Logo que cheguei à “Quinta da Laranjeira”, fui
apresentado a todos que trabalhavam
naquela casa, depois levaram-me à presença do senhor Carvalho e da senhora
Teresa.
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| QUINTA DA LARANJEIRA |
Mandou-me sentar numa cadeira e estivemos a conversar por algum tempo.
Disse-me o que tinha a fazer na Quinta e o nome de alguns empregados, dizendo:
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Espero que te sintas bem na “Quinta da Laranjeira”, depois começas a
conhecer todo o pessoal, tens muito com quem conversar. O Ti Alberto e a mulher
são os caseiros, são boas pessoas, assim como os pastores e os criados. São
conversadores e, quando os conheceres melhor, verás que me darás razão. O
empregado mais velho, que está na
Quinta, é o “Ti Nunes.” Já vai em dez anos que está cá, podes perguntar-lhe se
está contente connosco. O serviço dele
é só andar a acarretar a água para o gasto de casa. Nós só gastamos água
do Rio Sabor, os nascentes no Verão secam. Não é preciso dizer-lhe o que tem a
fazer, nem ninguém o manda, é muito diligente. Sei, também, que estiveste em
Lisboa a aprender a serralheiro, se tu quiseres, podes ajudar o ferreiro a
reparar as ferramentas e apetrechos da
lavoura. Vou mandar chamar o “Ti Nunes”, para tu o conheceres.