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terça-feira, 31 de maio de 2016
terça-feira, 17 de maio de 2016
Os sinos da torre - Freixo de Espada à Cinta
Quando alguém está ausente da terra onde nasceu, – e muito embora lá vá
com regularidade – há um som que o marca para toda a vida: o toque dos sinos.
São emocionantes aquelas badaladas, tenham elas o significado que tiverem. É
natural e humano que nos emocionem cada vez que as ouçamos, sejam elas tristes
ou de festa e alegria.
A data da invenção dos sinos é difícil de marcar,
dada a sua evolução através dos séculos. O sino é quase tão antigo quanto a civilização, aparecendo
referências na mais remota antiguidade na China e mosteiros budistas. Até no
Antigo Egipto estão referenciados locais onde existiam sinos. Segundo a Biblia, Deus ordenou a Moisés que a orla inferior do manto de
Aarão (primeiro Sumo Sacerdote) fosse guarnecida de campainhas de ouro
destinando-se elas a recordar aos filhos de Israel que a Lei lhes havia sido
dada ao som da trombeta. Na velha Roma,
uma espécie de sino, que não passava de uma simples matraca metálica, anunciava
a abertura das feiras e a hora da entrada para os banhos públicos. Nos tempos de Carlos Magno, que reinou de 768 a 814, os sinos eram já muito
conhecidos no mundo católico. Contudo,
afirma-se que o seu emprego na
Europa e nas torres das Igrejas foi obra de S. Paulino, bispo de Nola na
Campânia (Itália), no século V. Certamente derivam daí os nomes Nola, para o
sino grande, e campana – de onde deriva campanário (?) -, para o mais pequeno.
Desta forma, todos os estudos nos indicam também que os primeiros sinos eclesiásticos importantes e dos
quais nos aparecem notícias foram colocados nos mosteiros que se difundiram
pelo espaço europeu durante os séculos IV e V, ou seja na ante-véspera e início
da Idade Média, generalizando-se nas igrejas católicas já no século VII. Mas,
só a partir do auge da Idade Média, (século XIII) e com os grandes progressos
adquiridos na fundição dos
metais, permitiram aparecer os grandes sinos instalados nas catedrais e grandes igrejas.
Na Idade Média a
Igreja Católica modelou a sociedade, fez catedrais, universidades, hospitais,
castelos, mosteiros, arte, vitrais, invenções, e descobertas. Papas, bispos,
clero e santos pregaram Cruzadas, a harmonia das classes sociais, da razão e da
religião, da teologia e da ciência, da moral, da tecnologia e da economia.
Beleza, hierarquia e unção sobrenatural: a História da Idade Média é o
contrário da Idade das Trevas. Se o futuro vier a ser diferente, não terá algo
medieval?
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