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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Moncorvo : o futuro não tem pressa

Minas de ferro

Do Rei D. Sebastião ao ministro Veiga Simão

Quem do Nordeste Transmontano, quem do Douro Superior, cujo PIB por habitante não chega a metade da média nacional e onde 25 por cento do orçamento alimentar é gasto em vinho, conhece os seus mitos e fortalezas, as suas esperanças adiadas, não se pode deixar de reflectir que as minas de ferro de Moncorvo têm desempenhado um farto papel na memória colectiva das populações. Às minas se prendem histórias, com aldeias calcetadas a pedra de um azul que fere ao sol ou de um triste vermelho de sangue velho. E mineiros de toada lenta, idos da Beira Baixa e cargas da GNR em alturas de greve.
O arranque das minas condensa um pouco o sebastianismo de uma parte do Nordeste, ressuscitado e alimentado com o 25 de Abril. Em consequência da esperança nasceu à beira no Carvalhal, um povoado, na sua quase totalidade composto de construções clandestinas, com dois restaurantes, um recente e pequeno hotel, oficinas pensando-se indústrias subsidiárias do D. Sebastião regressado de Alcácer, que seriam as ferrominas a funcionarem, empresa pública a partir de 12 de Abril de 1977.
Há escassos dias, Veiga Simão anuncia que o Projecto Siderúrgico Nacional vai ser congelado, pelo que a Ferrominas vai continuar a ser um projecto adiado metido, à espera de melhores dias, no frigorífico da austeridade. Em tempos de passado curto, ministros das Finanças como Morais Leitão e João Salgueiro tinham-se oposto ao projecto que necessitava, a preços de 80, de um investimento de 12 milhões de contos. Baião Horta enquanto ministro da tutela, bateu-se pelo arranque do projecto; os políticos, sem excepções na sua cor partidária, enquanto sanchos travestidos de quixotes em campanha eleitoral, defendem o projecto. Acreditava-se que D. Sebastião um dia havia de morrer. Mas não.
Feitas as contas, dos filões podiam ser extraídas duas mil toneladas por ano. No seu total, os jazigos conservam para exploração, 600 milhões de toneladas de ferro, de teor pobre, é certo, mas com a nova tecnologia, já rentável.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Projeto para salvar espécies únicas do Nordeste Transmontano

Os rios do Nordeste Transmontano têm espécies únicas que foram reproduzidas em laboratório para garantir repovoamentos em caso de ameaça maior no âmbito de um projeto apresentado hoje no Dia do Parque Natural de Montesinho, em Bragança.

"SOS-Save our species" é o nome do projeto científico desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Bragança em parceria com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e associações locais para valorizar este património além da pesca desportiva com um turismo vocacionado para apreciadores da Natureza.
  
A construção de duas grandes barragens na região, a do Tua e, sobretudo a do Sabor, reduziram os habitas naturais de peixes e bivalves nos dois principais rios do distrito de Bragança, uma consequência estudada no âmbito deste projeto que propõe medidas de mitigação e reabilitação apostando em outros locais para salvaguardar este património.

As espécies em causa, como explicou o investigador Amilcar Teixeira, não têm o valor gastronómico daquela que é considerada a rainha das águas frias dos rios transmontanos, a truta, mas são "únicas desta região e, daí a importância de mantê-las, conservá-las neste local, pelo valor em si, mas também pela vantagem de um turismo muito especifico poder trazer pessoas a verem no local a existência dessas espécies".

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Nordeste transmontano - Instituições do distrito de Bragança interessadas em acolher refugiados

Diocese de Bragança - Miranda, Convento de Balsamão, Casa da Criança Mirandesa e Instituto Politécnico de Bragança juntam-se à Santa Casa da Misericórdia na lista de instituições disponíveis para acolher refugiados
Depois da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, o jornal NORDESTE sabe que também o Convento de Balsamão e a Casa da Criança Mirandesa fazem parte da lista de instituições interessadas em acolher refugiados. Também a Diocese de Bragança - Miranda e o Instituto Politécnico de Bragança mostraram a sua disponibilidade para receber pessoas provenientes do fluxo migratório causado pela guerra na Síria, no Iraque e no Afeganistão.
Os primeiros refugiados devem chegar ainda esta semana, segundo divulgou fonte oficial da Comissão Europeia. Prevê-se que cheguem a Portugal 4500 refugiados, no entanto ainda não se sabe quantos podem ser integrados no nordeste transmontano. A Plataforma de Apoio aos Refugiados assinou na semana passada os protocolos de colaboração com as instituições anfitriãs que estão já preparadas para receber estas famílias. Foram estabelecidos protocolos com 68 instituições que vão acolher 85 famílias, num total de 420 pessoas. Nenhuma delas é do distrito de Bragança mas três pertencem ao distrito de Vila Real. 

Fonte: http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=711&id=21482&idSeccao=6599&Action=noticia#.VidwjdKrTIU

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

"Ponte" tecnológica transmontana aproxima jovens emigrantes de pais e avós

A associação transmontana Leque anunciou hoje um projeto, apoiado em novas tecnologias, para aproximar jovens emigrados dos seus pais e avós que estejam sós ou quase isolados nas aldeias daquela região. "A ideia é estabelecer uma ponte familiar, para depois se instalarem meios de comunicação necessários ao estabelecimento de ligações de áudio e imagem com recurso ao 'Skype' através de videoconferência", enfatizou à agência Lusa a psicóloga Celmira Macedo, mentora do projeto. O projeto começará a ser desenvolvido em 10 aldeias do concelho de Miranda do Douro, podendo estender-se aos municípios de Mogadouro e Alfândega da Fé, todos no distrito de Bragança.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/cm_ao_minuto/detalhe/ponte_tecnologica_transmontana_aproxima_jovens_emigrantes_de_pais_e_avos.html

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

I Jornadas de Escolas Promotoras de Saúde do Nordeste Transmontano

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste vai realizar, através da Unidade de Saúde Pública, as I Jornadas de Escolas Promotoras de Saúde do Nordeste Transmontano. Este evento, destinado a professores, educadores, profissionais de saúde, associações de pais e encarregados de educação, alunos, autarquias e comunidade em geral, e cujas inscrições já se encontram abertas, irá decorrer nos dias 9 e 10 de outubro, no auditório Alcínio Miguel, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança.
Com a realização destas Jornadas pretende-se, segundo a Comissão Organizadora, promover a adesão dos estabelecimentos de ensino da região à filosofia das Escolas Promotoras de Saúde, assim como contribuir para um debate crítico aprofundado sobre as temáticas que constituem este projeto educativo.
Durante os dois dias das Jornadas vão estar em debate temas como a Promoção da Saúde da Criança, Ambientes Seguros e Saudáveis, Comportamentos não Saudáveis, Promoção da Alimentação Saudável, Sexualidade e Afetos e Família – Escola – Sociedade.
As Jornadas de Escolas Promotoras da Saúde são acreditadas pelo CCPFC para Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário.