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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Evento "Guerra Junqueiro - De Freixo para o Mundo" termina com inauguração dos painéis "Orações de Ligares"














As cerimónias de homenagem ao poeta Guerra Junqueiro terminaram no dia 17 de setembro. O dia iniciou-se com a visita ao Freixo de Junqueiro, nomeadamente aos locais que evocam o poeta, a que se seguiu uma visita à Quinta da Batoca guiada por Inês Costa, Diretora da Fundação Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luis Pinto Mesquita Carvalho. A encerrar o evento inauguraram-se na aldeia de Ligares os painéis "Orações de Ligares" recolhidas por Guerra Junqueiro nos tempos em que por lá habitou.

"Guerra Junqueiro - De Freixo para o Mundo" - Segundo dia das comemorações dedicado à investigação sobre a vida e obra do poeta






O segundo dia de comemorações do evento "Guerra Junqueiro - De Freixo para o Mundo" foi dedicado à investigação literária sobre o autor. Contou com a apresentação do livro "A Mundividência infantil na obra de Guerra Junqueiro" de Carla Guerreiro que também apresentou com Lídia Machado o livro Terra D'Encontros,  a intervenção de Adília Fernandes com "Letras de uma morena - evocação do feminino em Junqueiro" e a encerrar uma Tertúlia Junqueiriana onde essencialmente se desmistificaram alguns aspetos acerca de Guerra Junqueiro, como figura e como poeta e onde se abordaram os pontos essenciais da sua vasta obra publicada. Houve ainda tempo para interpretações pela Banda de Música de Freixo dos poemas "Canção Perdida" e "A Moleirinha". 

Freixo E. Cinta - Exposição Torna-Viagem está patente no Auditório Municipal até ao dia 15 de outubro

Torna-Viagem .Exposição sobre Guerra Junqueiro from Leonel Brito on Vimeo.


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

“Guerra Junqueiro: De Freixo para o Mundo”


Nos dias 15, 16 e 17 de setembro Freixo de Espada à Cinta promove um evento dedicado exclusivamente ao poeta Guerra Junqueiro. O mote “Guerra Junqueiro: De Freixo para o Mundo” deu origem à organização de atividades de extensa diversidade cultural e, é desta forma, que o Município de Freixo dá a conhecer ao “mundo” que o visita aquele que será sempre “o seu poeta”.

Serão três dias exclusivamente dedicados à grande figura literária Guerra Junqueiro, algo nunca feito em Freixo de Espada à Cinta e que começam com a abertura da Casa do Poeta. O espaço estará completamente renovado e assim o visitante terá a oportunidade de contemplar a vida e obra do autor no local onde nasceu.  Estarão também previstas outras atividades como exposições, exibição de filmes, conferências, teatro infantil, apresentação de livros,  e inauguração dos painéis com as Orações de Ligares recolhidas por Guerra Junqueiro no século XIX.






terça-feira, 13 de setembro de 2016

Freixo de Espada à Cinta - Guerra Junqueiro: De Freixo para o Mundo



Nos dias 15, 16 e 17 de setembro Freixo de Espada à Cinta promove um evento dedicado exclusivamente ao poeta Guerra Junqueiro. O mote “Guerra Junqueiro: De Freixo para o Mundo” deu origem à organização de atividades de extensa diversidade cultural e, é desta forma, que o Município de Freixo dá a conhecer ao “mundo” que o visita aquele que será sempre “o seu poeta”.

Serão três dias exclusivamente dedicados à grande figura literária Guerra Junqueiro, algo nunca feito em Freixo de Espada à Cinta e que começam com a abertura da Casa do Poeta. O espaço estará completamente renovado e assim o visitante terá a oportunidade de contemplar a vida e obra do autor no local onde nasceu.  Estarão também previstas outras atividades como exposições, exibição de filmes, conferências, teatro infantil, apresentação de livros,  e inauguração dos painéis com as Orações de Ligares recolhidas por Guerra Junqueiro no século XIX.

Venha e participe!

