horta da Vilariça os mais altos responsáveis políticos (até mesmo do PSD) faziam comícios chamando-lhe fascista e coisas do género. Ao contrário, o governador civil do distrito (nomeado pelo PS, Fernando Verdasca de seu nome), o dr. Eduardo Carvalho, de Bragança, seu amigo pessoal e os presidentes das câmaras de Bragança e de Macedo de Cavaleiros iam visitá-lo ao hospital... Eu próprio sou testemunha pois no regresso de uma dessas deslocações calhou a encontrar-me com aquelas pessoas (o dr. Verdasca era meu amigo pessoal e com os restantes dava-me bastante bem), no Café Central em Moncorvo. Esta terá sido a gota de água que fez trasbordar o copo da ingratidão. É que, bastantes anos antes, quando ele era governante e ajudou a canalizar dinheiros para a construção do Cine-Teatro, o projecto previa que a casa anexa seria para instalar uma Biblioteca Municipal. E ele próprio se estaria preparando para entregar ali os seus livros, dando início à Fundação "Os Nossos Livros". Quando viu a sala a isso destinada ser transformada em sede do Grupo Desportivo, ele subiu aos arames... No stand do sr. Norberto Moreira contou essa mágoa, em tom bem exaltado, numa das suas visitas a Moncorvo e à Horta da Vilariça. O resto é simples de entender!
    Isto é o que eu posso testemunhar, pelo que vi e ouvi naqueles anos. J. Andrade

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