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Guerra Junqueiro - A Velhice do Padre Eterno

                               
Um dia o pai, um bravo aldeão,
                                             
Chamou-o ao pé de si, e disse-lhe:«João:
À força de trabalho e à força de canseiras,

A moirejar no monte e a levar gado às feiras,
Consegui ajuntar ao canto do baú
Alguns pintos. Vocês são dois rapazes; tu,
Além de ser mais novo, és mais inteligente.
Vou botar-te ao latim; quero fazer-te gente.
Hás-de me dar ainda um grande pregador.
Hoje padre é melhor talvez que ser doutor.
Aquilo é grande vida; é vida regalada.
Olha, sabes que mais? manda ao diabo a enxada.
Aquilo é que é vidinha! aquilo é que é descanso!
Arrecada-se a côngrua, engrola-se o ripanço,

Arranja-se um sermão aí com quatro tretas,
Vai-se escorropichando o vinho das galhetas,
E a missa seis vinténs e doze os baptizados.
Depois, independente e sem nenhuns cuidados!
Olha, João, vê tu o nosso padre-cura:
É, sem tirar nem pôr, uma cavalgadura,
Vi-o chegar aqui mais roto que os ciganos;
Pois tem feito um casão em meia dúzia d'anos.
Isto é desenganar; padres sabem-na toda...
É o sermão, é a missa, é o enterro, é a boda.
É pinga da melhor, e tudo quanto há!
Quando o abade morrer hás-de vir tu p'ra cá.
                                                                        
Despacha-te o doutor nas cortes; quando não
                                                                        
Votamos contra ele, e foi-se-lhe a eleição.
                                                                        
Mas que é isso, rapaz? Nada de choradeira!
                                                                       
 É tratar da merenda, e quinta ou sexta-feira
                                                                     
  Toca pró seminário. Eu quero ir para a cova
                                                                      
 Só depois de te ouvir cantar a missa nova».

                                                                     
  Respeitosamente
                                                                      
 um vosso criado

                                                                       
Abilio Guerra Junqueiro

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

"Poesia e Lavoura" - Texto de Raúl Rêgo


Poesia e Lavoura
  

O que terá levado Guerra Junqueiro a lançar-se em empresa de tamanho vulto como eram o desbravamento desses morros e a plantação de pés de vinha, ele que saíra de Freixo para Coimbra tamanino, que fora deputado e secretário-geral do Governo Civil, se gastara pelo Chiado e por Angra, mas que não fora ainda lavrador? O caso não está suficientemente esclarecido, como o não está a época exacta em que ele deu início à empresa.
D. Maria Isabel diz-nos que foi seu avô, lavrador de inteligência e visão grandes, quem levou seu pai a tornar-se agricultor nestes morros resguardados dos ventos e batidos do Sol. José António Junqueiro nascera em Ligares, tinha propriedades, na freguesia, embora para lá fora como empregado do que depois foi seu sogro. Conhecendo toda a região, não lhe escapariam as vantagens de uma situação destas para a cultura da vinha. Eram precisos capital e persistência, com uma capacidade de sacrifício enorme de que Junqueiro deu abundantes provas.
Fotografia de Emil Biel da Quinta da Batoca em Ligares no séc.XIX
Junqueiro tinha a sua legítima, pois que a mãe lhe morrera aos cinco anos. Lembram-se? <<A minha mãe faltou-me era eu pequenino,/mas da sua piedade o fulgor diamantino/ficou sempre abençoado a minha vida inteira,/ como junto de um leão um sorriso divino,/ como sobre um forca um ramo de oliveira!>> A legítima foi por ele enterrada aqui, na Batoca, segundo carta que Lopes de Oliveira cita na sua biografia do poeta: <<Desde então (1880) até hoje (incluindo a letra de 1.300$00) recebi de meu pai 4.000$00, dando-me por pago e satisfeito da minha legítima. Note que só lhe pedi tal dinheiro quando veio o desastre da Batoca. Antes disso em nada lhe falei nem tencionava falar-lhe.>>
Vista sobre a Quinta da Batoca, 2016

Antes da legítima aqui deve ter enterrado também os direitos de autor de A Morte de D. João, cujo sucesso foi grande, e de A Musa em Férias. Aquela fora publicada em 1874 e esta em 1879. É possível que já na altura o bric-à-brac lhe desse também uma ajuda, pois que em carta para Bernardo Pindela, com data de 1882, e que Lopes de Oliveira também transcreve, fala na venda, por 300 mil réis, de <<uma colcha admirável, obra admirável, obra-prima de desenho, colorido e execução>>. E depois: << Maravilhosa. É rica de mais para mim. Solta um grito escandolosíssimo de opulência no meio da minha colecção pacatinha e modesta. Resolvi vendê-la.>>

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

1º Centenário do nascimento do poeta Guerra Junqueiro


Celebração do 1º Centenário do nascimento do  poeta Guerra Junqueiro  em Freixo de Espada à Cinta
Fotografia aérea - 15 de setembro de 1950

A propósito das comemorações do primeiro centenário do nascimento de Guerra Junqueiro, também Freixo celebra esta grande figura nos dias 15, 16 e 17 de setembro. Para este evento estão previstas uma série de atividades, a abertura da Casa do Poeta, exposições, teatro infantil, conferências, exibição de filmes, poemas interpretados pela Banda de Música de Freixo e ainda visitas guiadas ao Freixo de Junqueiro, à Quinta da Batoca e às Orações de Ligares.

 http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2016/08/guerra-junqueiro-de-freixo-para-o-mundo.html

http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2016/08/funeraes-do-grande-poeta-guerra.html

http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2016/08/guerra-junqueiro-o-cavador.html






quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Guerra Junqueiro - De Freixo para o Mundo - dias 15, 16 e 17 de setembro em Freixo de Espada à Cinta



Nos próximos dias 15, 16 e 17 de setembro Freixo de Espada à Cinta celebra e homenageia Guerra Junqueiro. Para o evento estão previstas uma série de atividades como a abertura da  Casa do Poeta, exposições, teatro infantil, poemas tocados pela Banda de Música de Freixo, exibição de filmes, conferências  e visitas guiadas ao Freixo de Junqueiro, à Quinta da Batoca e aos painéis das Orações de Ligares. 

Venha e participe!

Funeraes do Grande poeta Guerra Junqueiro


    "O que disse a imprensa:

    A perda deste grande portuguez que foi um escritor genial e um ardente patriota, será chorado pela elite intelectual de todo o mundo"


Nos próximos dias 15, 16 e 17 de setembro Freixo de Espada à Cinta celebra e homenageia Guerra Junqueiro. Para o evento estão previstas uma série de atividades como a abertura da  Casa do Poeta, exposições, teatro infantil, poemas tocados pela Banda de Música de Freixo, exibição de filmes, conferências  e visitas guiadas ao Freixo de Junqueiro, à Quinta da Batoca e aos painéis das Orações de Ligares. 

Venha e participe!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

GUERRA JUNQUEIRO



1. O primeiro dos documentários, da autoria de Leonel Brito, foi apresentado em 1980 e trata a
vida e a obra de Guerra Junqueiro em consonância com uma contextualização das origens geográficas do poeta, além de impor um interessante confronto intergeracional sobre o conhecimento, memória e
significado do património intelectual construído pelo poeta de Freixo de Espada à Cinta. Afigura-se,
assim, um documentário cuja tónica se espelha ao nível das raízes natais de Guerra Junqueiro e de uma reflexão sobre a acção inexorável do tempo, da progressiva erosão da memória e da ignorância acerca da edificação de uma obra humana. O documentário começa justamente com a morte do poeta, noticiada pela imprensa em ambiente de profunda comoção. Todo o país presta uma vénia em sinal de
homenagem ao poeta que agora morria. As origens locais de Guerra Junqueiro encontram-se em Freixo de Espada à Cinta, terra de “velhinhas errantes”, pastores, cavadores e gente humilde. Os poetas fazem parte de uma “memória colectiva”, muitas vezes apenas conservada pelos mais velhos e conhecedores. Três freixenistas, estudantes, conhecem pouco ou nada da obra junqueiriana. Não gostam de literatura e só lêem autores como Eça, Herculano ou Júlio Dinis quando obrigados pelos programas curriculares das escolas. O mesmo se passa com a jovem que frequenta o colégio liceal Guerra Junqueiro e que se revela ignota em relação ao homem que condescende o seu nome à escola que frequenta. A rapariga, regressada do Ultramar, leu apenas uns poucos de versos de Junqueiro mas sabe, contudo, que este hostilizava a classe clerical. “Não gostava dos padres”, diz a jovem.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

"O Luto da Humanidade" - Cortejo Fúnebre de Guerra Junqueiro - 1923


Faleceu a 7 de Julho de 1923 Abílio Manuel Guerra Junqueiro. "O Luto da Humanidade" é uma reportagem do dia do seu cortejo fúnebre que seguiu da Basílica da Estrela para o Palácio do Congresso, terminando no Mosteiro dos Jerónimos. Trata-se de uma reportagem histórica que retrata a magnitude que a morte do poeta Guerra Junqueiro alcançou em Portugal. A sua morte fez capa dos grandes jornais em Portugal da época e a imprensa internacional também lhe prestou homenagem.  Uma multidão, entre militares a cavalo, guardas, estudantes e outra individualidades, esteve presente e acompanhou o cortejo fúnebre até ao Mosteiro dos Jerónimos. Os excertos dessa reportagem encontram-se no arquivo digital da Cinemateca Portuguesa e os links para a sua visualização encontram-se abaixo.

http://www.cinemateca.pt/Cinemateca-Digital/Ficha.aspx?obraid=2214&type=Video

http://www.cinemateca.pt/Cinemateca-Digital/Ficha.aspx?obraid=25521&type=Video